{"id":18106,"date":"2014-03-18T00:00:00","date_gmt":"2014-03-18T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/conheca-o-documento-preparatorio-para-o-sinodo-dos-bispos-sobre-a-familia\/"},"modified":"2020-03-11T16:48:12","modified_gmt":"2020-03-11T19:48:12","slug":"conheca-o-documento-preparatorio-para-o-sinodo-dos-bispos-sobre-a-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/conheca-o-documento-preparatorio-para-o-sinodo-dos-bispos-sobre-a-familia\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a o documento preparat\u00f3rio para o S\u00ednodo dos Bispos sobre a Fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\u201cOs desafios pastorais sobre a fam\u00edlia no contexto da evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 o t\u00edtulo do Documento preparat\u00f3rio para a III Assembleia Geral Extraordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos, que ser\u00e1 realizada de 5 a 19 de outubro do pr\u00f3ximo ano.\u00a0O Documento cont\u00e9m um question\u00e1rio sobre quest\u00f5es concernentes a v\u00e1rios aspectos da vida familiar.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">Confira aqui:<br \/>\n\u201cOs desafios pastorais sobre a fam\u00edlia no contexto da evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<strong>I \u2013 O S\u00ednodo: fam\u00edlia e evangeliza\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA miss\u00e3o de pregar o Evangelho a cada criatura foi confiada diretamente pelo Senhor aos seus disc\u00edpulos, e dela a Igreja \u00e9 portadora na hist\u00f3ria. Na \u00e9poca em que vivemos, a evidente crise social e espiritual torna-se um desafio pastoral, que interpela a miss\u00e3o evangelizadora da Igreja para a fam\u00edlia, n\u00facleo vital da sociedade e da comunidade eclesial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Propor o Evangelho sobre a fam\u00edlia neste contexto \u00e9 mais urgente e necess\u00e1rio do que nunca. A import\u00e2ncia deste tema sobressai do facto que o Santo Padre decidiu estabelecer para o S\u00ednodo dos Bispos um itiner\u00e1rio de trabalho em duas etapas: a primeira, a Assembleia Geral Extraordin\u00e1ria de 2014, destinada a especificar o \u201cstatus quaestionis\u201d e a recolher testemunhos e propostas dos Bispos para anunciar e viver de maneira fidedigna o Evangelho para a fam\u00edlia; a segunda, a Assembleia Geral Ordin\u00e1ria de 2015, em ordem a procurar linhas de a\u00e7\u00e3o para a pastoral da pessoa humana e da fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Hoje perfilam-se problem\u00e1ticas at\u00e9 h\u00e1 poucos anos in\u00e9ditas, desde a difus\u00e3o dos casais de facto, que n\u00e3o acedem ao matrim\u00f4nio e \u00e0s vezes excluem esta pr\u00f3pria ideia, at\u00e9 \u00e0s uni\u00f5es entre pessoas do mesmo sexo, \u00e0s quais n\u00e3o raro \u00e9 permitida a ado\u00e7\u00e3o de filhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entre as numerosas novas situa\u00e7\u00f5es que exigem a aten\u00e7\u00e3o e o compromisso pastoral da Igreja, ser\u00e1 suficiente recordar: os matrim\u00f4nios mistos ou inter-religiosos; a fam\u00edlia monoparental; a poligamia; os matrim\u00f4nios combinados, com a consequente problem\u00e1tica do dote, por vezes entendido como pre\u00e7o de compra da mulher; o sistema das castas; a cultura do n\u00e3o-comprometimento e da presum\u00edvel instabilidade do v\u00ednculo; as formas de feminismo hostis \u00e0 Igreja; os fen\u00f4menos migrat\u00f3rios e reformula\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria ideia de fam\u00edlia; o pluralismo relativista na no\u00e7\u00e3o de matrim\u00f4nio; a influ\u00eancia dos meios de comunica\u00e7\u00e3o sobre a cultura popular