{"id":11949,"date":"2009-07-27T00:00:00","date_gmt":"2009-07-27T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/fantasia-da-caridade\/"},"modified":"2009-07-27T00:00:00","modified_gmt":"2009-07-27T03:00:00","slug":"fantasia-da-caridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/fantasia-da-caridade\/","title":{"rendered":"Fantasia da caridade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O mandamento do amor jamais deixar\u00e1 de ser vivido pelos crist\u00e3os porque \u00e9 uma exig\u00eancia do Evangelho. O pr\u00f3prio Jesus disse: \u201cEu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros.\u201d (Jo 13,34) S\u00e3o Paulo confirma o car\u00e1ter duradouro da caridade que se revela na caminhada temporal dos crist\u00e3os e se plenifica na posse eterna do amor de Deus: \u201cO amor jamais acabar\u00e1.\u201d (1Cor 13,8) A viv\u00eancia do amor compreende as rela\u00e7\u00f5es interpessoais, familiares e sociais. Estas interfaces da caridade sempre estar\u00e3o articuladas de modo que ningu\u00e9m ser\u00e1 totalmente bom como indiv\u00edduo se n\u00e3o o for na conviv\u00eancia com seus semelhantes; n\u00e3o ser\u00e1 uma pessoa exemplar na vida familiar se n\u00e3o o for no testemunho social, n\u00e3o praticar\u00e1, efetivamente, a caridade social e n\u00e3o conseguir relacionar-se, respeitosamente, com os indiv\u00edduos. Algu\u00e9m poder\u00e1 enganar-se nessa mat\u00e9ria e poder\u00e1 at\u00e9 mascarar sua conduta no relacionamento com os outros; por\u00e9m, se n\u00e3o viver a caridade nessa tr\u00edplice dimens\u00e3o do eu, da fam\u00edlia e da sociedade, n\u00e3o experimentar\u00e1 o amor na sua rela\u00e7\u00e3o com Deus. Em cada destas express\u00f5es, necessariamente, deve evidenciar-se a verdade do amor nas palavras, nos sentimentos e nos gestos das pessoas. A caridade na vida pessoal \u00e9 um dom de inestim\u00e1vel valor que leva a uma pr\u00e1tica da caridade social que, por sua vez, n\u00e3o se efetivar\u00e1 sen\u00e3o mediante a observ\u00e2ncia da justi\u00e7a.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em nossos dias, h\u00e1 exemplos admir\u00e1veis de caridade social pela via institucional, quando membros de determinadas entidades assumem o compromisso do servi\u00e7o misericordioso aos irm\u00e3os necessitados. A Igreja desenvolve trabalhos nessa dire\u00e7\u00e3o, desde os prim\u00f3rdios, mediante o carisma de ordens, congrega\u00e7\u00f5es e institutos religiosos, colocando-se, solidariamente, ao lado de pessoas e grupos humanos, desassistidos familiar e socialmente. \u00c9 evidente que a caridade n\u00e3o \u00e9 praticada somente nos meios religiosos. H\u00e1 tamb\u00e9m pessoas que, tocadas por um edificante senso de humanismo, agindo de forma silenciosa e oculta, se dedicam \u00e0 causa de seus semelhantes, qualquer que seja o g\u00eanero de suas necessidades, uma vez que s\u00e3o movidas pelo desejo de fazer-lhes o bem. Nessa linha, gra\u00e7as \u00e0 versatilidade da Internet, \u00e9 admir\u00e1vel e louv\u00e1vel a pr\u00e1tica do \u201ctrabalho volunt\u00e1rio online\u201d, em franca difus\u00e3o, por parte de profissionais com qualifica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e de pessoas comuns que apoiam, solidariamente, a causa dos necessitados, em situa\u00e7\u00f5es muito variadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Carta Apost\u00f3lica do Papa Jo\u00e3o Paulo II \u201cNo In\u00edcio do Novo Mil\u00eanio\u201d fala de uma \u201cfantasia da caridade\u201d, como iniciativa solid\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas necessitadas. \u201cE o cen\u00e1rio da pobreza poder\u00e1 ampliar-se indefinidamente, se \u00e0s antigas pobrezas acrescentarmos as novas que frequentemente atingem mesmo os ambientes e categorias dotados de recursos econ\u00f4micos, mas sujeitos ao desespero da falta de sentido, \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o da droga, \u00e0 solid\u00e3o na velhice ou na doen\u00e7a, \u00e0 marginaliza\u00e7\u00e3o ou \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o social. O crist\u00e3o, que se debru\u00e7a sobre este cen\u00e1rio, deve aprender a fazer o seu ato de f\u00e9 em Cristo, decifrando o apelo que Ele lan\u00e7a a partir deste mundo da pobreza. Trata-se de dar continuidade a uma tradi\u00e7\u00e3o de caridade, que j\u00e1 teve inumer\u00e1veis manifesta\u00e7\u00f5es nos dois mil\u00eanios passados, mas que hoje requer, talvez, ainda maior capacidade inventiva. \u00c9 hora duma nova \u2018fantasia da caridade\u2019, que se manifeste n\u00e3o s\u00f3 nem sobretudo na efic\u00e1cia dos socorros prestados, mas na capacidade de pensar e ser solid\u00e1rio com quem sofre, de tal modo que o gesto de ajuda seja sentido, n\u00e3o como esmola humilhante, mas como partilha fraterna.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O campo do servi\u00e7o solid\u00e1rio, em face das m\u00faltiplas necessidades humanas, sempre suscitar\u00e1 generosas e criativas formas de se praticar a caridade.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Genival Saraiva de Fran\u00e7a<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mandamento do amor jamais deixar\u00e1 de ser vivido pelos crist\u00e3os porque \u00e9 uma exig\u00eancia do Evangelho. 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