{"id":16603,"date":"2017-01-10T00:00:00","date_gmt":"2017-01-10T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/os-desafios-missionarios-do-projeto-igrejas-irmas\/"},"modified":"2020-03-11T16:34:23","modified_gmt":"2020-03-11T19:34:23","slug":"os-desafios-missionarios-do-projeto-igrejas-irmas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/os-desafios-missionarios-do-projeto-igrejas-irmas\/","title":{"rendered":"Os desafios mission\u00e1rios do projeto Igrejas-irm\u00e3s"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">&#8220;A miss\u00e3o se faz com as m\u00e3os dos que ajudam, com os joelhos dos que rezam e com os p\u00e9s dos que partem ao encontro das pessoas\u201d, destaca dom Esmeraldo<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Visto como uma das maiores for\u00e7as mission\u00e1rias da Igreja no Brasil, o Projeto Igrejas-Irm\u00e3s, fundado em 1972 e que tem sido desenvolvido ininterruptamente at\u00e9 hoje, identificou alguns desafios que devem ser incorporados ao novo programa de atua\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 revitalizado, com a revis\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o de suas perspectivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dentre as propostas apresentadas, no encontro realizado em Bel\u00e9m (PA), em novembro do ano passado, est\u00e1 a necessidade de envio de mission\u00e1rios n\u00e3o s\u00f3 para Amaz\u00f4nia, mas tamb\u00e9m para o norte de Minas Gerais, como destaca o bispo auxiliar de S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o (MA) e presidente da Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para A\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria e a Coopera\u00e7\u00e3o Intereclesial da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Esmeraldo Barreto de Farias. \u201cN\u00f3s temos diocese como Ara\u00e7ua\u00ed (MG), Jana\u00faba (MG) e outras mais do norte de Minas que tem muitas necessidades de pessoas para ajudarem no trabalho de evangeliza\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m de recursos financeiros. S\u00e3o regi\u00f5es muito pobres e o trabalho exige muito recurso para se levar adiante\u201d. Dom Esmeraldo ressalta ainda que esse desafio de enviar mission\u00e1rios \u00e9 muito importante para o trabalho das Igrejas-Irm\u00e3s. \u201c\u00c9 uma ajuda m\u00fatua, quem envia \u00e9 beneficiado, quem vai missionar volta muito enriquecido, e quem recebe bota as m\u00e3os para o c\u00e9u e agradece a Deus porque n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil viver num lugar sem pessoas no caso: padres, religiosos e leigos mission\u00e1rios que possam ajudar nesse trabalho de evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nos \u00faltimos 40 anos a situa\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia mudou. As cidades amaz\u00f4nicas cresceram muito, algumas viraram grandes metr\u00f3poles ao longo dessas quatro d\u00e9cadas. Manaus e Bel\u00e9m, por exemplo, juntas, ultrapassam os\u00a03 milh\u00f5es e meio de habitantes, tal situa\u00e7\u00e3o de urbaniza\u00e7\u00e3o traz uma mudan\u00e7a muito grande para realidade desse projeto, revela dom Esmeraldo. \u201cOutro desafio que podemos destacar \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao modelo de desenvolvimento que foi praticamente imposto \u00e0\u00a0Amaz\u00f4nia. \u00c9 um modelo de desenvolvimento predat\u00f3rio. Ent\u00e3o, se n\u00f3s olhamos a situa\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia h\u00e1 40 anos, e toda a Amaz\u00f4nia legal, que inclui Mato Grosso, Rond\u00f4nia e parte do Maranh\u00e3o e Tocantins, n\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos naquela \u00e9poca todo o desmatamento que temos hoje, a entrada da cria\u00e7\u00e3o de gado em larga escala. N\u00e3o t\u00ednhamos toda a minera\u00e7\u00e3o que temos hoje, nem as hidrel\u00e9tricas que temos hoje. Esse modelo que desenvolvimento que foi imposto suga da Amaz\u00f4nia tudo aquilo que as riquezas da regi\u00e3o podem dar, mas causando muitos preju\u00edzos para os povos nativos, para aqueles que foram morar l\u00e1 e tamb\u00e9m para a pr\u00f3pria natureza da amaz\u00f4nica\u201d, lamenta.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\">Ato concreto<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">A expectativa dos envolvidos no projeto\u00a0\u00e9 apresentar as propostas discutidas\u00a0\u00e0\u00a055\u00aa Assembleia\u00a0Geral da CNBB, que acontecer\u00e1 de 26 de abril a 5 de maio, em Aparecida (SP). \u201cEsta \u00e9 uma proposta importante que nasceu desse encontro, que \u00e9 fazer com que a Assembleia\u00a0Geral da CNBB, que vir\u00e1 no final de abril possa tamb\u00e9m tomar conhecimento desse encontro e dessas propostas&#8221;, afirma o bispo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m disso, outra proposta concreta \u00e9 retomar\u00a0a reflex\u00e3o do texto de\u00a0estudos n\u00famero 100 da CNBB (cole\u00e7\u00e3o verde) que fala sobre a miss\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer uma revis\u00e3o e ver o que mais pode ser acrescentado ao texto\u00a0a partir das sugest\u00f5es do encontro. Al\u00e9m disso, busca-se realizar um trabalho de