{"id":19678,"date":"2009-08-24T00:00:00","date_gmt":"2009-08-24T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/pomo-de-discordias\/"},"modified":"2009-08-24T00:00:00","modified_gmt":"2009-08-24T03:00:00","slug":"pomo-de-discordias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/pomo-de-discordias\/","title":{"rendered":"Pomo de disc\u00f3rdias"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A m\u00e3e de Jesus deveria ser fator de uni\u00e3o entre os crist\u00e3os. Jesus entregou-a para ser a M\u00e3e de seus irm\u00e3os. \u201cEis a\u00ed a tua m\u00e3e\u201d (Jo 19, 27). Mas de fato existem s\u00e9rias diverg\u00eancias por parte das comunidades reformadas. Estas, repetidas vezes se manifestam contra o marianismo cat\u00f3lico. As incompreens\u00f5es s\u00e3o advindas, n\u00e3o mais por parte das cabe\u00e7as pensantes e das grandes lideran\u00e7as dos assim chamados evang\u00e9licos (que reconhecem a origem b\u00edblica da nossa devo\u00e7\u00e3o), mas prov\u00e9m de representantes do \u201csegundo escal\u00e3o\u201d. O cora\u00e7\u00e3o mariano dos cat\u00f3licos os tira da boa conviv\u00eancia ecum\u00eanica.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Num gesto de desd\u00e9m n\u00f3s poder\u00edamos ignorar tais incurs\u00f5es, e consider\u00e1-las afrontas \u00e0 liberdade religiosa, direito garantido pela nossa Constitui\u00e7\u00e3o. Mas, realmente, n\u00f3s nos sentimos incompreendidos. N\u00e3o nos conformamos quando vemos pessoas que muito amam a Jesus, e no entanto, sentem vertigens diante da maternidade universal de Maria.\u00a0 Existem, diante do marianismo, dois s\u00e9rios perigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O primeiro perigo \u00e9 o que na pr\u00e1tica m\u00e9dica se chama de hipertrofia. Esse fen\u00f4meno ocorre, por exemplo, quando exercitamos muito um determinado m\u00fasculo. A resultante ser\u00e1 um desenvolvimento muito acentuado de tal m\u00fasculo. Isso ocorre com os nadadores, cujos m\u00fasculos bra\u00e7ais tanto crescem \u2013 devido ao repetido exerc\u00edcio \u2013 que mais parecem m\u00fasculos da coxa. O mesmo acontece com o movimento mariano dos cat\u00f3licos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quanto mais nossos irm\u00e3os, de corte protestante, nos criticam a respeito de Maria, tanto mais n\u00f3s afirmamos sua excel\u00eancia e sua verdade b\u00edblica. E assim, do nosso lado, podem acontecer exageros, que ultrapassam a s\u00e3 teologia mariana. Fomos convidados, em 1975, por Paulo VI, a seguirmos um caminho de autenticidade mariana (\u201cMarialis cultus\u201d). Mas em grande parte, bastaria que os irm\u00e3os separados parassem de nos criticar, para tudo entrar nos eixos. Mas existe o fen\u00f4meno inverso: a atrofia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Trata-se da redu\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o inativo. Por exemplo, quando engessamos uma perna, por muito tempo, o resultado que aparecer\u00e1 \u00e9 os m\u00fasculos perderam massa. S\u00f3 muito exerc\u00edcio ter\u00e1 a capacidade de recuperar a normalidade dos movimentos. Ser\u00e1 que n\u00e3o existem pessoas que, por falta de abertura ao marianismo, atrofiam parte da mensagem crist\u00e3? \u201cO Senhor guarda a todos os que o amam\u201d (Sl 1445, 20).<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Alo\u00edsio Roque Oppermann<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A m\u00e3e de Jesus deveria ser fator de uni\u00e3o entre os crist\u00e3os. Jesus entregou-a para ser a M\u00e3e de seus irm\u00e3os. \u201cEis a\u00ed a tua m\u00e3e\u201d (Jo 19, 27). Mas de fato existem s\u00e9rias diverg\u00eancias por parte das comunidades reformadas. Estas, repetidas vezes se manifestam contra o marianismo cat\u00f3lico. 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