{"id":12186,"date":"2008-12-22T00:00:00","date_gmt":"2008-12-22T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/pensando-no-natal\/"},"modified":"2008-12-22T00:00:00","modified_gmt":"2008-12-22T02:00:00","slug":"pensando-no-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/pensando-no-natal\/","title":{"rendered":"Pensando no Natal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O que mais falta no Natal \u00e9 reflex\u00e3o. Se par\u00e1ssemos para pensar um pouco, perceber\u00edamos melhor o seu significado. E nos dar\u00edamos conta de quanto o mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o ilumina a humanidade. De tal modo que o nascimento do Menino Jesus, em Bel\u00e9m de Jud\u00e1, confere sentido a \u201ctodo homem que vem a\u00a0 este mundo\u201d.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Evangelho observa, com perspic\u00e1cia, que a primeira rea\u00e7\u00e3o de Maria, diante da proposta do anjo Gabriel, foi pensar. \u201cMaria come\u00e7ou a pensar qual seria o significado daquela sauda\u00e7\u00e3o\u201d (Lc 1,29).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Come\u00e7ar a pensar \u00e9, portanto, a primeira recomenda\u00e7\u00e3o do Natal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tamb\u00e9m Jos\u00e9 fez a mesma coisa. Ele tamb\u00e9m se p\u00f4s a pensar. Enquanto mergulhava nos seus pensamentos, p\u00f4de compreender a miss\u00e3o que o Senhor lhe confiava. Sem pensar, n\u00e3o teria se colocado em sintonia com a vontade de Deus, que o convidava a assumir uma miss\u00e3o que empenharia por inteiro sua vida, e lhe daria uma dignidade inesperada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois do nascimento de Jesus, Maria continuou a pensar. \u201cMaria guardava todas estas coisas, meditando-as no seu cora\u00e7\u00e3o.\u201d (Lc 2,19).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A encarna\u00e7\u00e3o do Filho de Deus \u00e9 um fato que transcende as circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas em que ela aconteceu. Seu significado vai al\u00e9m da singularidade das pessoas diretamente envolvidas no cen\u00e1rio hist\u00f3rico do acontecimento de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como Maria, tamb\u00e9m somos convidados a continuar pensando no seu significado.\u00a0 Para dar-nos conta de como o mist\u00e9rio de Deus, que assume a natureza humana, repercute em toda a humanidade. De tal modo que toda crian\u00e7a, em qualquer \u00e9poca, em qualquer lugar, em qualquer povo, em qualquer cultura, de qualquer ra\u00e7a, todo nascimento, todos os seres humanos, s\u00e3o agora assumidos por Deus, e carregam uma dignidade nova, que lhes \u00e9 conferida pelo fato de Deus ter assumido nossa condi\u00e7\u00e3o humana, pela encarna\u00e7\u00e3o do seu Filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas do nascimento de Jesus s\u00e3o contingentes e transit\u00f3rias. O fato fundamental \u00e9 o mist\u00e9rio de encarna\u00e7\u00e3o, cujo significado permanece, desafiando nossa intelig\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E\u00b4\u00a0 preciso resgatar o alcance universal do mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o. E relativizar as conting\u00eancias hist\u00f3ricas em que ele se deu. Para n\u00e3o aprision\u00e1-lo dentro destas circunst\u00e2ncias, impedindo que ele possa ser apropriado por todos os povos, em todos os tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O fato do Filho de Deus ter nascido em determinado pa\u00eds e em determinado povo, n\u00e3o o torna propriedade exclusiva de tal povo ou de tal lugar. O pr\u00f3prio Jesus fez quest\u00e3o de se desvencilhar das amarras de Nazar\u00e9 e de seus familiares, para se sentir \u00e0 vontade entre aqueles que acolhiam a mensagem transcendente que ele anunciava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ele mesmo, quando adulto, n\u00e3o deu import\u00e2ncia a Bel\u00e9m, o lugar onde tinha nascido. Ficava t\u00e3o perto de Jerusal\u00e9m, bem que podia ter passado por l\u00e1, e mostrado aos disc\u00edpulos onde tinha nascido! A contr\u00e1rio,\u00a0 preferiu atravessar as fronteiras ao norte, sinalizando a destina\u00e7\u00e3o universal do seu Evangelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois de dois mil anos, o Natal de Jesus nos faz procurar sua repercuss\u00e3o nem tanto na extens\u00e3o geogr\u00e1fica de sua Igreja. Mas na profundidade do compromisso de Deus com a humanidade, simbolizado pela encarna\u00e7\u00e3o do seu Filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pensando bem, os fatos de Bel\u00e9m ainda nos convidam \u00e0 medita\u00e7\u00e3o. Para entendermos como a encarna\u00e7\u00e3o de Deus, acontecida plenamente em Jesus, repercute em todos os nascidos, n\u00e3o s\u00f3 em Bel\u00e9m, mas em Pequim tamb\u00e9m. E em toda criatura humana, em qualquer \u00e9poca e em qualquer lugar deste mundo.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Luiz Dem\u00e9trio Valentini<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que mais falta no Natal \u00e9 reflex\u00e3o. Se par\u00e1ssemos para pensar um pouco, perceber\u00edamos melhor o seu significado. E nos dar\u00edamos conta de quanto o mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o ilumina a humanidade. De tal modo que o nascimento do Menino Jesus, em Bel\u00e9m de Jud\u00e1, confere sentido a \u201ctodo homem que vem a\u00a0 este mundo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12186"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=12186"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12186\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=12186"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=12186"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=12186"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}