sensibiliza\u00e7\u00e3o de seminaristas para que continuem com as experi\u00eancias mission\u00e1rias de irem para a Amaz\u00f4nia e para outros lugares que necessitem. \u201cA meta \u00e9 incentivar os seminaristas para que possam criar gosto, para que eles possam sentir que o chamado \u00e9 de Deus. A miss\u00e3o \u00e9 um chamado de Deus para que possamos cooperar com Ele no trabalho de evangeliza\u00e7\u00e3o, ajudando a formar comunidades e formar pessoas para assumirem essas comunidades&#8221;, diz dom Esmeraldo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" alignright size-full wp-image-31026\" style=\"float: right\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/IMG_0222.jpg\" alt=\"\" width=\"445\" height=\"333\" \/><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\">Forma\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">A forma\u00e7\u00e3o dentro do projeto Igrejas-Irm\u00e3s \u00e9 outro ponto importante destacado no encontro realizado em novembro, em Bel\u00e9m (PA).\u00a0A miss\u00e3o precisa ser o princ\u00edpio articulador de todo o processo formativo e se faz necess\u00e1ria na forma\u00e7\u00e3o continuada dos presb\u00edteros, dos religiosos e dos leigos. \u201cA miss\u00e3o se faz com as m\u00e3os daqueles que ajudam, com os joelhos daqueles que rezam, que suplicam a gra\u00e7a de Deus com o cora\u00e7\u00e3o de quem ama, e com os p\u00e9s daqueles que partem ao encontro das pessoas\u201d,\u00a0enfatiza\u00a0dom Esmeraldo. Ele explica que s\u00e3o oferecidas forma\u00e7\u00f5es para os mission\u00e1rios no Centro Cultural Missio\u00e1rio (CCM), em Bras\u00edlia, e, de forma espec\u00edfica para os que v\u00e3o atuar na Amaz\u00f4nia, h\u00e1 cursos nos centros de Pastoral em Bel\u00e9m, Manaus (AM)\u00a0e Porto Velho (RO).<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\">Hist\u00f3rico<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cO projeto Igrejas Irm\u00e3s foi criado pela CNBB, em fevereiro de 1972, depois que a sua presid\u00eancia visitou v\u00e1rias dioceses e prelazias da Amaz\u00f4nia. Nesse mesmo ano, os bispos da Amaz\u00f4nia estiveram reunidos em Santar\u00e9m (PA) e elaboram um documento que ainda hoje \u00e9 marca importante para o trabalho de evangeliza\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia\u201d, conta o bispo auxiliar de S\u00e3o Lu\u00eds e presidente da Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para a A\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria da CNBB, dom Esmeraldo Barreto de Farias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O objetivo do Projeto Igrejas-irm\u00e3s \u00e9 partilhar a f\u00e9, os dons da gra\u00e7a, as experi\u00eancias pastorais, pessoas e recursos financeiros como gestos de caridade crist\u00e3 para com as Igrejas da Amaz\u00f4nia e outras tamb\u00e9m necessitadas. \u201cA Igreja que envia mission\u00e1rios tamb\u00e9m \u00e9 beneficiada pelas experi\u00eancias que v\u00ea e das quais participa atrav\u00e9s dos mission\u00e1rios que foram enviados\u201d, sublinha dom Esmeraldo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No in\u00edcio, o projeto teve forte repercuss\u00e3o e um grande n\u00famero de mission\u00e1rios foi enviado para a Amaz\u00f4nia e para o Nordeste. Somente a diocese de Caxias do Sul (RS), pioneira nesse projeto, enviou de 1972 a 1985, mais de 100 mission\u00e1rios para as regi\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De 22 a 25 de agosto de 1989, a Comiss\u00e3o da CNBB respons\u00e1vel pela dimens\u00e3o mission\u00e1ria organizou um encontro com representantes das Igrejas Irm\u00e3s. A fim de dinamizar o projeto, os bispos ressaltaram a missionariedade da Igreja, evangeliza\u00e7\u00e3o das culturas, atendimento a situa\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias mais desafiadoras, a miss\u00e3o como eixo da forma\u00e7\u00e3o. Os semin\u00e1rios e casas de forma\u00e7\u00e3o, de acordo com os apontamentos dos prelados, deveriam proporcionar aos formandos a experi\u00eancia da comunidade apost\u00f3lica chamada ao seguimento de Jesus mission\u00e1rio. Tamb\u00e9m foi uma proposta da \u00e9poca a forma\u00e7\u00e3o de um clero local, a participa\u00e7\u00e3o dos leigos e a miss\u00e3o ad gentes. Tamb\u00e9m foi assumida a constitui\u00e7\u00e3o de uma coordena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify\">Com fotos\u00a0da Ag\u00eancia\u00a0Reuters<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A miss\u00e3o se faz com as m\u00e3os dos que ajudam, com os joelhos dos que rezam e com os p\u00e9s dos que partem ao encontro das pessoas\u201d, destaca dom Esmeraldo<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":16604,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[799],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/16603"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=16603"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/16603\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/16604"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=16603"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=16603"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=16603"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}