{"id":14127,"date":"2015-11-19T00:00:00","date_gmt":"2015-11-19T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/papa-francisco-explica-significado-da-porta-santa-durante-catequese\/"},"modified":"2020-03-11T16:24:28","modified_gmt":"2020-03-11T19:24:28","slug":"papa-francisco-explica-significado-da-porta-santa-durante-catequese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/papa-francisco-explica-significado-da-porta-santa-durante-catequese\/","title":{"rendered":"Papa Francisco explica significado da Porta Santa durante catequese\u00a0"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">As fam\u00edlias foram convidadas a serem sinal da miseric\u00f3rdia no Ano Jubilar<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">Os grandes santu\u00e1rios cat\u00f3licos do mundo far\u00e3o a abertura da Porta Santa no dia 13 de dezembro, quando o Vaticano, tamb\u00e9m, realizar\u00e1 o mesmo ato, na Bas\u00edlica de S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o. Na catequese, na quarta-feira, 18 de novembro, o papa Francisco dedicou a reflex\u00e3o para falar sobre o Jubileu da Miseric\u00f3rdia. Ele explicou a import\u00e2ncia da Porta Santa, como sendo um gesto da miseric\u00f3rdia de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cTodos somos pecadores! Aproveitemos esse momento que vem e cruzemos o limiar dessa miseric\u00f3rdia de Deus que nunca se cansa de perdoar, nunca se cansa de nos esperar! Ele nos olha, est\u00e1 sempre pr\u00f3ximo a n\u00f3s. Coragem! Entremos por essa porta!\u201d, disse Francisco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Confira a \u00edntegra da catequese:<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>CATEQUESE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro \u2013 Vaticano<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Quarta-feira, 18 de novembro de 2015<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com essa reflex\u00e3o chegamos ao limiar do Jubileu, que est\u00e1 pr\u00f3ximo. Diante de n\u00f3s est\u00e1 a porta, mas n\u00e3o somente a Porta Santa, outra: a grande porta da Miseric\u00f3rdia de Deus \u2013 e essa \u00e9 uma porta bela! \u2013 , que acolhe o nosso arrependimento oferecendo a gra\u00e7a do seu perd\u00e3o. A porta \u00e9 generosamente aberta, \u00e9 preciso um pouco de coragem da nossa parte para cruzar o limiar. Cada um de n\u00f3s tem dentro de si coisas que pesam. Todos somos pecadores! Aproveitemos esse momento que vem e cruzemos o limiar dessa miseric\u00f3rdia de Deus que nunca se cansa de perdoar, nunca se cansa de nos esperar! Ele nos olha, est\u00e1 sempre pr\u00f3ximo a n\u00f3s. Coragem! Entremos por essa porta!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Do S\u00ednodo dos Bispos, que celebramos no m\u00eas de outubro passado, todas as fam\u00edlias, e toda a Igreja, receberam um grande encorajamento para se encontrarem no limiar dessa porta aberta. A Igreja foi encorajada a abrir as suas portas, para sair com o Senhor ao encontro dos filhos e filhas em caminho, \u00e0s vezes incertos, \u00e0s vezes perdidos, nestes tempos dif\u00edceis. As fam\u00edlias crist\u00e3s, em particular, foram encorajadas a abrir a porta ao Senhor que espera para entrar, levando sua ben\u00e7\u00e3o e sua amizade. E se a porta da miseric\u00f3rdia de Deus est\u00e1 sempre aberta, tamb\u00e9m as portas das nossas igrejas, das nossas comunidades, das nossas par\u00f3quias, das nossas institui\u00e7\u00f5es, das nossas dioceses, devem estar abertas, para que assim todos possam