{"id":239367,"date":"2020-05-25T10:09:26","date_gmt":"2020-05-25T13:09:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=239367"},"modified":"2020-09-08T14:08:56","modified_gmt":"2020-09-08T17:08:56","slug":"30-ensinamentos-do-papa-francisco-na-enciclica-laudato-si","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/30-ensinamentos-do-papa-francisco-na-enciclica-laudato-si\/","title":{"rendered":"30 ensinamentos do Papa Francisco na Enc\u00edclica \u201cLaudato Si\u2019\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Jos\u00e9 Ionilton Lisboa de Oliveira, SDV<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo da Prelazia de Itacoatiara (AM)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dia 24 de maio celebramos os 25 anos da publica\u00e7\u00e3o da Enc\u00edclica \u201cLaudato Si\u2019\u201d pelo Papa Francisco. O pr\u00f3prio Papa Francisco nos convidou a celebrarmos esta mem\u00f3ria, com a realiza\u00e7\u00e3o de uma Semana Laudato Si em toda a Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o tantas as iniciativas, mesmo sendo virtuais, principalmente atrav\u00e9s das chamadas Lives. Nossa Prelazia de Itacoatiara est\u00e1 fazendo acontecer esta semana com quatro lives: Conte\u00fado da Laudato Si e sua aplica\u00e7\u00e3o no cuidado com a casa comum nestes 5 anos.; Laudato Si, Juventudes e a Economia de Francisco e Clara; Laudato Si, a convers\u00e3o ecol\u00f3gica e a pr\u00e1tica da caridade\/solidariedade e Laudato Si e Pastoral da Ecologia Integral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Relendo esta semana a Enc\u00edclica Laudato Si, veio-me a vontade de partilhar neste artigo estes trinta ensinamentos do Papa Francisco sobre a Ecologia Integral e o Cuidado com a nos Casa Comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Deixemos o Papa Francisco falar, nos questionar e nos motivar!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>1. Casa Comum: Irm\u00e3 e M\u00e3e<br \/>\n<\/strong>\u201cA nossa casa comum se pode comparar ora a uma irm\u00e3, com quem partilhamos a exist\u00eancia, ora a uma boa m\u00e3e, que nos acolhe nos seus bra\u00e7os\u201d (n\u00ba 1).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>2. Pecado contra a natureza e contra Deus<\/strong><br \/>\n\u201cQuando os seres humanos destroem a biodiversidade na cria\u00e7\u00e3o de Deus; quando os seres humanos comprometem a integridade da terra e contribuem para a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, desnudando a terra das suas florestas naturais ou destruindo as suas zonas \u00famidas; quando os seres humanos contaminam as \u00e1guas, o solo, o ar&#8230; tudo isso \u00e9 pecado&#8230; Porque um crime contra a natureza \u00e9 um crime contra n\u00f3s mesmos e um pecado contra Deus\u201d (n\u00ba 8).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>3. O exemplo de S\u00e3o Francisco<\/strong><br \/>\n\u201cFrancisco \u00e9 o exemplo por excel\u00eancia do cuidado pelo que \u00e9 fr\u00e1gil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade&#8230; Nele se nota at\u00e9 que ponto s\u00e3o insepar\u00e1veis a preocupa\u00e7\u00e3o pela natureza, a justi\u00e7a para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior\u201d (n\u00ba 10).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>4. Sensibilidade com o cuidado da natureza<\/strong><br \/>\n\u201cNota-se uma crescente sensibilidade relativamente ao meio ambiente e ao cuidado da natureza, e cresce uma sincera e sentida preocupa\u00e7\u00e3o pelo que est\u00e1 a acontecer ao nosso planeta\u201d (n\u00ba 19).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>5. Terra: imenso dep\u00f3sito de lixo<br \/>\n<\/strong>\u201cProduzem-se anualmente centenas de milh\u00f5es de toneladas de res\u00edduos, muitos deles n\u00e3o biodegrad\u00e1veis: res\u00edduos dom\u00e9sticos e comerciais, detritos de demoli\u00e7\u00f5es, res\u00edduos cl\u00ednicos, eletr\u00f4nicos e industriais, res\u00edduos altamente t\u00f3xicos e radioativos. A terra, nossa casa, parece transformar-se cada vez mais num imenso dep\u00f3sito de lixo\u201d (n\u00ba 21).