{"id":15847,"date":"2016-06-27T00:00:00","date_gmt":"2016-06-27T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/papa-francisco-e-patriarca-karekin-ii-rezam-pela-paz-e-dialogo-entre-as-religioes\/"},"modified":"2016-06-27T00:00:00","modified_gmt":"2016-06-27T03:00:00","slug":"papa-francisco-e-patriarca-karekin-ii-rezam-pela-paz-e-dialogo-entre-as-religioes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/papa-francisco-e-patriarca-karekin-ii-rezam-pela-paz-e-dialogo-entre-as-religioes\/","title":{"rendered":"Papa Francisco e patriarca Karekin II rezam pela paz e di\u00e1logo entre as religi\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 0.0001pt;line-height: normal;text-align: justify\" align=\"center\"><span style=\"line-height: normal\">Durante\u00a0visita \u00e0 Arm\u00eania,\u00a0foi assinada declara\u00e7\u00e3o conjunta contra persegui\u00e7\u00f5es religiosas<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 0.0001pt;line-height: normal;text-align: justify\" align=\"center\">Um dos momentos marcantes da viagem apost\u00f3lica do papa Francisco \u00e0 Arm\u00eania foi o encontro ecum\u00eanico com o patriarca Karekin II, em Yerevan. Na ocasi\u00e3o, os l\u00edderes religiosos rezaram pela paz no mundo, refor\u00e7ando a comunh\u00e3o entre as igrejas cat\u00f3lica e apost\u00f3lica.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: normal\">\u201cRealmente a unidade n\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de vantagem estrat\u00e9gica que se deve procurar por interesse m\u00fatuo, mas aquilo que Jesus nos pede, sendo nossa obriga\u00e7\u00e3o cumpri-lo com boa vontade e todas as nossas for\u00e7as para se realizar a nossa miss\u00e3o: oferecer ao mundo, com coer\u00eancia, o Evangelho\u201d, lembrou o papa no discurso.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: normal\">Francisco recordou a necessidade de todos serem embaixadores da paz, convidando os arm\u00eanios para valorizar a vida. \u00a0O papa dirigiu-se, ainda, especialmente \u00e0\u00a0juventude da Arm\u00eania:<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: normal\">\u201cQueridos jovens, este futuro pertence-vos: valorizando a grande sabedoria dos vossos idosos, aspirai a tornar-vos construtores de paz: n\u00e3o not\u00e1rios do status quo, mas ativos promotores de uma cultura do encontro e da reconcilia\u00e7\u00e3o\u201d, disse Francisco.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: normal\">Confira a \u00edntegra do discurso:<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;text-align: center;line-height: normal\" align=\"center\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;text-align: center;line-height: normal\" align=\"center\"><strong>Viagem do Papa Francisco \u00e0 Arm\u00eania \u2013 24 a 26 de junho de 2016<\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;text-align: center;line-height: normal\" align=\"center\"><strong>Encontro ecum\u00eanico e ora\u00e7\u00e3o pela paz<\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;text-align: center;line-height: normal\" align=\"center\"><strong>Pra\u00e7a da Rep\u00fablica de Yerevan<\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;text-align: center;line-height: normal\" align=\"center\"><strong>S\u00e1bado, 25 de junho de 2016<\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center\"><strong>Boletim da Santa S\u00e9<\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Venerado e car\u00edssimo Irm\u00e3o, Patriarca Supremo e Catholicos de Todos os Arm\u00eanios,<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Senhor Presidente,<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s!<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">A b\u00ean\u00e7\u00e3o e a paz de Deus estejam convosco!<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">Desejei ardentemente visitar esta amada terra, o vosso pa\u00eds, o primeiro que abra\u00e7ou a f\u00e9 crist\u00e3. \u00c9 uma gra\u00e7a para mim poder encontrar-me nestas alturas, onde, sob a vista do Monte Ararat, o pr\u00f3prio sil\u00eancio parece falar-nos; onde os khatchkar \u2013 as cruzes de pedra \u2013 narram uma hist\u00f3ria \u00fanica, permeada de f\u00e9 rochosa e de sofrimento imenso; uma hist\u00f3ria rica de magn\u00edficas testemunhas do Evangelho, de quem v\u00f3s sois os herdeiros. Vim peregrino de Roma para vos encontrar e exprimir um sentimento que me vem do fundo do cora\u00e7\u00e3o: \u00e9 o afeto do vosso irm\u00e3o, \u00e9 o abra\u00e7o fraterno da Igreja Cat\u00f3lica inteira, que vos ama e est\u00e1 solid\u00e1ria convosco.