{"id":20698,"date":"2015-09-11T00:00:00","date_gmt":"2015-09-11T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/pastoral-da-sobriedade\/"},"modified":"2015-09-11T00:00:00","modified_gmt":"2015-09-11T03:00:00","slug":"pastoral-da-sobriedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/pastoral-da-sobriedade\/","title":{"rendered":"Pastoral da Sobriedade"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: right\">Dom Jaime Spengler<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: right\">Arcebispo de Porto Alegre (RS)<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">A Igreja demonstra solicitude com as quest\u00f5es sociais. Por isso, ao longo do tempo, foram se desenvolvendo servi\u00e7os para atender categorias de pessoas e situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas da realidade social. Tais servi\u00e7os s\u00e3o express\u00e3o da f\u00e9 que anima as distintas comunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os servi\u00e7os desenvolvidos querem ser express\u00e3o da necess\u00e1ria sintonia existente entre f\u00e9 e vida, ora\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o. Representam uma contribui\u00e7\u00e3o v\u00e1lida para, a partir do Evangelho de Jesus Cristo e da tradi\u00e7\u00e3o da Igreja, cooperar na transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Existe na Igreja uma verdadeira rede de servi\u00e7os prestados aos mais fragilizados. S\u00e3o iniciativas marcadas por pouca visibilidade ou publicidade, mas que atingem parcelas da sociedade por vezes n\u00e3o reconhecidas, promovidas, protegidas, cuidadas, amparadas por essa mesma sociedade. H\u00e1 uma multid\u00e3o de mulheres e homens de boa vontade, que acreditam no valor da vida humana, desde a sua concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 o seu ocaso natural, e que se empenham por favorecer melhores condi\u00e7\u00f5es de subsist\u00eancia, especialmente para aqueles que a sociedade considera \u201csobras e res\u00edduos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entre as sobras e res\u00edduos de hoje, ocupam lugar de destaque os dependentes qu\u00edmicos. H\u00e1 setores da sociedade que, infelizmente, promovem a depend\u00eancia qu\u00edmica, especialmente entre adolescentes e jovens \u2013 mas n\u00e3o s\u00f3! Tal realidade representa uma trag\u00e9dia social. Hoje, a depend\u00eancia qu\u00edmica representa um dos grandes problemas de sa\u00fade p\u00fablica e de seguran\u00e7a no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A depend\u00eancia qu\u00edmica tolhe o sempre necess\u00e1rio equil\u00edbrio ps\u00edquico e espiritual, f\u00edsico e social. Quando a sobriedade cede lugar \u00e0 depend\u00eancia, surgem express\u00f5es de dor e sofrimento para o indiv\u00edduo e para as pessoas com as quais convive. Os exemplos pr\u00f3ximos ou distantes falam por si s\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tendo presente tal realidade, a Igreja buscou responder ao desafio: a Igreja, que quer atuar \u2013 e \u00e9 o seu pr\u00f3prio dever \u2013 na sociedade como fermento evang\u00e9lico, est\u00e1 e continuar\u00e1 sempre junto dos que enfrentam com respons\u00e1vel dedica\u00e7\u00e3o a praga social da droga e do alcoolismo, para encoraj\u00e1-los com a palavra e a gra\u00e7a de Cristo. A droga \u00e9 um mal e ao mal n\u00e3o se d\u00e1 tr\u00e9gua (Jo\u00e3o Paulo II). Surgiu, assim, a Pastoral da Sobriedade, hoje presente em in\u00fameras comunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Essa Pastoral quer ser uma a\u00e7\u00e3o concreta na preven\u00e7\u00e3o e na recupera\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia qu\u00edmica. Ela atua em cinco frentes de trabalho: preven\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o, reinser\u00e7\u00e3o familiar e social e atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Deseja-se assim promover, com olhar solid\u00e1rio, a recupera\u00e7\u00e3o do dependente qu\u00edmico e seus familiares em parceria com entidades governamentais e n\u00e3o governamentais, fazendo acolhimento, orienta\u00e7\u00e3o e encaminhamento antes, durante e ap\u00f3s o necess\u00e1rio tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Pastoral da Sobriedade busca implantar grupos de autoajuda visando ao desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es na preven\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia qu\u00edmica, no trabalho junto a quem j\u00e1 fez uso ocasional, sem, no entanto, ter-se tornado dependente, e na recupera\u00e7\u00e3o do dependente qu\u00edmico e sua reinser\u00e7\u00e3o familiar e social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No trabalho de recupera\u00e7\u00e3o do dependente, est\u00e1 presente uma a\u00e7\u00e3o conjunta entre quem cuida, quem \u00e9 cuidado e as pessoas pr\u00f3ximas do dependente. Al\u00e9m disso, faz-se necess\u00e1rio atentar ao ser humano na sua integralidade f\u00edsica, ps\u00edquica e espiritual. Sendo uma pastoral da Igreja, est\u00e1 presente a convic\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o basta a necess\u00e1ria atua\u00e7\u00e3o de profissionais da sa\u00fade para auxiliar o dependente; urge tamb\u00e9m cuidar das rela\u00e7\u00f5es familiares do indiv\u00edduo, al\u00e9m da dimens\u00e3o religiosa com sua carga simb\u00f3lica no processo de recupera\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa em quest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esta Pastoral nos recorda que a sobriedade \u00e9 uma maneira de viver em equil\u00edbrio, e que ela \u00e9 fundamental para todas as pessoas e todas as categorias sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jaime Spengler Arcebispo de Porto Alegre (RS) A Igreja demonstra solicitude com as quest\u00f5es sociais. Por isso, ao longo do tempo, foram se desenvolvendo servi\u00e7os para atender categorias de pessoas e situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas da realidade social. Tais servi\u00e7os s\u00e3o express\u00e3o da f\u00e9 que anima as distintas comunidades. Os servi\u00e7os desenvolvidos querem ser express\u00e3o da &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/pastoral-da-sobriedade\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Pastoral da Sobriedade<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[766,886],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/20698"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=20698"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/20698\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=20698"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=20698"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=20698"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}