{"id":14129,"date":"2015-12-10T00:00:00","date_gmt":"2015-12-10T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/na-catequese-papa-francisco-explica-significado-da-misericordia\/"},"modified":"2020-03-11T16:24:28","modified_gmt":"2020-03-11T19:24:28","slug":"na-catequese-papa-francisco-explica-significado-da-misericordia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/na-catequese-papa-francisco-explica-significado-da-misericordia\/","title":{"rendered":"Na catequese, papa Francisco explica significado da miseric\u00f3rdia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Peregrinos de diversas partes do mundo acompanharam a reflex\u00e3o no Vaticano<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">Na primeira catequese, ap\u00f3s o in\u00edcio do Jubileu Extraordin\u00e1rio da Miseric\u00f3rdia, o papa Francisco dedicou a reflex\u00e3o para falar sobre o \u201cDeus misericordioso\u201d. Milhares de peregrinos acompanharam a medita\u00e7\u00e3o, na quarta-feira, 9, no Vaticano. O papa explicou o significado do Ano Santo, destacando o chamado apara\u00a0viver a miseric\u00f3rdia no dia a dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cQueridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, este Ano Santo nos \u00e9 oferecido para experimentarmos na nossa vida o toque doce e suave do perd\u00e3o de Deus, a sua presen\u00e7a pr\u00f3ximo a n\u00f3s e a sua proximidade sobretudo nos momentos de maior necessidade\u201d, disse o papa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Confira \u00edntegra da catequese:<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>CATEQUESE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro \u2013 Vaticano<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Quarta-feira, 9 de dezembro de 2015<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Boletim da Santa S\u00e9<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ontem abri aqui, na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, a Porta Santa do Jubileu da Miseric\u00f3rdia, depois de t\u00ea-la aberto j\u00e1 na Catedral de Bangui, na Rep\u00fablica Centro-Africana. Hoje gostaria de refletir junto com voc\u00eas sobre o significado desse Ano Santo, respondendo \u00e0 pergunta: por que um Jubileu da Miseric\u00f3rdia? O que significa isso?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Igreja precisa desse momento extraordin\u00e1rio. N\u00e3o digo: \u00e9 bom para a Igreja este momento extraordin\u00e1rio. Digo: a Igreja precisa deste momento extraordin\u00e1rio. Na nossa \u00e9poca de profundas mudan\u00e7as, a Igreja \u00e9 chamada a oferecer a sua contribui\u00e7\u00e3o peculiar, tornando vis\u00edveis os sinais da presen\u00e7a e da proximidade de Deus. E o Jubileu \u00e9 um tempo favor\u00e1vel para todos n\u00f3s, para que contemplando a Divina Miseric\u00f3rdia, que supera todo limite humano e resplandece sobre a obscuridade do pecado, possamos nos tornar testemunhas mais confiantes e eficazes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dirigir o olhar a Deus, Pai misericordioso, e aos irm\u00e3os necessitados de miseric\u00f3rdia, significa concentrar a aten\u00e7\u00e3o sobre o conte\u00fado essencial do Evangelho: Jesus, a Miseric\u00f3rdia feita carne, que torna vis\u00edvel aos nossos olhos o grande mist\u00e9rio do Amor trinit\u00e1rio de Deus. Celebrar um Jubileu da Miseric\u00f3rdia equivale a colocar de novo no centro da nossa vida pessoal e das nossas comunidades o espec\u00edfico da f\u00e9 crist\u00e3, isso \u00e9, Jesus Cristo, o Deus misericordioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um Ano Santo, portanto, para viver a miseric\u00f3rdia. Sim, queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, este Ano Santo nos \u00e9 oferecido para experimentarmos na nossa vida o toque doce e suave do perd\u00e3o de Deus, a sua presen\u00e7a pr\u00f3ximo a n\u00f3s e a sua proximidade sobretudo nos momentos de maior necessidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este Jubileu, em suma, \u00e9 um momento privilegiado para que a Igreja aprenda a escolher unicamente \u201caquilo que a Deus mais agrada\u201d. E o que \u00e9 aquilo que \u201ca Deus mais agrada\u201d? Perdoar os seus filhos, ter miseric\u00f3rdia deles, a fim de que esses possam, por sua vez, perdoar os irm\u00e3os, brilhando como tochas da miseric\u00f3rdia de Deus no mundo. Isso \u00e9 o que agrada mais a Deus. Sant\u2019Ambrogio em um livro de teologia que tinha escrito sobre Ad\u00e3o, toma a hist\u00f3ria da cria\u00e7\u00e3o do mundo e diz que Deus, todos os dias, depois de ter feito uma coisa \u2013 a lua, o sol ou os animais \u2013 diz: \u201cE Deus viu que isso era bom\u201d. Mas quando fez o homem e a mulher, a B\u00edblia diz: \u201cViu que isso era muito bom\u201d. Sant\u2019Ambrogio se pergunta: \u201cMas por que diz \u2018muito bom\u2019? Por que Deus ficou t\u00e3o contente depois da cria\u00e7\u00e3o do homem e da mulher?