{"id":12782,"date":"2011-01-31T00:00:00","date_gmt":"2011-01-31T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/as-bem-aventurancas-dos-cristaos\/"},"modified":"2011-01-31T00:00:00","modified_gmt":"2011-01-31T02:00:00","slug":"as-bem-aventurancas-dos-cristaos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/as-bem-aventurancas-dos-cristaos\/","title":{"rendered":"As Bem-Aventuran\u00e7as dos Crist\u00e3os"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong><em><span style=\"font-size: 10pt\">Dom Geraldo Majella Agnelo<br \/>Cardeal Arcebispo Em\u00e9rito de Salvador<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A partir de hoje e por seis domingos ouviremos uma se\u00e7\u00e3o fundamental do evangelho de Mateus: o discurso da montanha, a carta magna do crist\u00e3o que contem as orienta\u00e7\u00f5es da nossa vida em Cristo, segundo Cristo.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No domingo passado, o evangelista nos apresentava Jesus como Luz do mundo, como fonte de esperan\u00e7a e de alegria crist\u00e3. Hoje ouvimos o Discurso da Montanha. Al\u00e9m de ser a carta magna do crist\u00e3o, pode ser definido tamb\u00e9m como manual de vida crist\u00e3, e ainda um catecismo de Jesus para os seus disc\u00edpulos. Podemos dizer que apresenta a vontade definitiva de Deus em rela\u00e7\u00e3o ao homem, descreve modelos do novo estilo de vida que o Senhor trouxe ao mundo, explica como o crist\u00e3o deve realizar, no seu agir quotidiano, a lei do amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mateus colocou este discurso de Jesus, utilizando os chamados \u201cditos do Senhor\u201d: express\u00f5es de Jesus que os primeir\u00edssimos crist\u00e3os tinham escutado com seus pr\u00f3prios ouvidos, que recordavam e, quando sabiam escrever, copiavam diligentemente, transmitindo depois uns aos outros como tesouros. Hoje escutar essas palavras \u00e9 como ouvir Jesus vivo e verdadeiro, \u00e9 aprender o catecismo diretamente dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O \u201cDiscurso da Montanha\u201d se abre em modo solene, com a proclama\u00e7\u00e3o das oito bem-aventuran\u00e7as: Bem-aventurados os pobres em esp\u00edrito, os aflitos, os mansos, os puros de cora\u00e7\u00e3o, os que trabalham pela paz e a justi\u00e7a.\u00a0\u00a0 Jesus convida a ser assim. Aos que aceitam, e escolhem estas \u00e1rduas situa\u00e7\u00f5es de vida, faz uma promessa de felicidade: s\u00e3o bem-aventurados, porque deles \u00e9 o reino dos c\u00e9us.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Podemos fazer uma primeira constata\u00e7\u00e3o. Do ponto de vista humano, a escolha operada por Jesus parece pelo menos estranha. As bem-aventuran\u00e7as do senso comum, com o esp\u00edrito do mundo, soariam bem diversamente: N\u00e3o bem-aventurados os pobres, mas bem-aventurados os ricos! Bem-aventurados os que riem. Bem-aventurados os espertos. Bem-aventurados os prepotentes. Bem-aventurados os que pretendem, pedem e obt\u00eam \u201dtudo e de imediato\u201d. Bem-aventurados os operadores das guerras que conquistam. Bem-aventurados os violentos e perseguidores dos inocentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Essas s\u00e3o as bem-aventuran\u00e7as do sentido comum, e s\u00e3o bem praticadas. Os resultados est\u00e3o sob os nossos olhos: a delinq\u00fc\u00eancia, os subornos, a usura, as guerras etc.. Jesus simplesmente inverteu as bem-aventuran\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jesus n\u00e3o se limitou a propor as bem-aventuran\u00e7as aos disc\u00edpulos, mas ele pr\u00f3prio as viveu por primeiro. Coerentemente. Viveu-as a qualquer custo, at\u00e9 a morte de cruz. Pela sua coer\u00eancia tornou-se cred\u00edvel, e suas palavras mesmo se desc\u00f4modas, foram tomadas em considera\u00e7\u00e3o. E os crist\u00e3os coerentes procuram por sua vez, sob seu exemplo, coloc\u00e1-las em pr\u00e1tica, h\u00e1 dois mil anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jesus, nas bem-aventuran\u00e7as, prop\u00f5e situa\u00e7\u00f5es de destaque, atitudes de generosidade, de empenho, de dedica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o nos pede a ren\u00fancia ou a passividade, como poderia parecer, mas ao contr\u00e1rio pede uma presen\u00e7a respons\u00e1vel, ativa e construt\u00edvel. Pede-nos n\u00e3o ser espectadores pass\u00edveis, mas operadores! Quer-nos ao trabalho, operadores de miseric\u00f3rdia para com os fracos, operadores de paz entre os que se odeiam e se combatem, operadores pela justi\u00e7a, empreendedores e incomodados at\u00e9 o ponto de serem perseguidos. Como muitas vezes acontece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jesus a seus disc\u00edpulos que encarnam as bem-aventuran\u00e7as, prometeu o reino de Deus. Ser\u00e3o consolados, saciados, encontrar\u00e3o miseric\u00f3rdia, herdar\u00e3o a terra, ver\u00e3o a Deus, ser\u00e3o chamados filhos de Deus. S\u00e3o express\u00f5es usadas por Jesus. Ele oferece globalmente a perten\u00e7a ao reino, promete ser acolhidos como filhos da parte do Pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O reino de Deus \u00e9 uma realidade curiosa: \u00e9 projetado para o futuro por Deus, mas come\u00e7a j\u00e1 agora, conosco, e toma consist\u00eancia pouco a pouco quando come\u00e7amos a viver as bem-aventuran\u00e7as de Jesus. Os cidad\u00e3os do reino de Deus, j\u00e1 hoje, s\u00e3o inscritos no reino, s\u00e3o os homens das bem-aventuran\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Vivendo as bem-aventuran\u00e7as, n\u00f3s imitamos Jesus que nos precedeu, que \u00e9 nosso modelo de vida, o homem novo, modelo da nova humanidade. Assim fazendo, realizamos o plano inicial de Deus criador, de Deus que disse: \u201cFa\u00e7amos o homem \u00e0 nossa imagem, \u00e0 nossa semelhan\u00e7a\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Geraldo Majella AgneloCardeal Arcebispo Em\u00e9rito de Salvador A partir de hoje e por seis domingos ouviremos uma se\u00e7\u00e3o fundamental do evangelho de Mateus: o discurso da montanha, a carta magna do crist\u00e3o que contem as orienta\u00e7\u00f5es da nossa vida em Cristo, segundo Cristo.<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12782"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=12782"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12782\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=12782"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=12782"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=12782"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}