{"id":18197,"date":"2016-04-26T00:00:00","date_gmt":"2016-04-26T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-alegria-do-amor-a-carta-do-papa-sobre-o-amor-na-familia\/"},"modified":"2020-03-11T16:47:57","modified_gmt":"2020-03-11T19:47:57","slug":"a-alegria-do-amor-a-carta-do-papa-sobre-o-amor-na-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-alegria-do-amor-a-carta-do-papa-sobre-o-amor-na-familia\/","title":{"rendered":"A alegria do amor: a carta do Papa \u201csobre o amor na fam\u00edlia\u201d"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: right\">Dom Adelar Baruffi<br \/>\nBispo de Cruz Alta (RS)<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">No \u00faltimo dia 08 de abril foi apresentada a toda a Igreja a t\u00e3o esperada carta do Papa Francisco sobre a fam\u00edlia. Ela foi preparada por dois s\u00ednodos dos bispos, em 2014 e 2015. Houve uma ampla participa\u00e7\u00e3o de toda a Igreja, apresentando sugest\u00f5es e inquieta\u00e7\u00f5es sobre a complexa situa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia hoje. Apresento alguns pontos que poder\u00e3o servir para nossas fam\u00edlias, comunidades e a Pastoral Familiar acolher o documento, certos de que, como disse o Papa, \u201cn\u00e3o existem simples receitas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em primeiro lugar o t\u00edtulo da Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica AmorisLaetitia (a alegria do amor), oferece a perspectiva de um olhar positivo sobre a fam\u00edlia. \u201cO an\u00fancio crist\u00e3o que diz respeito \u00e0 fam\u00edlia \u00e9 deveras uma boa not\u00edcia.\u201d (AL 1). E continua dizendo que as fam\u00edlias \u201cn\u00e3o s\u00e3o um problema, s\u00e3o sobretudo uma oportunidade.\u201d (AL 7).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Santo Padre, seguindo o caminho realizado nos dois s\u00ednodos que precederam a Exorta\u00e7\u00e3o, mant\u00e9m sempre um olhar realista e concreto sobre a fam\u00edlia. Percebe-se um desejo de proximidade da realidade familiar como ela se apresenta, evitando abstra\u00e7\u00f5es. Reconhece que, \u00e0s vezes, \u201capresentamos um ideal teol\u00f3gico do matrim\u00f4nio demasiado abstrato, constru\u00eddo quase artificialmente, distante da situa\u00e7\u00e3o concreta e das possibilidades efetivas das fam\u00edlias tais como s\u00e3o\u201d. (AL 36).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por isso, sugere que apresentemos o matrim\u00f4nio \u201ccomo um caminho din\u00e2mico de crescimento\u201d (AL 37). \u00c9 a compreens\u00e3o da realidade familiar como um processo de constru\u00e7\u00e3o permanente, tendo o ideal diante de si. \u201cNenhuma fam\u00edlia \u00e9 uma realidade perfeita e confeccionada de uma vez para sempre, mas requer um progressivo amadurecimento da sua capacidade de amar.\u201d (AL 325). Esta compreens\u00e3o, \u201cimpede-nos de julgar com dureza aqueles que vivem em condi\u00e7\u00f5es de grande fragilidade\u201d. (AL n.325). Por\u00e9m, nos convida a avan\u00e7ar: \u201cAvancemos, fam\u00edlias: continuemos a caminhar!\u201d (AL 325).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O olhar pastoral est\u00e1 presente em todo o texto e atinge seu ponto mais delicado e complexo quando prop\u00f5e aos bispos e padres, ao mesmo tempo, a clareza doutrinal para evitar confus\u00f5es e a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 complexidade das situa\u00e7\u00f5es particulares. \u201cPor isso, ao mesmo tempo que se exprime com clareza a doutrina, h\u00e1 que se evitar ju\u00edzos que n\u00e3o tenham em conta a complexidade das diferentes situa\u00e7\u00f5es e \u00e9 preciso estar atentos ao modo como as pessoas vivem e sofrem por causa da sua condi\u00e7\u00e3o.\u201d (AL 79). Sobretudo no cap\u00edtulo oitavo, trata de como \u201cacompanhar, discernir e integrar\u201d as feridas ou situa\u00e7\u00f5es de fragilidade existentes nas fam\u00edlias. Por isso, imp\u00f5e-se o necess\u00e1rio discernimento pastoral para cada caso espec\u00edfico, na \u201cl\u00f3gica da miseric\u00f3rdia pastoral\u201d, que acompanha \u201ccom miseric\u00f3rdia e paci\u00eancia as poss\u00edveis etapas de crescimento das pessoas, que v\u00e3o se construindo dia ap\u00f3s dia\u201d. (AL 308). Parte do princ\u00edpio que ningu\u00e9m deve se sentir exclu\u00eddo ou excomungado. Fala diretamente aos divorciados e recasados, que \u201cdevem ser integrados mais intensamente nas comunidades crist\u00e3s\u201d (AL 299) e \u201csua participa\u00e7\u00e3o pode manifestar-se em diferentes servi\u00e7os eclesiais\u201d. (AL 299). Este discernimento \u00e9 a exigente e delicada miss\u00e3o dos sacerdotes (cf. AL 300), que deve levar em conta os condicionamentos e as circunst\u00e2ncias atenuantes. \u201cPor isso, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer que todos os que est\u00e3o em uma situa\u00e7\u00e3o chamada \u2018irregular\u2019 vivem em estado de pecado mortal, privados da gra\u00e7a santificante.\u201d (AL 301).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Enfim, convido, sobretudo aos casais, pais e m\u00e3es de fam\u00edlia e aos jovens namorados a lerem e conhecerem estas belas reflex\u00f5es do Santo Padre sobre a realidade familiar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Adelar Baruffi Bispo de Cruz Alta (RS) No \u00faltimo dia 08 de abril foi apresentada a toda a Igreja a t\u00e3o esperada carta do Papa Francisco sobre a fam\u00edlia. Ela foi preparada por dois s\u00ednodos dos bispos, em 2014 e 2015. Houve uma ampla participa\u00e7\u00e3o de toda a Igreja, apresentando sugest\u00f5es e inquieta\u00e7\u00f5es sobre &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-alegria-do-amor-a-carta-do-papa-sobre-o-amor-na-familia\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">A alegria do amor: a carta do Papa \u201csobre o amor na fam\u00edlia\u201d<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[777],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/18197"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=18197"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/18197\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=18197"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=18197"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=18197"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}