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>6. Acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel e segura<\/strong><br \/>\n\u201cA \u00e1gua dispon\u00edvel piora constantemente, em alguns lugares cresce a tend\u00eancia para se privatizar este recurso escasso, tornando-se uma mercadoria sujeita \u00e0s leis do mercado. Na realidade, o acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel e segura \u00e9 um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobreviv\u00eancia das pessoas e, portanto, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para o exerc\u00edcio dos outros direitos humanos (n 30).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>7. Perda de biodiversidade<\/strong><br \/>\n\u201cOs recursos da terra est\u00e3o a ser depredados tamb\u00e9m por causa de formas imediatistas de entender a economia e a atividade comercial e produtiva. A perda de florestas e bosques implica simultaneamente a perda de esp\u00e9cies que poderiam constituir, no futuro, recursos extremamente importantes n\u00e3o s\u00f3 para a alimenta\u00e7\u00e3o, mas, tamb\u00e9m, para a cura de doen\u00e7as e v\u00e1rios servi\u00e7os\u201d (n\u00ba 32).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>8.Os ecossistemas das florestas tropicais<\/strong><br \/>\n\u201cOs ecossistemas das florestas tropicais possuem uma biodiversidade de enorme complexidade, quase imposs\u00edvel de conhecer completamente, mas quando estas florestas s\u00e3o queimadas ou derrubadas para desenvolver cultivos, em poucos anos perdem-se in\u00fameras esp\u00e9cies, ou tais \u00e1reas transformam-se em \u00e1ridos desertos\u201d (n\u00ba 38).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>9. Degrada\u00e7\u00e3o ambiental e degrada\u00e7\u00e3o humana<\/strong><br \/>\n\u201cO ambiente humano e o ambiente natural degradam-se em conjunto; e n\u00e3o podemos enfrentar adequadamente a degrada\u00e7\u00e3o ambiental, se n\u00e3o prestarmos aten\u00e7\u00e3o \u00e0s causas que t\u00eam a ver com a degrada\u00e7\u00e3o humana e social\u201d (n\u00ba 48).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>10. Desperd\u00edcio de alimentos<br \/>\n<\/strong>\u201cSabemos que se desperdi\u00e7a aproximadamente um ter\u00e7o dos alimentos produzidos, e \u2018a comida que se desperdi\u00e7a \u00e9 como se fosse roubada da mesa do pobre\u2019\u201d (n\u00ba 50).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>11. Interesse econ\u00f4mico ou bem comum?<br \/>\n<\/strong>\u201cH\u00e1 demasiados interesses particulares e, com muita facilidade, o interesse econ\u00f4mico chega a prevalecer sobre o bem comum e manipular a informa\u00e7\u00e3o para n\u00e3o ver afetados os seus projetos\u201d (n\u00ba 54).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>12. Convic\u00e7\u00f5es da f\u00e9 e compromissos ecol\u00f3gicos<\/strong><br \/>\n\u201cAs convic\u00e7\u00f5es da f\u00e9 oferecem aos crist\u00e3os \u2013 e, em parte, tamb\u00e9m a outros crentes \u2013 grandes motiva\u00e7\u00f5es para cuidar da natureza e dos irm\u00e3os e irm\u00e3s mais fr\u00e1geis&#8230; Por isso \u00e9 bom, para a humanidade e para o mundo, que n\u00f3s, crentes, conhe\u00e7amos melhor os compromissos ecol\u00f3gicos que brotam das nossas convic\u00e7\u00f5es. (n\u00ba 64).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>13. Tudo est\u00e1 interligado<\/strong><br \/>\n\u201cTudo est\u00e1 interligado. Por isso, exige-se uma preocupa\u00e7\u00e3o pelo meio ambiente, unida ao amor sincero pelos seres humanos e a um compromisso constante com os problemas da sociedade\u201d (n\u00ba 91).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cPaz, justi\u00e7a e conserva\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o s\u00e3o tr\u00eas quest\u00f5es absolutamente ligadas, que n\u00e3o se poder\u00e3o separar, tratando-as individualmente sob pena de cair novamente no reducionismo\u201d (n\u00ba 92).