\u201d. Porque no fim tinha algu\u00e9m para perdoar. \u00c9 belo isso: a alegria de Deus \u00e9 perdoar, o ser de Deus \u00e9 miseric\u00f3rdia. Por isso neste ano devemos abrir os cora\u00e7\u00f5es, para que este amor, esta alegria de Deus nos preencha desta miseric\u00f3rdia. O Jubileu ser\u00e1 um \u201ctempo favor\u00e1vel\u201d para a Igreja se aprendermos a escolher \u201caquilo que a Deus agrada mais\u201d, sem cair na tenta\u00e7\u00e3o de pensar que haja algo mais importante ou priorit\u00e1rio. Nada \u00e9 mais importante que escolher \u201caquilo que a Deus agrada mais\u201d, isso \u00e9, a sua miseric\u00f3rdia, o seu amor, a sua ternura, o seu abra\u00e7o, as suas car\u00edcias!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tamb\u00e9m a necess\u00e1ria obra de renova\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es e das estruturas da Igreja \u00e9 um meio que deve nos conduzir a fazer a experi\u00eancia viva e vivificante da miseric\u00f3rdia de Deus que, sozinha, pode garantir \u00e0 Igreja ser aquela cidade colocada sobre um monte que n\u00e3o pode permanecer escondida (cfr Mt 5, 14). Brilha somente uma Igreja misericordiosa! Se esquec\u00eassemos, mesmo que por um s\u00f3 momento, que a miseric\u00f3rdia \u00e9 \u201caquilo que mais agrada Deus\u201d, todo esfor\u00e7o nosso seria em v\u00e3o, porque nos tornar\u00edamos escravos das nossas institui\u00e7\u00f5es e das nossas estruturas, por mais renovadas que possam ser. Mas ser\u00edamos sempre escravos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cSentir forte em n\u00f3s a alegria de termos sido renovados por Jesus, que como Bom Pastor veio nos buscar porque est\u00e1vamos perdidos\u201d (Homilia nas Primeiras V\u00e9speras do Domingo da Divina Miseric\u00f3rdia, 11 de abril de 2015): este \u00e9 o objetivo que a Igreja se coloca neste Ano Santo. Assim refor\u00e7aremos em n\u00f3s a certeza de que a miseric\u00f3rdia pode contribuir realmente para a edifica\u00e7\u00e3o de um mundo mais humano. Especialmente nestes nossos tempos, em que o perd\u00e3o \u00e9 um convidado raro nos \u00e2mbitos da vida humana, o chamado \u00e0 miseric\u00f3rdia se faz mais urgente e isso em todo lugar: na sociedade, nas institui\u00e7\u00f5es, no trabalho e tamb\u00e9m na fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Certo, algu\u00e9m poderia fazer essa obje\u00e7\u00e3o: \u201cMas, Padre, a Igreja, nesse Ano, n\u00e3o deveria fazer algo a mais? \u00c9 certo contemplar a miseric\u00f3rdia de Deus, mas h\u00e1 muitas necessidades urgentes!\u201d. \u00c9 verdade, h\u00e1 muito a fazer, e eu primeiro n\u00e3o me canso de recordar isso. Mas \u00e9 necess\u00e1rio considerar que, na raiz da falta de miseric\u00f3rdia, h\u00e1 sempre o amor pr\u00f3prio. No mundo, isso toma a forma da busca exclusiva dos pr\u00f3prios interesses, dos prazeres e honras unidos \u00e0 vontade de acumular riquezas, enquanto na vida dos crist\u00e3os se reveste muitas vezes de hipocrisia e de mundanidade. Todas essas coisas s\u00e3o contr\u00e1rias \u00e0 miseric\u00f3rdia. As investidas do amor pr\u00f3prio, que tornam a miseric\u00f3rdia estrangeira no mundo, s\u00e3o tantas e numerosas que muitas vezes nem somos capazes de reconhec\u00ea-las como limites e como pecado. Eis porque \u00e9 necess\u00e1rio reconhecer ser pecador, para refor\u00e7ar em n\u00f3s a certeza da miseric\u00f3rdia divina. \u201cSenhor, eu sou um pecador; Senhor, eu sou uma pecadora: venha com a tua miseric\u00f3rdia\u201d. Essa \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o bel\u00edssima. \u00c9 uma ora\u00e7\u00e3o f\u00e1cil de dizer todos os dias: \u201cSenhor, eu sou um pecador; Senhor, eu sou uma pecadora: venha com a tua miseric\u00f3rdia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, desejo que, neste Ano Santo, cada um de n\u00f3s fa\u00e7a experi\u00eancia da miseric\u00f3rdia de Deus, para ser testemunhas daquilo \u201cque agrada mais a Ele\u201d. \u00c9 ing\u00eanuo acreditar que isso possa mudar o mundo? Sim, humanamente falando \u00e9 tolice, mas \u201caquilo que \u00e9 loucura de Deus \u00e9 mais s\u00e1bio que os homens e aquilo que \u00e9 fraqueza de Deus \u00e9 mais forte que os homens\u201d (1 Cor 1, 25).<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify\">CNBB com informa\u00e7\u00f5es e foto da R\u00e1dio Vaticano.<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Peregrinos de diversas partes do mundo acompanharam a reflex\u00e3o no Vaticano<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":14130,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[800],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/14129"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=14129"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/14129\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/14130"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=14129"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=14129"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=14129"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}