na compreens\u00e3o do matrim\u00f4nio e da vida familiar; as tend\u00eancias de pensamento subjacentes a propostas legislativas que desvalorizam a perman\u00eancia e a fidelidade do pacto matrimonial; o difundir-se do fen\u00f4meno das m\u00e3es de substitui\u00e7\u00e3o (\u201cbarriga de aluguel\u201d); e as novas interpreta\u00e7\u00f5es dos direitos humanos. Mas sobretudo no \u00e2mbito mais estritamente eclesial, o enfraquecimento ou abandono da f\u00e9 na sacramentalidade do matrim\u00f3nio e no poder terap\u00eautico da penit\u00eancia sacramental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\nA partir de tudo isto compreende-se como \u00e9 urgente que a aten\u00e7\u00e3o do episcopado mundial, \u201ccum et sub Petro\u201d, enfrente estes desafios. Se, por exemplo, pensarmos unicamente no facto de que no contexto atual muitos adolescentes e jovens, nascidos de matrim\u00f3nios irregulares, poder\u00e3o nunca ver os seus pais aproximar-se dos sacramentos, compreenderemos como s\u00e3o urgentes os desafios apresentados \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o pela situa\u00e7\u00e3o atual, de resto difundida em todas as partes da \u201caldeia global\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esta realidade encontra uma correspond\u00eancia singular no vasto acolhimento que tem, nos nossos dias, o ensinamento sobre a miseric\u00f3rdia divina e sobre a ternura em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas feridas, nas periferias geogr\u00e1ficas e existenciais: as expectativas que disto derivam, a prop\u00f3sito das escolhas pastorais relativas \u00e0 fam\u00edlia, s\u00e3o extremamente amplas. Por isso, uma reflex\u00e3o do S\u00ednodo dos Bispos a respeito destes temas parece tanto necess\u00e1ria e urgente quanto indispens\u00e1vel, como express\u00e3o de caridade dos Pastores em rela\u00e7\u00e3o a quantos lhes s\u00e3o confiados e a toda a fam\u00edlia humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<strong>II \u2013 A Igreja e o Evangelho sobre a fam\u00edlia<\/strong><br \/>\nA boa nova do amor divino deve ser proclamada a quantos vivem esta fundamental experi\u00eancia humana pessoal, de casal e de comunh\u00e3o aberta ao dom dos filhos, que \u00e9 a comunidade familiar. A doutrina da f\u00e9 sobre o matrim\u00f3nio deve ser apresentada de modo comunicativo e eficaz, para ser capaz de alcan\u00e7ar os cora\u00e7\u00f5es e de os transformar segundo a vontade de Deus manifestada em Cristo Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\nA prop\u00f3sito das fontes b\u00edblicas sobre o matrim\u00f3nio e a fam\u00edlia, nesta circunst\u00e2ncia apresentamos somente as refer\u00eancias essenciais. Tamb\u00e9m no que se refere aos documentos do Magist\u00e9rio, parece oportuno limitar-se aos documentos do Magist\u00e9rio universal da Igreja, integrando-os com alguns textos emanados pelo Pontif\u00edcio Conselho para a Fam\u00edlia e atribuindo aos Bispos participantes no S\u00ednodo a tarefa de dar voz aos documentos dos seus respectivos organismos episcopais.<br \/>\nEm todas as \u00e9pocas e nas culturas mais diversificadas nunca faltou o ensinamento claro dos Pastores, nem o testemunho concreto dos fi\u00e9is, homens e mulheres que, em circunst\u00e2ncias muito diversas, viveram o Evangelho sobre a fam\u00edlia como uma d\u00e1diva incomensur\u00e1vel para a sua pr\u00f3pria vida e para a vida dos sues filhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O compromisso a favor do pr\u00f3ximo S\u00ednodo Extraordin\u00e1rio \u00e9 assumido e sustentado pelo desejo de comunicar esta mensagem a todos, com maior incisividade, esperando assim que \u00abo tesouro da revela\u00e7\u00e3o confiado \u00e0 Igreja encha cada vez mais os cora\u00e7\u00f5es dos homens\u00bb (DV 26).