{"id":11894,"date":"2009-09-14T00:00:00","date_gmt":"2009-09-14T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/exaltacao-da-santa-cruz\/"},"modified":"2009-09-14T00:00:00","modified_gmt":"2009-09-14T03:00:00","slug":"exaltacao-da-santa-cruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/exaltacao-da-santa-cruz\/","title":{"rendered":"Exalta\u00e7\u00e3o da Santa Cruz"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\u201cO crux ave, spes unica. Hoc passionis tempore. Piis ad auge gratiam. Veniam dona reisque.\u201d \u201cSalve a cruz, nossa \u00fanica esperan\u00e7a. Neste tempo de sofrimento concede gra\u00e7a e miseric\u00f3rdia aqueles que aguardam julgamento.\u201d<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte pelo supl\u00edcio da cruz era uma morte  ignominiosa, reservada para os ladr\u00f5es e assassinos. Segundo nos relata C\u00edcero, os romanos tinham duas maneiras de eliminar os criminosos: uma nobre a decapita\u00e7\u00e3o e outra ignominiosa que era a morte pela cruz. Portanto, Cristo morreu pela maneira mais cruel, a morte pela cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No supl\u00edcio da cruz o condenado, ao ser pregado na cruz, chegava ao m\u00e1ximo da dor, uma vez que ao ter suas m\u00e3os pregadas na cruz, cada prego lhe dava uma descarga nos nervos, que fazia com que o condenado gritasse de dor. Na cruz o condenado perdia muito sangue e, em geral morria de asfixia, ap\u00f3s muitas horas de sofrimento e, se continuava vivo, suas pernas eram quebradas e, neste caso, a morte era instant\u00e2nea por asfixia. Com efeito, na cruz, a respira\u00e7\u00e3o \u00e9 lenta e mais curta, pois o ar penetra os pulm\u00f5es, mas n\u00e3o consegue fluir e o condenado tem sede de ar, semelhantemente ao asm\u00e1tico em plena crise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Bem, estamos rememorando esses fatos, para lhes dizer como foi cruel e dolorosa a morte de Jesus na Cruz. Entretanto, segundo os Evangelhos, Cristo ressuscitou e a cruz vazia passou a indicar para o crist\u00e3o uma fonte de salva\u00e7\u00e3o e de ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Diz a hist\u00f3ria que, no dia 27 de outubro do ano 312 depois de Cristo, dois ex\u00e9rcitos se defrontam \u00e0s portas de Roma. O primeiro sai dos Muros Aurelianos para posicionar-se ao longo das margens do Tibre, junto \u00e0 Ponte Milvio, comandado por Marcos Aur\u00e9lio Val\u00e9rio Mass\u00eancio. O segundo, que desceu de Trier (na Alemanha) rumo a Roma, se coloca ao longo da via Flaminia, guiado por Fl\u00e1vio Val\u00e9rio Constantino. Os dois contendores lutam pelo t\u00edtulo de Augusto do Ocidente, um dos quatro cargos supremos, na Tetrarquia, o novo sistema de governo do Imp\u00e9rio, ideado por Diocleciano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O sol come\u00e7a a se por quando as tropas de Constantino v\u00eaem repentinamente surgir no c\u00e9u um grande sinal luminoso, com uma frase chamejante: \u201cIn hoc signo vinces\u201d \u2013 \u201cCom este sinal vencer\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eus\u00e9bio de Cesareia, o primeiro grande hist\u00f3rico da Igreja recorda o acontecimento com estas palavras: &#8220;Um sinal extraordin\u00e1rio aparece no c\u00e9u. (&#8230;) Quando o sol come\u00e7ava a declinar, Constantino v\u00ea com os pr\u00f3prios olhos, no c\u00e9u, mais acima do sol, o trof\u00e9u de uma cruz de luz sobre a qual estavam tra\u00e7adas as palavras IN HOC SIGNO VINCES. Foi tomado por um grande estupor e, com ele, todo seu ex\u00e9rcito\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com efeito, Constantino venceu e deu total liberdade aos crist\u00e3os, at\u00e9 ent\u00e3o perseguidos pelo Imp\u00e9rio Romano. Com este fato hist\u00f3rico, a Cruz de Cristo, antes venerada com respeito, passou a ser s\u00edmbolo de vit\u00f3ria, pois do lenho da cruz partiu a salva\u00e7\u00e3o do mundo. Da\u00ed, na exalta\u00e7\u00e3o da Santa Cruz e na Sexta Feira da Paix\u00e3o cantar a Igreja, ao apresentar a cruz para que os fieis prestem adora\u00e7\u00e3o ao Cristo crucificado e morto: \u201cEis o lenho da cruz, do qual pendeu a salva\u00e7\u00e3o do mundo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A cruz para o crist\u00e3o, portanto n\u00e3o \u00e9 s\u00edmbolo de morte, mas de vida. Ela \u00e9 nossa \u00fanica esperan\u00e7a. A cruz est\u00e1 sempre presente na vida da Igreja, quer na celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, que no Batismo e demais sacramentos. O sinal da cruz \u00e9 o indicativo de que a pessoa \u00e9 crist\u00e3 e n\u00f3s o usamos sempre no in\u00edcio da Missa, com esse sinal n\u00f3s somos aben\u00e7oados e aben\u00e7oamos em nome do PAI, do FILHO e do ESP\u00cdRITO SANTO. Portanto, exaltar a cruz \u00e9 exaltar a morte de Cristo e proclamar que Ele est\u00e1 vivo e por seu sacrif\u00edcio na Cruz nos obteve a salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Bendita e louvada seja a cruz bendita do Senhor, s\u00edmbolo de vida e de ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Eurico dos Santos Veloso<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO crux ave, spes unica. Hoc passionis tempore. Piis ad auge gratiam. Veniam dona reisque.\u201d \u201cSalve a cruz, nossa \u00fanica esperan\u00e7a. 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