{"id":12172,"date":"2009-06-01T00:00:00","date_gmt":"2009-06-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/como-sera\/"},"modified":"2009-06-01T00:00:00","modified_gmt":"2009-06-01T03:00:00","slug":"como-sera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/como-sera\/","title":{"rendered":"Como ser\u00e1?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Tempos atr\u00e1s a gente s\u00f3 fazia esta pergunta para fantasiar como seria a vida ap\u00f3s a morte. Se n\u00e3o era poss\u00edvel descer a muitos detalhes, ao menos se sonhava\u00a0 S\u00e3o Pedro de bom humor, abrindo a porta para a gente ir entrando.\u00a0 As aten\u00e7\u00f5es se voltavam para o outro mundo.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Agora, com tantas mudan\u00e7as em andamento, a pergunta\u00a0 vale para este mundo mesmo.\u00a0 Em meio ao ritmo alucinante de mudan\u00e7as, nos perguntamos como ser\u00e1 o dia de amanh\u00e3,\u00a0 como ser\u00e1 a vida nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A pergunta \u00e9 t\u00e3o freq\u00fcente, e angustiante, que muitas empresas j\u00e1 contratam futur\u00f3logos, para que tentem identificar estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia, num contexto de situa\u00e7\u00f5es que mudam t\u00e3o rapidamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um deles \u00e9 o escoc\u00eas Eamon Kelly. Ele aprendeu a pensar o futuro, constatando as mudan\u00e7as radicais por que passaram trabalhadores nas minas de carv\u00e3o na Esc\u00f3cia, que simplesmente foram desativadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ele faz algumas previs\u00f5es, sempre aliadas a advert\u00eancias. Sup\u00f5e, por exemplo, que em poucos anos outros dois bilh\u00f5es de pessoas no mundo ser\u00e3o integradas na economia mundial. Mas adverte que se esses dois bilh\u00f5es assumirem o padr\u00e3o de consumo dos americanos, seria necess\u00e1rio explorar cinco planetas como o nosso. Como s\u00f3 temos este, como se far\u00e1 esta reeduca\u00e7\u00e3o de costumes?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Brasil est\u00e1 agora festejando a descoberta de surpreendentes reservas de petr\u00f3leo, no pr\u00e9 sal. S\u00f3 o campo de Tupi poderia fornecer de cinco a oito bilh\u00f5es de barris. Mas se perguntamos pelas conseq\u00fc\u00eancias da queima deste petr\u00f3leo, quantos milh\u00f5es de toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico seriam lan\u00e7adas ao ar?\u00a0 Em que medida iria colaborar para o aquecimento global, que j\u00e1 est\u00e1 ficando perigoso?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A\u00ed a pergunta sobre o futuro se reveste de ang\u00fastia. E se o processo de aquecimento atingir um patamar de descontrole total, numa din\u00e2mica irrevers\u00edvel de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, como ficar\u00e1 nosso planeta? Ap\u00f3s a sua reciclagem total, quem sobraria para contar a hist\u00f3ria?\u00a0 Chegaria o fim da esp\u00e9cie humana?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A pergunta pode ter incid\u00eancias bem pr\u00f3ximas e pr\u00e1ticas. Como ser\u00e1 o relacionamento entre as pessoas, que estar\u00e3o com certeza super conectadas, mas com o risco de se desconectarem de valores vitais b\u00e1sicos, como a natureza, a fam\u00edlia, a comunidade?\u00a0 Como ficar\u00e1 a vida sem este contexto salutar de conviv\u00eancia humana?\u00a0 Quem dar\u00e1 conta de administrar as tens\u00f5es da\u00ed resultantes?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como ficar\u00e1 o sistema de comunica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do r\u00e1dio e da televis\u00e3o, arduamente constru\u00eddo ao longo de d\u00e9cadas, se passar a ser usado sem nenhuma regulamenta\u00e7\u00e3o e sem compromissos \u00e9ticos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E assim a ladainha das interroga\u00e7\u00f5es poderia incidir sobre situa\u00e7\u00f5es bem concretas. Como ficar\u00e1 o tr\u00e2nsito nas cidades e rodovias, se continuar o atual ritmo de novos ve\u00edculos entrando em a\u00e7\u00e3o?\u00a0 Como ficar\u00e1 a vida e a economia quando finalmente se esgotarem as reservas de combust\u00edveis f\u00f3sseis?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por mais que se escamoteie a pergunta, ou se diversifiquem as respostas, o certo \u00e9 que j\u00e1 ningu\u00e9m mais prescinde da liga\u00e7\u00e3o estreita que existe entre as condi\u00e7\u00f5es de vida no planeta e a interven\u00e7\u00e3o humana\u00a0 em seu processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E\u00b4 urgente identificar, com clareza, quais s\u00e3o as incid\u00eancias reais na vida do planeta, de nossa atividade humana. Para direcion\u00e1-la com responsabilidade e compromisso \u00e9tico, em busca do bem de toda a\u00a0 esp\u00e9cie humana e de todo o planta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Faz cem anos, apenas, que o avi\u00e3o levantou v\u00f4o. Foram tantas as mudan\u00e7as de l\u00e1 para c\u00e1. Daqui para a frente, ser\u00e3o muito maiores, e mais r\u00e1pidas. Como constatou a Confer\u00eancia de Aparecida, vivemos n\u00e3o s\u00f3 uma \u00e9poca de muitas mudan\u00e7as, mas uma mudan\u00e7a de \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como ser\u00e1?\u00a0 Quem viver, ver\u00e1!<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Luiz Dem\u00e9trio Valentini<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempos atr\u00e1s a gente s\u00f3 fazia esta pergunta para fantasiar como seria a vida ap\u00f3s a morte. Se n\u00e3o era poss\u00edvel descer a muitos detalhes, ao menos se sonhava\u00a0 S\u00e3o Pedro de bom humor, abrindo a porta para a gente ir entrando.\u00a0 As aten\u00e7\u00f5es se voltavam para o outro mundo.<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12172"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=12172"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12172\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=12172"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=12172"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=12172"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}