{"id":12498,"date":"2010-11-05T00:00:00","date_gmt":"2010-11-05T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/brota-a-vida\/"},"modified":"2010-11-05T00:00:00","modified_gmt":"2010-11-05T02:00:00","slug":"brota-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/brota-a-vida\/","title":{"rendered":"Brota a vida"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: right\">Dom Aldo Di Cillo Pagotto<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Novembro. Finados. Pranteamos nossos falecidos regando sementes de vida. Vida que teima em renascer com vigor nos canteiros da exist\u00eancia. S\u00e3o l\u00e1grimas fecundas que fazem germinar sementes secas. A apar\u00eancia \u00e9 de semente morta. Entretanto, semeada e cultivada, florescer\u00e1 cheia de vi\u00e7o. Assim acontece com nosso ser. Nossa vida est\u00e1 delimitada pelo espa\u00e7o e pelo tempo, pelas medidas terrenas. Al\u00e9m de limitada, tamb\u00e9m nossa mat\u00e9ria \u00e9 corrupt\u00edvel. Seguimos as leis da ordem natural, inexor\u00e1veis.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O que n\u00f3s semeamos adquire vitalidade sob a condi\u00e7\u00e3o da morte. Pensamento contradit\u00f3rio. Pensemos. Semeamos sementes, n\u00e3o a planta. Nossa vida corporal \u00e9 como uma semente, envolta no mist\u00e9rio do amor de Deus, Criador e Pai. Da morte Deus faz brotar a vida. Mist\u00e9rio! Ele nos participa a sua vida plena, a ressurrei\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, n\u00e3o voltamos a viver a mesma vida corporal de antes. A vida terrena passa. Nosso corpo vira p\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nosso Pai Criador nos enviou o seu Filho com a finalidade de nos tornar participantes do mist\u00e9rio de sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o. \u00c9 nos dado participar da sua vida, vida nova, vida no Esp\u00edrito. Por mais que queiramos descobrir o mist\u00e9rio da vida nova, n\u00e3o conseguimos. Deixemo-nos amar por aquele que nos amou por primeiro. Nossa raz\u00e3o n\u00e3o alcan\u00e7a o mist\u00e9rio do amor. Antes \u00e9 o amor de Deus generoso e gratuito que nos alcan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para quem cultiva a f\u00e9 e constr\u00f3i a esperan\u00e7a, a vida n\u00e3o \u00e9 uma sucess\u00e3o de ilus\u00f5es e sim um aprendizado permanente. Na terra, por\u00e9m, o tempo \u00e9 muito curto e talvez consigamos aprender poucas li\u00e7\u00f5es evolutivas. \u00c9 dif\u00edcil para a nossa natureza aceitar a si, aos outros, a vida cheia de contradi\u00e7\u00f5es. Sim, a vida est\u00e1 cheia de contradi\u00e7\u00e3o. Como \u00e9 dif\u00edcil lidar com o ser humano. Al\u00e9m de limitados, corremos riscos de nos corromper quando a raz\u00e3o e a liberdade n\u00e3o s\u00e3o canalizadas para fazer o bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A morte significa renascimento de vida quando eu compreender que \u00e9 meu ego\u00edsmo que precisa morrer para que o amor possa nascer em mim e ao meu redor. Esse \u00e9 um dos sentidos do batismo, simbolizado pela \u00e1gua. A \u00e1gua \u00e9 s\u00edmbolo da vida divina. Mergulhados na \u00e1gua somos lavados do pecado e de todo mal. Purificados, emergimos para servir a Deus e ao pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A morte n\u00e3o \u00e9 fim, mas o fim de um ciclo, dando in\u00edcio a um novo itiner\u00e1rio evolutivo. Sem uma permanente reforma interior, correspondendo a morte ao ego\u00edsmo, ningu\u00e9m consegue transformar a vida, fazendo dela um dom para si e para os outros. \u00c9 doando-se que tamb\u00e9m se recebe. \u00c9 morrendo que se ressuscita para a vida plena. Amar \u00e9 viver. Amar \u00e9 morrer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Aldo Di Cillo Pagotto Novembro. Finados. Pranteamos nossos falecidos regando sementes de vida. Vida que teima em renascer com vigor nos canteiros da exist\u00eancia. S\u00e3o l\u00e1grimas fecundas que fazem germinar sementes secas. A apar\u00eancia \u00e9 de semente morta. Entretanto, semeada e cultivada, florescer\u00e1 cheia de vi\u00e7o. Assim acontece com nosso ser. Nossa vida est\u00e1 &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/brota-a-vida\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Brota a vida<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12498"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=12498"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12498\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=12498"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=12498"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=12498"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}