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>14. Cultura ecol\u00f3gica e paradigma tecnocr\u00e1tico<\/strong><br \/>\n\u201cA cultura ecol\u00f3gica n\u00e3o se pode reduzir a uma s\u00e9rie de respostas urgentes e parciais para os problemas que v\u00e3o surgindo \u00e0 volta da degrada\u00e7\u00e3o ambiental, do esgotamento das reservas naturais e da polui\u00e7\u00e3o. Deveria ser um olhar diferente, um pensamento, uma pol\u00edtica, um programa educativo, um estilo de vida e uma espiritualidade que oponham resist\u00eancia ao avan\u00e7o do paradigma tecnocr\u00e1tico\u201d (n\u00ba 111).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>15. Relativismo<\/strong><br \/>\n\u201cQuando o ser humano se coloca no centro, acaba por dar prioridade absoluta aos seus interesses contingentes, e tudo o mais se torna relativo&#8230; Juntamente com a onipresen\u00e7a do paradigma tecnocr\u00e1tico e a adora\u00e7\u00e3o do poder humano sem limites, se desenvolva nos indiv\u00edduos este relativismo no qual tudo o que n\u00e3o serve os pr\u00f3prios interesses imediatos se torna irrelevante\u201d (n\u00ba122).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>16. Crise s\u00f3cio ambiental<\/strong><br \/>\n\u201cN\u00e3o h\u00e1 duas crises separadas: uma ambiental e outra social; mas uma \u00fanica e complexa crise s\u00f3cio ambiental. As diretrizes para a solu\u00e7\u00e3o requerem uma abordagem integral para combater a pobreza, devolver a dignidade aos exclu\u00eddos e, simultaneamente, cuidar da natureza\u201d (n\u00ba 139).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>17. Vis\u00e3o consumista<\/strong><br \/>\n\u201cA vis\u00e3o consumista do ser humano, incentivada pelos mecanismos da economia globalizada atual, tende a homogeneizar as culturas e a debilitar a imensa variedade cultural\u201d (n\u00ba 144).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>18. Justi\u00e7a intergeracional<\/strong><br \/>\n\u201cA no\u00e7\u00e3o de bem comum engloba tamb\u00e9m as gera\u00e7\u00f5es futuras&#8230; J\u00e1 n\u00e3o se pode falar de desenvolvimento sustent\u00e1vel sem uma solidariedade intergeneracional. Quando pensamos na situa\u00e7\u00e3o em que se deixa o planeta \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras, entramos em uma outra l\u00f3gica: a do dom gratuito, que recebemos e comunicamos (n\u00ba 159).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>19. Formas eficazes para resolver as dificuldades ambientais e sociais<\/strong><br \/>\n\u201cTorna-se indispens\u00e1vel um consenso mundial que leve a programar uma agricultura sustent\u00e1vel e diversificada, desenvolver formas de energia renov\u00e1veis e pouco poluidoras, fomentar uma maior efici\u00eancia energ\u00e9tica, promover uma gest\u00e3o mais adequada dos recursos florestais e marinhos, garantir a todos o acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel (n\u00ba 164).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>20. Prioridades dos pa\u00edses pobres<\/strong><br \/>\n\u201cPara os pa\u00edses pobres, as prioridades devem ser a erradica\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria e o desenvolvimento social dos seus habitantes; ao mesmo tempo devem examinar o n\u00edvel escandaloso de consumo de alguns setores privilegiados da sua popula\u00e7\u00e3o e contrastar melhor a corrup\u00e7\u00e3o\u201d (n\u00ba 172).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>21. O controle do poder pol\u00edtico pelos cidad\u00e3os<\/strong><br \/>\n\u201cA sociedade, atrav\u00e9s de organismos n\u00e3o-governamentais e associa\u00e7\u00f5es intermedi\u00e1rias, deve for\u00e7ar os governos a desenvolver normativas, procedimentos e controles mais rigorosos. Se os cidad\u00e3os n\u00e3o controlam o poder pol\u00edtico \u2013 nacional, regional e municipal \u2013, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel combater os danos ambientais\u201d (n\u00ba 179).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>22. Di\u00e1logo e transpar\u00eancia nos processos decis\u00f3rios<\/strong><br \/>\n\u201cA previs\u00e3o do impacto ambiental dos empreendimentos e projetos requer processos pol\u00edticos transparentes e sujeitos a di\u00e1logo, enquanto a corrup\u00e7\u00e3o, que esconde o verdadeiro impacto ambiental dum projeto em troca de favores\u201d (n\u00ba 182).