{"id":20309,"date":"2012-10-29T00:00:00","date_gmt":"2012-10-29T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/mensagem-de-bento-xvi-para-o-dia-mundial-do-migrante-e-do-refugiado-de-2013\/"},"modified":"2012-10-29T00:00:00","modified_gmt":"2012-10-29T02:00:00","slug":"mensagem-de-bento-xvi-para-o-dia-mundial-do-migrante-e-do-refugiado-de-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/mensagem-de-bento-xvi-para-o-dia-mundial-do-migrante-e-do-refugiado-de-2013\/","title":{"rendered":"Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2013"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A Sala de Imprensa da Santa S\u00e9 divulgou na manh\u00e3 de sexta-feira, 26 de outubro, a Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2013. O tema da Mensagem \u00e9: \u201cMigra\u00e7\u00f5es: peregrina\u00e7\u00e3o de f\u00e9 e de esperan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Leia a seguir a \u00edntegra da Mensagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na Constitui\u00e7\u00e3o pastoral <em>Gaudium et spes<\/em>, o Conc\u00edlio Ecum\u00e9nico Vaticano II recordou que \u00aba Igreja caminha juntamente com toda a humanidade\u00bb (n. 40), pelo que \u00abas alegrias e as esperan\u00e7as, as tristezas e as ang\u00fastias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, s\u00e3o tamb\u00e9m as alegrias e as esperan\u00e7as, as tristezas e as ang\u00fastias dos disc\u00edpulos de Cristo; e n\u00e3o h\u00e1 realidade alguma verdadeiramente humana que n\u00e3o encontre eco no seu cora\u00e7\u00e3o\u00bb (ibid., 1). Na linha destas afirma\u00e7\u00f5es, o Servo de Deus Paulo VI designou a Igreja como sendo \u00abperita em humanidade\u00bb (Enc. Populorum progressio, 13), e o Beato Jo\u00e3o Paulo II escreveu que a pessoa humana \u00e9 \u00abo primeiro caminho que a Igreja deve percorrer na realiza\u00e7\u00e3o da sua miss\u00e3o (&#8230;), caminho tra\u00e7ado pelo pr\u00f3prio Cristo\u00bb (Enc. Centesimus annus, 53). Na esteira dos meus Predecessores, quis especificar \u2013na Enc\u00edclica Caritas in veritate \u2013 que \u00aba Igreja inteira, em todo o seu ser e agir, quando anuncia, celebra e atua na caridade, tende a promover o desenvolvimento integral do homem\u00bb (n. 11), referindo-me tamb\u00e9m aos milh\u00f5es de homens e mulheres que, por diversas raz\u00f5es, vivem a experi\u00eancia da emigra\u00e7\u00e3o. Na verdade, os fluxos migrat\u00f3rios s\u00e3o \u00abum fen\u00f3meno impressionante pela quantidade de pessoas envolvidas, pelas problem\u00e1ticas sociais, econ\u00f3micas, pol\u00edticas, culturais e religiosas que levanta, pelos desafios dram\u00e1ticos que coloca \u00e0 comunidade nacional e internacional\u00bb (ibid., 62), porque \u00abtodo o migrante \u00e9 uma pessoa humana e, enquanto tal, possui direitos fundamentais inalien\u00e1veis que h\u00e3o-de ser respeitados por todos em qualquer situa\u00e7\u00e3o\u00bb (ibidem).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Neste contexto, em concomit\u00e2ncia com as celebra\u00e7\u00f5es do cinquenten\u00e1rio da abertura do Conc\u00edlio Ecum\u00e9nico Vaticano II e do sexag\u00e9simo anivers\u00e1rio da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica Exsul familia e quando toda a Igreja est\u00e1 comprometida na viv\u00eancia do Ano da F\u00e9 abra\u00e7ando com entusiasmo o desafio da nova evangeliza\u00e7\u00e3o, quis dedicar a Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado de 2013 ao tema \u00abMigra\u00e7\u00f5es: peregrina\u00e7\u00e3o de f\u00e9 e de esperan\u00e7a\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na realidade, f\u00e9 e esperan\u00e7a formam um bin\u00f3mio indivis\u00edvel no cora\u00e7\u00e3o de muitos migrantes, dado que neles existe o desejo de uma vida melhor, frequentemente unido ao intento de ultrapassar o \u00abdesespero\u00bb de um futuro imposs\u00edvel de construir. Ao mesmo tempo, muitos encetam a viagem animados por uma profunda confian\u00e7a de que Deus