{"id":16641,"date":"2010-03-17T00:00:00","date_gmt":"2010-03-17T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/140-entidades-internacionais-denunciam-belo-monte\/"},"modified":"2010-03-17T00:00:00","modified_gmt":"2010-03-17T03:00:00","slug":"140-entidades-internacionais-denunciam-belo-monte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/140-entidades-internacionais-denunciam-belo-monte\/","title":{"rendered":"140 entidades internacionais denunciam Belo Monte"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Numa carta enviada ao presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, 140 entidades internacionais repudiam o projeto de constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica de Belo Monte, no rio Xingu, Par\u00e1 e pedem que o governo pare o processo de Belo Monte.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As entidades se mostram detalhadamente informadas sobre o projeto. Denunciam as falhas no processo democr\u00e1tico que o governo est\u00e1 levando \u00e0 frente. Apontam a falta de consulta dos povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais impactados com a obra, como determina a Constitui\u00e7\u00e3o brasileira e v\u00e1rios tratados internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As entidades denunciam tamb\u00e9m o enorme impacto ambiental, que provocar\u00e1 uma \u201cgrande devasta\u00e7\u00e3o\u201d em parte da floresta amaz\u00f4nica e basicamente \u201caniquilando\u201d o rio Xingu, comprometendo a meta do pr\u00f3prio governo de reduzir a emiss\u00e3o de gases estufa, como g\u00e1s carb\u00f4nico e metano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As entidades n\u00e3o negam que o Brasil precise de mais energia. Por\u00e9m, sinalizam que h\u00e1 muitas outras formas para assegurar essa quantidade de energia, sem tamanha destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Leia a \u00edntegra da carta abaixo:<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\">Excelent\u00edssimo Senhor Luiz In\u00e1cio Lula da Silva,<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Gostar\u00edamos de expressar a nossa grande indigna\u00e7\u00e3o e insistir para que o projeto da barragem hidrel\u00e9trica de Belo Monte, no Rio Xingu, no estado do Par\u00e1, seja imediatamente suspenso devido aos devastadores riscos sociais, ambientais e econ\u00f4micos que o projeto representa para a regi\u00e3o Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Em julho de 2009, o senhor reuniu-se em Bras\u00edlia com representantes da sociedade civil brasileira e com l\u00edderes das comunidades ind\u00edgenas da bacia do rio Xingu, e lhes prometeu a reabertura do di\u00e1logo sobre o amea\u00e7ador mega-projeto hidrel\u00e9trico. Na ocasi\u00e3o o senhor lhes garantiu que \u201cBelo Monte n\u00e3o seria for\u00e7ada goela abaixo de ningu\u00e9m\u201d. Entendemos que esse compromisso significava que a usina de Belo Monte somente seria aprovada uma vez que as comunidades afetadas tivessem sido devidamente consultadas sobre o projeto, compreendido suas implica\u00e7\u00f5es e concordado com sua constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entretanto, menos de um ano mais