{"id":238254,"date":"2020-05-05T16:26:21","date_gmt":"2020-05-05T19:26:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=238254"},"modified":"2020-05-05T16:26:21","modified_gmt":"2020-05-05T19:26:21","slug":"dicasterio-para-o-desenvolvimento-humano-integral-lanca-diretrizes-para-deslocados-internos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dicasterio-para-o-desenvolvimento-humano-integral-lanca-diretrizes-para-deslocados-internos\/","title":{"rendered":"Dicast\u00e9rio para o Desenvolvimento Humano lan\u00e7a diretrizes para deslocados internos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira, 5 de maio, foi apresentada pela Se\u00e7\u00e3o Migrantes e Refugiados do Dicast\u00e9rio para o Desenvolvimento Humano Integral a publica\u00e7\u00e3o sobre as Orienta\u00e7\u00f5es Pastorais para os Deslocados Internos (IDP) com o objetivo de oferecer uma contribui\u00e7\u00e3o significativa \u00e0 \u201cmiss\u00e3o\u201d e um apoio mais focalizado para com todos os que vivem nas periferias existenciais e necessitam ser acolhidos, protegidos, promovidos e integrados\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No final de 2018, segundo o <a href=\"https:\/\/www.internal-displacement.org\/expert-opinion\/data-and-insight-monitoring-internal-displacement-to-progress-towards-sustainable\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Internal Displacement Monitoring Centre (IDMC)<\/a>, 41.3 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo encontravam-se na condi\u00e7\u00e3o de deslocados internos, o maior n\u00famero registrado na hist\u00f3ria. Mesmo se muitas vezes s\u00e3o obrigados a fugir do mesmo modo e pelas mesmas raz\u00f5es dos refugiados, os deslocados n\u00e3o fazem parte do sistema de prote\u00e7\u00e3o internacional previsto pelo direito internacional aos refugiados.<\/p>\n<p>Enquanto n\u00e3o atravessarem uma fronteira internacionalmente reconhecida em busca de seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o, permanecem como cidad\u00e3os sob a jurisdi\u00e7\u00e3o legal de seus pa\u00edses de origem. \u201cA dificuldade de a comunidade internacional intervir e a falta de interesse por parte da m\u00eddia e da sociedade em geral teve como resultado o esquecimento dos deslocados internos, aumentando assim sua vulnerabilidade e impedindo que suas necessidades fossem adequadamente reconhecidas e satisfeitas\u201d. Palavras que est\u00e3o presentes no documento apresentado.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\">Sensibilizar a opini\u00e3o p\u00fablica<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\">Para enfrentar este desafio, a Igreja \u00e9 chamada a \u201cencorajar os meios de informa\u00e7\u00e3o, a sociedade e os governos, a sensibilizar a opini\u00e3o p\u00fablica\u201d. A responsabilidade prim\u00e1ria para a sua prote\u00e7\u00e3o continuam sendo as autoridades nacionais, que algumas vezes s\u00e3o relutantes ou n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de enfrentar suas exig\u00eancias de tutela. Por isso \u00e9 de import\u00e2ncia crucial que a comunidade internacional procure formas construtivas de refor\u00e7amento e de apoio, dentro do respeito da soberania nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para isso ser\u00e1 fundamental \u201crecomendar mandatos e normativas transparentes para a prote\u00e7\u00e3o dos deslocados internos, em n\u00edvel local, nacional e internacional e requerer \u00e0 comunidade internacional de se comprometer de maneira eficaz para aumentar a tutela dos deslocados internos em todo o mundo, acompanhando a implementa\u00e7\u00e3o dos instrumentos internacionais j\u00e1 existentes e intervindo concretamente onde os governos n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de proteg\u00ea-los ou n\u00e3o querem proteg\u00ea-los, no respeito do princ\u00edpio de subsidiariedade\u201d. Al\u00e9m disso o documento denuncia o tr\u00e1fico de seres humanos que atinge os deslocados internos, a sua presen\u00e7a nas \u00e1reas urbanas e nos campos de refugiados e requer a prote\u00e7\u00e3o dos agentes humanit\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entre as causas de deslocamento assinalam-se os \u201cconflitos \u00e9tnicos e tribais\u201d e para enfrentar este desafio, a Igreja \u00e9 chamada a \u201cse comprometer para a reconcilia\u00e7\u00e3o, a aceita\u00e7\u00e3o rec\u00edproca e o respeito entre grupos \u00e9tnicos ou tribos, promovendo uma cura da mem\u00f3ria, a reaprender o modo correto de comunicar e a ado\u00e7\u00e3o de um estilo de vida n\u00e3o violento\u201d.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\">Inclus\u00e3o econ\u00f4mica<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Outra passagem chave refere-se \u00e0 inclus\u00e3o econ\u00f4mica que dever\u00e1 passar tamb\u00e9m atrav\u00e9s do refor\u00e7amento da coleta de fundos das Igrejas locais, para deste modo ter acesso a recursos financeiros que s\u00e3o colocados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, tanto em n\u00edvel internacional quanto nacional, \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil dedicada \u00e0 assist\u00eancia dos deslocados internos. Al\u00e9m disso, insistir para que todas as partes interessadas desenvolvam medidas e mecanismos para avaliar a oportunidade de um retorno dos deslocados internos. \u201cEstas avalia\u00e7\u00f5es deveriam ser efetuadas de maneira cuidadosa e escrupulosa antes de oferecer aos deslocados internos a possibilidade de voltar \u00e0s suas casas\u201d. Por fim, o documento auspicia um trabalho conjunto e uma coordena\u00e7\u00e3o entre os protagonistas cat\u00f3licos, assim como uma coopera\u00e7\u00e3o ecum\u00eanica e inter-religiosa.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/pt\/vaticano\/news\/2020-05\/desenvolvimento-humano-deslocados-internos.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Com informa\u00e7\u00f5es do VaticanNews<\/em><\/a>    \t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa de 2018 registra 41,3 milh\u00f5es de pessoas no mundo na condi\u00e7\u00e3o de deslocados internos, o maior n\u00famero registrado na hist\u00f3ria<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":238255,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[784],"tags":[2542,2543],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/238254"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=238254"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/238254\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/238255"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=238254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=238254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=238254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}