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>23. Pol\u00edtica e Economia a servi\u00e7o do bem comum e da vida<\/strong><br \/>\n\u201cA pol\u00edtica n\u00e3o deve submeter-se \u00e0 economia, e esta n\u00e3o deve submeter-se aos ditames e ao paradigma eficientista da tecnocracia. Pensando no bem comum, hoje precisamos imperiosamente que a pol\u00edtica e a economia, em di\u00e1logo, se coloquem decididamente ao servi\u00e7o da vida, especialmente da vida humana\u201d (n\u00ba 189).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>24. Uso sustent\u00e1vel dos recursos naturais<\/strong><br \/>\n\u201cOs esfor\u00e7os para um uso sustent\u00e1vel dos recursos naturais n\u00e3o s\u00e3o despesa in\u00fatil, mas pelo contr\u00e1rio um investimento que poder\u00e1 proporcionar outros benef\u00edcios econ\u00f4micos a m\u00e9dio prazo\u201d (n\u00ba 191).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>25. Consumismo e destrui\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n\u201c\u00c9 insustent\u00e1vel o comportamento daqueles que consomem e destroem cada vez mais, enquanto outros ainda n\u00e3o podem viver de acordo com a sua dignidade humana\u201d (n\u00ba 193).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>26. Dom\u00ednio desp\u00f3tico do ser humano sobre a cria\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n\u201cSe \u00e0s vezes uma m\u00e1 compreens\u00e3o dos nossos princ\u00edpios nos levou a justificar o abuso da natureza, ou o dom\u00ednio desp\u00f3tico do ser humano sobre a cria\u00e7\u00e3o, ou as guerras, a injusti\u00e7a e a viol\u00eancia, n\u00f3s, crentes, podemos reconhecer que ent\u00e3o fomos infi\u00e9is ao tesouro de sabedoria que dev\u00edamos guardar\u201d (n\u00ba 200).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>27. Di\u00e1logo entre as religi\u00f5es para o cuidado da natureza<\/strong><br \/>\n\u201cA maior parte dos habitantes do planeta declara-se crente, e isto deveria levar as religi\u00f5es a estabelecerem di\u00e1logo entre si, visando o cuidado da natureza, a defesa dos pobres, a constru\u00e7\u00e3o de uma trama de respeito e de fraternidade\u201d (n\u00ba 201).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>28. Mecanismo consumista compulsivo<\/strong><br \/>\n\u201cO mercado tende a criar um mecanismo consumista compulsivo para vender os seus produtos, as pessoas acabam por ser arrastadas pelo turbilh\u00e3o das compras e gastos sup\u00e9rfluos\u201d (n\u00ba 203).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>29. Abertura ao bem<\/strong><br \/>\n\u201cN\u00e3o h\u00e1 sistemas que anulem, por completo, a abertura ao bem, \u00e0 verdade e \u00e0 beleza, nem a capacidade de reagir que Deus continua a animar no mais fundo dos nossos cora\u00e7\u00f5es\u201d (n\u00ba 205).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>30. Forma\u00e7\u00e3o das consci\u00eancias<\/strong><br \/>\n\u201cCompete \u00e0 pol\u00edtica e \u00e0s v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es um esfor\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o das consci\u00eancias da popula\u00e7\u00e3o. Naturalmente compete tamb\u00e9m \u00e0 Igreja. Todas as comunidades crist\u00e3s t\u00eam um papel importante a desempenhar nesta educa\u00e7\u00e3o. Espero tamb\u00e9m que, nos nossos Semin\u00e1rios e Casas Religiosas de Forma\u00e7\u00e3o, se eduque para uma austeridade respons\u00e1vel, a grata contempla\u00e7\u00e3o do mundo, o cuidado da fragilidade dos pobres e do meio ambiente\u201d (n\u00ba 214).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jos\u00e9 Ionilton Lisboa de Oliveira, SDV Bispo da Prelazia de Itacoatiara (AM) &nbsp; Dia 24 de maio celebramos os 25 anos da publica\u00e7\u00e3o da Enc\u00edclica \u201cLaudato Si\u2019\u201d pelo Papa Francisco. O pr\u00f3prio Papa Francisco nos convidou a celebrarmos esta mem\u00f3ria, com a realiza\u00e7\u00e3o de uma Semana Laudato Si em toda a Igreja. 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