{"id":12521,"date":"2010-11-10T00:00:00","date_gmt":"2010-11-10T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/teologia-das-religioes\/"},"modified":"2010-11-10T00:00:00","modified_gmt":"2010-11-10T02:00:00","slug":"teologia-das-religioes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/teologia-das-religioes\/","title":{"rendered":"Teologia das Religi\u00f5es"},"content":{"rendered":"<table border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"215\">\n<p><strong>Obra indicada:<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"361\">\n<p>KLINGER, Elmar. <strong><span style=\"text-decoration: underline\">Jesus e o   di\u00e1logo das religi\u00f5es. O projeto do pluralismo<\/span><\/strong>. Aparecida, SP;   Editora Santu\u00e1rio, 2010. 148 p.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Autor<\/strong><em> (breve apresenta\u00e7\u00e3o)<\/em><strong> : <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong>Nasceu em 1938, \u00e9 doutor em   teologia e professor de Teologia Fundamental e Ci\u00eancia Comparada das   Religi\u00f5es na Universidade de W\u00fcrzburg \u2013 Alemanha.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Sinopse: <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong> O livro \u00e9 uma colet\u00e2nea ensaios e artigos   do autor publicados em outras fontes e recolhidos nessa obra com a inten\u00e7\u00e3o   de provocar um debate com os te\u00f3logos das religi\u00f5es e com todos os   interessados nesse tema. Por ter essa caracter\u00edstica, n\u00e3o trata dos temas   propostos de maneira rigorosamente sistem\u00e1tica. O autor indica para isso a   consulta \u00e0s fontes citadas nas notas de p\u00e9 de p\u00e1gina. Ali o leitor ir\u00e1   encontrar com maior profundidade as teses levantadas, defendidas ou apenas apresentadas   provisoriamente no livro.<\/p>\n<p>Nos   sete cap\u00edtulos da obra a Pessoa de Jesus \u00e9 apresentada como o ponto de   partida e o centro gravitacional do di\u00e1logo entre as religi\u00f5es. Os cap\u00edtulos   quatro e cinco s\u00e3o centrais no livro. No quarto, o autor confronta a   cristologia, a eclesiologia e a missiologia presentes na Declara\u00e7\u00e3o <em>Dominus Iesus<\/em> com as do Vaticano II. Esta   \u00e9 a parte mais densa teologicamente. As cr\u00edticas feitas a Declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o   invalidam a perspic\u00e1cia teol\u00f3gica do autor em chamar a aten\u00e7\u00e3o para quest\u00f5es   importantes. O quinto cap\u00edtulo fundamenta o pluralismo como projeto, como   fundamento para o di\u00e1logo. Dessa forma o autor recusa a tese contr\u00e1ria de que   Jesus seria um impedimento real para o di\u00e1logo.<\/p>\n<p>A   tese principal que perpassa todo livro e lhe confere uma tecitura coerente \u00e9   que o pluralismo n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de \u201cfato\u201d ou de \u201cdireito\u201d, mas \u00e9 um   projeto. Uma das metas principais \u00e9 reconhecer que Jesus \u00e9 o diferencial na   hist\u00f3ria religiosa da humanidade. Os contatos inter-religiosos cada vez mais   frequentes acabam por revelar que os membros das outras religi\u00f5es consideram   Jesus, mas n\u00e3o o confessam. O autor defende a singularidade irrenunci\u00e1vel de   Jesus sob um vi\u00e9s poss\u00edvel de ser aceito por todos os que se disp\u00f5em a   dialogar. O mesmo Jesus confessado pelos crist\u00e3os como homem e Deus, pode   inspirar o di\u00e1logo com outros crentes, na medida em que o <em>Dominus Iesus<\/em> n\u00e3o se esgota em sua   posi\u00e7\u00e3o de Senhor,mas \u00e9 tamb\u00e9m servo. Enquanto servo de Deus e da humanidade   pode ser o caminho onde os que creem e os que dizem n\u00e3o crer acabem por se   encontrar.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Partes   principais da obra:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Cap\u00edtulo 1 \u2013 Quest\u00f5es e problemas da teologia hodierna das religi\u00f5es.<\/li>\n<li>Cap\u00edtulo 2 \u2013 A singularidade de Jesus (O que dizem as pessoas do Filho   do Homem? Jesus \u2013 o \u00fanico entre \u00fanicos. Particularidade em seu significado   universal). <\/li>\n<li>Cap\u00edtulo 4 \u2013 \u201cDominus Iesus\u201d e o Vaticano II (O que ensina a   Declara\u00e7\u00e3o e o que ela omite? A igualdade categorial tem qualidade teol\u00f3gica?   Como real\u00e7ar a verdade no discurso?)<\/li>\n<li>Cap\u00edtulo 5 \u2013 Identidade e di\u00e1logo. Ser crist\u00e3o   no pluralismo das religi\u00f5es mundiais. (O pluralismo \u00e9 o fundamento do novo   pensar sobre Deus. O pluralismo \u00e9 formado de identidade).