{"id":12542,"date":"2010-11-12T00:00:00","date_gmt":"2010-11-12T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-pastoral-urbana-sob-o-olhar-teologico-pastoral-e-sociologico\/"},"modified":"2010-11-12T00:00:00","modified_gmt":"2010-11-12T02:00:00","slug":"a-pastoral-urbana-sob-o-olhar-teologico-pastoral-e-sociologico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-pastoral-urbana-sob-o-olhar-teologico-pastoral-e-sociologico\/","title":{"rendered":"A pastoral urbana sob o olhar teol\u00f3gico, pastoral e sociol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Coordenadores de pastoral das cem dioceses de maior popula\u00e7\u00e3o participaram, em Bras\u00edlia, do Semin\u00e1rio sobre Pastoral Urbana, organizado pelo Instituto Nacional de Pastoral (INP). O evento, que terminou hoje, 12, discutiu durante quatro dias o fen\u00f4meno urbano a partir de quatro categorias: territorialidade e desterritorialidade; midiatiza\u00e7\u00e3o e mediatiza\u00e7\u00e3o; subjetividade e autonomia; novas formas de sociabilidade e exclus\u00e3o.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Foram convidados 12 especialistas em sociologia, teologia, psicologia e comunica\u00e7\u00e3o que analisaram estas categorias do ponto de vista sociopol\u00edtico, teol\u00f3gico e pastoral. Uma constata\u00e7\u00e3o un\u00e2nime entre os especialistas \u00e9 que n\u00e3o se pode reduzir o fen\u00f4meno urbano \u00e0 cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" alignright size-full wp-image-7311\" style=\"float: right\" alt=\"INPAgenor\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/INPAgenor.jpg\" width=\"280\" height=\"345\" \/>Segundo o presidente do INP, padre Agenor Brighenti, um olhar amador e emp\u00edrico n\u00e3o \u00e9 suficiente para entender o fen\u00f4meno urbano. \u201cAl\u00e9m do imprescind\u00edvel saber popular, que n\u00e3o \u00e9 anticient\u00edfico, \u00e9 preciso recorrer a uma an\u00e1lise cient\u00edfica e profissional, sem esperar, entretanto, que as ci\u00eancias sejam capazes de explicar tudo o que se passa nas cidades\u201d, sublinha Brighenti.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo a doutora em geografia, Maria Ad\u00e9lia Aparecida de Souza, \u00e9 dif\u00edcil falar da Pastoral Urbana, apenas estudando e agindo na cidade. \u201cO modo de vida urbano, hoje, invadiu o campo, ou seja, esse mundo tornou-se totalmente dependente do movo de vida e de rela\u00e7\u00f5es urbanas, possibilitado pela acessibilidade de todos aos objetos t\u00e9cnicos dispon\u00edveis\u201d, lembra a professora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ad\u00e9lia explicou o que se deve entender por territorialidade. \u201cO territ\u00f3rio usado \u00e9 condi\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia e n\u00e3o atributo da \u2018coisa\u2019\u201d, explicou. \u201cTerrit\u00f3rio usado, espa\u00e7o banal, \u00e9 espa\u00e7o de todos os homens e mulheres, de todas as institui\u00e7\u00f5es e de todas as organiza\u00e7\u00f5es\u201d, completou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Padre Moneol Godoy, que aprofundou a territorialidade do ponto de vista teol\u00f3gico, concorda com Ad\u00e9lia. \u201cTerritorialidade, em termos de pastoral urbana, n\u00e3o se identifica com espa\u00e7o. Ela \u00e9 este, por\u00e9m, revestido das dimens\u00f5es pol\u00edticas, humanas, afetivas, culturais engendradas por um segmento da sociedade. Entendemos que territorialidade \u00e9 o espa\u00e7o j\u00e1 identificado com um determinado sistema de vida\u201d, aponta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" alignleft size-full wp-image-7312\" style=\"float: left\" alt=\"Lucia1\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Lucia1.jpg\" width=\"280\" height=\"273\" \/>A te\u00f3loga L\u00facia Pedrosa-P\u00e1dua analisou a categoria da subjetividade e a autonomia sob o ponto de vista teol\u00f3gico. \u201cA subjetividade-autonomia \u00e9 valorizada dentro da pr\u00f3pria reflex\u00e3o teol\u00f3gica crist\u00e3. Nesta, o sujeito \u00e9 chamado a se desenvolver como pessoa \u2013 sujeito livre, respons\u00e1vel e capaz de amar\u201d, disse a te\u00f3loga. \u201cDevemos aprofundar nas formas de desenvolvimento de uma subjetividade aberta: que reconhece o outro em sua dignidade e singularidade de pessoa, que respeita o ambiente e que se abre a Deus enquanto Outro, e n\u00e3o como proje\u00e7\u00e3o das necessidades e interesses pr\u00f3prios\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na perspectiva pastoral, as novas formas de sociabilidade e exclus\u00e3o foram analisadas pelo padre Alfredo Jos\u00e9 Gon\u00e7alves, mais conhecido como padre Alfredinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cO mundo urbano ajunta e separa; facilmente cria muros. O que mais existe no mundo urbano s\u00e3o muros e seguran\u00e7a\u201d, disse padre Alfredinho. Ele alertou para que esta separa\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorra tamb\u00e9m na Igreja.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coordenadores de pastoral das cem dioceses de maior popula\u00e7\u00e3o participaram, em Bras\u00edlia, do Semin\u00e1rio sobre Pastoral Urbana, organizado pelo Instituto Nacional de Pastoral (INP). 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