{"id":12099,"date":"2010-07-02T00:00:00","date_gmt":"2010-07-02T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-paroquia-sesquicentenaria\/"},"modified":"2010-07-02T00:00:00","modified_gmt":"2010-07-02T03:00:00","slug":"a-paroquia-sesquicentenaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-paroquia-sesquicentenaria\/","title":{"rendered":"A Par\u00f3quia Sesquicenten\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Uma par\u00f3quia de imigrantes alem\u00e3es com 150 anos? A igreja paroquial, hoje Catedral S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, em estilo neog\u00f3tico: \u00e9 a igreja g\u00f3tica maior da Am\u00e9rica do Sul? Em todo o caso, sua torre esbelta mede 80 metros de altura!<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Numa consulta ao povo de Santa Cruz do Sul, houve consenso: A Catedral \u00e9 tamb\u00e9m o s\u00edmbolo da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O arquiteto Ronaldo Wink, na sua monumental obra sobre a Catedral, diz que \u00e9 \u201cum monumento de f\u00e9, hist\u00f3ria e arquitetura\u201d. O projeto de Sim\u00e3o Gramlich \u201ccaracteriza-se por sua esbeltez, marcado pela verticalidade\u201d, fruto da \u201cousadia da f\u00e9\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando olho para a Catedral, sempre concluo: o povo escreveu em pedra, de forma art\u00edstica, a f\u00e9 que viveu. \u00c9 de fato um monumento de f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No in\u00edcio, os padres de Rio Pardo atendiam os moradores da regi\u00e3o. Na a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as fazemos mem\u00f3ria deles. Depois foram os padres jesu\u00edtas, vindos de S\u00e3o Leopoldo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1860, o Padre Manoel Jos\u00e9 Concei\u00e7\u00e3o assumiu a novel par\u00f3quia. Foi dif\u00edcil, pois os imigrantes falavam alem\u00e3o. Por isso os padres de Rio Pardo voltaram a atender o povo, com o apoio dos padres jesu\u00edtas. Em 1863 veio um p\u00e1roco est\u00e1vel, na pessoa de Padre Jos\u00e9 Stuer. At\u00e9 1959 os padres jesu\u00edtas nunca deixaram de atender Santa Cruz do Sul. A eles, a eterna gratid\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com a cria\u00e7\u00e3o da Diocese de Santa Cruz do Sul e a nomea\u00e7\u00e3o de Dom Alberto Etges como o primeiro Bispo, a Catedral foi entregue aos padres diocesanos. Hoje \u00e9 presidida pelos Padres Orlando Pretto, Dion\u00edsio Kist e Jos\u00e9 Neumann.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Durante a grande guerra o atendimento foi problem\u00e1tico, pois era proibido falar alem\u00e3o. Por exemplo: Quando foi inaugurada a atual igreja, aos 24 de dezembro de 1939, o povo fez uma prociss\u00e3o festiva em sil\u00eancio. A Missa solene foi em latim. O serm\u00e3o foi em portugu\u00eas, mas poucos entenderam!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Fiquei feliz quando vi que o irm\u00e3o de meu amigo Monsenhor Edmundo M\u00fcller \u2013 Dom Guilherme M\u00fcller \u2013 presidiu a cerim\u00f4nia de lan\u00e7amento da pedra fundamental da Catedral, aos 06 de fevereiro de 1929. Ele foi o primeiro Bispo nascido em Santa Cruz do Sul. Faleceu em Barra do Pira\u00ed (RJ) cuja sede passou depois para Volta Redonda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nestes 150 anos temos muito a agradecer. Mas temos tamb\u00e9m o compromisso de olhar para o futuro: a educa\u00e7\u00e3o da f\u00e9; a ora\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia e no bonito templo g\u00f3tico; a solidariedade entre as pessoas e entre as comunidades. Sempre lembrados de que \u201ctemplo de Deus\u201d \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o de cada pessoa que segue Jesus.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Alo\u00edsio Sin\u00e9sio Bohn<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma par\u00f3quia de imigrantes alem\u00e3es com 150 anos? A igreja paroquial, hoje Catedral S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, em estilo neog\u00f3tico: \u00e9 a igreja g\u00f3tica maior da Am\u00e9rica do Sul? Em todo o caso, sua torre esbelta mede 80 metros de altura!<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12099"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=12099"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12099\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=12099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=12099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=12099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}