n\u00e3o abandona as suas criaturas e de que tal conforto torna mais suport\u00e1veis as feridas do desenraizamento e da separa\u00e7\u00e3o, talvez com a rec\u00f4ndita esperan\u00e7a de um futuro regresso \u00e0 terra de origem. Por isso, f\u00e9 e esperan\u00e7a enchem muitas vezes a bagagem daqueles que emigram, cientes de que, com elas, \u00abpodemos enfrentar o nosso tempo presente: o presente, ainda que custoso, pode ser vivido e aceite, se levar a uma meta e se pudermos estar seguros desta meta, se esta meta for t\u00e3o grande que justifique a canseira do caminho\u00bb (Enc. Spe salvi, 1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No vasto campo das migra\u00e7\u00f5es, a solicitude materna da Igreja estende-se em diversas dire\u00e7\u00f5es. Por um lado a sua solicitude contempla as migra\u00e7\u00f5es sob o perfil dominante da pobreza e do sofrimento que muitas vezes produz dramas e trag\u00e9dias, intervindo l\u00e1 com a\u00e7\u00f5es concretas de socorro que visam resolver as numerosas emerg\u00eancias, gra\u00e7as \u00e0 generosa dedica\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos e de grupos, associa\u00e7\u00f5es de voluntariado e movimentos, organismos paroquiais e diocesanos, em colabora\u00e7\u00e3o com todas as pessoas de boa vontade. E, por outro, a Igreja n\u00e3o deixa de evidenciar tamb\u00e9m os aspectos positivos, as potencialidades de bem e os recursos de que as migra\u00e7\u00f5es s\u00e3o portadoras; e, nesta dire\u00e7\u00e3o, ganham corpo as interven\u00e7\u00f5es de acolhimento que favorecem e acompanham uma inser\u00e7\u00e3o integral dos migrantes, requerentes de asilo e refugiados no novo contexto sociocultural, sem descuidar a dimens\u00e3o religiosa, essencial para a vida de cada pessoa. Ora a Igreja, pela pr\u00f3pria miss\u00e3o que lhe foi confiada por Cristo, \u00e9 chamada a prestar particular aten\u00e7\u00e3o e solicitude precisamente a esta dimens\u00e3o: ela constitui o seu dever mais importante e espec\u00edfico. Visto que os fi\u00e9is crist\u00e3os prov\u00eam das v\u00e1rias partes do mundo, a solicitude pela dimens\u00e3o religiosa engloba tamb\u00e9m o di\u00e1logo ecum\u00e9nico e a aten\u00e7\u00e3o \u00e0s novas comunidades; ao passo que, para os fi\u00e9is cat\u00f3licos, se traduz, entre outras coisas, na cria\u00e7\u00e3o de novas estruturas pastorais e na valoriza\u00e7\u00e3o dos diversos ritos, at\u00e9 se chegar \u00e0 plena participa\u00e7\u00e3o na vida da comunidade eclesial local. Entretanto, a promo\u00e7\u00e3o humana caminha lado a lado com a comunh\u00e3o espiritual, que abre os caminhos \u00aba uma aut\u00eantica e renovada convers\u00e3o ao Senhor, \u00fanico Salvador do mundo\u00bb (Carta ap. Porta fidei, 6). \u00c9 sempre um dom precioso tudo aquilo que a Igreja proporciona visando conduzir ao encontro de Cristo, que abre para uma esperan\u00e7a s\u00f3lida e cred\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Igreja e as diversas realidades que nela se inspiram s\u00e3o chamadas a evitar o risco do mero assistencialismo na sua rela\u00e7\u00e3o com os migrantes e refugiados, procurando favorecer a aut\u00eantica integra\u00e7\u00e3o numa sociedade onde todos sejam membros activos e respons\u00e1veis pelo bem-estar do outro, prestando generosamente as suas contribui\u00e7\u00f5es originais, com pleno direito de cidadania e participa\u00e7\u00e3o nos mesmos direitos e deveres. Aqueles que emigram trazem consigo sentimentos de confian\u00e7a e de esperan\u00e7a que animam e alentam a procura de melhores oportunidades de vida; mas eles n\u00e3o procuram apenas a melhoria da sua condi\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, social ou pol\u00edtica. \u00c9 verdade que a viagem migrat\u00f3ria muitas vezes inicia com o medo, sobretudo quando persegui\u00e7\u00f5es e viol\u00eancias obrigam a fugir, com o trauma de abandonar os familiares e os bens que, em certa medida, asseguravam a sobreviv\u00eancia; e, todavia, o sofrimento, as