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<strong>O projeto de Deus Criador e Redentor<\/strong><br \/>\nA beleza da mensagem b\u00edblica sobre a fam\u00edlia tem a sua raiz na cria\u00e7\u00e3o do homem e da mulher, ambos criados \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus (cf. Gn 1, 24-31; 2, 4b-25). Ligados por uma v\u00ednculo sacramental indissol\u00favel, os esposos vivem a beleza do amor, da paternidade, da maternidade e da dignidade suprema de participar deste modo na obra criadora de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\nNo dom do fruto da sua uni\u00e3o, eles assumem a responsabilidade do crescimento e da educa\u00e7\u00e3o de outras pessoas, para o futuro do g\u00e9nero humano. Atrav\u00e9s da procria\u00e7\u00e3o, o homem e a mulher realizam na f\u00e9 a voca\u00e7\u00e3o de ser colaboradores de Deus na preserva\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o e no desenvolvimento da fam\u00edlia humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\nO Beato Jo\u00e3o Paulo II comentou este aspecto na Familiaris consortio: \u00abDeus criou o homem \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a (cf. Gn 1, 26 s.): chamando-o \u00e0 exist\u00eancia por amor, chamou-o ao mesmo tempo ao amor. Deus \u00e9 amor (1 Jo 4, 8) e vive em si mesmo um mist\u00e9rio de comunh\u00e3o pessoal de amor. Criando-a \u00e0 sua imagem e conservando-a continuamente no ser, Deus inscreve na humanidade do homem e da mulher a voca\u00e7\u00e3o e, assim, a capacidade e a responsabilidade do amor e da comunh\u00e3o (cf. \u201cGaudium et spes\u201d, 12). O amor \u00e9, portanto, a fundamental e origin\u00e1ria voca\u00e7\u00e3o de cada ser humano\u00bb (FC 11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\nEste projeto de Deus Criador, que o pecado original deturpou (cf. Gn 3, 1-24), manifestou-se na hist\u00f3ria atrav\u00e9s das vicissitudes do povo eleito, at\u00e9 \u00e0 plenitude dos tempos, pois mediante a encarna\u00e7\u00e3o o Filho de Deus n\u00e3o apenas confirmou a vontade divina de salva\u00e7\u00e3o, mas com a reden\u00e7\u00e3o ofereceu a gra\u00e7a de obedecer a esta mesma vontade.<br \/>\nO Filho de Deus, Palavra que se fez carne (cf. Jo 1, 14) no seio da Virgem M\u00e3e, viveu e cresceu na fam\u00edlia de Nazar\u00e9, e participou nas bodas de Can\u00e1, cuja festa foi por Ele enriquecida com o primeiro dos seus \u201csinais\u201d (cf. Jo 2, 1-11). Ele aceitou com alegria o acolhimento familiar dos seus primeiros disc\u00edpulos (cf. Mc 1, 29-31; 2, 13-17) e consolou o luto da fam\u00edlia dos seus amigos em Bet\u00e2nia (cf. Lc 10, 38-42; Jo 11, 1-44).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\nJesus Cristo restabeleceu a beleza do matrim\u00f3nio, voltando a propor o projeto unit\u00e1rio de Deus, que tinha sido abandonado devido \u00e0 dureza do cora\u00e7\u00e3o humano, at\u00e9 mesmo no interior da tradi\u00e7\u00e3o do povo de Israel (cf. Mt 5, 31-32; 19.3-12; Mc 10, 1-12; Lc 16, 18). Voltando \u00e0 origem, Jesus ensinou a unidade e a fidelidade dos esposos, recusando o rep\u00fadio e o adult\u00e9rio.<br \/>\nPrecisamente atrav\u00e9s da beleza extraordin\u00e1ria do amor humano \u2013 j\u00e1 celebrada com contornos inspirados no C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos, e do v\u00ednculo esponsal exigido e defendido por Profetas como Oseias (cf. Os 1, 2-3,3) e Malaquias (cf. Ml 2, 13-16) \u2013 Jesus confirmou a dignidade origin\u00e1ria do amor entre o homem e a mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<strong>O ensinamento da Igreja sobre a fam\u00edlia<\/strong><br \/>\nTamb\u00e9m na comunidade crist\u00e3 primitiva a fam\u00edlia se manifestava como \u201cIgreja dom\u00e9stica\u201d (cf. Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, n. 1655): nos chamados \u201cc\u00f3digos familiares\u201d das Cartas apost\u00f3licas neotestament\u00e1rias, a grande fam\u00edlia do mundo antigo \u00e9 identificada como o lugar da solidariedade mais profunda entre esposas e maridos, entre pais e filhos, entre ricos e pobres (cf. Ef 5, 21-6, 9; Cl 3, 18-4, 1; 1 Tm 2, 8-15; Tt 2, 1-10; 1 Pd 2, 13-3, 7; cf., al\u00e9m disso, tamb\u00e9m a Carta a Fil\u00e9mon). Em particular, a Carta aos Ef\u00e9sios identificou no amor nupcial entre o homem e a mulher \u00abo grande mist\u00e9rio\u00bb, que torna presente no mundo o amor de Cristo e da Igreja (cf. Ef 5, 31-32).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\nAo longo dos s\u00e9culos, sobretudo na \u00e9poca moderna at\u00e9 aos nossos dias, a Igreja n\u00e3o fez faltar um seu ensinamento constante e crescente sobre a fam\u00edlia e sobre o matrim\u00f3nio que a fundamenta. Uma das express\u00f5es mais excelsas foi a proposta do Conc\u00edlio Ecum\u00e9nico Vaticano II, na Constitui\u00e7\u00e3o pastoral Gaudium et spes que, abordando algumas problem\u00e1ticas mais urgentes, dedica um cap\u00edtulo inteiro \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da dignidade do matrim\u00f3nio e da fam\u00edlia, como sobressai na descri\u00e7\u00e3o do seu valor para a constitui\u00e7\u00e3o da sociedade: \u00abA fam\u00edlia \u2013 na qual se congregam as diferentes gera\u00e7\u00f5es que reciprocamente se ajudam a alcan\u00e7ar uma sabedoria mais plena e a conciliar os direitos pessoais com as outras exig\u00eancias da vida social \u2013 constitui assim o fundamento da sociedade\u00bb (GS 52). Particularmente intenso \u00e9 o apelo a uma espiritualidade cristoc\u00eantrica dirigida aos esposos crentes: \u00abOs pr\u00f3prios esposos, feitos \u00e0 imagem de Deus e estabelecidos numa ordem verdadeiramente pessoal, estejam unidos em comunh\u00e3o de afeto e de pensamento e com m\u00fatua santidade, de modo que, seguindo a Cristo, princ\u00edpio da vida, se tornem pela fidelidade do seu amor, atrav\u00e9s das alegrias e dos sacrif\u00edcios da sua voca\u00e7\u00e3o, testemunhas daquele mist\u00e9rio de amor que Deus revelou ao mundo com a sua morte e a sua ressurrei\u00e7\u00e3o\u00bb (GS 52).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\nTamb\u00e9m os Sucessores de Pedro, depois do Conc\u00edlio Vaticano II, enriqueceram mediante o seu Magist\u00e9rio a doutrina sobre o matrim\u00f3nio e a fam\u00edlia, de modo especial Paulo VI com a Enc\u00edclica Humanae vitae, que oferece ensinamentos espec\u00edficos a n\u00edveis de princ\u00edpio e de pr\u00e1tica. Sucessivamente, o Papa Jo\u00e3o Paulo II, na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Familiaris consortio, quis insistir na proposta do des\u00edgnio divino acerca da verdade origin\u00e1ria do amor esponsal e familiar: \u00abO \u201clugar\u201d \u00fanico, que torna poss\u00edvel esta doa\u00e7\u00e3o segundo a sua verdade total, \u00e9 o matrim\u00f3nio, ou seja o pacto de amor conjugal ou escolha consciente e livre, com a qual o homem e a mulher recebem a comunidade \u00edntima de vida e de amor, querida pelo pr\u00f3prio Deus (cfr. Gaudium et spes, 48), que s\u00f3 a esta luz manifesta o seu verdadeiro significado. A institui\u00e7\u00e3o matrimonial n\u00e3o \u00e9 uma inger\u00eancia indevida da sociedade ou da autoridade, nem a imposi\u00e7\u00e3o extr\u00ednseca de uma forma, mas uma exig\u00eancia interior do pacto de amor conjugal que publicamente se afirma como \u00fanico e exclusivo, para