tarde, seu governo deu sinal verde para o projeto, apesar da indigna\u00e7\u00e3o das comunidades locais, da preocupa\u00e7\u00e3o e dos alertas expl\u00edcitos dos especialistas brasileiros. Dois altos funcion\u00e1rios do IBAMA &#8211; Leozildo Tabajara da Silva Benjamin e Sebasti\u00e3o Cust\u00f3dio Pires &#8211; chegaram a pedir demiss\u00e3o de seus cargos no ano passado devido ao alto n\u00edvel de press\u00e3o pol\u00edtica para a aprova\u00e7\u00e3o do projeto. Fica claro que h\u00e1 s\u00e9rias preocupa\u00e7\u00f5es e cr\u00edticas oriundas de v\u00e1rios grupos e figuras importantes da sociedade civil brasileira, inclusive da parte de dom Erwin Krautler, da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e de Leonardo Boff, entre outros. Independente dessas preocupa\u00e7\u00f5es expressas por seus compatriotas e da promessa feita anteriormente, percebemos que seu governo pretende de fato for\u00e7ar Belo Monte goela abaixo das comunidades ind\u00edgenas e ribeirinhas da Amaz\u00f4nia que s\u00e3o diretamente afetadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estamos extremamente preocupados n\u00e3o apenas com a decis\u00e3o de construir um mega-projeto t\u00e3o destrutivo do ponto de vista ambiental, mas tamb\u00e9m com a falta de \u00e9tica que permeou o processo de licita\u00e7\u00e3o do projeto atrav\u00e9s do qual o governo excluiu a sociedade civil de qualquer debate aberto. Aqueles que ser\u00e3o os mais afetados pela constru\u00e7\u00e3o de Belo Monte \u2013 o povo do Baixo Xingu &#8211; foi particularmente alijados do processo de tomada de decis\u00e3o. O povo da Bacia do rio Xingu se op\u00f5e \u00e0 Belo Monte h\u00e1 mais de 20 anos por raz\u00f5es que s\u00e3o v\u00e1lidas at\u00e9 hoje. Como o senhor sabe, o Brasil votou pela Declara\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre os Direitos dos Povos Ind\u00edgenas (UNDRIP), que protege o direito desses povos \u00e0 auto-determina\u00e7\u00e3o, incluindo consulta livre, pr\u00e9via e informada e que passou a integrar a lei Internacional dos Direitos Humanos. O Brasil tamb\u00e9m faz parte da Conven\u00e7\u00e3o 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho que garante aos povos ind\u00edgenas o direito a consulta livre, pr\u00e9via e informada com rela\u00e7\u00e3o a projetos de desenvolvimento ou de infra-estrutura que gerem impactos sobre suas vidas e subsist\u00eancia, tais como a proposta barragem de Belo Monte. L\u00edderes de grupos ind\u00edgenas locais deixaram claro que esse direito de consulta foi completamente desconsiderado na aprova\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a pr\u00e9via de Belo Monte e na san\u00e7\u00e3o dos seus impactos sobre territ\u00f3rios ind\u00edgenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As popula\u00e7\u00f5es tradicionais e os povos ind\u00edgenas tiveram seus direitos violados durante todo o processo de licita\u00e7\u00e3o e insistimos para que essa situa\u00e7\u00e3o seja remediada. Acreditamos que a constru\u00e7\u00e3o da Belo Monte representa uma grave viola\u00e7\u00e3o de quase todos os artigos da UNDRIP, tais como os artigos 3, 4, 5, 7, 8, 9, 10, 11, 18, 19, 20, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 32, 38, 40, 43 e 44.