sair e levar essa miseric\u00f3rdia de Deus. O Jubileu significa a grande porta da miseric\u00f3rdia de Deus, mas tamb\u00e9m as pequenas portas das nossas igrejas abertas para deixar o Senhor entrar \u2013 ou tantas vezes sair o Senhor \u2013 prisioneiro das nossas estruturas, do nosso ego\u00edsmo e de tantas coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Senhor nunca for\u00e7a a porta: tamb\u00e9m Ele pede permiss\u00e3o para entrar. O Livro do Apocalipse diz: \u201cEu estou \u00e0 porta e bato. Se algu\u00e9m escuta a minha voz e me abre a porta, eu virei a ele, cearei com ele e ele comigo\u201d (3, 20). Imaginemos o Senhor que bate \u00e0 porta do nosso cora\u00e7\u00e3o! E na \u00faltima grande vis\u00e3o deste Livro do Apocalipse, assim se profetiza da Cidade de Deus: \u201cAs suas portas n\u00e3o se fechar\u00e3o nunca durante o dia\u201d, o que significa para sempre, porque \u201cn\u00e3o haver\u00e1 mais noite\u201d (21, 25). H\u00e1 lugares no mundo em que n\u00e3o se fecham as portas com chave, ainda h\u00e1. Mas h\u00e1 tantos onde as portas blindadas se tornaram normais. N\u00e3o devemos nos render \u00e0 ideia de dever aplicar esse sistema a toda a nossa vida, \u00e0 vida da fam\u00edlia, da cidade, da sociedade. E t\u00e3o menos \u00e0 vida da Igreja. Seria terr\u00edvel! Uma Igreja inospitaleira, assim como uma fam\u00edlia fechada em si mesma mortifica o Evangelho e seca o mundo. Nada de portas blindadas na Igreja, nada! Tudo aberto!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A gest\u00e3o simb\u00f3lica das \u201cportas\u201d \u2013 dos limiares, das passagens, das fronteiras \u2013 se tornou crucial. A porta deve proteger, certo, mas n\u00e3o rejeitar. A porta n\u00e3o deve ser for\u00e7ada, ao contr\u00e1rio, se pede permiss\u00e3o, porque a hospitalidade resplandece na liberdade do acolhimento e se escurece na prepot\u00eancia da invas\u00e3o. A porta se abre frequentemente para ver se do lado de fora h\u00e1 algu\u00e9m que espera e, talvez, n\u00e3o tem a coragem, talvez nem mesmo for\u00e7a de bater. Quanta gente perdeu a confian\u00e7a, n\u00e3o tem a coragem de bater \u00e0 porta do nosso cora\u00e7\u00e3o crist\u00e3o, \u00e0s portas das nossas igrejas\u2026E est\u00e3o ali, n\u00e3o t\u00eam a coragem, tiramos a confian\u00e7a delas: por favor, que isso nunca aconte\u00e7a. A porta diz muitas coisas da casa e tamb\u00e9m da Igreja. A gest\u00e3o da porta requer atento discernimento e, ao mesmo tempo, deve inspirar grande confian\u00e7a. Gostaria de dizer uma palavra de gratid\u00e3o para todos os guardi\u00f5es das portas: dos nossos condom\u00ednios, das nossas institui\u00e7\u00f5es c\u00edvicas, das pr\u00f3prias igrejas. Muitas vezes, a aten\u00e7\u00e3o e a gentileza da portaria s\u00e3o capazes de oferecer uma imagem de humanidade e de acolhimento a toda a casa, desde a entrada. H\u00e1 de se aprender com estes homens e mulheres, que s\u00e3o os guardi\u00f5es dos lugares de encontro e de acolhimento da cidade do homem! A todos voc\u00eas, guardi\u00f5es de tantas portas, seja das casas, seja portas das igrejas, muito obrigado! Mas sempre com um sorriso, sempre mostrando o acolhimento daquela casa, daquela igreja, assim o povo se sente feliz e acolhido naquele lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na verdade, sabemos bem que n\u00f3s mesmos somos os guardi\u00f5es e os servos da Porta de Deus e a porta de Deus como se chama? Jesus! Ele nos ilumina sobre todas as portas da vida, incluindo aquelas do nosso nascimento e da nossa morte. Ele mesmo afirmou isso: \u201cEu sou a porta: se algu\u00e9m entra atrav\u00e9s de mim, ser\u00e1 salvo; entrar\u00e1 e sair\u00e1 e encontrar\u00e1 pastagem\u201d (Jo 10, 9). Jesus \u00e9 a porta que nos faz entrar e sair. Porque o rebanho de Deus \u00e9 um abrigo, n\u00e3o \u00e9 uma pris\u00e3o! A casa de Deus \u00e9 um abrigo, n\u00e3o \u00e9 uma pris\u00e3o e a porta se chama Jesus! E se a porta est\u00e1 fechada, dizemos: \u201cSenhor, abre a porta!