{"id":16510,"date":"2008-09-15T00:00:00","date_gmt":"2008-09-15T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/vida-contemplativa\/"},"modified":"2020-03-11T16:32:35","modified_gmt":"2020-03-11T19:32:35","slug":"vida-contemplativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/vida-contemplativa\/","title":{"rendered":"Vida Contemplativa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Na trajet\u00f3ria da Igreja, desde muitos s\u00e9culos, sempre floresceu em conventos e mosteiros a vida contemplativa. \u00c9 a mais alta atividade do ser humano, por colocar a intelig\u00eancia na contempla\u00e7\u00e3o da infinitude do Ser supremo e mergulhar a alma, assim elevada, na quietude do amor. Cria-se ao redor do contemplativo, um clima de sil\u00eancio para que nenhuma perturba\u00e7\u00e3o o distraia desta fixa\u00e7\u00e3o em Deus. \u00c9 a atividade mais nobre da criatura humana. O contemplativo, apesar de viver a conting\u00eancia das coisas criadas, desprende-se de tudo para esta viv\u00eancia amorosa do mist\u00e9rio de Deus.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na hist\u00f3ria de muitos s\u00e9culos da Igreja, desde o in\u00edcio, sempre houve pessoas que se afastam do barulho e dos movimentos para, no ermo silencioso dos mosteiros ou mesmo nas alturas das montanhas, viverem na intimidade contemplativa da infinitude divina. Assim se multiplicaram pelo mundo os mosteiros masculinos e femininos, onde se conseguisse viver o fervor da f\u00e9 no sil\u00eancio fecundo da intimidade com Deus, sem inc\u00f4modos externos, sem barulho, sem invas\u00e3o indevida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estes eloq\u00fcentes testemunhos de desprendimento do mundo e de busca do transcendente enriqueceram a hist\u00f3ria religiosa do passado. Mosteiros muitos se espalharam pelo mundo e, at\u00e9 hoje ainda, se erguem como n\u00facleos de vida interior pelas nossas cidades. S\u00e3o respiradouros de sa\u00fade espiritual, que n\u00e3o podem deixar de existir para purificar os ares de miasmas infecciosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estes testemunhos valiosos de transcend\u00eancia e eternidade enriquecem a Igreja de santidade. No barulho inquieto do mundo s\u00e3o ilhas de vida silenciosa, onde almas privilegiadas \u2013 como Mois\u00e9s no monte \u2013 erguem os bra\u00e7os para o alto em s\u00faplicas intercessoras pelos que, na az\u00e1fama da vida, se esquecem de erguer os olhos para as alturas infinitas. Benditos estes recantos privilegiados, nesgas silenciosas onde Deus se encontra, verdadeira antecipa\u00e7\u00e3o do c\u00e9u.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas, mesmos fora destes \u201cpara\u00edsos\u201d silenciosos e fecundos de contempla\u00e7\u00e3o, h\u00e1 por certo almas privilegiadas, que Deus enriquece prodigamente com dons singulares de sil\u00eancio interior, extasiadas com a beleza transcendente do Infinito. Sem sair do mundo, conseguem elevar-se e viver contemplando o que n\u00e3o se v\u00ea com os olhos do corpo, mas com a luz da f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tamb\u00e9m estes s\u00e3o contemplativos: olhar fixo na beleza incriada, cora\u00e7\u00e3o nos bra\u00e7os amorosos e paternos de Deus.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Benedicto de Ulh\u00f4a Vieira<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na trajet\u00f3ria da Igreja, desde muitos s\u00e9culos, sempre floresceu em conventos e mosteiros a vida contemplativa. \u00c9 a mais alta atividade do ser humano, por colocar a intelig\u00eancia na contempla\u00e7\u00e3o da infinitude do Ser supremo e mergulhar a alma, assim elevada, na quietude do amor. 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