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Brasil tamb\u00e9m viola o artigo 231.3, Cap\u00edtulo VIII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal do Brasil de 1988, que garante por lei o direito dos povos ind\u00edgenas de contestarem a explora\u00e7\u00e3o de recursos h\u00eddricos em suas terras, e do artigo 10-V da resolu\u00e7\u00e3o 237 do CONAMA (19 de Dezembro de 1997), que requer a consulta p\u00fablica sobre as avalia\u00e7\u00f5es de impacto ambiental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como o senhor est\u00e1 ciente, a represa de Belo Monte ir\u00e1 inundar uma \u00e1rea de 500 km2 e desviar quase todo o fluxo do Xingu para a usina na barragem atrav\u00e9s de dois canais artificiais. Esse desvio do fluxo do rio deixar\u00e1 sem \u00e1gua, peixe ou transporte as comunidades ind\u00edgenas e tradicionais ao longo de uma extens\u00e3o de 130 km na Volta Grande do Xingu. O rebaixamento do len\u00e7ol fre\u00e1tico poder\u00e1 vir a destruir a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola da regi\u00e3o, afetando os produtores ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas, assim como a qualidade da \u00e1gua. \u00c9 muito prov\u00e1vel que as florestas tropicais da regi\u00e3o tampouco sobrevivam. A forma\u00e7\u00e3o de pequenos lagos de \u00e1gua parada entre as rochas da Volta Grande propiciar\u00e3o um meio perfeito para a prolifera\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria e de outras doen\u00e7as cujo vetor se desenvolve na \u00e1gua parada. As comunidades a montante, inclusive os \u00edndios Kayap\u00f3, sofrer\u00e3o com a perda das esp\u00e9cies migrat\u00f3rias de peixe que s\u00e3o parte fundamental de sua dieta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m dos impactos devastadores \u00e0 Volta Grande j\u00e1 mencionados, estima-se que 20.000 pessoas ser\u00e3o for\u00e7adas a deixarem suas casas, incluindo habitantes da cidade de Altamira que ser\u00e1 parcialmente inundada. Apesar de tudo isso, Belo Monte \u00e9 considerado como um projeto-modelo pelo Projeto de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), ambicioso programa do seu governo que promete trazer um futuro de desenvolvimento para o Brasil com m\u00ednimo impacto social e ambiental. Unimo-nos aos opositores brasileiros \u00e0 usina de Belo Monte ao declararmos que esses impactos s\u00e3o um pre\u00e7o inaceit\u00e1vel a ser pago por um projeto de viabilidade t\u00e9cnica e econ\u00f4mica duvidosa que oferece benef\u00edcios question\u00e1veis aos brasileiros. Na verdade, a constru\u00e7\u00e3o da Belo Monte pode levar ao questionamento de toda a imagem do PAC, tanto no Brasil quanto no mundo, sendo completamente contr\u00e1ria ao desenvolvimento sustent\u00e1vel e aos benef\u00edcios sociais com que o PAC se compromete.