que seja vivida assim a plena fidelidade ao des\u00edgnio de Deus Criador. Longe de mortificar a liberdade da pessoa, esta fidelidade p\u00f5e-na em seguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao subjetivismo e relativismo, tornando-a participante da Sabedoria criadora\u00bb (FC 11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\nO Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica re\u00fane estes dados fundamentais: \u00abA alian\u00e7a matrimonial, pela qual um homem e uma mulher constituem entre si uma comunidade \u00edntima de vida e de amor; foi fundada e dotada das suas leis pr\u00f3prias pelo Criador: Pela sua natureza, ordena-se ao bem dos c\u00f4njuges, bem como \u00e0 procria\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o dos filhos. Entre os baptizados, foi elevada por Cristo Senhor \u00e0 dignidade de sacramento [cf. Conc\u00edlio Ecum\u00e9nico Vaticano II, Gaudium et spes, 48; C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico, c\u00e2n. 1055 \u00a7 1]\u00bb (CCC, n. 1660).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\nA doutrina exposta no Catecismo refere-se tanto aos princ\u00edpios teol\u00f3gicos como aos comportamentos morais, abordados sob dois t\u00edtulos distintos: O sacramento do matrim\u00f3nio (nn. 1601-1658) e O sexto mandamento (nn. 2331-2391). Uma leitura atenta destas partes do Catecismo oferece uma compreens\u00e3o atualizada da doutrina da f\u00e9, em benef\u00edcio da atividade da Igreja diante dos desafios contempor\u00e2neos. A sua pastoral encontra inspira\u00e7\u00e3o na verdade do matrim\u00f3nio visto no des\u00edgnio de Deus, que criou var\u00e3o e mulher, e na plenitude dos tempos revelou em Jesus tamb\u00e9m a plenitude do amor esponsal, elevado a sacramento. O matrim\u00f3nio crist\u00e3o, fundamentado sobre o consenso, \u00e9 dotado tamb\u00e9m de efeitos pr\u00f3prios, e no entanto a tarefa dos c\u00f4njuges n\u00e3o \u00e9 subtra\u00edda ao regime do pecado (cf. Gn 3, 1-24), que pode provocar feridas profundas e at\u00e9 ofensas contra a pr\u00f3pria dignidade do sacramento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\u00abO primeiro \u00e2mbito da cidade dos homens iluminado pela f\u00e9 \u00e9 a fam\u00edlia; penso, antes de mais nada, na uni\u00e3o est\u00e1vel do homem e da mulher no matrim\u00f3nio. Tal uni\u00e3o nasce do seu amor, sinal e presen\u00e7a do amor de Deus, nasce do reconhecimento e aceita\u00e7\u00e3o do bem que \u00e9 a diferen\u00e7a sexual, em virtude da qual os c\u00f4njuges se podem unir numa s\u00f3 carne (cf. Gn 2, 24) e s\u00e3o capazes de gerar uma nova vida, manifesta\u00e7\u00e3o da bondade do Criador, da sua sabedoria e do seu des\u00edgnio de amor. Fundados sobre este amor, homem e mulher podem prometer-se amor m\u00fatuo com um gesto que compromete a vida inteira e que lembra muitos tra\u00e7os da f\u00e9: prometer um amor que dure para sempre \u00e9 poss\u00edvel quando se descobre um des\u00edgnio maior que os pr\u00f3prios projetos, que nos sustenta e permite doar o futuro inteiro \u00e0 pessoa amada\u00bb (LF 52). \u00abA f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 um ref\u00fagio para gente sem coragem, mas a dilata\u00e7\u00e3o da vida: faz descobrir uma grande chamada \u2014 a voca\u00e7\u00e3o ao amor \u2014 e assegura que este amor \u00e9 fi\u00e1vel, que vale a pena entregar-se a ele, porque o seu fundamento se encontra na fidelidade de Deus, que \u00e9 mais forte do que toda a nossa fragilidade\u00bb (LF 53).