<\/li>\n<\/ol>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Por que essa   obra \u00e9 significativa <\/strong><em>(justificar)<\/em><strong>: <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong>A maneira de abordar os problemas inerentes ao   di\u00e1logo inter-religioso justifica a import\u00e2ncia desse livro. \u00c9 uma obra   teol\u00f3gica. Uma palavra que convida ao di\u00e1logo e ao aprofundamento. Pode ser   uma boa leitura para os que iniciam o estudo teol\u00f3gico das religi\u00f5es, ao   mesmo tempo em que instiga os especialistas a buscarem as fontes do autor e   elaborarem suas pr\u00f3prias s\u00ednteses.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Respons\u00e1vel   pelas informa\u00e7\u00f5es<\/strong><strong> <\/strong><em>(nome\/ diocese ou institui\u00e7\u00e3o em que atua)<\/em><strong>:<\/strong><\/p>\n<p>Pe. Carlos Antonio da Silva. IFITEPS, Nova   Igua\u00e7u, RJ<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p> <!--nextpage-->   <\/p>\n<table border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"215\">\n<p><strong>Obra indicada:<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"361\">\n<p>FITZGERALD, Michel. <strong><span style=\"text-decoration: underline\">A   Unidade, desejo de Deus. Quarenta anos de di\u00e1logo inter-religioso<\/span><\/strong><span style=\"text-decoration: underline\">.<\/span> Vargem Grande Paulista, SP; Editora Cidade Nova, 2008. 270 p.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Autor<\/strong><em> (breve apresenta\u00e7\u00e3o)<\/em><strong> : <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong>Nasceu na Inglaterra em   1937. Membro da Sociedade Mission\u00e1ria dos Padres Brancos. Presb\u00edtero   mission\u00e1rio na \u00c1frica e em v\u00e1rios pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio. Eleito bispo, foi   secret\u00e1rio do antigo Secretariado para os n\u00e3o-crist\u00e3os. De 2002 a 2005 assumiu a   presid\u00eancia do Pontif\u00edcio Conselho para o Di\u00e1logo Inter-Religioso. Atualmente   \u00e9 N\u00fancio Apost\u00f3lico no Egito.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Sinopse: <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong>Este n\u00e3o \u00e9 um livro de   teologia sistem\u00e1tica nem no formato, nem no conte\u00fado. N\u00e3o discorre sobre uma   teoria, nem se perde em digress\u00f5es. \u00c9 um livro testemunho. Mas perpassado pela   s\u00f3lida teologia do di\u00e1logo constru\u00edda a partir das \u00faltimas cinco d\u00e9cadas do   s\u00e9culo passado. Em forma de entrevista, o autor discorre sobre a experi\u00eancia   com o di\u00e1logo inter-religioso em sua atividade mission\u00e1ria e depois no   dicast\u00e9rio romano encarregado dessa quest\u00e3o. Depois de apresentar o que chama   de um itiner\u00e1rio para o di\u00e1logo, come\u00e7a a expor, segundo o pensamento da   Igreja cat\u00f3lica, as finalidades do di\u00e1logo e seu lugar na miss\u00e3o. O pr\u00f3ximo   passo \u00e9 apresentar os fundamentos teol\u00f3gicos do di\u00e1logo. Aqui est\u00e1 o cerne do   livro. Come\u00e7a fazendo um excurso hist\u00f3rico do di\u00e1logo a partir do Vaticano   II, passando pela abertura de Paulo VI e pela pr\u00e1tica de Jo\u00e3o Paulo II. O   Conc\u00edlio abre as portas ao di\u00e1logo, proporciona uma mudan\u00e7a significativa na   maneira como a Igreja considera as outras religi\u00f5es. Possibilita o surgimento   e o desenvolvimento da teologia crist\u00e3 das religi\u00f5es, at\u00e9 se poder afirmar   que o di\u00e1logo inter-religioso permite participar do respeito de Deus pela   liberdade humana e de sua paci\u00eancia para que seus filhos e filhas, por   itiner\u00e1rios diferentes, estejam a caminho em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Verdade. Apresenta 1Pd   3, 15-16 e Fl 4,8 como fundamentos b\u00edblicos para o di\u00e1logo. Firmeza na   pr\u00f3pria identidade e abertura para perceber a a\u00e7\u00e3o de Deus tamb\u00e9m fora do   cristianismo.<\/p>\n<p>O   autor faz cita\u00e7\u00f5es abundantes do Vaticano II, \u00e0s vezes at\u00e9 repetidas demais.   No entanto, a\u00ed reside mais uma for\u00e7a dessa obra. Algu\u00e9m que por anos a fio   esteve no centro institucional da Igreja refor\u00e7a insistentemente que o   Conc\u00edlio ainda tem muito o que dizer a Igreja hodierna, por isso n\u00e3o pode ser   esquecido. A vontade salv\u00edfica universal de Deus refletida na Escritura e   reafirmada pelo Vaticano II \u00e9 o que move o cristianismo em dire\u00e7\u00e3o ao   diferente. Todos somos irm\u00e3os em humanidade, originados no mesmo Deus.   