{"id":12953,"date":"2011-03-28T00:00:00","date_gmt":"2011-03-28T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/10-anos-de-gracas\/"},"modified":"2011-03-28T00:00:00","modified_gmt":"2011-03-28T03:00:00","slug":"10-anos-de-gracas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/10-anos-de-gracas\/","title":{"rendered":"10 anos de gra\u00e7as"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: right\">Dom Redovino Rizzardo, cs<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: right\">Bispo de Dourados &#8211; MS<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando comecei a pensar no significado dos meus dez anos de servi\u00e7o \u00e0 Igreja como bispo de Dourados (2001\/2011), a palavra de Deus que brotou espont\u00e2nea do meu cora\u00e7\u00e3o foi a mesma que inflamava o profeta Isa\u00edas: \u00abO ouvido jamais ouviu e o olho jamais viu que um Deus, al\u00e9m de ti, tenha feito tanto por aqueles que nele confiam!\u00bb (Is 64,3).<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas, o que me leva a agradecer n\u00e3o s\u00e3o somente os eventos e as obras com que Deus enriqueceu a Igreja diocesana nesse per\u00edodo: a cria\u00e7\u00e3o de onze par\u00f3quias; a chegada de 15 congrega\u00e7\u00f5es religiosas e comunidades de vida; a implanta\u00e7\u00e3o das R\u00e1dios \u201cCora\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cImaculada Concei\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cBoa Nova\u201d (em Itapor\u00e3, Dourados e Iguatemi); as Santas Miss\u00f5es Populares; o Jubileu de Ouro da Diocese; a ordena\u00e7\u00e3o de sete padres religiosos, 16 padres diocesanos e 13 di\u00e1conos permanentes; a Expo-Cat\u00f3lica; o jornal diocesano \u201cElo\u201d; as pequenas comunidades; e, por fim, os 230.000 quil\u00f4metros percorridos para celebrar 35.000 crismas e visitar as 49 par\u00f3quias da Diocese.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para Deus e para a Igreja, os eventos e as obras s\u00f3 produzem frutos se \u00e9 o amor que os motiva e sustenta. Caso contr\u00e1rio, vale inclusive para os bispos, a advert\u00eancia de S\u00e3o Paulo: \u00abSe n\u00e3o tenho amor, sou como um bronze que soa ou como um sino que bate\u00bb (1Cor 13,1). Foi o que me ensinaram in\u00fameras pessoas, que descobriram na caridade a alavanca capaz de erguer o mundo. Uma delas, doente de c\u00e2ncer, unia sua dor \u00e0 de Jesus na cruz, e exclamava: \u00ab\u00c9 o Reino de Deus que avan\u00e7a!\u00bb<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No dia 25 de mar\u00e7o de 2001, no final da ordena\u00e7\u00e3o episcopal, eu me dirigi ao p\u00fablico presente com estas palavras: \u00abSinto-me na obriga\u00e7\u00e3o de agradecer. Em primeiro lugar, a Deus, que voc\u00eas me ajudaram a perceber presente nesta bel\u00edssima celebra\u00e7\u00e3o; a Deus, que sempre me demonstrou um amor todo particular, tanto que, muitas vezes, me senti \u2013 como diz o Evangelho falando de Jo\u00e3o \u2013 o \u201cdisc\u00edpulo que Jesus amava\u201d; a Deus, que me escolheu e continua me envolvendo com um amor preferencial e gratuito, atra\u00eddo pelo que \u00e9 fraco e pequeno, para preench\u00ea-lo com seu poder e sua riqueza. Como diz o salmo: \u201cUm abismo atrai outro abismo\u201d: o abismo do amor infinito de Deus \u00e9 atra\u00eddo pelo abismo de nossa fraqueza e de nossa pequenez. Vejo-me retratado nos dois filhos de que fala o Evangelho de hoje: quando me sinto esmagado por minhas infidelidades, Deus me acolhe, me abra\u00e7a e me perdoa; e quando me encontro chateado, distante de Deus e dos irm\u00e3os, percebo que Deus me dirige as mesmas palavras que o Pai misericordioso dirigiu ao filho mais velho: \u201cTu est\u00e1s sempre comigo. Tudo o que \u00e9 meu, \u00e9 teu\u201d\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o posso negar: no momento, eu n\u00e3o passava de um ne\u00f3fito ing\u00eanuo, que teimava em n\u00e3o acreditar nas palavras do N\u00fancio Apost\u00f3lico de ent\u00e3o, Dom Alfio Rapisarda. Dois meses e meio antes, no dia 16 de dezembro de 2000, ele me chamara ao telefone para me dizer que o Papa Jo\u00e3o Paulo II me escolhera para bispo de Dourados. Ante a minha resposta positiva, ele n\u00e3o cansava de me agradecer. Eu n\u00e3o compreendia o porqu\u00ea&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cQuando a promessa \u00e9 muita, o santo desconfia!\u201d Comecei a entender os agradecimentos do N\u00fancio alguns anos mais tarde, quando passei por tais dificuldades que, por duas ou tr\u00eas vezes, fui tentado a renunciar ao cargo&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Apesar de tudo, as gra\u00e7as de Deus e a amizade de uma multid\u00e3o de irm\u00e3os e irm\u00e3s foram infinitamente superiores \u00e0s dificuldades. \u00c9 por isso que considero o servi\u00e7o episcopal na Diocese de Dourados como a maior realiza\u00e7\u00e3o de minha vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">J\u00e1 que o artigo \u00e9 uma \u201cmem\u00f3ria\u201d dos dez anos de ordena\u00e7\u00e3o episcopal, finalizo com mais uma cita\u00e7\u00e3o da homilia que proferi naquela ocasi\u00e3o: \u00abA \u00faltima palavra quero reserv\u00e1-la ao lema que via nortear o meu novo servi\u00e7o pastoral. As palavras que inseri em meu bras\u00e3o episcopal se referem a Nossa Senhora: \u201cUn\u00e2nimes com Maria\u201d. O meu mais ardente desejo \u00e9 reviver a comunh\u00e3o que se respirava na Igreja primitiva, quando, atra\u00eddo pela ora\u00e7\u00e3o e pela conc\u00f3rdia dos fieis reunidos em torno de Maria, o fogo do Esp\u00edrito desceu e come\u00e7ou a ser alastrar pelo mundo inteiro, gra\u00e7as a pessoas dispostas a \u201cmorrer para congregar na unidade os filhos de Deus dispersos\u201d\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Redovino Rizzardo, cs Bispo de Dourados &#8211; MS Quando comecei a pensar no significado dos meus dez anos de servi\u00e7o \u00e0 Igreja como bispo de Dourados (2001\/2011), a palavra de Deus que brotou espont\u00e2nea do meu cora\u00e7\u00e3o foi a mesma que inflamava o profeta Isa\u00edas: \u00abO ouvido jamais ouviu e o olho jamais viu &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/10-anos-de-gracas\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">10 anos de gra\u00e7as<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12953"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=12953"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/12953\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=12953"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=12953"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=12953"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}