{"id":20350,"date":"2017-01-15T00:00:00","date_gmt":"2017-01-15T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/mensagem-papa-dia-mundial-do-migrante-2017\/"},"modified":"2017-01-15T00:00:00","modified_gmt":"2017-01-15T02:00:00","slug":"mensagem-papa-dia-mundial-do-migrante-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/mensagem-papa-dia-mundial-do-migrante-2017\/","title":{"rendered":"Mensagem do papa para o Dia Mundial do Migrante recorda vulnerabilidade de crian\u00e7as e adolescentes"},"content":{"rendered":"<p>Para Francisco:\u00a0<span style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">migra\u00e7\u00f5es assumem cada vez mais as dimens\u00f5es de um problema mundial dram\u00e1tico<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Celebra-se neste\u00a0domingo, dia 15,\u00a0o 103\u00ba Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. Para a ocasi\u00e3o, o papa Francisco escreveu uma mensagem na qual prop\u00f5e a reflex\u00e3o sobre os &#8220;Migrantes menores de idade, vulner\u00e1veis e sem voz&#8221;.\u00a0&#8220;P<span style=\"font-size: 12.16px\">or ocasi\u00e3o da ocorr\u00eancia anual do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, sinto o dever de chamar a aten\u00e7\u00e3o para a realidade dos migrantes menores de idade, especialmente os deixados sozinhos, pedindo a todos para cuidarem das crian\u00e7as que s\u00e3o tr\u00eas vezes mais vulner\u00e1veis \u2013 porque de menor idade, porque estrangeiras e porque indefesas \u2013 quando, por v\u00e1rios motivos, s\u00e3o for\u00e7adas a viver longe da sua terra natal e separadas do carinho familiar&#8221;, explica o papa.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12.16px\">Francisco salienta que\u00a0<\/span><span style=\"font-size: 12.16px\"><span style=\"font-size: 12.16px\">as migra\u00e7\u00f5es na atualidade deixaram de ser um fen\u00f4meno limitado a algumas \u00e1reas do planeta, para tocar todos os continentes, &#8220;assumindo cada vez mais as dimens\u00f5es de um problema mundial dram\u00e1tico&#8221;. Para responder a esta realidade, o papa aponta para\u00a0dois\u00a0passos principais.\u00a0\u00c9 preciso tomar consci\u00eancia de que a migra\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, e\u00a0<\/span><span style=\"font-size: 12.16px\">apostar na prote\u00e7\u00e3o, na integra\u00e7\u00e3o e em solu\u00e7\u00f5es duradouras.<\/span><\/span><\/p>\n<h5 style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12.16px\"><span style=\"font-size: 12.16px\">Com\u00a0fotos de <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nc-sa\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a9ACNURS\/Baldwin<\/a> e\u00a0UNHCR<\/span><\/span><\/h5>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12.16px\">Leia a mensagem na \u00edntegra:<\/span><\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px\">\u00a0<\/p>\n<h1 style=\"font-size: 12.16px;text-align: center\">MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO\u00a0<\/h1>\n<h1 style=\"font-size: 12.16px;text-align: center\">PARA O DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO 2017<\/h1>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: center\"><strong><em>[15 de janeiro de 2017]<\/em><\/strong><\/p>\n<h2 style=\"font-size: 12.16px;text-align: center\"><em>&#8220;Migrantes menores de idade, vulner\u00e1veis e sem voz&#8221;<\/em><\/h2>\n<p style=\"font-size: 12.16px\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s!<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">\u00abQuem receber um destes meninos em meu nome \u00e9 a Mim que recebe; e quem Me receber, n\u00e3o Me recebe a Mim, mas \u00c0quele que Me enviou\u00bb (Mc 9, 37; cf. Mt 18, 5; Lc 9, 48; Jo 13, 20). Com estas palavras, os evangelistas recordam \u00e0 comunidade crist\u00e3 um ensinamento de Jesus que \u00e9 entusiasmador, mas, ao mesmo tempo, muito empenhativo. De fato, estas palavras tra\u00e7am o caminho seguro que na din\u00e2mica do acolhimento, partindo dos mais pequeninos e passando pelo Salvador, conduz at\u00e9 Deus. Assim o acolhimento \u00e9, precisamente, condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para se concretizar este itiner\u00e1rio: Deus fez-Se um de n\u00f3s, em Jesus fez-Se menino e a abertura a Deus na f\u00e9, que alimenta a esperan\u00e7a, manifesta-se na proximidade amorosa aos mais pequeninos e mais fr\u00e1geis. Caridade, f\u00e9 e esperan\u00e7a: est\u00e3o todas presentes nas obras de miseric\u00f3rdia, tanto espirituais como corporais, que redescobrimos durante o recente Jubileu Extraordin\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Mas os evangelistas