Admitindo-se que o Esp\u00edrito age al\u00e9m dos limites vis\u00edveis da Igreja, pode-se   constatar que pessoas n\u00e3o crist\u00e3s irradiam bondade, honestidade e santidade,   coisas que s\u00e3o frutos do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Depois   discorre sobre as exig\u00eancias e reciprocidade do di\u00e1logo expondo o   entendimento j\u00e1 pac\u00edfico entre os te\u00f3logos das religi\u00f5es sobre essa quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Merece   destaque ainda sua an\u00e1lise da rela\u00e7\u00e3o entre o cristianismo e o islamismo. Sem   escamotear as dificuldades, o autor apresenta-se otimista no avan\u00e7o do   entendimento com essa grande religi\u00e3o.<\/p>\n<p>Por fim   apresenta boas intui\u00e7\u00f5es sobre a espiritualidade do di\u00e1logo. O desafio de   discernir a presen\u00e7a de Deus nos crist\u00e3os e nos n\u00e3o crist\u00e3os impulsiona a   todos a ajudarem-se mutuamente na descoberta das respostas a divina de estar   conosco.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Partes principais   da obra:<\/strong><\/p>\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<ol>\n<li>Cap\u00edtulo I \u2013 Finalidades do di\u00e1logo<\/li>\n<li>Cap\u00edtulo II \u2013 O lugar do di\u00e1logo na miss\u00e3o.<\/li>\n<li>Cap\u00edtulo III \u2013 Os fundamentos teol\u00f3gicos do di\u00e1logo<\/li>\n<li>Cap\u00edtulo IV \u2013  As condi\u00e7\u00f5es e   exig\u00eancias do di\u00e1logo<\/li>\n<li>Cap\u00edtulo VII \u2013 Igreja e Isl\u00e3<\/li>\n<li>Cap\u00edtulo X \u2013 A espiritualidade no di\u00e1logo<\/li>\n<\/ol>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Por que essa   obra \u00e9 referencial <\/strong><em>(justificar)<\/em><strong>: <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong>A obra \u00e9 referencial para a   teologia das religi\u00f5es em nossa lingua por se tratar do testemunho de um dos   principais agentes do di\u00e1logo inter-religioso na Igreja cat\u00f3lica. O autor   consegue articular magistralmente as luzes e sombras existentes na pr\u00e1tica e   na reflex\u00e3o teol\u00f3gica sobre o di\u00e1logo entre as religi\u00f5es. Seu embasamento   quase que exclusivo nos textos do Vaticano II credencia esse livro como uma   refer\u00eancia para se perceber por onde deve caminhar uma teologia crist\u00e3 das   religi\u00f5es sensata e t\u00e3o necess\u00e1ria em nosso momento hist\u00f3rico.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Respons\u00e1vel   pelas informa\u00e7\u00f5es<\/strong><strong> <\/strong><em>(nome\/ diocese ou institui\u00e7\u00e3o em que atua)<\/em><strong>:<\/strong><\/p>\n<p>Pe. Carlos Antonio da Silva. IFITEPS, Nova   Igua\u00e7u, RJ<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p> <!--nextpage-->   <\/p>\n<table border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"215\">\n<p><strong>Obra indicada:<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"361\">\n<p>MIRANDA, M\u00e1rio de Fran\u00e7a. <strong><em><span style=\"text-decoration: underline\">O cristianismo em face das religi\u00f5es. <\/span><\/em><\/strong>S\u00e3o   Paulo: SP; Loyola, 1998. 153 p.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Autor<\/strong><em> (breve apresenta\u00e7\u00e3o)<\/em><strong> : <\/strong><\/p>\n<p>Jesu\u00edta, doutor em   teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, professor da PUC-Rio h\u00e1 v\u00e1rios   anos, autor de v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es no Brasil e no exterior.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Sinopse: <\/strong><\/p>\n<p>Este \u00e9 um dos livros pioneiros na abordagem das   religi\u00f5es como um tema da teologia em nossa lingua. No primeiro cap\u00edtulo faz   uma boa apresenta\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria, m\u00e9todo e finalidade da teologia das   religi\u00f5es. Essa contextualiza\u00e7\u00e3o \u00e9 importante porque se det\u00e9m a considerar o   encontro entre as religi\u00f5es  a partir   das quest\u00f5es espec\u00edficas colocadas \u00e0 teologia. Alerta que a teologia das   religi\u00f5es n\u00e3o pode se limitar a fazer uma an\u00e1lise comparativa entre as   religi\u00f5es, mas deve buscar sua argumenta\u00e7\u00e3o  nos fundamentos da f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<p>Por isso o autor aborda j\u00e1 no segundo cap\u00edtulo as   principais implica\u00e7\u00f5es cristol\u00f3gicas de um di\u00e1logo aut\u00eantico entre as   religi\u00f5es do mundo. Merece destaque aqui o esfor\u00e7o do autor em apresentar a   pessoa de Jesus n\u00e3o como um obst\u00e1culo ao di\u00e1logo, mas como aquele que realiza   em sua exist\u00eancia completamente dispon\u00edvel e servidora a salva\u00e7\u00e3o definitiva   de Deus. Uma adequada compreens\u00e3o da pessoa e do significado de Jesus Cristo   constitui um favorecimento ao di\u00e1logo, n\u00e3o sua interrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O cap\u00edtulo IV merece destaque por mostrar naquele   momento da reflex\u00e3o teol\u00f3gica por onde poderia caminhar um di\u00e1logo fecundo   entre o cristianismo e as outras religi\u00f5es. J\u00e1 apontava os aspectos   que n\u00e3o podem ser negligenciados pelos crist\u00e3os ao assumirem a necessidade do   di\u00e1logo.