{"id":12418,"date":"2010-10-08T00:00:00","date_gmt":"2010-10-08T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/mes-do-rosario\/"},"modified":"2010-10-08T00:00:00","modified_gmt":"2010-10-08T03:00:00","slug":"mes-do-rosario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/mes-do-rosario\/","title":{"rendered":"M\u00eas do Ros\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Este m\u00eas das miss\u00f5es \u00e9 tamb\u00e9m denominado o m\u00eas do Ros\u00e1rio. \u00c9 um ato de piedade importante dentro da tradi\u00e7\u00e3o da Igreja e que, assim como come\u00e7ou sua difus\u00e3o, tamb\u00e9m hoje necessitamos de rezar para vencer os combates de cada dia.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Virgem do Ros\u00e1rio remonta ao s\u00e9culo XIII, aproximadamente. Foi muito difundida pelos padres dominicanos. A palavra vem do costume da idade M\u00e9dia da oferta de coroas de flores \u00e0s autoridades. Os crist\u00e3os adotaram esse costume oferecendo a Maria a tr\u00edplice coroa de rosas, hoje acrescentada de mais uma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 uma devo\u00e7\u00e3o de cunho eminentemente popular j\u00e1 que a recita\u00e7\u00e3o do ros\u00e1rio \u00e9, na verdade, uma catequese, chamada de evangelho dos pobres, pois contemplam-se os principais mist\u00e9rios da f\u00e9 que est\u00e3o nas escrituras e, normalmente, as pessoas sabem de cor j\u00e1 que no passado o analfabetismo impunha restri\u00e7\u00f5es aos textos escritos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1571, no levante naval de Lepanto, a vit\u00f3ria das frotas crist\u00e3s contra os turcos foi atribu\u00edda a Nossa Senhora do Ros\u00e1rio. Como resultado, o Papa Pio V estabeleceu liturgicamente a festa de Nossa Senhora da Vit\u00f3ria, que depois foi mudada pelo Papa Greg\u00f3rio XIII em 1573 para festa da Virgem do Ros\u00e1rio, inicialmente no primeiro domingo de outubro, que depois de 1913, foi transferida para o dia 7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O seu culto foi ainda mais difundido ap\u00f3s as apari\u00e7\u00f5es de Lourdes, onde a Virgem recomendava a Bernadete a pr\u00e1tica da ora\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da recita\u00e7\u00e3o do ros\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A comemora\u00e7\u00e3o deste m\u00eas tem\u00e1tico \u00e9 um convite para que todos possam refletir sobre os mist\u00e9rios de Cristo, acompanhado da Virgem Maria, que foi associada de forma especial \u00e0 Sua encarna\u00e7\u00e3o, paix\u00e3o e gl\u00f3ria da ressurrei\u00e7\u00e3o. Durante muito tempo foi essa ora\u00e7\u00e3o simples e profunda que sustentou a vida de f\u00e9 de nosso povo. Hoje a grande difus\u00e3o do \u201cter\u00e7o dos homens\u201d renova e inova essa pr\u00e1tica antiga e alimenta a ora\u00e7\u00e3o contemplativa e a vida de nosso povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O ros\u00e1rio tamb\u00e9m tem sua origem na ora\u00e7\u00e3o judaica, onde se rezava recitando cotidianamente os salmos de uma forma cadenciada. Esta maneira de rezar foi passada \u00e0s primeiras comunidades crist\u00e3s nascentes. No in\u00edcio eram rezados os 150 salmos diariamente, pr\u00e1tica que se estendeu por uma semana e hoje est\u00e1 estendida por um m\u00eas. Quando se iniciaram as ordens mission\u00e1rias, a ora\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica dos 150 salmos foi substitu\u00edda pela ora\u00e7\u00e3o do ros\u00e1rio, pois transportar os grandes livros dos salmos tornava imposs\u00edvel a locomo\u00e7\u00e3o para as miss\u00f5es. Mais tarde se introduziu o \u201cbrevi\u00e1rio\u201d para facilitar os que tinham que locomover muito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Temos tamb\u00e9m not\u00edcias que j\u00e1 no s\u00e9culo IX de que na Irlanda havia o h\u00e1bito de amarrar n\u00f3s a uma corda para contar, em vez de salmos, as Aves Maria. Essa pr\u00e1tica devocional a Nossa Senhora foi depois espalhada pela Europa, e com grande crescimento ao longo dos anos seguintes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Santo Padre Le\u00e3o XIII escreveu documentos riqu\u00edssimos sobre o Ros\u00e1rio, dentre eles a sua Enc\u00edclica Supremi officio, de 01 de setembro de 1883. Na ladainha dos Santos incluiu a men\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora do Ros\u00e1rio. Ele recebeu o t\u00edtulo de Papa do Ros\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jo\u00e3o Paulo II, por sua vez, publica em 16 de outubro de 2002, a Carta Apost\u00f3lica Rosarium Virginis Mariae. Nela o Papa acrescenta os Mist\u00e9rios da Luz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ap\u00f3s o dia 11 de setembro, na abertura do S\u00ednodo dos Bispos daquele ano de 2001, o Papa afirma categoricamente: \u201cEu desejo confiar \u00e0 grande causa da Paz \u00e0 ora\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio. \u00c9 cada vez mais necess\u00e1rio recorrermos ao poder da ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesta perspectiva, o Ros\u00e1rio torna-se fundamental. Ele constr\u00f3i a paz, porque apela para a gra\u00e7a de Deus, semeia o bem, a partir do qual podemos esperar o fruto da justi\u00e7a e da solidariedade para a comunidade e para a vida pessoal.