enormes perdas e \u00e0s vezes um sentido de aliena\u00e7\u00e3o diante do futuro incerto n\u00e3o destroem o sonho de reconstruir, com esperan\u00e7a e coragem, a vida num pa\u00eds estrangeiro. Na verdade, aqueles que emigram nutrem a confian\u00e7a de encontrar acolhimento, obter ajuda solid\u00e1ria e entrar em contato com pessoas que, compreendendo as contrariedades e a trag\u00e9dia dos seus semelhantes e tamb\u00e9m reconhecendo os valores e recursos de que eles s\u00e3o portadores, estejam dispostas a compartilhar humanidade e bens materiais com quem \u00e9 necessitado e desfavorecido. Na realidade, \u00e9 preciso reafirmar que \u00aba solidariedade universal \u00e9 para n\u00f3s um facto e um benef\u00edcio, mas tamb\u00e9m um dever\u00bb (Enc. Caritas in veritate, 43). E assim, a par das dificuldades, os migrantes e refugiados podem experimentar tamb\u00e9m rela\u00e7\u00f5es novas e hospitaleiras que os encorajem a contribuir para o bem-estar dos pa\u00edses de chegada com suas compet\u00eancias profissionais, o seu patrim\u00f3nio sociocultural e tamb\u00e9m com o seu testemunho de f\u00e9, que muitas vezes d\u00e1 impulso \u00e0s comunidades de antiga tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, encoraja a encontrar Cristo e convida a conhecer a Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 verdade que cada Estado tem o direito de regular os fluxos migrat\u00f3rios e implementar pol\u00edticas ditadas pelas exig\u00eancias gerais do bem comum, mas assegurando sempre o respeito pela dignidade de cada pessoa. O direito que a pessoa tem de emigrar \u2013 como recorda o n\u00famero 65 da Constitui\u00e7\u00e3o conciliar Gaudium et spes \u2013 conta-se entre os direitos humanos fundamentais, com faculdade de cada um se estabelecer onde cr\u00ea mais oportuno para uma melhor realiza\u00e7\u00e3o das suas capacidades e aspira\u00e7\u00f5es e dos seus projetos. No contexto sociopol\u00edtico atual, por\u00e9m, ainda antes do direito a emigrar h\u00e1 que reafirmar o direito a n\u00e3o emigrar, isto \u00e9, a ter condi\u00e7\u00f5es para permanecer na pr\u00f3pria terra, podendo repetir, com o Beato Jo\u00e3o Paulo II, que \u00abo direito primeiro do homem \u00e9 viver na pr\u00f3pria p\u00e1tria. Este direito, entretanto, s\u00f3 se torna efetivo se se t\u00eam sob controle os fatores que impelem \u00e0 emigra\u00e7\u00e3o (Discurso ao IV Congresso Mundial das Migra\u00e7\u00f5es, 9 de Outubro de 1998). De facto, hoje vemos que muitas migra\u00e7\u00f5es s\u00e3o consequ\u00eancia da precariedade econ\u00f3mica, da car\u00eancia dos bens essenciais, de calamidades naturais, de guerras e desordens sociais. Ent\u00e3o emigrar, em vez de uma peregrina\u00e7\u00e3o animada pela confian\u00e7a, pela f\u00e9 e a esperan\u00e7a, torna-se um \u00abcalv\u00e1rio\u00bb de sobreviv\u00eancia, onde homens e mulheres resultam mais v\u00edtimas do que autores e respons\u00e1veis das suas vicissitudes de migrante. Assim, enquanto h\u00e1 migrantes que alcan\u00e7am uma boa posi\u00e7\u00e3o e vivem com dignidade e adequada integra\u00e7\u00e3o num ambiente de acolhimento, existem muitos outros que vivem em condi\u00e7\u00f5es de marginalidade e, por vezes, de explora\u00e7\u00e3o e priva\u00e7\u00e3o dos direitos humanos fundamentais, ou at\u00e9 assumem comportamentos danosos para a sociedade onde vivem. O caminho da integra\u00e7\u00e3o compreende direitos e deveres, solicitude e cuidado pelos migrantes para que levem uma vida decorosa, mas sup\u00f5e tamb\u00e9m a aten\u00e7\u00e3o dos migrantes aos valores que lhes proporciona a sociedade onde se inserem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A este respeito, n\u00e3o podemos esquecer a quest\u00e3o da imigra\u00e7\u00e3o ilegal, que se torna ainda mais impelente nos casos em que esta se configura como tr\u00e1fico e explora\u00e7\u00e3o de pessoas, com maior risco para as mulheres e crian\u00e7as. Tais delitos h\u00e3o-de ser decididamente condenados