<\/p>\n<p>O \u00faltimo cap\u00edtulo destaca o Esp\u00edrito   Santo como o art\u00edfice do di\u00e1logo entre as diferen\u00e7as. Em sintonia com a tradi\u00e7\u00e3o   teol\u00f3gica e com o Magist\u00e9rio de Jo\u00e3o Paulo II, no que se refere a esse tema,   o autor reconhece a autenticade de experi\u00eancias do Esp\u00edrito Santo fora do   cristianismo, colocando crit\u00e9rios indispens\u00e1veis para o discernimento de tais   experi\u00eancias.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Partes principais da obra:<\/strong><\/p>\n<p>1.                    Cap\u00edtulo I \u2013 O encontro das religi\u00f5es (Hist\u00f3ria,   m\u00e9todo e finalidade da teologia das religi\u00f5es; valor salv\u00edfico das relig\u00f5es;   a quest\u00e3o da verdade; o debate cristol\u00f3gico; miss\u00e3o e di\u00e1logo   inter-religioso).<\/p>\n<p>2.                    Cap\u00edtulo II \u2013 Jesus Cristo e o di\u00e1logo das   religi\u00f5es (Pressupostos b\u00e1sicos de uma reflex\u00e3o teol\u00f3gica crist\u00e3; Jesus   Cristo, Revelador e realizador \u00fanico da salva\u00e7\u00e3o; Jesus Cristo, Salvador   universal).<\/p>\n<p>3.                    Cap\u00edtulo III \u2013 Salva\u00e7\u00e3o ou salva\u00e7\u00f5es? (A no\u00e7\u00e3o   crist\u00e3 de salva\u00e7\u00e3o; Salva\u00e7\u00e3o crist\u00e3 universal e salva\u00e7\u00f5es n\u00e3o-crist\u00e3s;   reflex\u00e3o sistem\u00e1tica).<\/p>\n<p>4.                    Cap\u00edtulo IV \u2013 Di\u00e1logo inter-religioso e f\u00e9 crist\u00e3   (O di\u00e1logo inter-religioso em busca de um fundamento comum; O di\u00e1logo   inter-religioso \u00e0 luz da f\u00e9 crist\u00e3).<\/p>\n<p>5.                    Cap\u00edtulo V \u2013 O Esp\u00edrito Santo e as religi\u00f5es   n\u00e3o-crist\u00e3s. (Experi\u00eancia religiosa; a experi\u00eancia do Esp\u00edrito no   cristianismo; a experi\u00eancia do Esp\u00edrito fora do cristianismo).<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Por que essa obra \u00e9   referencial <\/strong><em>(justificar)<\/em><strong>: <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong>A obra torna-se um referencial para a teologia   das religi\u00f5es em nosso pa\u00eds pelo pioneirismo em reconhecer a necessidade de dar   as quest\u00f5es que emergem do di\u00e1logo entre as religi\u00f5es uma considera\u00e7\u00e3o   propriamente teol\u00f3gica. Outras \u00e1reas do saber tamb\u00e9m estudam as religi\u00f5es. No   entanto, a teologia n\u00e3o pode prescindir de tamb\u00e9m apresentar sua contribui\u00e7\u00e3o   espec\u00edfica. Essa obra se prop\u00f5e a apontar algumas dessas contibui\u00e7\u00f5es desde a   perspectiva da f\u00e9.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Respons\u00e1vel pelas   informa\u00e7\u00f5es <\/strong><em>(nome\/ diocese   ou institui\u00e7\u00e3o em que atua)<\/em><strong>:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pe.   Carlos Antonio da Silva &#8211; <\/strong>IFITEPS,   Nova Igua\u00e7u, RJ<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p> <!--nextpage--> <\/p>\n<table border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"215\">\n<p><strong>Obra indicada:<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"361\">\n<p>DUPUIS, Jacques. <strong><em><span style=\"text-decoration: underline\">O   Cristianismo e as Religi\u00f5es \u2013 Do desencontro ao encontro<\/span><\/em><\/strong>. S\u00e3o   Paulo: SP; Loyola, 2001, 326 p.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Autor<\/strong><em> (breve   apresenta\u00e7\u00e3o)<\/em><strong> : <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong>Jesu\u00edta belga, professor da   Universidade Gregoriana de Roma durante muitos anos e da Faculdade de   Teologia de D\u00e9lhi, na \u00cdndia. Sua estada naquele pa\u00eds e seu contato com a   milenar tradi\u00e7\u00e3o religiosa que encontrou fez com que procurasse sistematizar   uma teologia crist\u00e3 das religi\u00f5es com um vi\u00e9s mais pluralista. As suspeitas   levantadas pela C\u00faria Romana em rela\u00e7\u00e3o a alguns de seus escritos e depois   plenamente esclarecidas n\u00e3o invalidam o car\u00e1ter referencial de sua reflex\u00e3o   teol\u00f3gica. Faleceu em 2004, em Roma.