{"id":11961,"date":"2009-11-03T00:00:00","date_gmt":"2009-11-03T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/morte-e-vida-eterna\/"},"modified":"2020-11-05T11:24:42","modified_gmt":"2020-11-05T14:24:42","slug":"morte-e-vida-eterna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/morte-e-vida-eterna\/","title":{"rendered":"Morte e Vida Eterna"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O m\u00eas de novembro \u00e9 tradicionalmente celebrado como m\u00eas \u201cdas almas\u201d. Inicia-se, contudo, com a festa de Todos os Santos, num grito exultante que proclama a vit\u00f3ria da vida sobre a morte.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No dia 2, na liturgia dos Finados, a Igreja apresenta suas preces ao Senhor por todos os que, tendo terminado sua peregrina\u00e7\u00e3o terrestre e afastado o perigo da condena\u00e7\u00e3o eterna, se purificam na chama ardente do amor de Deus (purgat\u00f3rio) preparando-se para a vis\u00e3o beat\u00edfica, de que j\u00e1 gozam todos os santos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estas comemora\u00e7\u00f5es elevam nossas mentes \u00e0s \u00faltimas realidades (nov\u00edssimos), das quais nenhum vivente escapar\u00e1: morte, ju\u00edzo, inferno ou para\u00edso. Para o Senhor, a nossa vida tem grande import\u00e2ncia. A nossa hist\u00f3ria n\u00e3o lhe \u00e9 indiferente, nos recordou o Papa Bento XVI, em sua Enc\u00edclica, Spe salvi. Assim sendo, \u00e9 no amor incomensur\u00e1vel de Deus pelo homem que se ap\u00f3ia a doutrina cat\u00f3lica sobre a voca\u00e7\u00e3o \u00e0 eternidade inserida no cora\u00e7\u00e3o humano, sobre a escatologia, que conhece uma fase intermedi\u00e1ria e outra final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A teologia cat\u00f3lica, com base na Sagrada Escritura e na Sagrada Tradi\u00e7\u00e3o, ensina que o homem n\u00e3o foi criado para conhecer a corrup\u00e7\u00e3o da carne. Alvo privilegiado do amor de Deus, n\u00e3o teria conhecido o fim tr\u00e1gico de sua exist\u00eancia, que \u00e9 a morte, se n\u00e3o se tivesse rebelado contra seu Criador. Constitu\u00eddo no estado de santidade e justi\u00e7a original, passaria da vida terrestre para a vis\u00e3o de Deus de uma maneira natural e sem traumas. Sendo alma imortal e corpo material, perfeita dualidade querida pelo Senhor, sua inteireza, isto \u00e9, sua pessoa, estava destinada \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o do Eterno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o foi assim, por\u00e9m, que as coisas aconteceram.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O homem pecou gravemente: duvidou do amor de Deus e quis ocupar-lhe o lugar. Destru\u00edda a comunh\u00e3o com o Criador, encontrou o fim tr\u00e1gico e destrutivo para os seus dias: o p\u00f3 ser\u00e1 o seu fim (Cf. Gn 3,19). Foi envolvido pelo drama da separa\u00e7\u00e3o perp\u00e9tua de Deus e da corrup\u00e7\u00e3o da carne. Com efeito, Paulo ensina que \u201co sal\u00e1rio do pecado \u00e9 a morte\u201d (Rm 6,23).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A P\u00e1scoa de Cristo, no entanto, privou a morte de seu maior poderio: o de separar-nos de Deus. Antes do Cristo, mesmo os justos ap\u00f3s a morte estavam privados da vis\u00e3o de Deus. S\u00e3o estes os que no Credo dizemos foram libertos da Mans\u00e3o dos mortos pelo Senhor. Tendo-lhes aberto o acesso ao Pai, o Senhor \u201cmata\u201d a morte, que, de agora em diante, ser\u00e1 apenas uma conseq\u00fc\u00eancia temporal do pecado, isto \u00e9, continuar\u00e1 a ser a corrup\u00e7\u00e3o de nossa carne, mas \u201cn\u00e3o mais nos poder\u00e1 separar do amor de Deus\u201d (Cf. Rm 8, 38). Paulo diz que a morte \u00e9 \u201cpartir e ir para estar com Cristo\u201d (Fl 1,23).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Todos, portanto, que morrem em estado de amizade perfeita com Deus s\u00e3o admitidos \u00e0 Sua ador\u00e1vel presen\u00e7a logo ap\u00f3s a morte. Outros, todavia, mesmo n\u00e3o se encontrando em inimizade com Deus, n\u00e3o foram considerados dignos de contempl\u00e1-lo sem antes passar por uma realidade de purifica\u00e7\u00e3o. A pr\u00e1tica de rezar pelos mortos, presente desde os tempos mais remotos da Igreja, fundamenta a doutrina sobre o purgat\u00f3rio e encontra base b\u00edblica no segundo livro dos Macabeus (Cf.Mc 12, 38-45).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na caridade de Cristo, rezemos pelos falecidos, pois eles tamb\u00e9m oram por n\u00f3s.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Gil Ant\u00f4nio Moreira<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O m\u00eas de novembro \u00e9 tradicionalmente celebrado como m\u00eas \u201cdas almas\u201d. 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