{"id":16491,"date":"2016-04-12T00:00:00","date_gmt":"2016-04-12T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/comissao-apresenta-trabalho-sobre-motu-proprio\/"},"modified":"2016-04-12T00:00:00","modified_gmt":"2016-04-12T03:00:00","slug":"comissao-apresenta-trabalho-sobre-motu-proprio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/comissao-apresenta-trabalho-sobre-motu-proprio\/","title":{"rendered":"Bispos debatem sobre Motu Proprio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Equipe foi institu\u00edda pelo Consep em setembro de 2015<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os bispos, reunidos na 54\u00aa Assembleia Geral da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), refletiram, na segunda-feira, 12 de abril, sobre o\u00a0<em>Motu Proprio Miti Iudex Dominus Iesus<\/em>,\u00a0a respeito do processo de nulidade matrimonial. A Comiss\u00e3o institu\u00edda em setembro pelo Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da CNBB para tratar da implementa\u00e7\u00e3o do documento papal no Brasil apresentou o trabalho que tem sido realizado\u00a0para os\u00a0membros do episcopado. O arcebispo de Ribeir\u00e3o Preto (SP), dom Moacir Silva, preside esta equipe e introduziu a exposi\u00e7\u00e3o. Logo de in\u00edcio, afirmou que os bispos n\u00e3o poder\u00e3o, em tr\u00eas meses, implementar todo processo. \u201cMas, \u00e9 importante que esta lei do papa Francisco seja acolhida de forma amorosa e com obedi\u00eancia&#8221;, considerou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O bispo de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais (PR), dom Francisco Carlos Bach, conduziu sua fala a partir do par\u00e1grafo 224 da exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica do papa Francisco\u00a0<em>Amoris Laetitia<\/em>\u00a0\u2013 sobre o amor na fam\u00edlia. O papa conta na exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica que \u201cum grande n\u00famero de padres [sinodais] \u2018sublinhou a necessidade de tornar mais acess\u00edveis, \u00e1geis e possivelmente gratuitos de todos os procedimentos para o reconhecimento dos casos de nulidade\u2019. A lentid\u00e3o dos processos irrita e cansa as pessoas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dom Francisco Carlos Bach falou que o trabalho da Comiss\u00e3o foi distinguido em tr\u00eas fases. &#8220;\u00c9 a primeira fase do Vade Mecum sobre o Motu Proprio, perguntas e respostas bem objetivas e o esquema de processos sobre nulidade, conforme proposto pela Rota Romana&#8221;, explicou, ao apresentar elementos que devem orientar a a\u00e7\u00e3o dos bispos a fim de se colocar em pr\u00e1tica os indicativos do Motu Proprio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Comiss\u00e3o institu\u00edda pelo Consep tem ainda como membros os bispos auxiliares de Bras\u00edlia, dom Jos\u00e9 Aparecido Gon\u00e7alves de Almeida e dom Valdir Mamede, e de S\u00e3o Paulo (SP), dom S\u00e9rgio de Deus Borges, e conta com a assessoria do consultor can\u00f4nico da CNBB, frei Evaldo Xavier.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo a equipe, o pr\u00f3prio bispo \u00e9 chamado a julgar ele mesmo as causas. Isto comporta a prepara\u00e7\u00e3o de pessoal suficiente, a saber, cl\u00e9rigos e leigos. Neste momento, ser\u00e1 necess\u00e1rio colocar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das pessoas, que est\u00e3o em dificuldade matrimonial, um servi\u00e7o de media\u00e7\u00e3o e acompanhamento, que pode ser realizado tamb\u00e9m pela Pastoral Familiar. \u00c9 indispens\u00e1vel que, os bispos organizem tribunais diocesanos nos seus bispados. &#8220;Por solidariedade eclesial, os arcebispos devem manter os tribunais interdiocesanos, at\u00e9 que os bispos montem os seus tribunais diocesanos&#8221;, disse o membro da Comiss\u00e3o, dom S\u00e9rgio de S\u00e9rgio de Deus Borges. \u201cO bispo tamb\u00e9m dever\u00e1 se preocupar com a &#8220;pastoral judici\u00e1ria&#8221;, para acompanhar as pessoas envolvidas no processo\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Comiss\u00e3o explicou que para compor um tribunal diocesano \u00e9 necess\u00e1rio um vig\u00e1rio judicial, ju\u00edzes, promotor de justi\u00e7a, defensor do v\u00ednculo, not\u00e1rios e advogados, a menos que se obtenha previamente uma dispensa de t\u00edtulos pela Assinatura Apost\u00f3lica. \u201cPara constituir o tribunal na diocese n\u00e3o \u00e9 preciso pedir permiss\u00e3o \u00e0 Santa S\u00e9. Contudo, \u00e9 necess\u00e1rio comunicar \u00e0 S\u00e9 Apost\u00f3lica e ao tribunal interdiocesano, do qual fez parte a diocese, a instala\u00e7\u00e3o do novo tribunal\u201d, orienta. Na apresenta\u00e7\u00e3o, os membros do grupo informaram que, caso a diocese possua um canonista, ele pode tornar-se um vig\u00e1rio judicial adjunto no tribunal interdiocesano, para oferecer celeridade ao processo, enquanto n\u00e3o se instala o tribunal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nos \u201cprocessos breves com nulidade evidente\u201d, cabe ao vig\u00e1rio judicial, ap\u00f3s exame da causa, encaminhar ao bispo, a fim de que confira a nulidade de tal matrim\u00f4nio por senten\u00e7a. \u201c\u00c9 importante que a CNBB encoraje as dioceses a realizarem a reforma pedida, e, por meio de institutos de direito can\u00f4nico, proporcione a forma\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para tal intento&#8221;, disse dom Moacir Silva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao final, a comiss\u00e3o tratou dos investimentos necess\u00e1rios \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do processo. \u201cCom rela\u00e7\u00e3o ao que deve ser cobrado das partes, o Motu Proprio sugere que, quanto poss\u00edvel, seja gratuito. No entanto, sabemos que o tribunal possui as despesas administrativas e com pessoal. Em virtude disto, seja cobrado o m\u00ednimo poss\u00edvel para a manuten\u00e7\u00e3o da estrutura\u201d, sublinha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Equipe foi institu\u00edda pelo Consep em setembro de 2015<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":16492,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[824,744],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/16491"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=16491"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/16491\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/16492"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=16491"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=16491"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=16491"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}