<strong><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Sinopse: <\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 no pref\u00e1cio, o autor justifica a raz\u00e3o   deste livro n\u00e3o conter refer\u00eancias \u00e0 Declara\u00e7\u00e3o Dominus Iesus e a Notifica\u00e7\u00e3o   que ele recebera pouco antes. Como este livro se destinava a um p\u00fablico mais   amplo do que te\u00f3logos profissionais e especialistas em teologia das   religi\u00f5es, ele optou por manter a estrutura j\u00e1 estabelecida. O autor   reconhece que esse livro expressa melhor suas ideias acerca do pluralismo   religioso hodierno como um desafio ao cristianismo. O texto evita certas   ambiguidades apontadas em seus textos anteriores. Procura se fundamentar em   dados mais seguros da revela\u00e7\u00e3o e da tradi\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica. Sem desconsiderar os   cuidados necess\u00e1rios a uma abordagem teol\u00f3gica das religi\u00f5es desde a \u00f3tica   crist\u00e3, o autor encara corajosamente o desafio de se perguntar se o   pluralismo religioso atual pode ter ou n\u00e3o um significado positivo no plano   salv\u00edfico universal de Deus. Junta-se a essa quest\u00e3o aquela que procura   entender a unicidade da salva\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo em confronto com uma   avalia\u00e7\u00e3o mais positiva das outras religi\u00f5es do mundo e de elas significam   para seus membros. Sua op\u00e7\u00e3o por um \u201cpluralismo inclusivo\u201d reflete a   seriedade de uma reflex\u00e3o ancorada na genu\u00edna tradi\u00e7\u00e3o eclesial ao mesmo   tempo em que se abre \u00e0 aventura do di\u00e1logo inter-religioso.<\/p>\n<p>Ao come\u00e7ar a obra apresentando Jesus e a   Igreja apost\u00f3lica, o autor n\u00e3o pretende buscar ai uma fundamenta\u00e7\u00e3o exaustiva   para uma necess\u00e1ria teologia das religi\u00f5es nos dias atuais. Seu intento \u00e9   mostrar que n\u00e3o \u00e9 alheio \u00e0 pr\u00e1tica de Jesus e da comunidade primitiva certa   abertura positiva ao diferente. Afinal, a universalidade do Reino de Deus era   um dado j\u00e1 apontado pelo Antigo Testamento e confirmado nas palavras e gestos   de Jesus, conforme demonstra nos textos b\u00edblicos e em alguns textos   emblem\u00e1ticos da tradi\u00e7\u00e3o patr\u00edstica apresentados na obra.<\/p>\n<p>A seguir, o autor destaca a virada que o   Conc\u00edlio Vaticano II proporcionou com a Declara\u00e7\u00e3o Nostra Aetate, onde se   considera positivamente as outras religi\u00f5es e se abre perspectivas   importantes para o surgimento de uma teologia das religi\u00f5es mais consistente.   Por isso o autor apresenta, mesmo que sinteticamente, os principais tratados   da teologia crist\u00e3 a partir do novo paradigma suscitado pelo pluralismo   religioso incontorn\u00e1vel que vivenciamos. As quest\u00f5es sobre Deus, a   cristologia, a eclesiologia e a miss\u00e3o s\u00e3o revisitados a partir desse novo   paradigma, sem em nenhum momento se diminuir o peso dogm\u00e1tico que esses   tratados t\u00eam.<\/p>\n<p>Por fim, o cap\u00edtulo IX apresenta os   fundamentos teol\u00f3gicos do di\u00e1logo entre as religi\u00f5es de uma maneira que o   cristianismo pode aceitar. \u00c9 verdade que o \u201cpluralismo de princ\u00edpio\u201d apontado   pelo autor n\u00e3o \u00e9 ainda um conceito bem esclarecido. Mas, ao menos o caminho   est\u00e1 aberto.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Partes principais da obra:<\/strong><\/p>\n<p>1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>2. Cap\u00edtulo I \u2013 Jesus, a Igreja apost\u00f3lica e as   religi\u00f5es<\/p>\n<p>1. Jesus e as   religi\u00f5es (O horizonte do Reino de Deus; a universalidade do Reino de Deus).<\/p>\n<p>2. A Igreja   apost\u00f3lica e as religi\u00f5es (A lei escrita nos cora\u00e7\u00f5es; o Deus desconhecido;   Deus n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o de pessoas; Deus quer que todos os homens se salvem).<\/p>\n<p>3. Cap\u00edtulo III \u2013 O Cristrianismo e as religi\u00f5es na   teologia recente<\/p>\n<p>1. Mudan\u00e7a de   paradigma (Do eclesiocentrismo ao cristocentrismo; do cristocentrismo ao   teocentrismo).<\/p>\n<p>2. Para um   modelo de pluralismo inclusivo (A quest\u00e3o cristol\u00f3gica; uma cristologia   trinit\u00e1ria como chave interpretativa).  VI e VII<\/p>\n<p>4. Cap\u00edtulo VI \u2013 O Verbo de Deus, Jesus Cristo e as   religi\u00f5es do mundo<\/p>\n<p>1. A a\u00e7\u00e3o   universal do Verbo como tal<\/p>\n<p>2. A   universalidade do Verbo e a centralidade do evento Jesus Cristo.<\/p>\n<p>5. Cap\u00edtulo VII \u2013 O   \u00fanico Mediador e as media\u00e7\u00f5es participadas<\/p>\n<p>3. Salvador   universal e Mediador \u00fanico (A cristologia do Novo Testamento revisitada e   interpretada; O rosto humano de Deus; a presen\u00e7a universal do Espirito).