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">Nos anos passados, gra\u00e7as a Deus, foram-se intensificando as visitas e os encontros entre as nossas Igrejas, sempre muito cordiais e frequentemente memor\u00e1veis; quis a Provid\u00eancia que, precisamente no dia em que aqui se recordam os santos Ap\u00f3stolos de Cristo, estejamos de novo juntos para refor\u00e7ar a comunh\u00e3o apost\u00f3lica entre n\u00f3s. Estou muito grato a Deus pela \u00abreal e \u00edntima unidade\u00bb entre as nossas Igrejas [cf. Jo\u00e3o Paulo II, Homilia na Celebra\u00e7\u00e3o Ecum\u00e9nica, Ierevan, 26 de setembro de 2001: Insegnamenti, XXIV\/2 (2001), 466) e agrade\u00e7o-vos pela vossa fidelidade ao Evangelho, muitas vezes heroica, que \u00e9 um dom inestim\u00e1vel para todos os crist\u00e3os. Ao encontrarmo-nos, n\u00e3o temos uma troca de ideias, mas uma troca de dons (cf. Idem, Carta enc. Ut unum sint, 28): recolhemos aquilo que o Esp\u00edrito semeou em n\u00f3s, como um dom para cada um (cf. Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 246). Partilhamos com grande alegria os numerosos passos dum caminho comum j\u00e1 muito adiantado, e olhamos verdadeiramente com confian\u00e7a para o dia em que, com a ajuda de Deus, estaremos unidos junto do altar do sacrif\u00edcio de Cristo, na plenitude da comunh\u00e3o eucar\u00edstica. Rumo a esta meta t\u00e3o desejada \u00absomos peregrinos, e peregrinamos juntos (\u2026) abrindo o cora\u00e7\u00e3o ao companheiro de estrada sem medos, nem desconfian\u00e7as\u00bb (ibid., 244).<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">Neste trajeto, precedem-nos e acompanham-nos muitas testemunhas, nomeadamente tantos m\u00e1rtires que selaram com o sangue a f\u00e9 comum em Cristo: s\u00e3o as nossas estrelas no c\u00e9u, que brilham sobre n\u00f3s e indicam o caminho que nos falta percorrer na terra, rumo \u00e0 plena comunh\u00e3o. Dentre os grandes Padres, gostaria de referir o santo Catholicos Nerses Shnorhali. Nutria um amor extraordin\u00e1rio pelo seu povo e as suas tradi\u00e7\u00f5es e, ao mesmo tempo, sentia-se inclinado para as outras Igrejas, incans\u00e1vel na busca da unidade, desejoso de atuar a vontade de Cristo: que os crentes \u00absejam um s\u00f3\u00bb (Jo 17, 21). Realmente a unidade n\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de vantagem estrat\u00e9gica que se deve procurar por interesse m\u00fatuo, mas aquilo que Jesus nos pede, sendo nossa obriga\u00e7\u00e3o cumpri-lo com boa vontade e todas as nossas for\u00e7as para se realizar a nossa miss\u00e3o: oferecer ao mundo, com coer\u00eancia, o Evangelho.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">Para realizar a unidade necess\u00e1ria, n\u00e3o basta, segundo S\u00e3o Nerses, a boa vontade de algu\u00e9m na Igreja: \u00e9 indispens\u00e1vel a ora\u00e7\u00e3o de todos. \u00c9 bom estar aqui reunidos para rezarmos uns pelos outros, uns com os outros. E o que vim pedir-vos nesta tarde \u00e9, antes de tudo, o dom da ora\u00e7\u00e3o. Pela minha parte, asseguro-vos que, ao oferecer o P\u00e3o e o C\u00e1lice no altar, n\u00e3o deixo de apresentar ao Senhor a Igreja da Arm\u00eania e o vosso querido povo.