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<strong>III \u2013 Question\u00e1rio<\/strong><br \/>\nAs seguintes perguntas permitem \u00e0s Igrejas particulares participar ativamente na prepara\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo Extraordin\u00e1rio, que tem a finalidade de anunciar o Evangelho nos atuais desafios pastorais a respeito da fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<strong>1 &#8211; Sobre a difus\u00e3o da Sagrada Escritura e do Magist\u00e9rio da Igreja a prop\u00f3sito da fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">a) Qual \u00e9 o conhecimento real dos ensinamentos da B\u00edblia, da \u201cGaudium et spes\u201d, da \u201cFamiliaris consortio\u201d e de outros documentos do Magist\u00e9rio p\u00f3s-conciliar sobre o valor da fam\u00edlia segundo a Igreja cat\u00f3lica? Como os nossos fi\u00e9is s\u00e3o formados para a vida familiar, em conformidade com o ensinamento da Igreja?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">b) Onde \u00e9 conhecido, o ensinamento da Igreja \u00e9 aceite integralmente. Verificam-se dificuldades na hora de o p\u00f4r em pr\u00e1tica? Se sim, quais?<br \/>\nc) Como o ensinamento da Igreja \u00e9 difundido no contexto dos programas pastorais nos planos nacional, diocesano e paroquial? Que tipo de catequese sobre a fam\u00edlia \u00e9 promovida?<br \/>\nd) Em que medida \u2013 e em particular sob que aspectos \u2013 este ensinamento \u00e9 realmente conhecido, aceite, rejeitado e\/ou criticado nos ambientes extra-eclesiais? Quais s\u00e3o os fatores culturais que impedem a plena aceita\u00e7\u00e3o do ensinamento da Igreja sobre a fam\u00edlia?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<strong>2 &#8211; Sobre o matrim\u00f4nio segundo a lei natural<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\na) Que lugar ocupa o conceito de lei natural na cultura civil, quer nos planos institucional, educativo e acad\u00e9mico, quer a n\u00edvel popular? Que vis\u00f5es da antropologia est\u00e3o subjacentes a este debate sobre o fundamento natural da fam\u00edlia?<br \/>\nb) O conceito de lei natural em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 uni\u00e3o entre o homem e a mulher \u00e9 geralmente aceite, enquanto tal, por parte dos batizados?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"line-height: 1.3em\">c) Como \u00e9 contestada, na pr\u00e1tica e na teoria, a lei natural sobre a uni\u00e3o entre o homem e a mulher, em vista da forma\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia? Como \u00e9 proposta e aprofundada nos organismos civis e eclesiais?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">d) Quando a celebra\u00e7\u00e3o do matrim\u00f4nio \u00e9 pedida por batizados n\u00e3o praticantes, ou que se declaram n\u00e3o-crentes, como enfrentar os desafios pastorais que disto derivam?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<strong>3 \u2013 A pastoral da fam\u00edlia no contexto da evangeliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\nQuais foram as experi\u00eancias que surgiram nas \u00faltimas d\u00e9cadas em ordem \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o para o matrim\u00f3nio? Como se procurou estimular a tarefa de evangeliza\u00e7\u00e3o dos esposos e da fam\u00edlia? De que modo promover a consci\u00eancia da fam\u00edlia como \u201cIgreja dom\u00e9stica\u201d?<br \/>\nConseguiu-se propor estilos de ora\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia, capazes de resistir \u00e0 complexidade da vida e da cultural contempor\u00e2nea?<br \/>\nNa atual situa\u00e7\u00e3o de crise entre as gera\u00e7\u00f5es, como as fam\u00edlias crist\u00e3s souberam realizar a pr\u00f3pria voca\u00e7\u00e3o de transmiss\u00e3o da f\u00e9?<br \/>\nDe que modo as Igrejas locais e os movimentos de espiritualidade familiar souberam criar percursos exemplares?