<\/p>\n<p>4. Media\u00e7\u00e3o e   media\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>6. Cap\u00edtulo IX \u2013   O di\u00e1logo inter-religioso numa sociedade pluralista<\/p>\n<p>a. O fundamento   teol\u00f3gico do di\u00e1logo (Mist\u00e9rio de unidade; di\u00e1logo e an\u00fancio).<\/p>\n<p>b. Os desafios e frutos do di\u00e1logo (Compromisso e abertura;   f\u00e9 pessoal e experi\u00eancia do outro; enriquecimento rec\u00edproco).<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Por que essa obra \u00e9   referencial <\/strong><em>(justificar)<\/em><strong>: <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong>A obra torna-se um   referencial para a teologia das religi\u00f5es em nossa lingua pela densidade com   que aborda quest\u00f5es ainda delicadas. Como a teologia das religi\u00f5es \u00e9 uma   reflex\u00e3o em gesta\u00e7\u00e3o, mesmo algumas posi\u00e7\u00f5es pouco precisas n\u00e3o diminuem a   import\u00e2ncia dessa obra como uma refer\u00eancia nesse campo da teologia.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Respons\u00e1vel pelas   informa\u00e7\u00f5es <\/strong><em>(nome\/ diocese   ou institui\u00e7\u00e3o em que atua)<\/em><strong>:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pe. Carlos Antonio da Silva<\/strong> &#8211;  IFITEPS, Nova Igua\u00e7u, RJ<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p> <!--nextpage--> <\/p>\n<table border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"215\">\n<p><strong>Obra indicada:<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"361\">\n<p>DUQUOC, Christian. <strong><em><span style=\"text-decoration: underline\">O   \u00fanico Cristo: a sinfonia adiada<\/span><\/em><\/strong>. S\u00e3o Paulo, SP; Paulinas, 2008.   181 p.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Autor<\/strong><em> (breve apresenta\u00e7\u00e3o)<\/em><strong> : <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong>Domincano franc\u00eas, nascido em 1926, por muito   tempo professor de teologia na Universidade Cat\u00f3lica de Lyon. Autor de v\u00e1rios   livros, bastante conhecido na Europa e tamb\u00e9m no Brasil atrav\u00e9s de v\u00e1rios   livros e artigos em peri\u00f3dicos respeit\u00e1veis como a Revista Concilium.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Sinopse: <\/strong><\/p>\n<p>Trata-se de uma obra corajosa. O autor \u00e9 um   crist\u00f3logo conhecido. Por isso sua abordagem do di\u00e1logo inter-religioso e de   uma poss\u00edvel teologia crist\u00e3 das religi\u00f5es parte tem um enfoque cristol\u00f3gico.   Numa longa introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 obra, ele recoloca a concep\u00e7\u00e3o da   continuidade-descontinuidade entre entre a tradi\u00e7\u00e3o judaica e a crist\u00e3 a   partir da pessoa de Jesus de Nazar\u00e9 e da interpreta\u00e7\u00e3o que a comunidade   primitiva fez desse fato. A preemin\u00eancia de Cristo \u00e9 claramente atestada no   Novo Testamento. Resulta imposs\u00edvel para a f\u00e9 crist\u00e3 admitir a perfeita   simetria entre a revela\u00e7\u00e3o cr\u00edstica e as revela\u00e7\u00f5es possivelmente portadas   por outras tradi\u00e7\u00f5es religiosas. Por isso, nenhuma teologia das religi\u00f5es   pode ser feita sem partir do ponto crucial do cristianismo, a cristologia. A   \u00fanica media\u00e7\u00e3o de Cristo precisa ser reinterpretada. O autor prop\u00f5e uma   cristologia capaz de assumir a dispers\u00e3o religiosa atual positivamente e como   express\u00e3o da legitima variedade das buscas do Absoluto.  A obra est\u00e1 estruturada em quatro partes. A   primeira se dedica a analisar a ruptura e a alian\u00e7a. A partir da pessoa de   Jesus, rever a cis\u00e3o entre o juda\u00edsmo e cristianismo como uma maneira de continuidade   das duas grandezas face a face. A segunda parte reflete sua principal   hip\u00f3tese: as religi\u00f5es em fragmentos correspondem a um querer divino. Esse   enfoque tem o m\u00e9rito de chamar a reflex\u00e3o teol\u00f3gica sobre as religi\u00f5es ao   \u00e2mbito propriamente crist\u00e3o. O autor alerta que a grande dificuldade dos   te\u00f3logos crist\u00e3os das religi\u00f5es est\u00e1 em descobrir um ponto de converg\u00eancia   poss\u00edvel entre as v\u00e1rias experi\u00eancias religiosas existentes. O limite de tais   teologias estaria na tentativa de se chegar a esse ponto comum, o que, na   vis\u00e3o do autor, resulta improv\u00e1vel.<\/p>\n<p>Considerar as religi\u00f5es como fragmentos implica   em atribuir-lhes sentido em si mesmas. Cada religi\u00e3o \u00e9 um todo, embora se   apresente como fragmento. Aceitar que o fragmento permanece fragmento \u00e9 a   maneira de tomar conhecimento da multiplicidade de religi\u00f5es. Para isso n\u00e3o \u00e9   necess\u00e1rio renunciar \u00e0s pr\u00f3prias convic\u00e7\u00f5es, mas \u00e0 preten\u00e7\u00e3o de uma realidade   unificadora.