{"id":20360,"date":"2010-11-23T00:00:00","date_gmt":"2010-11-23T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/setor-mobilidade-humana-participa-de-semana-sobre-projetos-para-reintegracao-de-migrantes-retornados-na-belgica\/"},"modified":"2010-11-23T00:00:00","modified_gmt":"2010-11-23T02:00:00","slug":"setor-mobilidade-humana-participa-de-semana-sobre-projetos-para-reintegracao-de-migrantes-retornados-na-belgica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/setor-mobilidade-humana-participa-de-semana-sobre-projetos-para-reintegracao-de-migrantes-retornados-na-belgica\/","title":{"rendered":"Setor Mobilidade Humana participa de semana sobre projetos para reintegra\u00e7\u00e3o de migrantes retornados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O Setor Mobilidade Humana da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), representado pela assessora irm\u00e3 Rosita Milesi, participou em Bruxelas, B\u00e9lgica, entre os dias 14 e 20, da Semana dos Parceiros do Projeto de Reintegra\u00e7\u00e3o de Migrantes Retornados. O evento foi realizado pela C\u00e1ritas Internacional da B\u00e9lgica e reuniu entidades de 14 pa\u00edses, com os quais mant\u00e9m um programa de apoio aos retornados.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De acordo com irm\u00e3 Rosita, a C\u00e1ritas B\u00e9lgica desenvolve dois programas de apoio a retornados. \u201cUm aberto a todos os pa\u00edses e outro voltado aos pa\u00edses de maior incid\u00eancia de migrantes que retornam\u201d. Os pa\u00edses de maior incid\u00eancia s\u00e3o: Arm\u00eania, B\u00f3snia, Brasil, Camar\u00f5es, Equador, Ge\u00f3rgia, Guin\u00e9 Conacri, Kosovo, India, Mong\u00f3lia, Nepal, Senegal, Togo e Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Durante o encontro, foi discutida orienta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e procedimentos a serem seguidos por exig\u00eancia dos financiadores dos projetos. Irm\u00e3 Rosita comentou que o encontro possibilitou troca de experi\u00eancias entre as v\u00e1rias entidades participantes que atuam na \u00e1rea de reintegra\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia aos migrantes. \u201cO interc\u00e2mbio de experi\u00eancias foi importante, pois tivemos conhecemos as v\u00e1rias entidades que atuam na \u00e1rea, bem como suas caracter\u00edsticas culturais e maiores necessidades\u201d, sublinhou a irm\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os projetos trabalham com benef\u00edcios diretos aos migrantes e retornados. Irm\u00e3 Rosita diz que eles recebem uma pequena quantia em dinheiro para as despesas de viagem e, em muitos casos, dentro de determinados crit\u00e9rios de vulnerabilidade ou de reintegra\u00e7\u00e3o, podem obter recursos para montar, no pa\u00eds de origem, um projeto de gera\u00e7\u00e3o de renda. Nos casos citados, as entidades de refer\u00eancia nacional devem dar-lhes suporte, orienta\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia na realiza\u00e7\u00e3o dos projetos, sejam de assist\u00eancia M\u00e9dica, de gera\u00e7\u00e3o de renda e reintegra\u00e7\u00e3o no pa\u00eds para onde retornaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Apoio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os migrantes apoiados pelo Programa da C\u00e1ritas Internacional da B\u00e9lgica, por regi\u00e3o, comp\u00f5em o seguinte dado: 38% s\u00e3o migrantes retornados \u00e0 Am\u00e9rica Latina, 22% retornados \u00e0 \u00c1sia, 16% aos B\u00e1lc\u00e3s, 13% \u00e0 \u00c1frica, 9% \u00e0 Europa do Leste e 2% ao Oriente M\u00e9dio.\u00a0 Dos 38% que retornam \u00e0 Am\u00e9rica Latina, 90% s\u00e3o brasileiros e apenas 10% equatorianos (o Projeto s\u00f3 abrange Brasil e Equador).