{"id":13008,"date":"2011-04-13T00:00:00","date_gmt":"2011-04-13T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/semana-santa-a-celebracao-do-amor-de-deus\/"},"modified":"2011-04-13T00:00:00","modified_gmt":"2011-04-13T03:00:00","slug":"semana-santa-a-celebracao-do-amor-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/semana-santa-a-celebracao-do-amor-de-deus\/","title":{"rendered":"Semana Santa: a Celebra\u00e7\u00e3o do Amor de Deus"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: right\">Dom Gil Ant\u00f4nio Moreira<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: right\">Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora &#8211; MG<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Inicia-se novamente a celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o de Cristo. Ramos nas m\u00e3os, os fi\u00e9is repetem a cena da entrada em Jerusal\u00e9m, de dois mil anos atr\u00e1s, com hosanas e louvores pr\u00f3prios dos reis. Mas o reino de Cristo n\u00e3o \u00e9 um reino pol\u00edtico nem terreno. Interrogado sobre isto ele dir\u00e1 a Pilatos: \u201cMeu reino n\u00e3o \u00e9 daqui. Se meu reino fosse daqui, certamente meus s\u00faditos haveriam de me defender.\u201d (Jo.18,36).<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os ramos de oliveira e o car\u00e1ter festivo s\u00e3o sinais de vida, a vida verdadeira, aquela que n\u00e3o tem fim. N\u00e3o sendo daqui o reino, h\u00e1 de ser de outro lugar. Outra realidade n\u00e3o puramente terrena, iniciando-se aqui, ter\u00e1 sua plenitude na eternidade. O Senhor Jesus anuncia o reino, o inicia, o realiza. Ensina a respeito das diretrizes e regras, que na verdade se resumem em uma \u00fanica: amar a Deus e ao pr\u00f3ximo. Ao aproximar-se o dia de sua pris\u00e3o e condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte, conclui todos os seus ensinamentos nestas palavras: \u201cdou-vos o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado\u201d (Jo.15,12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O evangelista Jo\u00e3o, em carta \u00e0 sua comunidade de f\u00e9, define: \u201cDeus \u00e9 amor\u201d I Jo.4,7).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor, que celebramos todos os anos na Semana Santa s\u00f3 podem ser compreendidas no prisma do amor. O Senhor, Filho do Deus Alt\u00edssimo, sofre porque nos ama; d\u00e1 sua vida por n\u00f3s. Consente em ser humilhado, condenado injustamente e sacrificado qual cordeiro imolado, por amor. Sendo o amor for\u00e7a de vida, n\u00e3o permanece na morte, mas vence-a e ressuscita. Pelos mist\u00e9rios que celebramos, buscamos criar a civiliza\u00e7\u00e3o do amor. Podemos compreend\u00ea-la em dois n\u00edveis: o individual e o comunit\u00e1rio. Individualmente, devemos nos reger pela lei do amor ao pr\u00f3ximo, sabendo renunciar-nos em favor do outro, colocar a vida do outro sempre em primeiro lugar. Comunitariamente, devemos construir leis e estabelecer sistemas de rela\u00e7\u00f5es sociais cujas bases sejam a justi\u00e7a, a paz, a solidariedade, o respeito incondicional pela vida e n\u00e3o o ego\u00edsmo e a gan\u00e2ncia. S\u00e3o dois n\u00edveis que se completam e se entrela\u00e7am, pois a comunidade nada mais \u00e9 que a uni\u00e3o dos indiv\u00edduos, amalgamados por um ideal positivo e bom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Certamente, um fato nos ajudar\u00e1 a entender. Conta-se que num mosteiro, certo dia chegou \u00e0 porta um homem pobre que recebia dos monges ajudas freq\u00fcentes. Trazia um lindo cacho de uvas que ele havia colhido de sua pequena planta\u00e7\u00e3o e desejava oferec\u00ea-lo ao porteiro, pela amabilidade com que o recebia. O monge o recebeu com alegria, admirado pela beleza das uvas. Ao se distanciar o doador, pensou o monge porteiro: vou dar este lindo cacho de uvas ao Abade. Ele o merece mais do que eu. O Abade o recebe maravilhado. Partindo o porteiro, o Abade ofereceu as uvas ao monge mais velho e doente.\u00a0 Ao se distanciar o Abade, o doente as d\u00e1 ao monge enfermeiro, como prova de gratid\u00e3o pela sua caridade. Mas ao sair do quarto, o enfermeiro presenteia o monge cozinheiro, agradecido pelos humildes servi\u00e7os. O cozinheiro, j\u00e1 quase ao fim do dia, toma cuidadosamente as uvas e as d\u00e1 ao monge mais jovem para que n\u00e3o se desanimasse diante das dificuldades. Este, com os olhos brilhantes de admira\u00e7\u00e3o, toma as usas e as oferece ao monge porteiro que o recebeu com tanta bondade. O porteiro recebe novamente as uvas, certo agora de que vivia verdadeiramente num lugar de Deus, onde reinava exclusivamente a lei o amor e todo sinal de ego\u00edsmo havia j\u00e1 desaparecido. Ah! Se o mundo inteiro fosse assim! Eis o jeito de se viver os dias santos da semana que se inicia e que culminar\u00e1 com o Tr\u00edduo Sagrado da P\u00e1scoa, quando se cantar\u00e1 convictamente \u201cProva de amor maior n\u00e3o h\u00e1 que doar a vida pelo irm\u00e3o\u201d e , mais uma vez, se proclamar\u00e1 a palavra de Jesus: \u201cEu vim para que todos tenham vida, e a tenham plenamente\u201d. Feliz P\u00e1scoa!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Gil Ant\u00f4nio Moreira Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora &#8211; MG Inicia-se novamente a celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o de Cristo. Ramos nas m\u00e3os, os fi\u00e9is repetem a cena da entrada em Jerusal\u00e9m, de dois mil anos atr\u00e1s, com hosanas e louvores pr\u00f3prios dos reis. 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