{"id":12340,"date":"2010-10-01T00:00:00","date_gmt":"2010-10-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/chiara-badano-jovem-moderna-e-santa\/"},"modified":"2010-10-01T00:00:00","modified_gmt":"2010-10-01T03:00:00","slug":"chiara-badano-jovem-moderna-e-santa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/chiara-badano-jovem-moderna-e-santa\/","title":{"rendered":"Chiara Badano: jovem, moderna e santa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">No dia 25 de setembro, em Roma, aconteceu a beatifica\u00e7\u00e3o de Chiara Luce Badano, uma jovem italiana que morreu h\u00e1 20 anos, no dia 7 de outubro de 1990. Filha \u00fanica de um casal que a esperou durante 11 anos, nasceu em Sassello, norte da It\u00e1lia, no dia 29 de outubro de 1971. Com nove anos, entrou em contato com o Movimento dos Focolares, ao participar, juntamente com seus pais, de um encontro de espiritualidade em Roma, fato que modificou radicalmente a vida dos tr\u00eas membros da pequena fam\u00edlia.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Voltou para casa renovada e irradiante. Uma intensa luz interior, que se transformou numa profunda alegria, a fez entender que Deus a amava acima de qualquer expectativa. Suas fraquezas e incoer\u00eancias, que at\u00e9 ent\u00e3o a humilhavam e pareciam impedir sua intimidade com ele, passaram a ser vistas como um poderoso im\u00e3, que atra\u00eda a miseric\u00f3rdia divina. Sentindo-se amada gratuitamente \u2013 independentemente de seus m\u00e9ritos reais ou fict\u00edcios \u2013 passou a gozar de uma liberdade jamais antes imaginada, que a impelia a amar a todos. Como S\u00e3o Jo\u00e3o, ela n\u00e3o cansava de repetir: \u00abConhe\u00e7o o amor que Deus tem por mim e nele acredito!\u00bb (1Jo 4,16).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Contudo, para ser fiel ao ideal que abra\u00e7ara, diferentemente de sua hom\u00f4nima, Santa Clara de Assis, ela n\u00e3o se retirou para um convento nem abandonou a fam\u00edlia e os numerosos amigos que sua simpatia cativava. Nem come\u00e7ou a passar longas horas na igreja&#8230; Pelo contr\u00e1rio, o seu novo estilo de vida refor\u00e7ou mais ainda a gra\u00e7a que brilhava em todo o seu agir. Para ela, santidade era fazer a vontade de Deus. E a vontade de Deus \u00e9 uma s\u00f3: amar! Por isso, dedicava-se com intensidade e desapego tanto aos estudos e aos pequenos trabalhos dom\u00e9sticos, como aos esportes, \u00e0 dan\u00e7a, ao canto e aos encontros de forma\u00e7\u00e3o com os colegas que a cercavam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em suma, uma jovem cheia de vida, de alegria e&#8230; de projetos para o futuro, n\u00e3o exclu\u00eddo o casamento. Contudo, em 1988, quando mal completara 17 anos, durante uma partida de t\u00eanis, sentiu uma aguda dor nas costas. Os exames m\u00e9dicos lhe deram a pior de todas as not\u00edcias: c\u00e2ncer nos ossos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Foi um baque que a jogou nas trevas mais espessas. As d\u00favidas e as interroga\u00e7\u00f5es se sucederam num ritmo crescente: \u00abPor que isso acontece justamente comigo, que tanto luto para fazer o bem a todos? Por que Deus, que \u00e9 amor, permite uma coisa dessas? Mas, se ele \u00e9 todo-poderoso, por que n\u00e3o faz um milagre?\u00bb Pediu \u00e0 m\u00e3e que a deixasse sozinha em seu quarto por quinze minutos. Em seguida, abriu a porta e, com o rosto brilhando entre as l\u00e1grimas, exclamou: \u00abPor ti, Jesus! Se tu o queres, eu tamb\u00e9m o quero!\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As dores e provas passaram a se suceder num ritmo crescente. Mas, diante de cada uma delas, repetia o seu \u201csim\u201d \u201csempre, logo e com alegria\u201d \u2013 como aprendera de sua mestra, Chiara Lubich. Foi t\u00e3o grande o progresso alcan\u00e7ado nos dois anos de doen\u00e7a, que disse a uma amiga: \u00abSe tivesse de escolher entre caminhar novamente ou ir ao Para\u00edso, eu n\u00e3o teria d\u00favida: escolheria o Para\u00edso. Nessa altura, somente ele me interessa\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No dia 19 de julho de 1990, ela escrevia a Chiara Lubich: \u00abA medicina n\u00e3o tem mais nada a fazer. Ao interromper o tratamento, as dores na coluna aumentaram muito. Quase n\u00e3o consigo me mexer. Sinto-me t\u00e3o pequena, e o caminho que devo percorrer, t\u00e3o duro&#8230; Frequentemente tenho a impress\u00e3o de ser sufocada pela dor. \u00c9 Jesus, o Esposo, que vem ao meu encontro, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Sim, eu repito com voc\u00ea: \u201cSe tu queres, eu tamb\u00e9m quero!\u201d. Com voc\u00ea e com ele, tenho certeza que conquistaremos o mundo!\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De Chiara Lubich, Chiara Badano recebeu o sobrenome de \u201cLuce\u201d, pela luz que irradiava o seu ser e contagiava os que dela se aproximavam. Passou os \u00faltimos dias de vida preparando o que julgava necess\u00e1rio para o funeral, que denominou \u201cfesta de seu casamento\u201d: os c\u00e2nticos, as flores e o vestido branco. As \u00faltimas palavras que dirigiu \u00e0 m\u00e3e revelam a maturidade alcan\u00e7ada por uma jovem que acreditou no amor: \u00abSeja feliz, assim como eu o sou!\u00bb.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Redovino Rizzardo<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 25 de setembro, em Roma, aconteceu a beatifica\u00e7\u00e3o de Chiara Luce Badano, uma jovem italiana que morreu h\u00e1 20 anos, no dia 7 de outubro de 1990. Filha \u00fanica de um casal que a esperou durante 11 anos, nasceu em Sassello, norte da It\u00e1lia, no dia 29 de outubro de 1971. 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