{"id":237776,"date":"2020-04-28T09:37:57","date_gmt":"2020-04-28T12:37:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=237776"},"modified":"2020-09-08T14:09:37","modified_gmt":"2020-09-08T17:09:37","slug":"o-ressuscitado-e-os-discipulos-de-emaus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-ressuscitado-e-os-discipulos-de-emaus\/","title":{"rendered":"O Ressuscitado e os disc\u00edpulos de Ema\u00fas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong><em>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli<br \/>\n<\/em><em>Bispo de Santa Cruz do Sul<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Caros diocesanos. A liturgia do tempo pascal continua a celebrar o mist\u00e9rio central de nossa vida crist\u00e3: a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo e, por consequ\u00eancia, a nossa. A palavra <em>P\u00e1scoa<\/em> significa <em>passagem<\/em>: passagem da morte para a vida nova da ressurrei\u00e7\u00e3o. Segundo S\u00e3o Paulo, se Cristo n\u00e3o ressuscitou \u00e9 v\u00e3 a nossa f\u00e9 (cf 1Cor 15, 17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Texto catequ\u00e9tico magistral sobre a ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00f3s encontramos no evangelho de S\u00e3o Lucas, quando apresenta a experi\u00eancia dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas com o Ressuscitado (Lc 24, 13-35). Dois disc\u00edpulos voltam frustrados de Jerusal\u00e9m, suportando suas fracassadas esperan\u00e7as messi\u00e2nicas triunfalistas. Retornam tristes para suas fam\u00edlias, profiss\u00f5es e mesmices anteriores. Jesus ressuscitado caminha com eles, mas seus olhos n\u00e3o o reconhecem. Jesus lhes aquece o cora\u00e7\u00e3o e limpa seus olhos com a Palavra da Escritura (Mesa da Palavra) e, ao Partir o P\u00e3o (Mesa da Eucaristia), se d\u00e1 a conhecer a eles. Os disc\u00edpulos voltam apressados a Jerusal\u00e9m para transmitir aos demais a boa not\u00edcia do encontro com o Senhor ressuscitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No texto de Lucas e de outras narrativas da ressurrei\u00e7\u00e3o, percebemos que, inicialmente, os olhos da f\u00e9 dos disc\u00edpulos estavam ofuscados, tinham dificuldades em ver al\u00e9m do Jesus Nazareno, que fora crucificado. Somente aos poucos conseguem reconhecer nele o <em>Senhor<\/em>, o <em>Messias<\/em>, o <em>Mestre, o Ressuscitado<\/em>. Todos queriam sinais extraordin\u00e1rios para crer (cf. Mt 12, 38-40). Tom\u00e9 que o diga! (Jo 20, 25).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esse amadurecimento da f\u00e9 repete-se na hist\u00f3ria com os ap\u00f3stolos de todos os tempos. O processo de convers\u00e3o \u00e9 lento e exige perseveran\u00e7a. A vida dos santos e das santas nos ensina isso. Agora chegou nossa vez de fazermos a experi\u00eancia pascal em nossa vida, em nosso tempo para sermos tamb\u00e9m suas testemunhas (Lc 24, 48; Jo 20, 18). Se formos ao t\u00famulo de Jesus, como Pedro, Jo\u00e3o e as mulheres, tamb\u00e9m vamos encontr\u00e1-lo vazio; n\u00e3o veremos e nem encontraremos o Ressuscitado. Mas onde, ent\u00e3o, vamos encontrar o Senhor hoje? \u2013 \u201c<em>Ele se aproxima de cada um e de todos n\u00f3s como se aproximou dos dois viandantes de Ema\u00fas, para transform\u00e1-los em peregrinos e mission\u00e1rios (24, 33-34). Pisa os passos da nossa decep\u00e7\u00e3o e da nossa esperan\u00e7a, da nossa morte e da nossa vida. Encontra-nos no nosso caminho, associa-nos ao seu caminho, fica conosco nas nossas paradas e nas nossas paragens<\/em>\u201d (O P\u00e3o Nosso de Cada Dia, Abril \u2013 2020, p. 81). Encontramos o Senhor nas estradas da vida e, de forma muito especial, na <em>Mesa da Palavra<\/em>, que anuncia seu sofrimento, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o; igualmente, na <em>Mesa do P\u00e3o<\/em>, onde se entrega como alimento aos irm\u00e3os e irm\u00e3s, seus disc\u00edpulos mission\u00e1rios. Nosso Deus \u00e9 <em>Emanuel<\/em>, palavra hebraica que significa: <em>Deus conosco<\/em>, ou seja, n\u00e3o somente aquele que \u00e9, mas que \u00e9 sempre conosco ou permanece sempre em n\u00f3s, como afirma S\u00e3o Jo\u00e3o (cf. Jo 6, 56). Jesus terminou sua miss\u00e3o, mas n\u00f3s a continuamos em nosso tempo. Ele se tornou pr\u00f3ximo de n\u00f3s e nos ensinou, pelo mandamento do amor, como tornar-nos pr\u00f3ximos de nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Caros diocesanos. Somos todos convidados a fazer a experi\u00eancia do caminho pascal dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas, nas diversas realidades de nossa vida, como agora, em tempos de coronav\u00edrus, seja em nossas casas, em nossas comunidades e na sociedade em que vivemos e convivemos. O Senhor Ressuscitado deseja caminhar conosco para dar sentido a todos os momentos, sejam eles de alegria ou de tristeza, de sa\u00fade ou de doen\u00e7a, de decep\u00e7\u00e3o ou de esperan\u00e7a. O Senhor ressuscitado aben\u00e7oe e acompanhe a todos.<\/p>\n<p>&nbsp;    \t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul Caros diocesanos. A liturgia do tempo pascal continua a celebrar o mist\u00e9rio central de nossa vida crist\u00e3: a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo e, por consequ\u00eancia, a nossa. A palavra P\u00e1scoa significa passagem: passagem da morte para a vida nova da ressurrei\u00e7\u00e3o. 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