{"id":18224,"date":"2009-08-13T00:00:00","date_gmt":"2009-08-13T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/balizar-a-historia\/"},"modified":"2009-08-13T00:00:00","modified_gmt":"2009-08-13T03:00:00","slug":"balizar-a-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/balizar-a-historia\/","title":{"rendered":"Balizar a hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Neste final de semana a Diocese de Jales completa, exatos, 49 anos de exist\u00eancia. Segundo a boa e ancestral tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica, o ano seguinte aos 49 \u00e9 jubileu. Por isto, na romaria deste domingo a Diocese inaugura o seu Ano Jubilar, a ser conclu\u00eddo na romaria de 2.010, no dia 15 de agosto, quando por coincid\u00eancia ser\u00e1 domingo.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As romarias de Jales j\u00e1 se tornaram tradi\u00e7\u00e3o. Tiveram in\u00edcio no jubileu de prata da Diocese, em 1985. O gesto simb\u00f3lico, daquela vez, de reimplantar o cruzeiro de funda\u00e7\u00e3o da cidade na pra\u00e7a central, ao lado da catedral, tocou fundo nos sentimentos religiosos do povo, e na sua consci\u00eancia hist\u00f3rica. Foi \u00e0 sombra dos cruzeiros que todas as cidades desta regi\u00e3o foram surgindo. O cruzeiro da sede da Diocese, na cidade de Jales, passou a servir de inspira\u00e7\u00e3o para as outras cidades valorizarem o s\u00edmbolo de sua implanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desta vez, o pr\u00f3prio n\u00famero da romaria tem car\u00e1ter jubilar. Com esta, j\u00e1 s\u00e3o 25, desde a primeira,\u00a0 feita para celebrar os 25 anos da diocese.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Diocese de Jales chega agora aos seus 50 anos. J\u00e1 \u00e9 uma medida que traz a marca da hist\u00f3ria. Neste sentido, a data convida para um olhar mais amplo, e um enquadramento mais exigente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Diocese sempre procurou valorizar o simbolismo de suas datas. Sobretudo o fato de ter sido criada por Jo\u00e3o 23, no ano do an\u00fancio do conc\u00edlio, em 1959, e no dia 12 de dezembro, dia da padroeira da Am\u00e9rica Latina. H\u00e1 muitos recados a cavar destas refer\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas agora, o jubileu de 50 anos convida para algumas interroga\u00e7\u00f5es mais intrigantes. O que a hist\u00f3ria fala para a Diocese?\u00a0 Que rumo est\u00e3o tomando os acontecimentos, olhados pelo arco desses 50 anos? Que \u00e9 feito, por exemplo, do Conc\u00edlio, depois de 50 anos do seu alegre e esperan\u00e7oso an\u00fancio em 1959?. E o que aguarda a Igreja nos pr\u00f3ximos 50 anos pela frente?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A sabedoria da tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica do jubileu nos ensina a conjugar bem o cotidiano, o dia a dia, com a amplid\u00e3o maior da hist\u00f3ria. O cotidiano \u00e9 medido pela semana. A semana se constitui na tradi\u00e7\u00e3o judaica que mais se arraigou na civiliza\u00e7\u00e3o humana. Medimos o cotidiano de nossa vida pela arco da semana. Sabemos sempre, muito bem, em que dia da semana estamos, mesmo que esque\u00e7amos facilmente o dia do m\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O jubileu guarda uma estreita liga\u00e7\u00e3o com a semana. Afinal, ele resulta de um c\u00e1lculo baseado na semana. Depois de sete semanas de anos, que d\u00e1 49, aparece o n\u00famero do jubileu, que \u00e9 o ano 50.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pois bem, sem perder o ch\u00e3o firme do cotidiano, da semana,\u00a0 um jubileu sempre ensina quanto \u00e9 importante, a espa\u00e7os adequados da caminhada, colocar balizas que indiquem o rumo certo, fincar estacas que demarquem o alinhamento,\u00a0 e assinalar bem os passos j\u00e1 dados. Feito isto, d\u00e1 para prosseguir, com a seguran\u00e7a de manter a dire\u00e7\u00e3o certa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se colocamos mal as balizas, as conseq\u00fc\u00eancias podem ser desastrosas. Cem anos atr\u00e1s, Por exemplo, o papa era Pio X, agora j\u00e1 declarado santo. Duas dimens\u00f5es caracterizaram seu pontificado. Incentivou a\u00a0 liturgia,\u00a0 e teve uma firme posi\u00e7\u00e3o contra a modernidade, num tempo em que a Igreja ainda n\u00e3o estava em condi\u00e7\u00f5es de acatar os avan\u00e7os positivos que a modernidade trouxe, para a civiliza\u00e7\u00e3o e a pr\u00f3pria Igreja. Pois bem, cem anos depois, depende agora como colocamos as balizas. Pio X pode ser visto como precursor do Conc\u00edlio, que renovou a liturgia. Mas alguns fazem de suas posi\u00e7\u00f5es anti modernistas\u00a0 pretexto para desautorizar o Conc\u00edlio, evocando erroneamente a figura de Pio X para justificar sua mentalidade retr\u00f3grada. Quando perdemos o sentido da hist\u00f3ria, ca\u00edmos facilmente em precip\u00edcios que fazem trope\u00e7ar e nos deixam sem horizontes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tempo de jubileu \u00e9 para tra\u00e7ar rumos, e fortalecer a decis\u00e3o de seguir por eles. \u00c9 o que a Diocese est\u00e1 fazendo, com a defini\u00e7\u00e3o do seu plano de pastoral. O jubileu denota festa, mas aponta para a responsabilidade.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Luiz Dem\u00e9trio Valentini<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste final de semana a Diocese de Jales completa, exatos, 49 anos de exist\u00eancia. Segundo a boa e ancestral tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica, o ano seguinte aos 49 \u00e9 jubileu. Por isto, na romaria deste domingo a Diocese inaugura o seu Ano Jubilar, a ser conclu\u00eddo na romaria de 2.010, no dia 15 de agosto, quando por &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/balizar-a-historia\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Balizar a hist\u00f3ria<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[802],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/18224"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=18224"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/18224\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=18224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=18224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=18224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}