<\/p>\n<p>A terceira parte reflete as implica\u00e7\u00f5es da   compreens\u00e3o do Cristo c\u00f3smico no atual contexto plurireligioso. \u00c9 poss\u00edvel   ainda sustentar um sentido cr\u00edstico da hist\u00f3ria e do cosmo? Ai a presen\u00e7a   obscura do Reino e o papel de Cristo no desenrolar do tempo s\u00e3o analisados.<\/p>\n<p>A quarta parte dedica-se a analisar o que o autor   chama a divis\u00e3o fecunda. Aqui se prop\u00f5e a encar\u00e1-las positivamente, ao inv\u00e9s   de deplor\u00e1-las. O autor recorre a uma fundamenta\u00e7\u00e3o pneumatol\u00f3gica para   sustentar sua hip\u00f3tese de o todo estar contido nos fragmentos. O Esp\u00edrito de   Cristo n\u00e3o tem fronteiras definidas. Cabe-lhe desvelar o que se desenrola na   hist\u00f3ria submetida ao poder do Ressuscitado. Somente essa a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito   pode fazer de Jesus, o judeu, o Cristo universal. Ent\u00e3o, \u201cos fragmentos   permanecem fragmentos, embora Cristo seja o alfa e o \u00f4mega (Ap 22,12-13)\u201d. O   autor utiliza a met\u00e1fora da sinfonia para entender a coexist\u00eancia de v\u00e1rias   tradi\u00e7\u00f5es religiosas como o resultado da a\u00e7\u00e3o de Deus que, qual um maestro   habilidoso, consegue retirar de cada instrumento o seu m\u00e1ximo. A sinfonia, no   entanto, \u00e9 apresentada em termos escatol\u00f3gicos. Por enquanto, no tempo, ela   n\u00e3o chegar\u00e1 a sua execuss\u00e3o plena.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Partes principais da obra:<\/strong><\/p>\n<p>1. Parte I \u2013 a ruptura<\/p>\n<p>1. O la\u00e7o desfeito (O Messias e a cidade; o   mediador e a Tor\u00e1; a elei\u00e7\u00e3o e               salva\u00e7\u00e3o dos pag\u00e3os).<\/p>\n<p>2. A alian\u00e7a revisitada (A vida afirmada; a exist\u00eancia   solid\u00e1ria; a lei comum; Deus familiar).<\/p>\n<p>2. Parte II \u2013 As religi\u00f5es em fragmentos<\/p>\n<p>1. A liberta\u00e7\u00e3o   redefinida<\/p>\n<p>2. Deus   manifestado<\/p>\n<p>3. A unidade   repensada<\/p>\n<p>3. Parte IV \u2013 A divis\u00e3o fecunda<\/p>\n<p>1. O Esp\u00edrito e   o desvelamento (Um movimento sem origem e nem fim; o Esp\u00edrito, fonte de amor;   o Esp\u00edrito subsiste pela palavra; o desvelamento: a divis\u00e3o e a promessa).<\/p>\n<p>2. De Jesus, o   judeu, ao Cristo universal<\/p>\n<p>3. A sinfonia adiada<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Por que essa obra \u00e9   relevante<\/strong><em> (justificar)<\/em><strong>: <\/strong><\/p>\n<p>Considero a obra relevante por sua abordagem   positiva da pluralidade religiosa. O m\u00faltiplo pode ser considerado como   querido por Deus. As reflex\u00f5es apresentadas no livro ajudam a pensar a   pluralidade real como algo que aponta para al\u00e9m da imediaticidade. Para algo   cujo sentido \u00faltimo nos escapa. Parece ser um bom caminho para continuar a   pesquisa.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Respons\u00e1vel pelas   informa\u00e7\u00f5es <\/strong><em>(nome\/ diocese   ou institui\u00e7\u00e3o em que atua)<\/em><strong>:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pe.   Carlos Antonio da Silva &#8211; <\/strong>IFITEPS, Nova Igua\u00e7u, RJ<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p> <!--nextpage--> <\/p>\n<table border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"215\">\n<p><strong>Obra indicada:<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"361\">\n<p>BERGERON, Richard. <strong><em><span style=\"text-decoration: underline\">Fora da Igreja tamb\u00e9m h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o<\/span><\/em><\/strong>. S\u00e3o Paulo,   SP; Loyola, 2009. 236 p.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Autor<\/strong><em> (breve apresenta\u00e7\u00e3o)<\/em><strong> : <\/strong><\/p>\n<p>Professor em\u00e9rito da   Faculdade de Teologia da Universidade de Montreal \u2013 Canad\u00e1. Fundou e foi   presidente do CINR, entidade dedicada \u00e0 an\u00e1lise cr\u00edtica e ao discernimento do   pluralismo religioso e espiritual.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Sinopse: <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong>Esta   obra reflete a quest\u00e3o do pluralismo religioso desde o ponto de vista da   espiritualidade crist\u00e3, partindo de uma perspectiva antropoc\u00eantrica. Por isso   sua primeira parte se dedica a recuperar a g\u00eanese da espiritualidade na   hist\u00f3ria do cristianismo. O juda\u00edsmo e o cristianismo s\u00e3o apresentados como   os dois banquetes que d\u00e3o origem \u00e0 espiritualidade crist\u00e3.