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Investiga\u00e7\u00f5es independentes conclu\u00edram que a avalia\u00e7\u00e3o do estudo de impacto ambiental do projeto \u00e9 incompleta e subestima a extens\u00e3o dos poss\u00edveis impactos da usina de Belo Monte. \u00c9 do conhecimento de todos que o fluxo ao longo da Volta Grande do Xingu seria gravemente reduzido pelos canais, contudo, os estudos geol\u00f3gicos e sobre a qualidade e o fluxo das \u00e1guas na Volta Grande permanecem incompletos. Francisco Hernandez, engenheiro eletricista e co-coordenador de um grupo de 40 especialistas que analisaram o projeto, duvida da viabilidade de Belo Monte e alerta tratar-sede um projeto extremamente complexo que dependeria da constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente de uma barragem, mas de uma s\u00e9rie de grandes barragens e diques que interromperiam o fluxo de \u00e1gua de uma extensa \u00e1rea e requereria escava\u00e7\u00f5es de terra e rochas em escala semelhante aquela necess\u00e1ria na constru\u00e7\u00e3o do Canal do Panam\u00e1. Estamos particularmente preocupados com o descaso do governo com rela\u00e7\u00e3o ao parecer do painel de especialistas e \u00e0 an\u00e1lise t\u00e9cnica realizada pelo IBAMA, em novembro \u00faltimo, parte fundamental do processo de licenciamento ambiental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Belo Monte produzir\u00e1 somente 10% da capacidade instalada de 11.233 MW de energia durante os tr\u00eas a quatro meses da esta\u00e7\u00e3o seca. Al\u00e9m disso, ainda n\u00e3o se sabe qual ser\u00e1 o custo total do projeto; enquanto a Empresa de Pesquisa El\u00e9trica (EPE) estima R$\u00a0\u00a0 16 bilh\u00f5es, investidores privados estimam R$\u00a0\u00a0 30 bilh\u00f5es. O suprimento energ\u00e9tico ineficiente e as incertezas sobre os dados ambientais do projeto n\u00e3o justificam tamanho investimento. Revolta-nos a falta de responsabilidade dos atores corporativos e financeiros que se empenham em concretizar esse projeto, como o banco nacional de desenvolvimento BNDES que planeja utilizar de maneira irrespons\u00e1vel os recursos p\u00fablicos dos contribuintes brasileiros para financiar a maior parte de Belo Monte. Belo Monte n\u00e3o \u00e9 um problema n\u00e3o somente para a popula\u00e7\u00e3o do Xingu, mas \u00e9 tamb\u00e9m um p\u00e9ssimo investimento para o Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A realiza\u00e7\u00e3o do projeto de Belo Monte desconsidera alternativas vi\u00e1veis e menos destrutivas tais como o aumento da efici\u00eancia energ\u00e9tica e a promo\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis de energia, por exemplo, energia solar e e\u00f3lica. Um estudo realizado pela WWF-Brasil, publicado em 2007, mostrou que at\u00e9 2020 o Brasil poder\u00e1 reduzir a demanda energ\u00e9tica prevista em 40% por meio de investimentos em efici\u00eancia energ\u00e9tica. A energia economizada seria equivalente a 14 hidrel\u00e9tricas de Belo Monte e representaria uma economia de cerca de R$\u00a0\u00a0 33 bilh\u00f5es para os cofres brasileiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Apesar de existirem alternativas muito mais vi\u00e1veis e sustent\u00e1veis, a hidrel\u00e9trica de Belo Monte est\u00e1 sendo proposta como modelo para a matriz energ\u00e9tica renov\u00e1vel do Brasil, parte importante da redu\u00e7\u00e3o de 38% das emiss\u00f5es dom\u00e9sticas brasileiras at\u00e9 2020. Na verdade, o que se verifica \u00e9 exatamente o contr\u00e1rio: a barragem