<br \/>\nQual \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que casais e fam\u00edlias conseguiram oferecer, em ordem \u00e0 difus\u00e3o de uma vis\u00e3o integral do casal e da fam\u00edlia crist\u00e3, hoje cred\u00edvel?<br \/>\nQue aten\u00e7\u00e3o pastoral a Igreja mostrou para sustentar o caminho dos casais em forma\u00e7\u00e3o e dos casais em crise?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<strong>4 \u2013 Sobre a pastoral para enfrentar algumas situa\u00e7\u00f5es matrimoniais dif\u00edceis<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\na) A conviv\u00eancia ad experimentum \u00e9 uma realidade pastoral relevante na Igreja particular? Em que percentagem se poderia calcul\u00e1-la numericamente?<br \/>\nb) Existem uni\u00f5es livres de facto, sem o reconhecimento religioso nem civil? Disp\u00f5em-se de dados estat\u00edsticos confi\u00e1veis?<br \/>\nc) Os separados e os divorciados recasados constituem uma realidade pastoral relevante na Igreja particular? Em que percentagem se poderia calcul\u00e1-los numericamente? Como se enfrenta esta realidade, atrav\u00e9s de programas pastorais adequados?<br \/>\nd) Em todos estes casos: como vivem os batizados a sua irregularidade? Est\u00e3o conscientes da mesma? Simplesmente manifestam indiferen\u00e7a? Sentem-se marginalizados e vivem com sofrimento a impossibilidade de receber os sacramentos?<br \/>\ne) Quais s\u00e3o os pedidos que as pessoas separadas e divorciadas dirigem \u00e0 Igreja, a prop\u00f3sito dos sacramentos da Eucaristia e da Reconcilia\u00e7\u00e3o? Entre as pessoas que se encontram em tais situa\u00e7\u00f5es, quantas pedem estes sacramentos?<br \/>\nf) A simplifica\u00e7\u00e3o da praxe can\u00f3nica em ordem ao reconhecimento da declara\u00e7\u00e3o de nulidade do v\u00ednculo matrimonial poderia oferecer uma contribui\u00e7\u00e3o positiva real para a solu\u00e7\u00e3o das problem\u00e1ticas das pessoas interessadas? Se sim, de que forma?<br \/>\ng) Existe uma pastoral para ir ao encontro destes casos? Como se realiza esta atividade pastoral? Existem programas a este prop\u00f3sito, nos planos nacional e diocesano? Como a miseric\u00f3rdia de Deus \u00e9 anunciada a separados e divorciados recasados e como se p\u00f5e em pr\u00e1tica a ajuda da Igreja para o seu caminho de f\u00e9?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<strong>5 &#8211; Sobre as uni\u00f5es de pessoas do mesmo sexo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\na) Existe no vosso pa\u00eds uma lei civil de reconhecimento das uni\u00f5es de pessoas do mesmo sexo, equiparadas de alguma forma ao matrim\u00f4nio?<br \/>\nb) Qual \u00e9 a atitude das Igrejas particulares e locais, quer diante do Estado civil promotor de uni\u00f5es civis entre pessoas do mesmo sexo, quer perante as pessoas envolvidas neste tipo de uni\u00e3o?<br \/>\nc) Que aten\u00e7\u00e3o pastoral \u00e9 poss\u00edvel prestar \u00e0s pessoas que escolheram viver em conformidade com este tipo de uni\u00e3o?<br \/>\nd) No caso de uni\u00f5es de pessoas do mesmo sexo que adotaram crian\u00e7as, como \u00e9 necess\u00e1rio comportar-se pastoralmente, em vista da transmiss\u00e3o da f\u00e9?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<strong>6 &#8211; Sobre a educa\u00e7\u00e3o dos filhos no contexto das situa\u00e7\u00f5es de matrim\u00f4nios irregulares<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">a) Qual \u00e9 nestes casos a propor\u00e7\u00e3o aproximativa de crian\u00e7as e adolescentes, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as nascidas e educadas em fam\u00edlias regularmente constitu\u00eddas?<br \/>\nb) Com que atitude os pais se dirigem \u00e0 Igreja? O que pedem? Somente os sacramentos, ou inclusive a catequese e o ensinamento da religi\u00e3o em geral?