{"id":19567,"date":"2016-01-27T00:00:00","date_gmt":"2016-01-27T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/no-dia-nacional-de-combate-ao-trabalho-escravo-comissao-para-o-servico-da-caridade-justica-e-paz-da-cnbb-divulga-nota\/"},"modified":"2016-01-27T00:00:00","modified_gmt":"2016-01-27T02:00:00","slug":"no-dia-nacional-de-combate-ao-trabalho-escravo-comissao-para-o-servico-da-caridade-justica-e-paz-da-cnbb-divulga-nota","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/no-dia-nacional-de-combate-ao-trabalho-escravo-comissao-para-o-servico-da-caridade-justica-e-paz-da-cnbb-divulga-nota\/","title":{"rendered":"No Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, Comiss\u00e3o Para o Servi\u00e7o da Caridade, Justi\u00e7a e Paz divulga nota"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Texto \u00e9 dirigido \u00e0s pessoas que se empenham em eliminar o trabalho escravo<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Hoje,\u00a028 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, a Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para o Servi\u00e7o da Caridade, da Justi\u00e7a e da Paz da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, uma nota. O texto, que \u00e9 assinado pelo bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comiss\u00e3o, dom Guilherme Werlang, se dirige a todas as pessoas e institui\u00e7\u00f5es que se empenham em eliminar o trabalho escravo, assim como ajuda a encoraj\u00e1-las a continuar lutando para a sua completa erradica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA explora\u00e7\u00e3o do ser humano no trabalho escravo \u00e9 uma das piores viola\u00e7\u00f5es aos direitos da pessoa humana, \u00e0 sua dignidade, especialmente por negar-lhe o direito de trabalhar em condi\u00e7\u00f5es que lhe sejam condizentes e de receber um sal\u00e1rio justo. O trabalho \u00e9 dimens\u00e3o constitutiva do ser humano e n\u00e3o oportunidade para violar os seus direitos\u201d, diz um trecho da nota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Confira abaixo, a nota, na \u00edntegra:<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\n<p style=\"text-align: center\"><strong>DIA NACIONAL DE COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">1. A Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para o Servi\u00e7o da Caridade, da Justi\u00e7a e da Paz, da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB se dirige, neste 28 de janeiro &#8211; Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo &#8211; a todas as pessoas e institui\u00e7\u00f5es que se empenham em eliminar este crime, para encoraj\u00e1-las a continuar lutando at\u00e9 sua completa erradica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">2. O dia 28 de janeiro \u00e9 celebrado no Brasil como o dia \u201cD\u201d do combate ao trabalho escravo. A data lembra o assassinato de tr\u00eas auditores fiscais do trabalho e de seu motorista, ocorrido em 28 de janeiro de 2004, durante a fiscaliza\u00e7\u00e3o de grandes fazendas da regi\u00e3o de Una\u00ed (MG).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">3. De 1995 at\u00e9 hoje mais de 50 mil pessoas j\u00e1 foram resgatadas do trabalho escravo pela fiscaliza\u00e7\u00e3o federal. O Brasil, como poucos outros pa\u00edses, tem uma defini\u00e7\u00e3o legal, clara e atual do que \u00e9 o trabalho em condi\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 de escravo. Este se caracteriza pela imposi\u00e7\u00e3o de jornada exaustiva, ou pela submiss\u00e3o a condi\u00e7\u00f5es degradantes, ou pela pr\u00e1tica da servid\u00e3o por d\u00edvidas ou do trabalho for\u00e7ado. A comunidade internacional, precisamente a OIT, reconhece e parabeniza o avan\u00e7o da legisla\u00e7\u00e3o brasileira neste campo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">4. Nos dias de hoje, ao continuar tratando a pessoa do trabalhador como se coisa fosse a pretexto de auferir mais lucro na sua explora\u00e7\u00e3o, a escravid\u00e3o assume formas diversas, inclusive diferentes da antiga escravid\u00e3o. Nossa economia deve se prezar acima de tudo pelo valor da dignidade humana, o que implica, entre outras coisas, em abolir a pr\u00e1tica do trabalho escravo nas v\u00e1rias atividades onde j\u00e1 foi flagrada nos \u00faltimos 20 anos: na pecu\u00e1ria, nas lavouras, no