emitir\u00e1 grandes quantidades de metano, g\u00e1s de efeito estufa 21 vezes mais potente do que o CO2. Grandes barragens tamb\u00e9m causam destrui\u00e7\u00e3o ambiental direta e indireta consider\u00e1veis, como o desmatamento de grandes \u00e1reas e o aumento das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa. N\u00e3o h\u00e1 nada de limpo nem de sustent\u00e1vel em Belo Monte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Acreditamos que nossa reuni\u00e3o realizada em junho deste ano tenha sido um passo importante na dire\u00e7\u00e3o da abertura de novos canais de di\u00e1logo e confian\u00e7a entre o governo e as popula\u00e7\u00f5es locais do Rio Xingu. No entanto, vemos que a total incapacidade de cumprir essa promessa de di\u00e1logo vem aumentando a tens\u00e3o pol\u00edtica em torno da quest\u00e3o de Belo Monte com a possibilidade de mobiliza\u00e7\u00f5es em massa e confrontos violentos se tornando cada vez mais fact\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em suma, entendemos a aprova\u00e7\u00e3o desse mega-projeto pelo governo brasileiro como um ato irrespons\u00e1vel e temer\u00e1rio. For\u00e7ar Belo Monte goela abaixo de milhares de povos ind\u00edgenas e fam\u00edlias ribeirinhas, enquanto o baixo Rio Xingu \u00e9 destru\u00eddo, \u00e9 um pre\u00e7o incomensuravelmente alto a ser pago por uma fonte energ\u00e9tica ineficiente, de alto custo e devastadora do ponto de vista ambiental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Brasil n\u00e3o precisa de Belo Monte para assegurar o seu futuro energ\u00e9tico. Insistimos veementemente para que o governo adote alternativas menos destrutivas para alimentar o crescimento econ\u00f4mico do Brasil, realize a devida consulta \u00e0s comunidades locais e suspenda de imediato esse projeto desastroso em respeito aos direitos dos habitantes do Rio Xingu e \u00e0 integridade do ecossistema da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Atenciosamente,\n<\/p>\n<div style=\"text-align: center\">Christian Poirier<br \/>\n<em><strong>Brazil Program Coordinator Amazon Watch<br \/>\nSan Francisco, California<\/strong><\/em><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">\nCarta endossada pelas seguintes organiza\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>ACCION ECOLOGICA REDLAR, Equador<br \/>\nACTION POPULAIRE CONTRE LA MONDIALISATION, Genebra, Su\u00ed\u00e7a<br \/>\nAFRICA YOUTH INITIATIVE ON CLIMATE CHANGE<br \/>\nAKIN<br \/>\nALLIANCA DEL CLIMA E.V.<br \/>\nAMAZON WATCH, EUA<br \/>\nAMBIENTE E SALUTE (ENVIRONMENT AND HEALTH), Bolzano-It\u00e1lia<br \/>\nAMNESTY INTERNATIONAL, Am\u00e9rica Latina, Alemanha<br \/>\nANAKU ERMET, Aotearora\/Nova Zel\u00e2ndia<br \/>\nAQUATIC NETWORK<br \/>\nASIAN INDIGENOUS WOMENS&#8217;S NETWORK, Filipinas<br \/>\nASIA PACIFIC INDIGENOUS YOUTH NETWORK, Filipinas<br \/>\nASOCIACI\u00d3N DE ECOLOG\u00cdA<br \/>\nASOCIACI\u00d3N INTERAMERICANA PARA DEFENSA DEL AMBIENTE, M\u00e9xico<br \/>\nASIA INDIGENOUS PEOPLES PACT, Tail\u00e2ndia<br \/>\nBERNE DECLARATION, Su\u00ed\u00e7a<br \/>\nBIOFUELWATCH<br \/>\nBoth ENDS, Holanda<br \/>\nBUILDING COMMUNITY VOICES, Cambodia<br \/>\nCANADIANS FOR ACTION ON CLIMATE CHANGE, Canad\u00e1<br \/>\nCARBON TRADE WATCH<br \/>\nCENTRE FOR CIVIL SOCIETY ENVIRONMENTAL JUSTICE PROJECT, \u00c1frica do Sul<br \/>\nCENTER FOR INDIGENOUS PEOPLES, Paquist\u00e3o<br \/>\nCHR-CAR, China<br \/>\nCLIMATE ALLIANCE OF EUROPEAN CITIES WITH THE INDIGENOUS RAINFOREST<br \/>\nPEOPLES<br \/>\nCODEPINK, EUA<br \/>\nCOECOCEIBA-FoE, Costa Rica<br \/>\nCOMIT\u00c9 POUR LES DROITS HUMAINS EN AM\u00c9RIQUE LATINE<br \/>\nCOMUNIDAD VILLA SALVIANI, Bol\u00edvia<br \/>\nCORDILLERA PEOPLES ALLIANCE, Filipinas<br \/>\nCORPORATE ACCOUNTABILITY INTERNATIONAL, EUA<br \/>\nCORPORATE ETHICS INTERNATIONAL, EUA<br \/>\nCOUNCIL OF CANADIANS, Canad\u00e1<br \/>\nDOGWOOD ALLIANCE, EUA<br \/>\nEARTH CHARTER NARSAQ, Groenl\u00e2ndia<br \/>\nEARTH CHARTER YOUTH VISION ALLIANCE NETWORK, Nig\u00e9ria<br \/>\nEARTHPEOPLES<br \/>\nECO LABS, Reino Unido<br \/>\nECOSISTEMAS, Chile<br \/>\nFERN, B\u00e9lgica<br \/>\nFIAN International<br \/>\nFIAN, Holanda<br \/>\nFOREST PEOPLES PROGRAMME, Rainforest Foundation EUA<br \/>\nFLEMISH CENTRE FOR INDIGENOUS PEOPLES, B\u00e9lgica<br \/>\nECOLOGISTAS EN ACCI\u00d3N, Espanha<br \/>\nENERGY ETHICS, Dinamarca<br \/>\nENVIROCARE, Tanz\u00e2nia<br \/>\nFOREST PEOPLES PROGRAMME<br \/>\nFRIENDS OF PEOPLES CLOSE TO NATURE<br \/>\nFRIENDS OF THE EARTH, \u00c0ustria<br \/>\nFRIENDS OF THE EARTH, Canad\u00e1<br \/>\nFRIENDS OF THE EARTH, Chipre<br \/>\nFRIENDS OF THE EARTH, Flandres e Bruxelas<br \/>\nFRIENDS OF THE EARTH, Fran\u00e7a<br \/>\nFRIENDS OF THE EARTH, Mauritius<br \/>\nFRIENDS OF THE EARTH, Serra Leoa<br \/>\nFRIENDS OF THE EARTH, EUA<br \/>\nFUNDACI\u00d3N PARA ADHESI\u00d3N CON LOS PUEBLOS AMAZ\u00d3NICOS<br \/>\nFUNDACI\u00d3N PROTEGER, Argentina<br \/>\nGEGENSTR\u00d6MUNG \u2013 COUNTERCURRENT, Alemanha<br \/>\nGLOBAL EXCHANGE, EUA<br \/>\nGLOBAL FOREST COALITION<br \/>\nGLOBAL JUSTICE ECOLOGY PROJECT, EUA<br \/>\nGLOBAL 2000 &#8211; FRIENDS OF THE EARTH, \u00c0ustria<br \/>\nGRASSROOTS INTERNATIONAL<br \/>\nGREEN ACTION FOE, Cro\u00e1cia<br \/>\nGREENPEACE<br \/>\nGRUPPO AMBIENTE, Bolzano, It\u00e1lia<br \/>\nHMONG ASSOCIATION, Tail\u00e2ndia<br \/>\nHUMAN RIGHTS PROJECT AT THE URBAN JUSTICE CENTER<br \/>\nIBIZA ECOLOGIC<br \/>\nILO, Support for Indigenous Peoples, Cambodja<br \/>\nINDIAN CONFEDERATION OF INDIGENOUS AND TRIBAL PEOPLES NORTH EAST<br \/>\nZONE, \u00ccndia<br \/>\nINDIAN YOUTH CLIMATE NETWORK, \u00ccndia<br \/>\nINDIGENOUS ENVIRONMENTAL NETWORK, EUA<br \/>\nINDIGENOUS PEOPLES COUNCIL ON BIOCOLONIALISM<br \/>\nINDIGENOUS PEOPLES CULTURAL SUPPORT TRUST<br \/>\nINDIGENOUS RIGHTS ACTIVE MEMBER, Cambodja<br \/>\nINDI-GENEVE, Switzerland<br \/>\nINDONESIA FISHERFOLK UNION\/Serikat Nelayan, Indon\u00e9sia (SNI)<br \/>\nINSTITUTE FOR SOCIAL ECOLOGY, EUA<br \/>\nINTERNATIONAL ACCOUNTABILITY PROJECT, EUA<br \/>\nINTERNATIONAL RIVERS, EUA<br \/>\nIPUGAO TRIBAL GROUP, Filipinas<br \/>\nJUSTICE, PEACE AND INTEGRATION IN CREATION<br \/>\nKAHAB ABORIGINAL ASSOCIATION OF NANFOU, Taiwan<br \/>\nKALUMARAN &#8211; ALLIANCA OF INDIGENOUS PEOPLES ORGANIZATIONS MNDANAU,<br \/>\nFilipinas<br \/>\nKIRAT YAKTHUNG MANGENNA CHUMLUNG, Nepal<br \/>\nKLIMA-B\u00dcNDNIS, Alemanha<br \/>\nKOALISYON NG KATUTUKO, Filipinas<br \/>\nKoBra<br \/>\nLAND IS LIFE<br \/>\nLISIANG DONGBA CULTURE RESEARCH INSTITUTE, China<br \/>\nMAGAR STUDIES CENTER, Nepal<br \/>\nMENSCHENRECHTE 3000 e.V. (Human Rights 3000)<br \/>\nMINA SUSANA SETRA, Indon\u00e9sia<br \/>\nMONTAGNARD FOUNDATION, Vietn\u00e3<br \/>\nNAGA PEOPLES MOVEMENT FOR HUMAN RIGHTS, Filipinas<br \/>\nNATIONAL ASSOCIATION OF PROFESSIONAL ENVIRONMENTALISTS, Uganda<br \/>\nNETHERLANDS CENTRE FOR INDIGENOUS PEOPLES<br \/>\nNETWORK OF INDIGENOUS PEOPLES IN THAILAND<br \/>\nNOAH FRIENDS OF THE EARTH, Dinamarca<br \/>\nNURHIDAYAT MOENIR, Indon\u00e9sia<br \/>\nODISHA ADIVASI MANCH, \u00cdndia<br \/>\nOILWATCH, Costa Rica<br \/>\nOILWATCH, Mesoam\u00e9rica<br \/>\nO&#8217;odham VOICE Against the WALL<br \/>\nPACIFIC ENVIRONMENT, EUA<br \/>\nPACIFIC INDIGENOUS PEOPLES ENVIRONMENTAL COALITION<br \/>\nPAGGAMISAN TAKO AM, Filipinas<br \/>\nPAKISTAN FISHERFOLK FORUM, Paquist\u00e3o<br \/>\nPEACE ACTION MAINE, EUA<br \/>\nPENGON-FOE, Palestina<br \/>\nPERUVIAN IN ACTION-NY<br \/>\nPUMC-UNAM, M\u00e9xico<br \/>\nQIVI NETWORK GREENLAND<br \/>\nRADIO DIGNIDAD<br \/>\nRADIO URGENTE<br \/>\nRAINFOREST FOUNDATION, EUA<br \/>\nRAINFOREST ACTION NETWORK, EUA<br \/>\nRETTET DEN REGENWALD e.V, Alemanha<br \/>\nSOBREVIVENCIA FRIENDS OF THE EARTH, Paraguai<br \/>\nSOCIETY FOR THREATENED PEOPLES INTERNATIONAL<br \/>\nSOS-REGENWALD, \u00c0ustria<br \/>\nTARA-Ping Pu, Taiwan<br \/>\nTAIWAN ENVIRONMENTAL PROTECTION UNION<br \/>\nTERRA NOSSA FOUNDATION<br \/>\nTHE CORNER HOUSE, Reino Unido<br \/>\nTHE ENVIRO SHOW WXOJ-LP &amp; WMCB<br \/>\nTHE WITTENBERG CENTER FOR ALTERNATIVE RESOURCES<br \/>\nTIBET THIRD POLE<br \/>\nTIMOR-LESTE INSTITUTE FOR DEVELOPMENT MONITORING AND ANALYSIS-La&#8217;o<br \/>\nHamutu<br \/>\nTRAPESE POPULAR EDUCATION COLLECTIVE<br \/>\nTRIBAL PROFESSIONAL AND STUDENT SOLIDARITY, Filipinas<br \/>\nUMPHILO WAMANZI, A WATER AND ENVIRONMENTAL CSO IN SOUTH AFRICA<br \/>\nUNITED WORLD OF INDIGENOUS PEOPLES<br \/>\nUniversitario M\u00e9xico Naci\u00f3n Multicultural \u2013UNAM, M\u00e9xico<br \/>\nVIVAT INTERNATIONAL<br \/>\nVOICE, Bangladesh<br \/>\nVOLUNTARY SERVICES ONESEAS, Paquist\u00e3o<br \/>\nYACHAY WASI, Cuzco, Peru &amp; NYC, EUA<br \/>\nWISEREARTH<br \/>\nWORLD RAINFOREST MOVEMENT, Reino Unido<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Imagem: Publica\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Numa carta enviada ao presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, 140 entidades internacionais repudiam o projeto de constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica de Belo Monte, no rio Xingu, Par\u00e1 e pedem que o governo pare o processo de Belo Monte.<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":16028,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[818],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/16641"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=16641"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/16641\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/16028"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=16641"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=16641"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=16641"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}