<br \/>\nc) Como as Igrejas particulares v\u00e3o ao encontro da necessidade dos pais destas crian\u00e7as, de oferecer uma educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 aos pr\u00f3prios filhos?<br \/>\nd) Como se realiza a pr\u00e1tica sacramental em tais casos: a prepara\u00e7\u00e3o, a administra\u00e7\u00e3o do sacramento e o acompanhamento?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<strong>7 &#8211; Sobre a abertura dos esposos \u00e0 vida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\na) Qual \u00e9 o conhecimento real que os crist\u00e3os t\u00eam da doutrina da Humanae vitae a respeito da paternidade respons\u00e1vel? Que consci\u00eancia t\u00eam da avalia\u00e7\u00e3o moral dos diferentes m\u00e9todos de regula\u00e7\u00e3o dos nascimentos? Que aprofundamentos poderiam ser sugeridos a respeito desta mat\u00e9ria, sob o ponto de vista pastoral?<br \/>\nb) Esta doutrina moral \u00e9 aceite? Quais s\u00e3o os aspectos mais problem\u00e1ticos que tornam dif\u00edcil a sua aceita\u00e7\u00e3o para a grande maioria dos casais?<br \/>\nc) Que m\u00e9todos naturais s\u00e3o promovidos por parte das Igrejas particulares, para ajudar os c\u00f4njuges a p\u00f4r em pr\u00e1tica a doutrina da Humanae vitae?<br \/>\nd) Qual \u00e9 a experi\u00eancia relativa a este tema na pr\u00e1tica do sacramento da penit\u00eancia e na participa\u00e7\u00e3o na Eucaristia?<br \/>\ne) Quais s\u00e3o, a este prop\u00f3sito, os contrastes que se salientam entre a doutrina da Igreja e a educa\u00e7\u00e3o civil?<br \/>\nf) Como promover uma mentalidade mais aberta \u00e0 natalidade? Como favorecer o aumento dos nascimentos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<strong>8 &#8211; Sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a fam\u00edlia e a pessoa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\na) Jesus Cristo revela o mist\u00e9rio e a voca\u00e7\u00e3o do homem: a fam\u00edlia \u00e9 um lugar privilegiado para que isto aconte\u00e7a?<br \/>\nb) Que situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas da fam\u00edlia no mundo contempor\u00e2neo podem tornar-se um obst\u00e1culo para o encontro da pessoa com Cristo?<br \/>\nc) Em que medida as crises de f\u00e9, pelas quais as pessoas podem atravessar, incidem sobre a vida familiar?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<strong>9 &#8211; Outros desafios e propostas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\nExistem outros desafios e propostas a respeito dos temas abordados neste question\u00e1rio, sentidos como urgentes ou \u00fateis por parte dos destinat\u00e1rios?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Fonte: News.va<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cOs desafios pastorais sobre a fam\u00edlia no contexto da evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 o t\u00edtulo do Documento preparat\u00f3rio para a III Assembleia Geral Extraordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos, que ser\u00e1 realizada de 5 a 19 de outubro do pr\u00f3ximo ano.\u00a0O Documento cont\u00e9m um question\u00e1rio sobre quest\u00f5es concernentes a v\u00e1rios aspectos da vida familiar.<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[777],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/18106"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=18106"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/18106\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=18106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=18106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=18106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}