{"id":12870,"date":"2011-03-03T00:00:00","date_gmt":"2011-03-03T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/uberaba\/"},"modified":"2011-03-03T00:00:00","modified_gmt":"2011-03-03T03:00:00","slug":"uberaba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/uberaba\/","title":{"rendered":"Uberaba"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: right\">Dom Benedicto de Ulhoa Vieira<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: right\">Arcebispo Em\u00e9rito de Uberaba &#8211; MG<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Permitam-me os eventuais leitores desta coluna, relatar uma pequena hist\u00f3ria em rela\u00e7\u00e3o a Uberaba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o tinha eu mais que nove anos de idade. Estava no largo da igreja de minha cidade natal, brincando com meus companheiros, quando meu pai passou \u2013 ele acabara de ler no jornal O Estado de S\u00e3o Paulo uma not\u00edcia sobre Uberaba \u2013 e me mandou dizer ao P\u00e1roco que \u201cFrei Santana tinha sido nomeado bispo de Uberaba\u201d! Era a primeira vez que eu ouvia a palavra \u201cUberaba\u201d.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O P\u00e1roco era italiano e muito amigo de Frei Luiz Maria de Santana, tamb\u00e9m italiano, considerado, na \u00e9poca, grande orador sacro \u2013 merecidamente. At\u00e9 aquela ocasi\u00e3o, nunca tinha eu ouvido o nome de nossa cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mais tarde, j\u00e1 no Semin\u00e1rio, colega meu me relatou ter sido nomeado bispo desta cidade o Padre Alexandre, jovem professor do Semin\u00e1rio de Belo Horizonte. Era a segunda vez que ouvia o nome da nossa cidade relacionado com a Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Muitos anos mais tarde, a Nunciatura Apost\u00f3lica me comunicou que eu deveria vir, como arcebispo, para Uberaba, por escolha do Papa Paulo VI. Sempre a palavra Uberaba soava nos meus ouvidos ligada \u00e0 Igreja!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No anivers\u00e1rio desta urbe formosa de Minas, verdadeira \u201ccapital\u201d do Tri\u00e2ngulo, real\u00e7amos o belo nome \u201cUberaba\u201d, a cidade das \u00e1guas claras e a fineza do seu povo. Nossa cidade tem cultura \u2013 Universidades, Academia de Letras, museus, col\u00e9gios v\u00e1rios e bons; tem vida religiosa: vinte e nove par\u00f3quias, a festa de Nossa Senhora da Abadia, mosteiros contemplativos; a famosa Exposi\u00e7\u00e3o de Gado que traz multid\u00e3o de interessados no m\u00eas de maio, dois jornais di\u00e1rios. H\u00e1 muitas constru\u00e7\u00f5es bonitas, salientando-se o primor g\u00f3tico da Igreja de S\u00e3o Domingos que pode ser merecidamente o cart\u00e3o postal de Uberaba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ouvi certa vez de um conhecido (n\u00e3o me lembro o nome de sua cidade) que orgulhosamente dizia que quem a visitasse e experimentasse da \u00e1gua daquele lugar, nunca mais conseguiria ir-se embora de l\u00e1, tanto apego \u00e0 cidade que se apoderava do visitante. Penso que a graciosa lenda deveria atribuir-se a Uberaba. Pois quem aqui vem, conhece a cidade com a benevol\u00eancia de suas gra\u00e7as e a generosidade de suas b\u00ean\u00e7\u00e3os. Assim j\u00e1 n\u00e3o consegue afastar-se dela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Benedicto de Ulhoa Vieira Arcebispo Em\u00e9rito de Uberaba &#8211; MG Permitam-me os eventuais leitores desta coluna, relatar uma pequena hist\u00f3ria em rela\u00e7\u00e3o a Uberaba. 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