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O ros\u00e1rio \u00e9 antes de tudo uma ora\u00e7\u00e3o contemplativa, um caminho de contempla\u00e7\u00e3o. Ele nos educa \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios de Cristo, sendo uma verdadeira pedagogia para a santifica\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Papa Paulo VI, em sua Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica sobre Maria (Marialis cultus), recorda a import\u00e2ncia da contempla\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios durante a ora\u00e7\u00e3o do ros\u00e1rio (n. 47). Neste sentido Paulo VI e a Igreja, querem afirmar o sentido aut\u00eantico, genu\u00edno desta ora\u00e7\u00e3o mariana, que nunca deixa de ser um meditar sobre os mist\u00e9rios da vida do Senhor, visto atrav\u00e9s dos olhos de Maria, que estava mais perto Dele. Assim, as riquezas insond\u00e1veis desta medita\u00e7\u00e3o s\u00e3o reveladas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A afirma\u00e7\u00e3o do ros\u00e1rio como ora\u00e7\u00e3o contemplativa conseguiu at\u00e9 mesmo entrar para a linguagem popular: \u201choje vamos contemplar&#8230;\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A nossa vida crist\u00e3, assim, torna-se mais orante, mais contemplativa, mais mist\u00e9rica. Assimila-se no interior de nossos cora\u00e7\u00f5es toda a vida de Cristo. Entra-se na comunh\u00e3o do Pai, por Cristo, no Esp\u00edrito. Ajuda-nos a aprofundar a nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus e nossos sentimentos de amor a Cristo e a Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O ros\u00e1rio \u00e9 uma escola de f\u00e9, uma comunh\u00e3o de vida com Cristo, o Senhor na vida do crist\u00e3o, que deve, sem d\u00favida, impulsionar o devoto \u00e0 miss\u00e3o apost\u00f3lica em favor da Igreja de Cristo. \u00c9 a missionariedade que nasce do Ros\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A contempla\u00e7\u00e3o do ros\u00e1rio leva-nos a entrar no grande mist\u00e9rio da vinda de Jesus, que \u00e9 um olhar, por certo, divino sobre o mundo e sua realidade. Com a contempla\u00e7\u00e3o somos chamados a descer a montanha da transfigura\u00e7\u00e3o, tal como Jesus o fez com os ap\u00f3stolos, e olharmos o mundo com os mesmos sentimentos de Cristo. Olharmos o homem e a realidade que o cerca, e o que esta em acordo ou em desacordo com a vontade do Senhor.\u00a0 Estar com Deus significa estar com o homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O ros\u00e1rio nos traz o olhar de M\u00e3e, que s\u00f3 quer o bem de seus filhos, o seu crescimento, o seu desenvolvimento interior e tamb\u00e9m de sua realiza\u00e7\u00e3o pessoal.\u00a0 Por isso, o ros\u00e1rio deve ser meditado na inten\u00e7\u00e3o especial da Igreja de hoje, do mundo e tamb\u00e9m da realidade social, pol\u00edtica e econ\u00f4mica que nos envolve. \u00c9 assim, poder\u00edamos afirmar a dimens\u00e3o c\u00f3smica da recita\u00e7\u00e3o do ros\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E lembrando-nos do Filho n\u00e3o temos como n\u00e3o lembrar a M\u00e3e. O ros\u00e1rio est\u00e1 repleto de alus\u00f5es \u00e0 Virgem Maria. Indica-nos uma Maria contemplativa conosco, que tudo guardava e meditava em seu cora\u00e7\u00e3o (Lc 2, 19.51). Ela \u00e9 uma mulher da medita\u00e7\u00e3o, com uma qualidade de vida contemplativa. Ela \u00e9 uma mulher de ora\u00e7\u00e3o e com a Igreja, como a vemos no cen\u00e1culo com os Ap\u00f3stolos. Uma verdadeira ora\u00e7\u00e3o eclesial cuja dimens\u00e3o devemos nos ater.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pe\u00e7amos, pois, a Nossa Senhora do Ros\u00e1rio que possa nos ajudar em nossa caminhada de Igreja. Que esta, contemplando sempre os mist\u00e9rios do Senhor, possa ser instrumento de Sua gra\u00e7a sobre todos os homens e mulheres de nossa querida Arquidiocese do Rio de Janeiro.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Orani Jo\u00e3o Tempesta<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este m\u00eas das miss\u00f5es \u00e9 tamb\u00e9m denominado o m\u00eas do Ros\u00e1rio. \u00c9 um ato de piedade importante dentro da tradi\u00e7\u00e3o da Igreja e que, assim como come\u00e7ou sua difus\u00e3o, tamb\u00e9m hoje necessitamos de rezar para vencer os combates de cada dia.<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12418"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=12418"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12418\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=12418"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=12418"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=12418"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}