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">S\u00e3o Nerses sentia tamb\u00e9m a necessidade de aumentar o amor m\u00fatuo, porque s\u00f3 a caridade \u00e9 capaz de sanar a mem\u00f3ria e curar as feridas do passado: s\u00f3 o amor cancela os preconceitos e permite reconhecer que a abertura ao irm\u00e3o purifica e melhora as convic\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias. Para este santo Cat\u00f3lico, no caminho rumo \u00e0 unidade, \u00e9 essencial imitar o estilo do amor de Cristo, que, \u00absendo rico\u00bb (2 Cor 8, 9), \u00abhumilhou-Se a Si pr\u00f3prio\u00bb (Flp 2, 8). Seguindo o seu exemplo, somos chamados a ter a coragem de deixar as convic\u00e7\u00f5es r\u00edgidas e os interesses pr\u00f3prios, em nome do amor que se humilha e entrega, em nome do amor humilde: este \u00e9 o \u00f3leo aben\u00e7oado da vida crist\u00e3, o unguento espiritual precioso que cura, fortalece e santifica. \u00ab\u00c0s faltas, suprimos com uma caridade un\u00e2nime\u00bb, escrevia S\u00e3o Nerses (Cartas do senhor Nerses Shnorhali, Catholicos dos Arm\u00e9nios, Veneza 1873, 316), e mesmo \u2013 dava a entender \u2013 com uma particular do\u00e7ura de amor, que abranda a dureza dos cora\u00e7\u00f5es dos crist\u00e3os, tamb\u00e9m eles n\u00e3o raro fechados sobre si mesmos e os seus pr\u00f3prios interesses. N\u00e3o s\u00e3o os c\u00e1lculos nem as vantagens mas o amor humilde e generoso que atrai a miseric\u00f3rdia do Pai, a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Cristo e a abund\u00e2ncia do Esp\u00edrito Santo. Rezando e \u00abamando-nos intensamente uns aos outros do fundo do cora\u00e7\u00e3o\u00bb (cf. 1 Ped 1, 22), com humildade e abertura de esp\u00edrito, disponhamo-nos a receber o dom divino da unidade. Continuemos, decididos, o nosso caminho, ou melhor, corramos para a plena comunh\u00e3o entre n\u00f3s!<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">\u00abDou-vos a minha paz. N\u00e3o \u00e9 como a d\u00e1 o mundo que Eu vo-la dou\u00bb (Jo 14, 27). Ouvimos estas palavras do Evangelho, que nos predisp\u00f5em a implorar de Deus aquela paz que o mundo sente tanta dificuldade em encontrar. Como s\u00e3o grandes, hoje, os obst\u00e1culos no caminho da paz, e tr\u00e1gicas as consequ\u00eancias das guerras! Penso nas popula\u00e7\u00f5es for\u00e7adas a abandonar tudo, especialmente no M\u00e9dio Oriente onde muitos dos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s sofrem viol\u00eancias e persegui\u00e7\u00e3o por causa do \u00f3dio e de conflitos sempre fomentados pelo flagelo da prolifera\u00e7\u00e3o e do com\u00e9rcio de armas, pela tenta\u00e7\u00e3o de recorrer \u00e0 for\u00e7a e pela falta de respeito pela pessoa humana, especialmente os vulner\u00e1veis, os pobres e aqueles que pedem apenas uma vida digna.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">N\u00e3o consigo deixar de pensar nas prova\u00e7\u00f5es terr\u00edveis que o vosso povo experimentou: completou-se h\u00e1 pouco um s\u00e9culo do \u00abGrande Mal\u00bb que se abateu sobre v\u00f3s. Este \u00abenorme e louco exterm\u00ednio\u00bb (Francisco, Sauda\u00e7\u00e3o no in\u00edcio da Santa Missa para os fi\u00e9is de rito arm\u00e9nio, 12 de abril de 2015), este tr\u00e1gico mist\u00e9rio de iniquidade que o vosso povo provou na pr\u00f3pria carne, permanece impresso na mem\u00f3ria e queima no cora\u00e7\u00e3o. Quero reiterar que os vossos sofrimentos s\u00e3o nossos: \u00abs\u00e3o os sofrimentos dos membros do Corpo m\u00edstico de Cristo\u00bb (Jo\u00e3o Paulo II, Carta Apost\u00f3lica por ocasi\u00e3o do 1700\u00b0 anivers\u00e1rio do Batismo do povo arm\u00e9nio, 4: Insegnamenti, XXIV\/1 (2001), 275); record\u00e1-los \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 oportuno, mas tamb\u00e9m for\u00e7oso: s\u00e3o uma advert\u00eancia em todo o tempo, para que o mundo n\u00e3o volte jamais a cair na espiral de tais horrores.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">Ao mesmo tempo desejo lembrar, com admira\u00e7\u00e3o, como a f\u00e9 crist\u00e3, \u00abtamb\u00e9m nos momentos mais tr\u00e1gicos da hist\u00f3ria arm\u00eania, foi a mola propulsora que assinalou o in\u00edcio do renascimento do povo provado\u00bb (ibid., 276). A f\u00e9 \u00e9 a vossa verdadeira for\u00e7a, que permite abrir-se \u00e0 via misteriosa e salv\u00edfica da P\u00e1scoa: as feridas ainda abertas, causadas pelo \u00f3dio feroz e insensato, podem de algum modo assemelhar-se \u00e0s de Cristo ressuscitado, as feridas que Lhe foram infligidas e que traz ainda impressas na sua carne. Mostrou-as, gloriosas, aos disc\u00edpulos na tarde de P\u00e1scoa (cf. Jo 20, 20): aquelas chagas terrivelmente dolorosas recebidas na cruz, transfiguradas pelo amor, tornaram-se fontes de perd\u00e3o e paz. Assim, mesmo a dor maior, transformada pela for\u00e7a salv\u00edfica da Cruz de que os Arm\u00eanios s\u00e3o arautos e testemunhas, pode tornar-se uma semente da paz para o futuro.