{"id":11895,"date":"2009-09-08T00:00:00","date_gmt":"2009-09-08T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-caridade\/"},"modified":"2009-09-08T00:00:00","modified_gmt":"2009-09-08T03:00:00","slug":"a-caridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-caridade\/","title":{"rendered":"A caridade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Meditando sobre os Evangelhos, impressiona-nos a mensagem de Cristo, fundada totalmente no amor aos irm\u00e3os, na caridade. Poucas vezes, o divino Mestre fala do amor que devemos ter para com Deus. Do Pai, Ele sempre no-lo apresenta como o doador de tudo, que nos ama a ponto de dar seu Filho \u00e0 morte para a salva\u00e7\u00e3o dos homens.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Raras vezes, e foram sempre respostas aos fariseus e aos legistas, em que reafirmou o primeiro mandamento do amor a Deus, mas, logo, a seguir completa-o o amor ao pr\u00f3ximo, que lhe \u00e9 semelhante. Ilustra-o na par\u00e1bola do bom samaritano (cf. Lc 10, 25-37)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As cartas do ap\u00f3stolo Jo\u00e3o insistem no mesmo diapas\u00e3o. Catequeticamente, e com clareza apost\u00f3lica, afirma que aquele que diz que ama a Deus e n\u00e3o ama a seus irm\u00e3os \u00e9 mentiroso. E continua que \u00e9 muito f\u00e1cil proclamar que amamos a Deus, a quem n\u00e3o vemos, mas se desprezamos o irm\u00e3o que est\u00e1 a nosso lado, onde est\u00e1 a caridade, onde est\u00e1 o amor? (cf. 1Jo.4,20)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Paulo, na sua Carta aos Cor\u00edntios (cf. 1Cor. 13) proclama e exalta a caridade. Quase sabemos de cor o texto maravilhoso. Somos levados a interpretar este hino como o amor ao Pai Celeste. Mas, o ap\u00f3stolo fala \u00e9\u00a0 da excel\u00eancia do amor entre os irm\u00e3os. \u201dAinda que eu falasse todas as l\u00ednguas dos anjos, ou tivesse toda a ci\u00eancia, sem a caridade seria um bronze que soa\u201d e cujo som se perde nas quebradas dos montes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Logo a seguir nos ensina em que consiste a caridade: na paci\u00eancia, na humildade, no fazer o bem, na longanimidade, na partilha da dor e da alegria com os irm\u00e3os, no perd\u00e3o t\u00e3o dif\u00edcil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E conclui pela perenidade do amor e da caridade. Tudo cessa quando vier a perfei\u00e7\u00e3o, exceto a caridade, pela qual seremos medidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No dia do Ju\u00edzo, quando o Filho do Homem, na sua gl\u00f3ria, vier nos julgar, escreve o evangelista Mateus, Ele n\u00e3o nos questionar\u00e1 sobre o amor de Deus, sobre a nossa f\u00e9, sobre as coisas grandiosas que tivermos feito. O questionamento e a gl\u00f3ria decorrente ser\u00e1 sobre o nosso cora\u00e7\u00e3o, se ele se abriu ou fechou sobre os pequeninos,\u00a0 que moravam em nossas casas, no nosso bairro, na nossa comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nos primeiros hin\u00e1rios depois do Conc\u00edlio, cant\u00e1vamos: \u201ccomo posso ser feliz, se ao pobre, meu irm\u00e3o, eu fechei o cora\u00e7\u00e3o, meu amor eu recusei! J\u00e1 nesta vida mortal, podemos sentir as del\u00edcias desta vida fraterna, como rezamos nos salmo: \u00f3 qu\u00e3o bom e qu\u00e3o e alegre, a vida comum entre os irm\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil o exerc\u00edcio desta caridade, o empecilho do pecado que herdamos de Ad\u00e3o leva-nos a outro tipo de vida. Conhecedor da natureza humana, Jesus, no Serm\u00e3o da Montanha nos d\u00e1 regras pr\u00e1ticas de sua viv\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os bem aventurados do Reino n\u00e3o s\u00e3o os poderosos e s\u00e1bios, mas aqueles que vivem o despojamento total da auto confian\u00e7a, na simplicidade de esp\u00edrito. N\u00e3o \u00e9 a letra da lei que importa: \u201couvistes o que foi dito aos antigos&#8230;\u201de repetindo os mandamentos, d\u00e1-lhes o sentido vivencial pleno, exemplificando nos atos que devem nascer do cora\u00e7\u00e3o renovado.(cf. Mt.5, 17-47)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Enquanto vigorava a lei de tali\u00e3o: dente por dente, olho por olho, ensinava a grandeza do perd\u00e3o, que reitera na resposta a Pedro, logo no in\u00edcio do discurso eclesi\u00e1stico, no Evangelho de Mateus (cf. Mt. 18,21-22).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Neste mesmo cap\u00edtulo 18, na par\u00e1bola do devedor implac\u00e1vel, diz-nos como seremos tratados se n\u00e3o perdoarmos, de cora\u00e7\u00e3o, ao irm\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E como se n\u00e3o bastasse a sua Palavra, deu-nos o seu exemplo: \u201camai-vos uns aos outros como eu vos amei\u201d e entregou-se por n\u00f3s na cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A medida do amor com que devemos amar, n\u00e3o \u00e9 somente a da nossa pessoa, mas a pessoa do outro a quem devemos amar como Cristo nos amou, al\u00e9m de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o nos basta lermos e venerarmos as Escrituras. Devemos viver no seu esp\u00edrito e conduzir nossa vida, nas vicissitudes do tempo, construindo o Reino de Verdade e de Vida pelo amor.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Eurico dos Santos Veloso<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meditando sobre os Evangelhos, impressiona-nos a mensagem de Cristo, fundada totalmente no amor aos irm\u00e3os, na caridade. Poucas vezes, o divino Mestre fala do amor que devemos ter para com Deus. 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