<\/p>\n<p>A segunda parte j\u00e1 entra propriamente na an\u00e1lise   da espiritualidade num contexto pluralista. O cap\u00edtulo cinco reflete sobre a   possibilidade de uma espiritualidade inter-religiosa e ressalta tra\u00e7os   interessantes como a alteridade,a toler\u00e2ncia e a simpatia como atitudes   dialogais plaus\u00edveis.<\/p>\n<p>A terceira   parte destaca a car\u00eancia de uma fundamenta\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica mais consistente para   a pr\u00e1tica do di\u00e1logo entre as religi\u00f5es. Prop\u00f5e o caminho m\u00edstico como   vi\u00e1vel, mas ainda fr\u00e1gil. O cap\u00edtulo 8 merece destaque por apresentar a   insuper\u00e1vel assimetria entre as religi\u00f5es. Di\u00e1logo respeitoso, reconhecimento   m\u00fatuo e enriquecimento rec\u00edproco n\u00e3o suprimem as diferen\u00e7as irredut\u00edveis   entre as religi\u00f5es. H\u00e1 que se buscar caminhos de di\u00e1logo que n\u00e3o suponham a   ilus\u00e3o de uma reconcilia\u00e7\u00e3o total entre experi\u00eancias diferentes.<\/p>\n<p>Por fim, \u00e9   o encontro mesmo entre as pessoas religiosas que far\u00e1 com que o di\u00e1logo seja   fecundo e encontre seu sentido. As religi\u00f5es cumprem seu papel quando   conseguem levar o ser humano ao descentramento de si e a abertura ao divino.   Ao apelar para o Deus sempre transcendente, o autor prop\u00f5e que o contato   intra-religioso, j\u00e1 sugerido por Raimundo Panikkar, \u00e9 caminho fecundo de   crescimento espiritual. Fala de uma \u201cexperi\u00eancia fontal\u201d que uniria todas as   pessoas religiosas. A diferen\u00e7a estaria na apreens\u00e3o de tal  experi\u00eancia em diferentes contextos   culturais. Claro que entre essas experi\u00eancias, o cristianismo tem um lugar   diferenciado. Isso a obra n\u00e3o deixa claro. A insist\u00eancia na primazia da   experi\u00eancia, muitas vezes em detrimento do conceito, pode levar a um   subjetivismo acr\u00edtico.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Partes principais da obra:<\/strong><\/p>\n<p>1. Cap\u00edtulo 1 \u2013 O caminho do amor (Mestre Jesus; as   comunidades palestinas; as comunidades judeu-helenistas).<\/p>\n<p>2. Cap\u00edtulo 4 \u2013 Do pluralismo ao di\u00e1logo (O   pluralismo religioso; a categoria do di\u00e1logo; uma identidade din\u00e2mica).<\/p>\n<p>3. Cap\u00edtulo 5 \u2013 A espiritualidade crist\u00e3 pluralista   (Para uma espiritualidade inter-religiosa; o amor e a alteridade; dois tra\u00e7os   do amor de alteridade \u2013 toler\u00e2ncia e simpatia; o di\u00e1logo interior).<\/p>\n<p>4. Cap\u00edtulo 6 \u2013 As metas teol\u00f3gicas (O problema; o   dever de aten\u00e7\u00e3o; um lugar para a teologia das religi\u00f5es).<\/p>\n<p>5. Cap\u00edtulo 8 \u2013 A reciprocidade assim\u00e9trica das   religi\u00f5es (Das religi\u00f5es \u00e0 revela\u00e7\u00e3o; A absolutidade das religi\u00f5es,   absolutidade de Cristo).<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Por que essa obra \u00e9 relevante <\/strong><em>(justificar)<\/em><strong>: <\/strong><\/p>\n<p>Mesmo sem tocar em aspectos mais profundos da   reflex\u00e3o teol\u00f3gica sobre as religi\u00f5es, a leitura desse livro vale como   provoca\u00e7\u00e3o para que aprimoremos certos conceitos facilmente colocados e n\u00e3o   adequadamento fundamentados.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"576\">\n<p><strong>Respons\u00e1vel pelas   informa\u00e7\u00f5es <\/strong><em>(nome\/ diocese   ou institui\u00e7\u00e3o em que atua)<\/em><strong>:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pe.   Carlos Antonio da Silva &#8211; <\/strong>IFITEPS,   Nova Igua\u00e7u, RJ<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obra indicada: KLINGER, Elmar. Jesus e o di\u00e1logo das religi\u00f5es. O projeto do pluralismo. Aparecida, SP; Editora Santu\u00e1rio, 2010. 148 p. Autor (breve apresenta\u00e7\u00e3o) : Nasceu em 1938, \u00e9 doutor em teologia e professor de Teologia Fundamental e Ci\u00eancia Comparada das Religi\u00f5es na Universidade de W\u00fcrzburg \u2013 Alemanha. Sinopse: O livro \u00e9 uma colet\u00e2nea ensaios &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/teologia-das-religioes\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Teologia das Religi\u00f5es<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12521"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=12521"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12521\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=12521"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=12521"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=12521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}