{"id":12938,"date":"2011-03-22T00:00:00","date_gmt":"2011-03-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/apelo-para-a-reconstrucao-urbanistica-e-humana-de-petropolis\/"},"modified":"2011-03-22T00:00:00","modified_gmt":"2011-03-22T03:00:00","slug":"apelo-para-a-reconstrucao-urbanistica-e-humana-de-petropolis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/apelo-para-a-reconstrucao-urbanistica-e-humana-de-petropolis\/","title":{"rendered":"Apelo para a reconstru\u00e7\u00e3o urban\u00edstica e humana de Petr\u00f3polis"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: right\">Dom Filippo Santoro<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: right\">Bispo de Petr\u00f3polis<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Passaram-se dois meses das grandes chuvas que devastaram a Regi\u00e3o Serrana do Rio de Janeiro e a nossa Petr\u00f3polis, chegando a causar cerca de 900 mortos sem contar os desaparecidos. Estamos diante de um dos maiores desastres naturais do Brasil. No meio de tanta dor, grande foi a solidariedade de muitas pessoas de todo o Pa\u00eds e do exterior, que trouxe conforto e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estamos na fase de reconstru\u00e7\u00e3o que procede lentamente enquanto muitas fam\u00edlias permanecem nos abrigos e diminui a presen\u00e7a dos volunt\u00e1rios. Como era previs\u00edvel, os holofotes deixaram a Regi\u00e3o Serrana e as feridas da chuva foram encobertas sem ser curadas. O pior mal que pode acontecer \u00e0 nossa Cidade \u00e9 a perda da mem\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Acusou-se como uma das causas das mortes a ocupa\u00e7\u00e3o irrespons\u00e1vel de muitas \u00e1reas de risco; mas sinceramente quem a favoreceu? E por acaso os pobres gostam de viver em zonas de risco? Era esta a \u00fanica possibilidade de uma moradia acess\u00edvel, mesmo que prec\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 necess\u00e1rio um grande movimento popular que tenha os pobres e desabrigados como sujeitos para impedir que o desastre aconte\u00e7a de novo nestas propor\u00e7\u00f5es e que novas trag\u00e9dias se repitam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Existem estudos de qualidade, feitos depois das inunda\u00e7\u00f5es dos anos passados, que, por\u00e9m n\u00e3o foram aproveitados. \u00c9 hora de recuper\u00e1-los e de atualiz\u00e1-los para responder aos desafios deste momento. Isso \u00e9 urgente porque nos encontramos diante de dois perigos que nos amea\u00e7am. De um lado os desabrigados urgem para uma solu\u00e7\u00e3o apenas imediatista dos problemas. De outro lado o perigo maior \u00e9 a perda de mem\u00f3ria da maioria da popula\u00e7\u00e3o, que poderia chorar amargamente na pr\u00f3xima desgra\u00e7a. As chuvas do primeiro de mar\u00e7o j\u00e1 nos deram um alerta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As autoridades p\u00fablicas est\u00e3o fazendo a sua parte, embora fosse desej\u00e1vel uma maior celeridade e mais clareza nos objetivos. Mas o problema real \u00e9 a urg\u00eancia de uma urban\u00edstica diferente que providencie de forma \u00e1gil a desocupa\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de risco e a constru\u00e7\u00e3o igualmente \u00e1gil de novas moradias em terrenos seguros e possivelmente n\u00e3o distantes das antigas casas abandonadas. Isso porque n\u00e3o \u00e9 suficiente construir casas; \u00e9 necess\u00e1ria uma dimens\u00e3o humana da casa, como lugar de relacionamentos, servi\u00e7os e perspectivas educativas que favore\u00e7am o conv\u00edvio social, a busca da dignidade e do sentido pleno da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Igreja, junto com pessoas de v\u00e1rias religi\u00f5es, esteve na primeira fila na hora do drama e da emerg\u00eancia. Diante da dor e do sofrimento se ajuda o ser humano qualquer que seja o seu credo. A Campanha da Fraternidade, promovida pela CNBB este ano com o tema \u201cFraternidade e vida no Planeta\u201d, alerta-nos sobre a necessidade de respeitar a natureza contra uma certa cultura do consumismo desenfreado e da explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria dos recursos naturais. \u00c9 tempo de convers\u00e3o para que a gan\u00e2ncia n\u00e3o produza um irrepar\u00e1vel preju\u00edzo para toda a humanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Agora, a todos \u00e9 pedido um passo novo: manter viva a mem\u00f3ria em vista de uma reconstru\u00e7\u00e3o urbanista atenta \u00e0s v\u00e1rias \u00e1reas de risco e \u00e0s caracter\u00edsticas peculiares da nossa Cidade. Por isso em coopera\u00e7\u00e3o com o trabalho realizado pelo Governo, Estado e Munic\u00edpio, convocamos as v\u00e1rias entidades civis da nossa Cidade a fim de incrementar um movimento do nosso povo para uma reconstru\u00e7\u00e3o \u00e1gil, firme e de ampla vis\u00e3o para o futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 grave; o dever que temos \u00e9 urgente. V\u00e1rias pessoas j\u00e1 aderiram ao nosso apelo; entre eles, personalidades do mundo jur\u00eddico, da cultura, da imprensa, da ind\u00fastria e, sobretudo, muita gente simples que est\u00e1 sofrendo com as conseq\u00fc\u00eancias deste desastre que atingiu a nossa regi\u00e3o. A colabora\u00e7\u00e3o de todos neste momento \u00e9 urgente para que se concretize a nossa esperan\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Filippo Santoro Bispo de Petr\u00f3polis Passaram-se dois meses das grandes chuvas que devastaram a Regi\u00e3o Serrana do Rio de Janeiro e a nossa Petr\u00f3polis, chegando a causar cerca de 900 mortos sem contar os desaparecidos. Estamos diante de um dos maiores desastres naturais do Brasil. 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