det\u00eam-se tamb\u00e9m sobre a responsabilidade de quem vai contra a miseric\u00f3rdia: \u00abSe algu\u00e9m escandalizar um destes pequeninos que creem em Mim, seria prefer\u00edvel que lhe suspendessem no pesco\u00e7o a m\u00f3 de um moinho e o lan\u00e7assem nas profundezas do mar\u00bb (Mt 18, 6; cf. Mc 9, 42; Lc 17, 2). Como n\u00e3o pensar a esta severa advert\u00eancia quando consideramos a explora\u00e7\u00e3o feita por pessoas sem escr\u00fapulos a dano de tantas meninas e tantos meninos encaminhados para a prostitui\u00e7\u00e3o ou sorvidos no giro da pornografia, feito escravos do trabalho infantil ou alistados como soldados, envolvidos em tr\u00e1fico de drogas e outras formas de delinqu\u00eancia, for\u00e7ados por conflitos e persegui\u00e7\u00f5es a fugir, com o risco de se encontrarem sozinhos e abandonados?<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Assim, por ocasi\u00e3o da ocorr\u00eancia anual do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, sinto o dever de chamar a aten\u00e7\u00e3o para a realidade dos migrantes menores de idade, especialmente os deixados sozinhos, pedindo a todos para cuidarem das crian\u00e7as que s\u00e3o tr\u00eas vezes mais vulner\u00e1veis \u2013 porque de menor idade, porque estrangeiras e porque indefesas \u2013 quando, por v\u00e1rios motivos, s\u00e3o for\u00e7adas a viver longe da sua terra natal e separadas do carinho familiar.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Hoje, as migra\u00e7\u00f5es deixaram de ser um fen\u00f4meno limitado a algumas \u00e1reas do planeta, para tocar todos os continentes, assumindo cada vez mais as dimens\u00f5es de um problema mundial dram\u00e1tico.\u00a0N\u00e3o se trata apenas de pessoas \u00e0 procura de um trabalho digno ou de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, mas tamb\u00e9m de homens e mulheres, idosos e crian\u00e7as, que s\u00e3o for\u00e7ados a abandonar as suas casas com a esperan\u00e7a de se salvar e encontrar paz e seguran\u00e7a noutro lugar. E as crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o os primeiros a pagar o pre\u00e7o oneroso da emigra\u00e7\u00e3o, provocada quase sempre pela viol\u00eancia, a mis\u00e9ria e as condi\u00e7\u00f5es ambientais, fatores estes a que se associa tamb\u00e9m a globaliza\u00e7\u00e3o nos seus aspetos negativos. A corrida desenfreada ao lucro r\u00e1pido e f\u00e1cil traz consigo tamb\u00e9m a propaga\u00e7\u00e3o de chagas aberrantes como o tr\u00e1fico de crian\u00e7as, a explora\u00e7\u00e3o e o abuso de menores e, em geral, a priva\u00e7\u00e3o dos direitos inerentes \u00e0 inf\u00e2ncia garantidos pela Conven\u00e7\u00e3o Internacional sobre os Direitos da Inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Pela sua delicadeza particular, a idade infantil tem necessidades \u00fanicas e irrenunci\u00e1veis. Em primeiro lugar, o direito a um ambiente familiar saud\u00e1vel e protegido, onde possam crescer sob a guia e o exemplo de um pai e de uma m\u00e3e; em seguida, o direito-dever de receber uma educa\u00e7\u00e3o adequada, principalmente na fam\u00edlia e tamb\u00e9m na escola, onde as crian\u00e7as possam crescer como pessoas e protagonistas do seu futuro pr\u00f3prio e da respectiva na\u00e7\u00e3o. De fato, em muitas partes do mundo, ler, escrever e fazer os c\u00e1lculos mais elementares ainda \u00e9 um privil\u00e9gio de poucos. Al\u00e9m disso, todos as crian\u00e7as t\u00eam direito de brincar e fazer atividades recreativas; em suma, t\u00eam direito a ser crian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Ora, entre os migrantes, as crian\u00e7as constituem o grupo mais vulner\u00e1vel, porque, enquanto assomam \u00e0 vida, s\u00e3o invis\u00edveis e sem voz: a precariedade priva-as de documentos, escondendo-as aos olhos do mundo; a aus\u00eancia de adultos, que as acompanhem, impede que a sua voz se erga e fa\u00e7a ouvir. Assim, os menores migrantes acabam facilmente nos n\u00edveis mais baixos da degrada\u00e7\u00e3o humana, onde a ilegalidade e a viol\u00eancia queimam numa \u00fanica chama o futuro de in\u00fameros inocentes, enquanto a rede do abuso de menores \u00e9 dif\u00edcil de romper.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Como responder a esta realidade?