e punidos, ao mesmo tempo que uma gest\u00e3o regulamentada dos fluxos migrat\u00f3rios \u2013 que n\u00e3o se reduza ao encerramento herm\u00e9tico das fronteiras, ao agravamento das san\u00e7\u00f5es contra os ilegais e \u00e0 adop\u00e7\u00e3o de medidas que desencorajem novos ingressos \u2013 poderia pelo menos limitar o perigo de muitos migrantes acabarem v\u00edtimas dos referidos tr\u00e1ficos. Na verdade, hoje mais do que nunca s\u00e3o oportunas interven\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas e multilaterais para o desenvolvimento dos pa\u00edses de origem, medidas eficazes para erradicar o tr\u00e1fico de pessoas, programas org\u00e2nicos dos fluxos de entrada legal, maior disponibilidade para considerar os casos individuais que requerem interven\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria bem como de asilo pol\u00edtico. As normativas adequadas devem estar associadas com uma paciente e constante a\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o da mentalidade e das consci\u00eancias. Em tudo isto, \u00e9 importante refor\u00e7ar e desenvolver as rela\u00e7\u00f5es de bom entendimento e coopera\u00e7\u00e3o entre realidades eclesiais e institucionais que est\u00e3o ao servi\u00e7o do desenvolvimento integral da pessoa humana. Na perspectiva crist\u00e3, o compromisso social e humanit\u00e1rio recebe for\u00e7a da fidelidade ao Evangelho, com a consci\u00eancia de que \u00abaquele que segue Cristo, o homem perfeito, torna-se mais homem\u00bb (Gaudium et spes, 41).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s migrantes, oxal\u00e1 esta Jornada Mundial vos ajude a renovar a confian\u00e7a e a esperan\u00e7a no Senhor, que est\u00e1 sempre junto de v\u00f3s! N\u00e3o percais ocasi\u00e3o de encontr\u00e1-Lo e reconhecer o seu rosto nos gestos de bondade que recebeis ao longo da vossa peregrina\u00e7\u00e3o de migrantes. Alegrai-vos porque o Senhor est\u00e1 ao vosso lado e, com Ele, podereis superar obst\u00e1culos e dificuldades, valorizando os testemunhos de abertura e acolhimento que muitos vos oferecem. Na verdade, \u00aba vida \u00e9 como uma viagem no mar da hist\u00f3ria, com frequ\u00eancia enevoada e tempestuosa, uma viagem na qual perscrutamos os astros que nos indicam a rota. As verdadeiras estrelas da nossa vida s\u00e3o as pessoas que souberam viver com retid\u00e3o. Elas s\u00e3o luzes de esperan\u00e7a. Certamente, Jesus Cristo \u00e9 a luz por antonom\u00e1sia, o sol erguido sobre todas as trevas da hist\u00f3ria. Mas, para chegar at\u00e9 Ele, precisamos tamb\u00e9m de luzes vizinhas, de pessoas que d\u00e3o luz recebida da luz d&#8217;Ele e oferecem, assim, orienta\u00e7\u00e3o para a nossa travessia\u00bb (Enc. Spe salvi, 49). Confio cada um de v\u00f3s \u00e0 Bem-aventurada Virgem Maria, sinal de consola\u00e7\u00e3o e segura esperan\u00e7a, \u00abestrela do caminho\u00bb, que nos acompanha com a sua materna presen\u00e7a em cada momento da vida, e, com afeto, a todos concedo a B\u00ean\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Vaticano, 12 de Outubro de 2012.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Sala de Imprensa da Santa S\u00e9 divulgou na manh\u00e3 de sexta-feira, 26 de outubro, a Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2013. O tema da Mensagem \u00e9: \u201cMigra\u00e7\u00f5es: peregrina\u00e7\u00e3o de f\u00e9 e de esperan\u00e7a\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":20310,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[916,766],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/20309"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=20309"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/20309\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/20310"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=20309"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=20309"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=20309"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}