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No primeiro semestre de 2010, entre os 10 pa\u00edses nos quais a C\u00e1ritas apoiou retornados com recursos para o desenvolvimento de um projeto de gera\u00e7\u00e3o de renda, constam: Brasil (32,6%), Kosovo (10,8%), Arm\u00eania (10%), seguidos, com menor n\u00famero, por S\u00e9rvia, Ge\u00f3rgia, Mong\u00f3lia, Ucr\u00e2nia, Maced\u00f4nia, B\u00f3snia, Equador e Nepal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A assessora do Setor Mobilidade Humana, destaca ainda os principais desafios enfrentados pelos migrantes e a motiva\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses que apoiam projetos de retorno ao pa\u00eds de origem.\u00a0 \u201c\u00c9 uma constante, indiscutivelmente, o sacrif\u00edcio que fazem estes migrantes, os riscos que correm, os pesados trabalhos que realizam no pa\u00eds de destino para obter e enviar algum recurso ou pequena economia a suas fam\u00edlias. Quando isto se torna imposs\u00edvel, por n\u00e3o conseguirem trabalho ou porque os empregadores aproveitam a situa\u00e7\u00e3o de indocumentados para explor\u00e1-los e para negar-lhes o devido pagamento pelo trabalho feito, ou, ainda, por perderem o emprego em fun\u00e7\u00e3o da \u201calegada\u201d crise econ\u00f4mica, os emigrantes recorrem \u00e0s entidades que se disp\u00f5em a apoi\u00e1-los para retornarem aos seus pa\u00edses. N\u00e3o \u00e9 de ignorar, este contexto, o interesse dos governos dos pa\u00edses de forte imigra\u00e7\u00e3o em apoiar muito facilmente os projetos de apoio aos que retornam, porquanto significam estimular tal retorno ou mesmo devolver os migrantes aos seus pa\u00edses de origem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Novos fluxos migrat\u00f3rios<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo o coordenador geral de imigra\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (TEM) Paulo S\u00e9rgio de Almeida, que acaba de instalar em S\u00e3o Paulo (SP) um centro de refer\u00eancia para retornados, muitos brasileiros migraram para o Jap\u00e3o nos \u00faltimos 20 anos e hoje h\u00e1 uma grande comunidade brasileira naquele pa\u00eds. Hoje, por\u00e9m, esse quadro est\u00e1 se revertendo. Segundo dados do governo japon\u00eas, entre outubro de 2008 e mar\u00e7o de 2010, cerca de 80 mil trabalhadores brasileiros retornaram do Jap\u00e3o. Irm\u00e3 Rosita explica que, \u201cquando dificuldades surgem principalmente no campo laboral e econ\u00f4mico, em geral, os primeiros atingidos s\u00e3o os migrantes\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outros fluxos s\u00e3o marcantes em algumas regi\u00f5es do Brasil, como, por exemplo, em Governador Valadares (MG), que o retorno dos Estados Unidos, seja pela deporta\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o admiss\u00e3o, como tamb\u00e9m pelo retorno \u201cvolunt\u00e1rio\u201d de muitos face \u00e0s dificuldades que enfrentam, o medo dos controles migrat\u00f3rios, a desvaloriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar que reduziu suas possibilidades de garantir a poupan\u00e7a de algum recurso para si e para suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No Brasil, o Instituto Migra\u00e7\u00f5es e Direitos Humanos (IMDH), das Irm\u00e3s Scalabrinianas, com o apoio tamb\u00e9m do Setor Mobilidade Humana, da CNBB, \u00e9 a entidade de refer\u00eancia para a assist\u00eancia e orienta\u00e7\u00e3o aos retornados e para a concretiza\u00e7\u00e3o dos projetos de gera\u00e7\u00e3o de renda e reintegra\u00e7\u00e3o assim que retornam ao pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Setor Mobilidade Humana da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), representado pela assessora irm\u00e3 Rosita Milesi, participou em Bruxelas, B\u00e9lgica, entre os dias 14 e 20, da Semana dos Parceiros do Projeto de Reintegra\u00e7\u00e3o de Migrantes Retornados. 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