<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Em primeiro lugar, tornando-se consciente de que o fen\u00f4meno migrat\u00f3rio n\u00e3o \u00e9 alheio \u00e0 hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o; pelo contr\u00e1rio, faz parte dela. Relacionado com ele est\u00e1 um mandamento de Deus: \u00abN\u00e3o usar\u00e1s de viol\u00eancia contra o estrangeiro residente nem o oprimir\u00e1s, porque foste estrangeiro residente na terra do Egito\u00bb (Ex 22, 20); \u00abamar\u00e1s o estrangeiro, porque foste estrangeiro na terra do Egito\u00bb (Dt 10, 19). Este fen\u00f4meno constitui um sinal dos tempos, um sinal que fala da obra providencial de Deus na hist\u00f3ria e na comunidade humana tendo em vista a comunh\u00e3o universal. Embora sem ignorar as problem\u00e1ticas e, frequentemente, os dramas e as trag\u00e9dias das migra\u00e7\u00f5es, bem como as dificuldades ligadas com o acolhimento digno destas pessoas, a Igreja encoraja a reconhecer o des\u00edgnio de Deus tamb\u00e9m neste fen\u00f4meno, com a certeza de que ningu\u00e9m \u00e9 estrangeiro na comunidade crist\u00e3, que abra\u00e7a \u00abtodas as na\u00e7\u00f5es, tribos, povos e l\u00edngua\u00bb (Ap 7, 9). Cada um \u00e9 precioso \u2013 as pessoas s\u00e3o mais importantes do que as coisas \u2013 e o valor de cada institui\u00e7\u00e3o mede-se pelo modo como trata a vida e a dignidade do ser humano, sobretudo em condi\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade, como no caso dos migrantes menores de idade.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso apostar na prote\u00e7\u00e3o, na integra\u00e7\u00e3o e em solu\u00e7\u00f5es duradouras.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Em primeiro lugar, trata-se de adotar todas as medidas poss\u00edveis para garantir prote\u00e7\u00e3o e defesa aos menores migrantes, porque estes, \u00abcom frequ\u00eancia, acabam na estrada deixados a si mesmos e \u00e0 merc\u00ea de exploradores sem escr\u00fapulos que, muitas vezes, os transformam em objeto de viol\u00eancia f\u00edsica, moral e sexual\u00bb (Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2008).<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Ali\u00e1s a linha divis\u00f3ria entre migra\u00e7\u00e3o e tr\u00e1fico pode tornar-se \u00e0s vezes muito sutil. H\u00e1 muitos fatores que contribuem para criar um estado de vulnerabilidade nos migrantes, especialmente nos menores: a indig\u00eancia e a falta de meios de sobreviv\u00eancia \u2013 a que se v\u00eam juntar expectativas irreais inculcadas pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o \u2013; o baixo n\u00edvel de alfabetiza\u00e7\u00e3o; o desconhecimento das leis, da cultura e, frequentemente, da l\u00edngua dos pa\u00edses que os acolhem. Tudo isto os torna, f\u00edsica e psicologicamente, dependentes. Mas o incentivo mais forte para a explora\u00e7\u00e3o e o abuso das crian\u00e7as \u00e9 a demanda. Se n\u00e3o se encontra um modo de intervir com maior rigor e efic\u00e1cia contra os exploradores, n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel acabar com as in\u00fameras formas de escravid\u00e3o de que s\u00e3o v\u00edtimas as crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Por isso, \u00e9 preciso que os imigrantes, precisamente para o bem dos seus filhos, colaborem sempre mais estreitamente com as comunidades que os recebem. Olhamos, com muita gratid\u00e3o, para os organismos e institui\u00e7\u00f5es, eclesiais e civis, que, com grande esfor\u00e7o, oferecem tempo e recursos para proteger as crian\u00e7as e adolescentes das mais variadas formas de abuso. \u00c9 importante que se implementem colabora\u00e7\u00f5es cada vez mais eficazes e incisivas, fundadas n\u00e3o s\u00f3 na troca de informa\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m no fortalecimento de redes capazes de assegurar interven\u00e7\u00f5es tempestivas e capilares. Isto sem subestimar que a for\u00e7a extraordin\u00e1ria das comunidades eclesiais se revela, sobretudo, quando h\u00e1 unidade de ora\u00e7\u00e3o e comunh\u00e3o na fraternidade.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Em segundo lugar, \u00e9 preciso trabalhar pela integra\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e adolescentes migrantes. Eles dependem em tudo da comunidade dos adultos e, com muita frequ\u00eancia, a escassez de recursos financeiros torna-se impedimento \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de adequadas pol\u00edticas de acolhimento, assist\u00eancia e inclus\u00e3o. Consequentemente, em vez de favorecer a inser\u00e7\u00e3o social dos menores migrantes, ou programas de repatriamento seguro e assistido, procura-se apenas impedir a sua entrada, favorecendo assim o recurso a redes ilegais; ou ent\u00e3o, s\u00e3o reenviados para o seu pa\u00eds de origem, sem antes se assegurar de que tal corresponda a seu \u00abinteresse superior\u00bb efetivo.