{"id":20517,"date":"2009-11-17T00:00:00","date_gmt":"2009-11-17T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/migrantes-e-refugiados\/"},"modified":"2009-11-17T00:00:00","modified_gmt":"2009-11-17T02:00:00","slug":"migrantes-e-refugiados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/migrantes-e-refugiados\/","title":{"rendered":"Migrantes e refugiados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\u201cA caridade de Cristo para com os migrantes nos estimula (cf. 2Cor\u00edntios 5,14) a tratar sempre de novo seus problemas que, agora, dizem respeito ao mundo<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">inteiro. De fato, praticamente todos os pa\u00edses, por um lado ou por outro, confrontam-se hoje com o irromper do fen\u00f4meno das migra\u00e7\u00f5es na vida social, econ\u00f4mica, pol\u00edtica e religiosa, um fen\u00f4meno que sempre mais vai assumindo uma configura\u00e7\u00e3o permanente e estrutural\u201d. Assim se abre a Instru\u00e7\u00e3o A caridade de Cristo para com os Migrantes do Pontif\u00edcio Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Bento XVI, na enc\u00edclica social A Caridade na Verdade, n\u00b0 62, pede aos fi\u00e9is aten\u00e7\u00e3o ao fen\u00f4meno \u00e0s migra\u00e7\u00f5es, definindo-o \u201cfen\u00f4meno social pr\u00f3prio da nossa \u00e9poca que deve ser enfrentado com \u201cdeterminante vontade pol\u00edtica de coopera\u00e7\u00e3o internacional\u201d se se quer administrar adequadamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Participei, na semana que passou, do VI Congresso Mundial da Pastoral para os Migrantes e Refugiados, a fim de estudarmos uma resposta pastoral ao fen\u00f4meno migrat\u00f3rio na era da globaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entre as causas que induzem milh\u00f5es de homens e mulheres a emigrar, Bento XVI enumera a \u201cextrema inseguran\u00e7a de vida, que \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia da car\u00eancia de alimenta\u00e7\u00e3o, a quest\u00e3o da \u00e1gua, da agricultura, do ambiente, e da energia. Naturalmente tudo \u00e9 considerado na combina\u00e7\u00e3o de direitos e deveres, com aten\u00e7\u00e3o ao nexo direto entre \u201cpobreza e desocupa\u00e7\u00e3o\u201d e ao \u201ctrabalho decente\u201d que \u00e9 direito de todos os trabalhadores, tamb\u00e9m dos irregulares, e \u201cConven\u00e7\u00e3o internacional sobre a prote\u00e7\u00e3o dos direitos de todos os trabalhadores e dos membros de suas fam\u00edlias\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tenha-se presente \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o pontif\u00edcia que existe espa\u00e7o para todos em nossa terra: sobre ela a inteira fam\u00edlia humana deve encontrar as reservas necess\u00e1rias para viver dignamente, com ajuda da natureza mesma, dom de Deus a seus filhos, e com o empenho do pr\u00f3prio trabalho e da pr\u00f3pria capacidade inventiva. Sempre ser\u00e1 necess\u00e1rio adotar \u201cnovos estilos de vida\u201d, estreitamente conexo com a educa\u00e7\u00e3o, sem se esquecer da necessidade de realizar \u201cuma nova ordem econ\u00f4mico-produtiva mundial, socialmente respons\u00e1vel e \u00e0 medida do homem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outra cauda de migra\u00e7\u00e3o, e ao mesmo tempo seu efeito, \u00e9 a globaliza\u00e7\u00e3o, isto \u00e9 a \u201cexplos\u00e3o da interdepend\u00eancia planet\u00e1ria\u201d, j\u00e1 prevista por Paulo VI na Populorum Progressio. Trata-se de um fen\u00f4meno que contribuiu grandemente para fazer sair inteiras regi\u00f5es do subdesenvolvimento. A globaliza\u00e7\u00e3o por\u00e9m pode concorrer a criar riscos de danos desconhecidos at\u00e9 agora e de novas divis\u00f5es na fam\u00edlia humana. De fato \u201ca sociedade sempre mais globalizada nos torna vizinhos, mas n\u00e3o nos torna irm\u00e3os. A raz\u00e3o, por si s\u00f3, pode atingir a igualdade entre os homens e estabelecer uma conviv\u00eancia c\u00edvica entre si, mas n\u00e3o consegue fundar a fraternidade. Esta \u201cfalta de fraternidade entre os homens e entre os povos est\u00e1 entre as causas mais importantes do subdesenvolvimento. \u00c9 necess\u00e1rio que a maior vizinhan\u00e7a entre as pessoas, hoje, se transforme em verdadeira comunh\u00e3o, se quisermos chegar ao aut\u00eantico desenvolvimento dos povos. De fato, isso \u201cdepende sobretudo do reconhecimento de sermos uma s\u00f3 fam\u00edlia, que vive em verdadeira comunh\u00e3o e \u00e9 constitu\u00edda por sujeitos que est\u00e3o simplesmente um ao lado do outro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O aut\u00eantico desenvolvimento, efetivamente, provem da \u201ccondivis\u00e3o dos bens e das reservas, que \u00e9 assegurada s\u00f3 do progresso t\u00e9cnico e por meras rela\u00e7\u00f5es de conveni\u00eancia, mas pelo potencial de amor que vence o mal com o bem, e abre com reciprocidade consci\u00eancias e liberdades\u201d. A\u00a0\u00a0\u00a0 quest\u00e3o \u00e9tica da procura de uma nova ordem econ\u00f4mica internacional por uma justa distribui\u00e7\u00e3o dos bens da terra, contribuiria a reduzir e moderar os fluxos das popula\u00e7\u00f5es em dificuldade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em nossa sociedade de globaliza\u00e7\u00e3o, o bem comum e o empenho para isso n\u00e3o podem assumir as dimens\u00f5es de toda a fam\u00edlia humana, isto \u00e9 da comunidade dos povos e das na\u00e7\u00f5es, para dar forma de unidade \u00e0 cidade do homem, torn\u00e1-la em alguma maneira antecipa\u00e7\u00e3o e prefigura da cidade sem barreira de Deus, dia o Papa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA caridade de Cristo para com os migrantes nos estimula (cf. 2Cor\u00edntios 5,14) a tratar sempre de novo seus problemas que, agora, dizem respeito ao mundo<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[766,921],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/20517"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=20517"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/20517\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=20517"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=20517"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=20517"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}