{"id":12309,"date":"2010-09-14T00:00:00","date_gmt":"2010-09-14T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/festa-do-perdao\/"},"modified":"2010-09-14T00:00:00","modified_gmt":"2010-09-14T03:00:00","slug":"festa-do-perdao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/festa-do-perdao\/","title":{"rendered":"Festa do perd\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Ontem, o evangelho de Lucas 15, 1-10, nos prop\u00f4s dois ensinamentos de Jesus Mestre: uma verdade sobre n\u00f3s criaturas humanas, talvez incomoda de aceitar, isto \u00e9, que somos pecadores: e uma verdade confortante sobre Deus, que Deus ama suas criaturas e as perdoa com alegria.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">J\u00e1 na primeira leitura, \u00caxodo 32,7-11.13-14, ouvimos Mois\u00e9s que subira ao monte Sinai para receber as t\u00e1buas da lei, e conta que o povo de Israel que, na espera que voltasse, abandona-se ao pecado da idolatria, e mereceu o castigo de Deus. Mas Mois\u00e9s intercede por seu povo, e lhe obt\u00e9m o perd\u00e3o do Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na segunda leitura, 1Tim\u00f3teo 1,12-17, S.Paulo declara: \u201cCristo veio para salvar os pecadores\u201d. Recordando-se que um dia tinha perseguido os primeiros crist\u00e3os, admite com franqueza: \u201cdestes pecadores eu sou o primeiro\u201d. Enfim proclama a sua alegria porque o Senhor lhe concedeu sua miseric\u00f3rdia e lhe restituiu plena confian\u00e7a chamando-o ao apostolado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O evangelista Lucas nos apresenta uma cena cheia de gente em torno de Jesus. Lucas nomeia quatro categorias de pessoas. As duas primeiras: \u201cAproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores\u201d. In genere eram considerados maus. Pecadores, aqueles que transgrediam a lei de Mois\u00e9s, gente tida como desonesta, perversa, posta \u00e0 margem da sociedade. Os publicanos eram os cobradores de impostos. Tinham certa liberdade, podiam impor sobre pobres s\u00faditos, e al\u00e9m do mais, na Palestina, extorquiam a favor da pot\u00eancia inimiga ocupante e odiada, os Romanos. Eram olhados como a fuma\u00e7a dos olhos, pior do que pecadores mais encanecidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As outras duas categorias nominadas por Lucas s\u00e3o os fariseus e os escribas, que se tinham como bons, que murmuravam contra os primeiros acima. Os fariseus eram os observantes da lei, vangloriavam-se de serem os justos, praticantes das prescri\u00e7\u00f5es, as mais minuciosas. Para fazerem-se notar, vestiam rendas, caixinhas de pergaminho contendo trechos da Lei: uma caixinha sobre a testa, uma sobre o bra\u00e7o esquerdo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os escribas, isto \u00e9, os escriv\u00e3es, gente instru\u00edda, os coletes brancos da \u00e9poca, os homens das pastas, dos of\u00edcios, os da lei, que administravam a coisa p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim, estavam em volta de Jesus os chamados maus, e os chamados bons. Jesus come com os pecadores. Os escribas e fariseus se maravilham: \u201cEle recebe os pecadores e come com eles!\u201d E acusam-no: \u201c\u00c9 um comedor e um beberr\u00e3o, amigo de publicanos e pecadores!\u201d (Lucas 7,34). E se escandalizavam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jesus conta duas par\u00e1bolas: a do pastor e a da dona de casa, mas o verdadeiro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Protagonista \u00e9 Deus Pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A par\u00e1bola da dracma: Havia uma mulher que tinha em casa, em um len\u00e7o, dez dracmas. Uma cifra modesta. A dracma \u00e9 o estip\u00eandio de uma jornada de trabalho. Ela perdeu uma. Sua rea\u00e7\u00e3o parece exagerada. Preocupa-se, entra em crise. Varre toda a casa. Tira tudo do lugar. Por fim encontra. Outra rea\u00e7\u00e3o exagerada: exulta de alegria. Corre \u00e0s vizinhas, e quer que fa\u00e7am uma festa com ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esta dona da casa excessiva \u00e9 figura de Deus Pai, que se ocupa com ternura de suas criaturas. Quando pensamos nos enormes espa\u00e7os do universo, na pequenez de um homem, perguntamos por que Deus deveria preocupar-se com ele? Do individuo. Sentir-se em crise quando peca, alegrar-se quando se arrepende.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jesus vem exatamente a nos dizer que somos importantes para Deus, como aquela pequena moeda, a ponto que Deus organiza para n\u00f3s uma festa: a festa do perd\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A outra, da ovelha que se perdeu e foi encontrada, tem o mesmo significado. Deus se faz bom pastor, e vai procur\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De fato, Jesus na terra foi o realizador da ternura do Pai. Quantas vezes disse: \u201cTeus pecados te s\u00e3o perdoados. Vai em paz e n\u00e3o peques mais\u201d. Jesus fez-se perd\u00e3o de Deus para n\u00f3s. M\u00e9dico para os males da alma. Dizia aos fariseus: \u201cN\u00e3o s\u00e3o os sadios que precisam do m\u00e9dico, mas os enfermos\u201d. Jesus procurava os homens de cora\u00e7\u00e3o doente, e os curava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jesus confiou a Pedro, aos ap\u00f3stolos e \u00e0 Igreja, o sacramento do perd\u00e3o. \u201cA quem perdoardes os pecados, ser\u00e3o perdoados\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cO homem de hoje recita de boa vontade o mea culpa, mas bate sempre no peito dos outros\u201d (Thomas Eliot).<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Geraldo Majella Agnelo<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ontem, o evangelho de Lucas 15, 1-10, nos prop\u00f4s dois ensinamentos de Jesus Mestre: uma verdade sobre n\u00f3s criaturas humanas, talvez incomoda de aceitar, isto \u00e9, que somos pecadores: e uma verdade confortante sobre Deus, que Deus ama suas criaturas e as perdoa com alegria.<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12309"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=12309"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12309\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=12309"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=12309"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=12309"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}