\u201d. Jesus \u00e9 a porta e nos faz entrar e sair. S\u00e3o os ladr\u00f5es aqueles que procuram evitar a porta: \u00e9 curioso, os ladr\u00f5es procuram sempre entrar por outro lado, pela janela, pelo teto, mas evitam a porta, porque t\u00eam inten\u00e7\u00f5es m\u00e1s e se infiltram no rebanho para enganar as ovelhas e tirar proveito delas. N\u00f3s devemos passar pela porta e ouvir a voz de Jesus: se ouvimos o seu tom de voz, estamos seguros, estamos salvos. Podemos entrar sem medo e sair sem perigo. Nesse bel\u00edssimo discurso de Jesus, se fala tamb\u00e9m do guardi\u00e3o, que tem a tarefa de abrir ao Bom Pastor (cfr Jo 10,2). Se o guardi\u00e3o ouve a voz do Pastor, ent\u00e3o abre e faz entrar todas as ovelhas que o Pastor traz, todas, incluindo aquelas perdidas nos bosques, que o bom Pastor foi resgatar. As ovelhas n\u00e3o s\u00e3o escolhidas pelo guardi\u00e3o, pelo secret\u00e1rio paroquial ou pela secretaria da par\u00f3quia; as ovelhas s\u00e3o todas enviadas, s\u00e3o escolhidas pelo bom Pastor. O guardi\u00e3o \u2013 tamb\u00e9m ele \u2013 obedece \u00e0 voz do Pastor. Bem, poder\u00edamos bem dizer que n\u00f3s devemos ser como aquele guardi\u00e3o. A Igreja \u00e9 a porteira da casa do Senhor, n\u00e3o \u00e9 a patroa da casa do Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9 sabe bem o que significa uma porta aberta ou fechada, para quem espera um filho, para quem n\u00e3o tem morada, para quem deve escapar do perigo. As fam\u00edlias crist\u00e3s fa\u00e7am de sua porta de casa um pequeno grande sinal da Porta da miseric\u00f3rdia e do acolhimento de Deus. \u00c9 justamente assim que a Igreja dever\u00e1 ser reconhecida, em todo canto da terra: como a guardi\u00e3 de um Deus que bate, como o acolhimento de um Deus que n\u00e3o te fecha a porta na cara, com a desculpa de que voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 de casa. Com este esp\u00edrito nos aproximamos do Jubileu: haver\u00e1 para n\u00f3s a Porta Santa, mas h\u00e1 a porta da grande miseric\u00f3rdia de Deus! Haja tamb\u00e9m para n\u00f3s a porta do nosso cora\u00e7\u00e3o para receber todos o perd\u00e3o de Deus e dar, por nossa vez, o nosso perd\u00e3o, acolhendo todos aqueles que batem \u00e0 nossa porta.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify\">CNBB com informa\u00e7\u00f5es do News.va<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As fam\u00edlias foram convidadas a serem sinal da miseric\u00f3rdia no Ano Jubilar<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":14128,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[800],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/14127"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=14127"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/14127\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/14128"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=14127"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=14127"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=14127"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}