{"id":12854,"date":"2011-02-25T00:00:00","date_gmt":"2011-02-25T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/presidente-ou-presidenta\/"},"modified":"2011-02-25T00:00:00","modified_gmt":"2011-02-25T03:00:00","slug":"presidente-ou-presidenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/presidente-ou-presidenta\/","title":{"rendered":"Presidente ou presidenta?"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: right\">Dom Benedicto de Ulhoa Vieira<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: right\">Arcebispo Em\u00e9rito de Uberaba &#8211; MG<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Agora, que pela primeira vez o Brasil tem na Presid\u00eancia da Rep\u00fablica uma mulher, n\u00e3o \u00e9 novidade que haja quem pense que se dever\u00e1 expressar a ela num falso feminino \u2013 ou seja, \u201cpresidenta\u201d. Se n\u00e3o estou enganado (o que \u00e9 muito poss\u00edvel) no pr\u00f3prio dia da posse \u2013 1\u00ba de janeiro \u2013 houve quem dissesse num discurso: \u201cpresidenta\u201d!<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os dicion\u00e1rios Houaiss e Aur\u00e9lio registram este dissonante feminino \u201cpresidenta\u201d. A revista Veja (edi\u00e7\u00e3o 2204 de 16.022011) cita entre aspas a senadora Marta Suplicy que, saudando a atual ocupante da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, usou o infausto termo \u201cpresidenta\u201d. E a revista, com esp\u00edrito zombador, posp\u00f5e ao nome dela, evidentemente feminino, os termos: \u201cdescontenta, impacienta, tenenta, pacienta, adolescenta e clienta\u201d! (p\u00e1g 52). D\u00f3i nos ouvidos. Ainda bem que a revista o faz para evidenciar o lingu\u00edstico desuso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A palavra \u201cpresidente\u201d \u00e9 do verbo latino \u201cpraesidere\u201d \u2013 cujo partic\u00edpio presente \u00e9 \u201cpraesidens\u201d que em portugu\u00eas \u00e9 presidente, aquele que preside. Por ser verbo, n\u00e3o tem feminino. Tanto o homem, como a mulher que preside \u00e9 presidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outra observa\u00e7\u00e3o \u00e9 a respeito da nossa l\u00edngua. N\u00e3o sei se \u00e9 desprezo da l\u00edngua ou ignor\u00e2ncia. Mesmo pessoas que escrevem nos jornais parece que n\u00e3o conhecem as regras gramaticais ou, se as conhecem, n\u00e3o amam a l\u00edngua, que herdamos dos portugueses. Como exemplo do descuido ou desconhecimento da gram\u00e1tica \u00e9 a coloca\u00e7\u00e3o dos pronomes obl\u00edquos. At\u00e9 artigos de jornal andam \u201cpecando\u201d contra as regras de nosso idioma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Lembro-me dos Padres belgas e holandeses, nossos professores no Semin\u00e1rio Menor, que nos corrigiam, quando err\u00e1vamos ao falar, perguntando-nos: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o ama sua l\u00edngua?\u201d. Assim nos estimulavam a corrigir nosso falar despertando o brio patri\u00f3tico de respeito ao nosso idioma portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Voltando ao in\u00edcio, pergunto ao leitor amigo: como voc\u00ea diria \u00e0 Sra. Dilma, quando S. Excia. vier a Uberaba: \u201cSra. Presidente ou Presidenta\u201d?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o \u00e9 implic\u00e2ncia de velho, mas amor de quem se orgulha da beleza de seu idioma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Benedicto de Ulhoa Vieira Arcebispo Em\u00e9rito de Uberaba &#8211; MG Agora, que pela primeira vez o Brasil tem na Presid\u00eancia da Rep\u00fablica uma mulher, n\u00e3o \u00e9 novidade que haja quem pense que se dever\u00e1 expressar a ela num falso feminino \u2013 ou seja, \u201cpresidenta\u201d. Se n\u00e3o estou enganado (o que \u00e9 muito poss\u00edvel) no &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/presidente-ou-presidenta\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Presidente ou presidenta?<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12854"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=12854"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12854\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=12854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=12854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=12854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}