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">Realmente a mem\u00f3ria, permeada pelo amor, torna-se capaz de encaminhar-se por sendas novas e surpreendentes, onde as tramas de \u00f3dio se transformam em projetos de reconcilia\u00e7\u00e3o, onde se pode esperar num futuro melhor para todos, onde s\u00e3o \u00abfelizes os obreiros da paz\u00bb (Mt 5, 9). Far\u00e1 bem a todos comprometer-se por colocar as bases dum futuro que n\u00e3o se deixe absorver pela for\u00e7a ilus\u00f3ria da vingan\u00e7a; um futuro, onde nunca nos cansemos de criar as condi\u00e7\u00f5es para a paz: um trabalho digno para todos, a solicitude pelos mais necessitados e a luta sem tr\u00e9guas contra a corrup\u00e7\u00e3o que deve ser extirpada.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">Queridos jovens, este futuro pertence-vos: valorizando a grande sabedoria dos vossos idosos, aspirai a tornar-vos construtores de paz: n\u00e3o not\u00e1rios do status quo, mas ativos promotores duma cultura do encontro e da reconcilia\u00e7\u00e3o. Deus aben\u00e7oe o vosso futuro e \u00abconceda que se retome o caminho de reconcilia\u00e7\u00e3o entre o povo arm\u00eanio e o povo turco, e possa a paz surgir tamb\u00e9m no Nagorno Karabakh\u00bb (Mensagem aos Arm\u00eanios, 12 de abril de 2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">Nesta perspectiva, gostaria enfim de evocar outra grande testemunha e art\u00edfice da paz de Cristo, S\u00e3o Greg\u00f3rio de Narek, que proclamei Doutor da Igreja. E poderia ser chamado tamb\u00e9m \u00abDoutor da paz\u00bb. Assim escrevia ele naquele Livro extraordin\u00e1rio, que me apraz pensar como a \u00abconstitui\u00e7\u00e3o espiritual do povo arm\u00eanio\u00bb: \u00abRecordai-Vos [Senhor] daqueles que, na estirpe humana, s\u00e3o nossos inimigos, mas para seu bem: cumpri neles perd\u00e3o e miseric\u00f3rdia. (\u2026) N\u00e3o extermineis aqueles que me mordem: transformai-os! Extirpai a conduta terrena viciosa, e enraizai a boa em mim e neles\u00bb (Livro das Lamenta\u00e7\u00f5es, 83, 1-2). Narek, \u00abfazendo-se participante profundamente consciente de cada necessidade\u00bb (ibid., 3, 2), quis mesmo identificar-se com os vulner\u00e1veis e os pecadores de todo o tempo e lugar, para interceder em favor de todos (cf. ibid., 31, 3; 32, 1; 47, 2): fez-se \u00abo \u201coferece-ora\u00e7\u00e3o\u201d de todo o mundo\u00bb (ibid., 28, 2). Esta sua solidariedade universal com a humanidade \u00e9 uma grande mensagem crist\u00e3 de paz, um grito ardente que implora miseric\u00f3rdia para todos. Os arm\u00eanios, presentes em muitos pa\u00edses e que daqui desejo abra\u00e7ar fraternalmente, sejam mensageiros deste anseio de comunh\u00e3o, \u00abembaixadores de paz\u00bb [Jo\u00e3o Paulo II, Carta Apost\u00f3lica por ocasi\u00e3o do 1700\u00b0 anivers\u00e1rio do Batismo do povo arm\u00e9nio, 7: Insegnamenti, XXIV\/1 (2001), 278]. O mundo inteiro precisa deste vosso an\u00fancio, precisa desta vossa presen\u00e7a, precisa do vosso testemunho mais puro. Kha\u2019ra\u2019rutiun amenetzun! [A paz esteja convosco!]<\/p>\n<h5 class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">CNBB com informa\u00e7\u00f5es e foto da R\u00e1dio Vaticano.<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante\u00a0visita \u00e0 Arm\u00eania,\u00a0foi assinada declara\u00e7\u00e3o conjunta contra persegui\u00e7\u00f5es religiosas<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":6785,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[748,852],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/15847"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=15847"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/15847\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/6785"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=15847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=15847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=15847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}