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">A condi\u00e7\u00e3o dos migrantes menores de idade \u00e9 ainda mais grave quando se encontram em situa\u00e7\u00e3o irregular ou quando est\u00e3o ao servi\u00e7o da criminalidade organizada. Nestes casos, veem-se muitas vezes destinados a centros de deten\u00e7\u00e3o. De fato, n\u00e3o \u00e9 raro acabarem presos e, por n\u00e3o terem dinheiro para pagar a fian\u00e7a ou a viagem de regresso, podem ficar reclusos por longos per\u00edodos, expostos a abusos e viol\u00eancias de v\u00e1rio g\u00e9nero. Em tais casos, o direito de os Estados gerirem os fluxos migrat\u00f3rios e salvaguardarem o bem comum nacional deve conjugar-se com o dever de resolver e regularizar a posi\u00e7\u00e3o dos migrantes menores de idade, no pleno respeito da sua dignidade e procurando ir ao encontro das suas exig\u00eancias, quando est\u00e3o sozinhos, mas tamb\u00e9m das exig\u00eancias de seus pais, para bem de todo o n\u00facleo familiar.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Fundamental \u00e9 ainda a ado\u00e7\u00e3o de procedimentos nacionais adequados e de planos de coopera\u00e7\u00e3o concordados entre os pa\u00edses de origem e de acolhimento, tendo em vista a elimina\u00e7\u00e3o das causas da emigra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada dos menores de idade.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Em terceiro lugar, dirijo a todos um sentido apelo para que se busquem e adotem solu\u00e7\u00f5es duradouras. Tratando-se de um fen\u00f3meno complexo, a quest\u00e3o dos migrantes menores de idade deve ser enfrentada na raiz. Guerras, viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos, corrup\u00e7\u00e3o, pobreza, desequil\u00edbrios e desastres ambientais fazem parte das causas do problema. As crian\u00e7as s\u00e3o as primeiras a sofrer com isso, suportando \u00e0s vezes torturas e viol\u00eancias corporais, juntamente com as morais e ps\u00edquicas, deixando nelas marcas quase sempre indel\u00e9veis.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Por isso, \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio enfrentar, nos pa\u00edses de origem, as causas que provocam as migra\u00e7\u00f5es. Isto requer, como primeiro passo, o esfor\u00e7o de toda a Comunidade Internacional para extinguir os conflitos e as viol\u00eancias que constringem as pessoas a fugir. Al\u00e9m disso, imp\u00f5e-se uma vis\u00e3o clarividente, capaz de prever programas adequados para as \u00e1reas atingidas pelas mais graves injusti\u00e7as e instabilidades, para que se garanta a todos o acesso ao aut\u00eantico desenvolvimento que promova o bem de meninos e meninas, esperan\u00e7a da humanidade.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Por fim, desejo dirigir-vos uma palavra, a v\u00f3s que caminhais ao lado de crian\u00e7as e adolescentes pelas vias da emigra\u00e7\u00e3o: eles precisam da vossa ajuda preciosa; e tamb\u00e9m a Igreja tem necessidade de v\u00f3s e apoia-vos no servi\u00e7o generoso que prestais. N\u00e3o vos canseis de viver, com coragem, o bom testemunho do Evangelho, que vos chama a reconhecer e acolher o Senhor Jesus presente nos pequenos e vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Confio todos as crian\u00e7as e adolescentes migrantes, as suas fam\u00edlias, as suas comunidades, e v\u00f3s que os seguis de perto \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9, para que vele sobre cada um e a todos acompanhe no caminho; e, \u00e0 minha ora\u00e7\u00e3o, uno a B\u00ean\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: justify\">Cidade do Vaticano, 8 de setembro de 2016.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px;text-align: center\"><em><strong>FRANCISCO<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"font-size: 12.16px\">\u00a0<\/p>\n<h5 style=\"font-size: 12.16px\">Mensagem com adapta\u00e7\u00f5es &#8211; Instituto Migra\u00e7\u00f5es e Direitos Humanos (IMDH)<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para Francisco:\u00a0migra\u00e7\u00f5es assumem cada vez mais as dimens\u00f5es de um problema mundial dram\u00e1tico<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":20351,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[916,766],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/20350"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=20350"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/20350\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/20351"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=20350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=20350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=20350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}