{"id":12237,"date":"2010-08-02T00:00:00","date_gmt":"2010-08-02T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-busca-sem-tregua\/"},"modified":"2010-08-02T00:00:00","modified_gmt":"2010-08-02T03:00:00","slug":"a-busca-sem-tregua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-busca-sem-tregua\/","title":{"rendered":"A  busca  sem  tr\u00e9gua"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O ser humano, dotado de intelig\u00eancia, se faz perguntas sem fim. Enquanto alcan\u00e7a descobrir o porqu\u00ea, e o como de muitos fen\u00f4menos que nos cercam, o abismo do desconhecido avan\u00e7a e agu\u00e7a a nossa curiosidade. Chegamos \u00e0 conclus\u00e3o de que ainda estamos cercados de mist\u00e9rios, apesar dos enormes progressos. Se descobrimos as leis que movem os astros, se levantamos o v\u00e9u que\u00a0 cerca os fen\u00f4menos das casas assombradas, se conseguimos devassar os segredos da carga gen\u00e9tica das c\u00e9lulas, ficamos quedos diante da confus\u00e3o que nos causa a mat\u00e9ria escura do universo, ou a rea\u00e7\u00e3o imprevis\u00edvel do cora\u00e7\u00e3o humano. Mas o grande enigma que nos espica\u00e7a, \u00e9 a exist\u00eancia do universo, o porqu\u00ea de nossas vidas, e quem \u00e9 o autor desse cosmos misterioso, no qual estamos inseridos. Esta \u00e9 a grande pergunta. O Deus Criador \u00e9 a chave dos enigmas que nos cercam.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nos dias atuais encontramos agn\u00f3sticos, ou ateus, que para se acalmarem na sua d\u00favida, precisam continuamente \u201cprovar\u201d que esse Ser Infinito n\u00e3o existe. Se eu n\u00e3o acredito em Papai Noel, n\u00e3o preciso a toda hora argumentar, e tentar convencer os outros, para abandonar essa id\u00e9ia.\u00a0 Se eu argumentasse, sem parar,\u00a0 estaria comprovando que n\u00e3o estou muito convicto. Tamb\u00e9m vejo constantemente os homens modernos se debaterem nessa busca desafiadora do mist\u00e9rio central da exist\u00eancia. Ap\u00f3s Augusto Comte, a filosofia s\u00f3 quer mais trabalhar com dados experimentais. Ele desprezou o suprasumo da ci\u00eancia humana, que \u00e9 metaf\u00edsica. Esta ci\u00eancia, desde o grande Arist\u00f3teles, procura as causas prim\u00e1rias e os princ\u00edpios elementares. Esta \u00e9 a filosofia primeira, cuja ocupa\u00e7\u00e3o principal n\u00e3o \u00e9 a demonstra\u00e7\u00e3o material. Se eu n\u00e3o aceito a metaf\u00edsica, e s\u00f3 trabalho com evid\u00eancias materiais, \u00e9 imposs\u00edvel chegar at\u00e9 Deus. \u00c9 como querer discutir as cores das flores, mas n\u00e3o admitir o uso da vista. O Eterno se revela aos simples de cora\u00e7\u00e3o. \u201cOs c\u00e9us proclamam a gl\u00f3ria de Deus\u201d\u00a0 ( Sl 19, 1). Ent\u00e3o, se voc\u00ea v\u00ea um ateu sincero, saiba que suas atitudes nem sempre nascem de um cora\u00e7\u00e3o mau, ou de uma intelig\u00eancia pervertida. Ele est\u00e1 envolvido na malha das suas interroga\u00e7\u00f5es sem fim. \u00c0quele que busca, se aplica o que disse Jesus: \u201cN\u00e3o est\u00e1s longe do Reino de Deus\u201d (Mc 12, 34).<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Alo\u00edsio Roque Oppermann<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ser humano, dotado de intelig\u00eancia, se faz perguntas sem fim. Enquanto alcan\u00e7a descobrir o porqu\u00ea, e o como de muitos fen\u00f4menos que nos cercam, o abismo do desconhecido avan\u00e7a e agu\u00e7a a nossa curiosidade. Chegamos \u00e0 conclus\u00e3o de que ainda estamos cercados de mist\u00e9rios, apesar dos enormes progressos. Se descobrimos as leis que movem &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-busca-sem-tregua\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">A  busca  sem  tr\u00e9gua<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12237"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=12237"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12237\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=12237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=12237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=12237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}