{"id":12663,"date":"2010-12-13T00:00:00","date_gmt":"2010-12-13T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/os-poetas-e-maria\/"},"modified":"2010-12-13T00:00:00","modified_gmt":"2010-12-13T02:00:00","slug":"os-poetas-e-maria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/os-poetas-e-maria\/","title":{"rendered":"Os poetas e Maria"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: right\">Dom Benedicto de Ulhoa Vieira<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Tanto a literatura latina, como a portuguesa s\u00e3o ricas em poemas e odes \u00e0 M\u00e3e de Deus. Todos aprendemos na escola que Jos\u00e9 de Anchieta, prisioneiro entre os Tamoios, escreveu na areia do mar dois mil e oitenta e seis d\u00edsticos em latim, louvando a M\u00e3e de Deus, traduzidos para nossa l\u00edngua pelo padre Armando Cardoso.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Numa passagem Anchieta compara a Virgem \u00e0 \u00c1rvore da Vida, \u201cf\u00e9rtil de frutos eternos, \/ cujas ra\u00edzes se escondem nas entranhas da terra, \/ cujas fran\u00e7as sublimes chegam \u00e0s estrelas do c\u00e9u\u201d. E adiante, ao descrever a encarna\u00e7\u00e3o do Verbo, o santo Poeta exclama: \u201cUma sombra orvalhada \/ sobre suas entranhas virginais descansa \/ e meiga aragem sopra no horto cerrado de seu seio. \/ No mesmo instante, o Verbo escondido \/ ocupa o seu sacr\u00e1rio \/ e a Virgem M\u00e3e concebe o autor da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Le\u00e3o XIII, considerado na sua \u00e9poca pr\u00edncipe dos poetas latinos, ao completar 25 anos de pontificado, envelhecido, pressentindo o fim, tirou da sua lira a \u201c\u00daltima prece \u00e0 Virgem\u201d, traduzida para o nosso idioma. \u201cSe eu atingisse o c\u00e9u, se contemplasse, \/ por suprema merc\u00ea, de Deus a face, \/ e, \u00f3 Virgem, teu olhar visse tamb\u00e9m&#8230; \/ acolhe-me no c\u00e9u; e se ali for eu \/ um daqueles da cidade santa, \/ direi eternamente que ao favor \/ da Virgem M\u00e3e devi ventura tanta\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Luiz Guimar\u00e3es J\u00fanior comp\u00f4s o seu \u201cNo Deserto\u201d descrevendo a fuga da fam\u00edlia de Jos\u00e9 para o Egito. Fala da noite que desce, dos p\u00e9s chagados de Jos\u00e9, do convite \u00e0 Virgem para repousarem ali na areia cruel. P\u00f5e o autor nos l\u00e1bios de Maria uma palavra de ternura a S\u00e3o Jos\u00e9, para que dormisse, porque \u201cpor n\u00f3s, o doce Pai atento est\u00e1 velando\u201d. Depois Maria adormece e no sonho prev\u00ea o sofrimento do Filho. Assustada acorda. O poeta remata: \u201cE Maria, a gemer, extenuada, exangue, \/ despertou num solu\u00e7o e olhou: Jesus dormia. \/ A aurora lhe formava um nimbo cor de sangue, \/ e o divino Cordeiro, ext\u00e1tico, sorria\u201d. Poder-se-\u00e1 recordar o verso da Divina Com\u00e9dia: \u201cVirgem M\u00e3e, por teu Filho procriada, \/ humilde e superior criatura, por conselho eternal predestinada! \/ Por ti se enobreceu tanto a natura \/ humana, que o Senhor n\u00e3o desdenhou \/ de se fazer, de quem criou, feitura\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas na multiplicidade dos textos mariais dos poetas e escritores, sentimos prazer em citar um dos bardos de nosso Tri\u00e2ngulo \u2013 Primo Vieira. Em bel\u00edssimo soneto de Litanias, o em que mostra Maria como Porta do C\u00e9u \u2013 \u201cjanua coeli\u201d \u2013 assim rezou o Poeta: \u201cPorta do c\u00e9u \u00e0 cuja entrada esquece \/ o pecador as trilhas do pecado \/ (&#8230;) da altura excelsa em que morais na gl\u00f3ria, \/ olhai os pequeninos sem hist\u00f3ria, \/ e a mis\u00e9ria de rojo pelo ch\u00e3o&#8230; \/ N\u00f3s somos esses filhos que n\u00e3o param \/ de caminhar nas r\u00e9steas que ficaram \/ da esteira luminosa da Assun\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Festa da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o: a M\u00e3e de Deus baixa o olhar aos filhos seus da terra. Iluminem-nos esses seus olhos claros na escalada dif\u00edcil da exist\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Benedicto de Ulhoa Vieira Tanto a literatura latina, como a portuguesa s\u00e3o ricas em poemas e odes \u00e0 M\u00e3e de Deus. 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