{"id":11907,"date":"2009-05-15T00:00:00","date_gmt":"2009-05-15T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/mae-de-misericordia\/"},"modified":"2009-05-15T00:00:00","modified_gmt":"2009-05-15T03:00:00","slug":"mae-de-misericordia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/mae-de-misericordia\/","title":{"rendered":"M\u00e3e de Miseric\u00f3rdia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Certa noite, quando ainda menino, naquelas noites frias de maio, ouvi o serm\u00e3o de um mission\u00e1rio que saudava Maria como a Janela do c\u00e9u.\u00a0 Na ladainha a invocamos como Porta do C\u00e9u.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E ilustrava com uma hist\u00f3ria.\u00a0 Um jovem se entregara aos v\u00edcios e recusava-se a deix\u00e1-los.\u00a0 Cansado, o pai lhe disse que se voltasse \u00e9brio, tarde da noite, n\u00e3o lhe abriria mais a porta.\u00a0 Naquela noite, \u00e0 desoras, a m\u00e3e, diante da imagem de Virgem, rezava \u00e0 luz da lamparina que, com luz t\u00eanue passava pelas frestas da janela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O filho entendeu o que o amor de m\u00e3e imaginava.\u00a0 Bateu \u00e0 janela que se abriu e as m\u00e3os acolhedoras daquela que lhe dera \u00e0 luz o puxaram para dentro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Maria \u00e9 esta M\u00e3e que sempre nos acolhe, apesar de nossos desmandos e pecados. Por isso S\u00e3o Bernardo, aclamando-a como Rainha, imediatamente, logo a seguir, a invoca como M\u00e3e de Miseric\u00f3rdia e nossa Esperan\u00e7a, Vida e Do\u00e7ura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Vivemos realmente num vale de l\u00e1grimas, desde que nossos primeiros pais rebelaram-se contra o Criador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o Paulo nos fala claro desta heran\u00e7a de que somente podemos sair pela f\u00e9, passando pela Porta do redil, que \u00e9 Cristo, como S\u00e3o Jo\u00e3o nos relata nas palavras do Mestre no Evangelho que lemos neste tempo pascal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E nesta travessia, o amor da M\u00e3e Celeste nos ampara. \u00c9 por Ela que Cristo Redentor nos veio.\u00a0 Ela \u00e9 o canal, a Medianeira de todas as gra\u00e7as. Por Ela chegamos a Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jesus estava em Can\u00e1, nas bodas a que tinha sido convidado com seus disc\u00edpulos, narra o Evangelista Jo\u00e3o, que tamb\u00e9m l\u00e1 estava.\u00a0 Via a agonia dos noivos, mas parecia n\u00e3o perceber. Sua M\u00e3e, por\u00e9m, a sentiu em seu cora\u00e7\u00e3o.\u00a0 N\u00e3o pediu, sen\u00e3o, colocou a ang\u00fastia dos noivos no cora\u00e7\u00e3o de seu Filho que n\u00e3o se comoveu: \u201dMulher, que tenho eu contigo. Ainda n\u00e3o chegou a minha hora\u201d (Jo.2,4). Ela, por\u00e9m, certa de que seria atendida, embora nada pedira e s\u00f3 manifestara a dificuldade dos noivos, abriu a \u201cjanela\u201d de sua miseric\u00f3rdia e disse aos criados:\u00a0 \u201cFazei tudo o que Ele vos disser\u201d. E as talhas de \u00e1gua se transformaram em vinho&#8230;Este foi o primeiro sinal de Jesus, conclui o Evangelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim, para nos n\u00f3s tamb\u00e9m.\u00a0 Ela sabe que andamos tresloucados neste mundo.\u00a0 Ela, com a santa m\u00e3o, n\u00e3o deixa extinguir-se a Luz de nossa esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E nas frestas dos momentos de lucidez que temos, apesar dos nossos pecados, vemos aquela luz e a desejamos.\u00a0 Batemos \u00e0 janela do seu amor e somos acolhidos por suas m\u00e3os, seja nas dificuldades deste mundo, como aqueles noivos, seja nos caminhos da eternidade.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Eurico dos Santos Veloso<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Certa noite, quando ainda menino, naquelas noites frias de maio, ouvi o serm\u00e3o de um mission\u00e1rio que saudava Maria como a Janela do c\u00e9u.\u00a0 Na ladainha a invocamos como Porta do C\u00e9u.<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11907"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=11907"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11907\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=11907"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=11907"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=11907"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}