{"id":12318,"date":"2010-09-21T00:00:00","date_gmt":"2010-09-21T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-quem-servimos\/"},"modified":"2010-09-21T00:00:00","modified_gmt":"2010-09-21T03:00:00","slug":"a-quem-servimos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-quem-servimos\/","title":{"rendered":"A quem servimos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Nestes domingos a Palavra de Deus nos mostra quest\u00f5es importantes com rela\u00e7\u00e3o ao ensino social da Igreja e tamb\u00e9m com rela\u00e7\u00e3o ao sentido \u00faltimo de nossa vida, perguntando-nos a quem queremos servir. Isso devido ao desenfreado encaminhar da vida para a posse de bens como se fosse a raz\u00e3o \u00fanica da vida humana.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Todos n\u00f3s somos envolvidos por grandes preocupa\u00e7\u00f5es di\u00e1rias. O ac\u00famulo das horas para o ac\u00famulo de dinheiro \u00e9 uma constante em nossas vidas. Mas, ser\u00e1 esse o destino final da vida? A correria para ganhar e acumular bens, como nos ensina a sociedade, e ao mesmo tempo vendo que a ideologia atual tem levado a grandes insatisfa\u00e7\u00f5es e ao crescimento da viol\u00eancia. O fim \u00faltimo de nossa vida tem que ir al\u00e9m disso tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Devemos notar que o nosso senso de justi\u00e7a est\u00e1 sempre envolto em nossas pr\u00f3prias preocupa\u00e7\u00f5es. O nosso senso de justi\u00e7a \u00e9 individualizado. Temos muita dificuldade em nos sentirmos em co-participa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 toda uma atmosfera de ego\u00edsmo que nos envolve, que toma conta de n\u00f3s. A divulga\u00e7\u00e3o por todos os meios desse tipo de sociedade leva as pessoas a encaminharem toda a sua exist\u00eancia para esse tipo de viv\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As preocupa\u00e7\u00f5es com o dinheiro e o poder tomam conta de nossas vidas e ocupam a maior parte de nosso tempo.\u00a0 A vida \u00e9 muito mais do que o ac\u00famulo progressivo e constante do dinheiro, da propriedade, do conhecimento ou mesmo do prazer. Esta busca incans\u00e1vel ocupa nossa vida e nos deixa em estado de agita\u00e7\u00e3o e de ang\u00fastia existencial. \u00c9 claro que temos necessidade de possuir, crescer no conhecimento, progredir \u2013 a diferen\u00e7a est\u00e1 em quem colocamos a raz\u00e3o do nosso viver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Claro que o esfor\u00e7o \u00e9 necess\u00e1rio para alcan\u00e7armos o que a sociedade nos oferece como ideais de vida, mas este esfor\u00e7o n\u00e3o nos conduz ao grau de satisfa\u00e7\u00e3o que buscamos. A din\u00e2mica da vida vem antes da busca pela riqueza, pelo poder e pelo prest\u00edgio. Esses acabam por transformar a exist\u00eancia numa busca sem fim e que nunca nos satisfazem por completo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jesus quer que n\u00e3o nos acomodemos com esta busca desenfreada, mas que ganhemos a experi\u00eancia da vida plena em Deus. Esta sede infinita que tenta se satisfazer pela posse n\u00e3o \u00e9 exclusiva de uma classe social ou mesmo de um sistema econ\u00f4mico, mas encontra-se no SER do homem. O sistema em nossa volta tem, entretanto, o poder de nos seduzir. Os apelos pelo TER desenvolvem essa tend\u00eancia pelo acumular. A\u00ed sim entra em choque o nosso discernimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Queremos preencher um vazio interior do sagrado pela posse das coisas. A gan\u00e2ncia e a \u00e2nsia pelo ter s\u00e3o drogas aprovadas socialmente falando. Embriagam-nos e nos entorpecem, impedindo-nos de ver a realidade do transcendente em nossa vida. Jesus nos quer atentos a isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Numa sociedade onde a busca monstruosa pelo dinheiro \u00e9 predominante, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para Deus. S\u00f3 h\u00e1 espa\u00e7o para os clientes, para a venda, pelo mercado, pelo sucesso, pelo lucro f\u00e1cil. N\u00e3o percebemos a riqueza em Deus, mas somente a riqueza na conta banc\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Devemos acreditar que hoje o mais urgente \u00e9 a vida plena que Deus quer nos proporcionar. O nosso trabalho justo e honesto n\u00e3o pode ser uma busca apenas pelo ter, um desespero exagerado pelo ac\u00famulo de coisas, dinheiro, prazeres. Nosso trabalho deve ser humanizado. N\u00e3o pode ser apenas baseado no sucesso comercial, mas no crescer como pessoa. Somente um mecanismo de sucesso deve nos mover: alcan\u00e7ar a plenitude do ser humano aos olhos de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Evidentemente que a situa\u00e7\u00e3o que hoje vivemos vem de longe. Vide, por exemplo, a situa\u00e7\u00e3o ambiental na degrada\u00e7\u00e3o total do meio ambiente, o desaparecimento de florestas, a polui\u00e7\u00e3o da atmosfera, a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies biol\u00f3gicas. Chega um momento em que o homem quer \u201cderrubar celeiros e construir outros ainda maiores\u201d. A situa\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 sinal, \u00e9 reflexo desta busca desenfreada e desmedida pelo ter.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Temos que abrir espa\u00e7o para Deus em nossa vida. Ao final seremos julgados pelo nosso bem ao outro e n\u00e3o pelo dinheiro armazenado, acumulado. Pensemos nisso. O que vamos dizer a Deus quando chegarmos a Sua presen\u00e7a e nos apresentarmos? As m\u00e3os vazias de amor ou o dinheiro inteiro que conquistamos? Viver com os olhos voltados para o transcendente nos faz mais justos e felizes desde agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o podemos ficar \u201cem cima do muro\u201d. N\u00e3o podemos servir a dois Senhores. Pensemos muito sobre isso e fa\u00e7amos uma reflex\u00e3o a respeito do primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas!<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Orani Jo\u00e3o Tempesta<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nestes domingos a Palavra de Deus nos mostra quest\u00f5es importantes com rela\u00e7\u00e3o ao ensino social da Igreja e tamb\u00e9m com rela\u00e7\u00e3o ao sentido \u00faltimo de nossa vida, perguntando-nos a quem queremos servir. 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