{"id":12555,"date":"2010-11-19T00:00:00","date_gmt":"2010-11-19T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/ptolomeu-ou-copernico-a-terra-com-a-palavra\/"},"modified":"2010-11-19T00:00:00","modified_gmt":"2010-11-19T02:00:00","slug":"ptolomeu-ou-copernico-a-terra-com-a-palavra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/ptolomeu-ou-copernico-a-terra-com-a-palavra\/","title":{"rendered":"Ptolomeu ou Cop\u00e9rnico? A terra com a palavra!"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: right\">Dom Redovino Rizzardo<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Como at\u00e9 as crian\u00e7as sabem, durante milhares (ou milh\u00f5es?) de anos, a terra era considerada o centro do universo. Todos os astros e planetas se curvavam diante dela e giravam ao seu redor. Era uma convic\u00e7\u00e3o da qual ningu\u00e9m duvidava. S\u00e1bios como Plat\u00e3o, Arist\u00f3teles e S\u00f3crates morreram felizes com essa certeza. A pr\u00f3pria B\u00edblia e todas as religi\u00f5es concordavam com ela. A\u00ed pelo ano 150 da era crist\u00e3, a teoria foi transformada em ci\u00eancia por Cl\u00e1udio Ptolomeu, e o geocentrismo reinou soberano por s\u00e9culos e s\u00e9culos.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Contudo, com a chegada de Nicolau Cop\u00e9rnico ao mundo em 1473, tudo mudou. Apesar de ser padre cat\u00f3lico, ele \u201cexcomungou\u201d Ptolomeu e \u201cinventou\u201d o heliocentrismo. A partir daquele momento, a terra perdeu a sua hegemonia e teve que rodar, como qualquer outro planeta, em torno do sol. Cop\u00e9rnico morreu em 1543, sem nada conseguir provar. Quem o fez foi Galileu Galilei, em 1609, a partir do telesc\u00f3pio, que o ajudou a descobrir o que h\u00e1 de verdade no c\u00e9u&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Evidentemente, com essa reviravolta, a terra diminuiu de import\u00e2ncia. O que ela significa diante de centenas de bilh\u00f5es de astros que enriquecem o universo? Escrevi \u201ccentenas de bilh\u00f5es de astros\u201d porque, num programa de televis\u00e3o, o apresentador afirmou que as estrelas do c\u00e9u s\u00e3o mais numerosas que a areia das praias. Ser\u00e1 verdade? Se assim for, a terra n\u00e3o tem muito para se orgulhar ante a infinidade de gal\u00e1xias que iluminam as nossas noites&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas n\u00e3o \u00e9 assim que Deus pensa. Para ele, continua v\u00e1lido o geocentrismo. Quem o lembra \u00e9 S\u00e3o Jo\u00e3o, o ap\u00f3stolo que mais entendeu o projeto de Deus: \u00abDeus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho unig\u00eanito\u00bb (Jo 3,16). Num universo que parece infinito, somente este min\u00fasculo gr\u00e3o de areia, que \u00e9 a terra, mereceu ser olhado com predile\u00e7\u00e3o por Deus. Eis uma pergunta que arrepia e exalta: por que Deus escolheu exatamente a terra, entre \u201ccentenas de bilh\u00f5es de astros\u201d para nela colocar sua obra-prima, o ser humano?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 a pergunta que se fazem todos os que se extasiam ante a impon\u00eancia do universo e a perfei\u00e7\u00e3o do corpo humano. Em outras palavras: n\u00e3o se sabe o que mais admirar, se a ordem e a grandiosidade do macrocosmo ou a complexidade e a harmonia do microcosmo&#8230; Pergunta que a B\u00edblia fazia h\u00e1 milhares de anos: \u00abContemplando estes c\u00e9us que plasmaste e formaste com dedos de artista, vendo a lua e as estrelas brilhantes, pergunto: Senhor, que \u00e9 o homem para dele assim te lembrares e o tratares com tanto carinho? Pouco menos de um deus o fizeste, e o coroaste de gl\u00f3ria e esplendor. Sobre as obras de tuas m\u00e3os o fizeste reinar, e a seus p\u00e9s tudo colocaste\u00bb (Sl 8,4-7).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 por isto que a terra continua sendo o centro do universo. Contudo, se Deus a escolheu e preferiu dentre a multid\u00e3o de astros e planetas que brilham no firmamento, o motivo \u00e9 apenas um: ele a preparou para ser a morada de seus filhos e filhas. Sendo amor, Deus quis partilhar suas perfei\u00e7\u00f5es com quem o pudesse compreender e acolher, raz\u00e3o porque criou o homem \u00ab\u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a\u00bb (Gn 1,26). Mais tarde, atrav\u00e9s de Jesus, esse amor foi levado \u00ab\u00e0s \u00faltimas conseq\u00fc\u00eancias\u00bb (Cf. Jo 13,1): \u00abVede que grande amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus. E n\u00f3s o somos de fato!\u00bb (1Jo 3,1). Apesar de insignificante e min\u00fasculo num universo de dimens\u00f5es infinitas, gra\u00e7as \u00e0 sua intelig\u00eancia, o homem abra\u00e7a e domina o cosmo com todas as suas gal\u00e1xias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se um s\u00f3 foi o motivo da cria\u00e7\u00e3o do homem, uma s\u00f3 tamb\u00e9m \u00e9 a tarefa que recebeu: \u00abO Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do \u00c9den, para que o cultivasse e guardasse\u00bb (Gn 2,15). Deus criou a terra, mas confiou seu \u201ccultivo\u201d e sua \u201cguarda\u201d ao homem: \u201ccultivo\u201d \u00e9 o desenvolvimento integral da pessoa, tomada em sua unidade de corpo, alma e esp\u00edrito; \u201cguarda\u201d \u00e9 o cuidado atento e carinhoso pela natureza e pelo meio-ambiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00abSe Deus nos amou tanto, n\u00f3s tamb\u00e9m devemos amar os nossos irm\u00e3os\u00bb (1Jo 4,11), come\u00e7ando pela resid\u00eancia comum que nos foi dada, a m\u00e3e-terra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Redovino Rizzardo Como at\u00e9 as crian\u00e7as sabem, durante milhares (ou milh\u00f5es?) de anos, a terra era considerada o centro do universo. Todos os astros e planetas se curvavam diante dela e giravam ao seu redor. Era uma convic\u00e7\u00e3o da qual ningu\u00e9m duvidava. S\u00e1bios como Plat\u00e3o, Arist\u00f3teles e S\u00f3crates morreram felizes com essa certeza. A &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/ptolomeu-ou-copernico-a-terra-com-a-palavra\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Ptolomeu ou Cop\u00e9rnico? A terra com a palavra!<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12555"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=12555"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12555\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=12555"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=12555"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=12555"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}