{"id":238879,"date":"2020-05-15T15:13:00","date_gmt":"2020-05-15T18:13:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=238879"},"modified":"2020-09-08T14:09:08","modified_gmt":"2020-09-08T17:09:08","slug":"moby-dick","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/moby-dick\/","title":{"rendered":"Moby Dick"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Jos\u00e9 Francisco Rezende Dias<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Niter\u00f3i (RJ)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">Voc\u00ea pode n\u00e3o ter ouvido falar de Herman Melville, mas dificilmente nunca ter\u00e1 ouvido falar de Moby Dick: o monstro marinho que sempre reaparece em novas roupagens e produ\u00e7\u00f5es, nos ingredientes de uma mesma hist\u00f3ria recontada em todas as outras: o conflito entre o homem e a natureza, a luta do indiv\u00edduo com seu destino, o combate entre o bem e o mal, mist\u00e9rio supremo da exist\u00eancia, quase suced\u00e2neo de Deus. Isso s\u00f3 bastaria para colocar Moby Dick entre as obras perenes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando o autor fala de viagens, uma das met\u00e1foras mais universais da vida humana, na verdade, s\u00f3 reproduz essa obsess\u00e3o metaf\u00edsica de apresentar a vida como uma viagem transcorrida quase sempre numa nave de loucos.\u00a0 As viagens narradas em seus livros \u2013 que s\u00e3o uma mescla de romance e document\u00e1rio \u2013 eram, no fundo, a viagem do homem ao desconhecido oceano da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nessa interpreta\u00e7\u00e3o andarilha da exist\u00eancia humana, que reaparece dos cl\u00e1ssicos aos modernos, o homem est\u00e1 sempre saindo e indo. Procura o Tos\u00e3o de Ouro, desce aos infernos ou sobe ao para\u00edso, persegue caminhos perdidos, ao oriente do Oriente, reclama uma ilha, descobre seres estranhos que povoam uma parte n\u00e3o menos estranha do mundo. S\u00f3 para, depois de tudo isso, encontrar sua cidade natal, o lugar de onde veio, suas pr\u00f3prias origens onde se desvela sua honra e sua mis\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Engana-se quem pensa ou leu que a baleia procurada pelo capit\u00e3o Ahab em todos os oceanos do mundo fosse um grande cet\u00e1ceo. N\u00e3o \u00e9. Tal como o animal b\u00edblico que engole Jonas, a baleia significa a inoc\u00eancia da vida selvagem antes que a civiliza\u00e7\u00e3o, com seu racionalismo, industrializa\u00e7\u00e3o e tecnologia, a viesse manchar. Talvez a perigosa baleia branca ainda passeie no \u00edntimo de cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No final, a baleia ferida que faz o navio naufragar \u00e9 um alerta a ser ouvido e seguido. Que met\u00e1fora!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jos\u00e9 Francisco Rezende Dias Arcebispo de Niter\u00f3i (RJ) Voc\u00ea pode n\u00e3o ter ouvido falar de Herman Melville, mas dificilmente nunca ter\u00e1 ouvido falar de Moby Dick: o monstro marinho que sempre reaparece em novas roupagens e produ\u00e7\u00f5es, nos ingredientes de uma mesma hist\u00f3ria recontada em todas as outras: o conflito entre o homem e &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/moby-dick\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Moby Dick<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":85,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/238879"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/85"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=238879"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/238879\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=238879"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=238879"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=238879"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}