desmatamento, na constru\u00e7\u00e3o civil, na confec\u00e7\u00e3o, nas carvoarias, nos servi\u00e7os hoteleiros, nos barcos ou nos servi\u00e7os dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">5. Os trabalhadores e as trabalhadoras em situa\u00e7\u00e3o de migra\u00e7\u00e3o s\u00e3o as principais v\u00edtimas do trabalho escravo. Entre estes, os estrangeiros, imigrantes em nosso pa\u00eds, s\u00e3o os que est\u00e3o ainda mais expostos \u00e0 explora\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 sua espec\u00edfica situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade e por necessitarem com urg\u00eancia prover o pr\u00f3prio sustento e o da fam\u00edlia. Evidencia-se, pois, a import\u00e2ncia de tratar os imigrantes e refugiados com respeito e oferecer-lhes condi\u00e7\u00f5es dignas de trabalho. O mesmo vale para todos os migrantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">6. A explora\u00e7\u00e3o do ser humano no trabalho escravo \u00e9 uma das piores viola\u00e7\u00f5es aos direitos da pessoa humana, \u00e0 sua dignidade, especialmente por negar-lhe o direito de trabalhar em condi\u00e7\u00f5es que lhe sejam condizentes e de receber um sal\u00e1rio justo. O trabalho \u00e9 dimens\u00e3o constitutiva do ser humano e n\u00e3o oportunidade para violar os seus direitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">7. Lembramos o compromisso do Estado brasileiro, firmado em diplomas nacionais e internacionais, de continuar adotando medidas que inibam a pr\u00e1tica do trabalho escravo, tanto na \u00a0 \u00e1rea \u00a0 Legislativa, \u00a0como \u00a0no \u00a0 executivo \u00a0e \u00a0 \u00a0no \u00a0 \u00a0Judici\u00e1rio. \u00a0 \u00a0 \u00a0 Nenhum retrocesso ser\u00e1 justific\u00e1vel nem pode ser tolerado. Igualmente, reitera-se o apelo para que se esmere na prote\u00e7\u00e3o e defesa dos que lutam pelo fim do trabalho escravo, sejam funcion\u00e1rios p\u00fablicos, sejam membros da sociedade civil. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso redobrar a aten\u00e7\u00e3o e buscar a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que garantam a inser\u00e7\u00e3o decente das pessoas libertadas do trabalho escravo bem como daquelas em situa\u00e7\u00e3o de risco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">8. Fazemos nossas as palavras do Papa Francisco por ocasi\u00e3o do Dia Mundial da Paz: \u201clan\u00e7o um veemente apelo a todos os homens e mulheres de boa vontade e a quantos, mesmo nos mais altos n\u00edveis das institui\u00e7\u00f5es, s\u00e3o testemunhas, de perto ou de longe, do flagelo da escravid\u00e3o contempor\u00e2nea, para que n\u00e3o se tornem c\u00famplices deste mal, n\u00e3o afastem o olhar \u00e0 vista dos sofrimentos de seus irm\u00e3os e irm\u00e3s em humanidade, privados de liberdade e dignidade, mas tenham a coragem de tocar a carne sofredora de Cristo, o Qual Se torna vis\u00edvel atrav\u00e9s dos rostos inumer\u00e1veis daqueles a quem Ele mesmo chama os \u00abmeus irm\u00e3os mais pequeninos\u00bb (Mt 25, 40.45)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Que a M\u00e3e Aparecida seja sempre nossa companheira de caminhada e nos ajude a construir um mundo de irm\u00e3os e irm\u00e3s, livre de todas as formas de escravid\u00e3o e exclus\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Fraternalmente,<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Dom Guilherme Werlang<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Bispo de Ipameri &#8211; GO<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">o servi\u00e7o da Caridade, da Justi\u00e7a e da Paz<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto \u00e9 dirigido \u00e0s pessoas que se empenham em eliminar o trabalho escravo<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":10076,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[814,762],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/19567"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=19567"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/19567\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/10076"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=19567"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=19567"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=19567"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}