{"id":239673,"date":"2020-06-01T12:24:13","date_gmt":"2020-06-01T15:24:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=239673"},"modified":"2020-10-23T14:26:54","modified_gmt":"2020-10-23T17:26:54","slug":"bispo-brasileiro-de-pemba-mocambique-denuncia-ataques-em-cabo-delgado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/bispo-brasileiro-de-pemba-mocambique-denuncia-ataques-em-cabo-delgado\/","title":{"rendered":"Bispo brasileiro de Pemba, Mo\u00e7ambique, denuncia ataques em Cabo Delgado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para a A\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria e Coopera\u00e7\u00e3o Intereclesial da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teve acesso a uma entrevista exclusiva do bispo de Pemba, em Mo\u00e7ambique, dom Luiz Fernando Lisboa, \u00e0 r\u00e1dio Sol Mansi, da diocese de Bafat\u00e1 &#8211; radio da Igreja cat\u00f3lica da Guin\u00e9-Bissau.<\/p>\n<figure id=\"attachment_239674\" aria-describedby=\"caption-attachment-239674\" style=\"width: 402px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/18446669_303.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-239674\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/18446669_303.jpg\" alt=\"\" width=\"402\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/18446669_303.jpg 700w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/18446669_303-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/18446669_303-500x281.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 402px) 100vw, 402px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-239674\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto: DW\/R. Belicanta<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">No bate papo com o jornalista Iaia Quade, dom Luiz descreve a situa\u00e7\u00e3o de guerra que a popula\u00e7\u00e3o de Cabo Delgado, regi\u00e3o norte de Mo\u00e7ambique, tem vivido com os ataques armados que vem ocorrendo h\u00e1 alguns anos, sobretudo nos distritos do norte e centro da prov\u00edncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Durante a entrevista transmitida na manh\u00e3 do \u00faltimo domingo, dia 25 de maio, dom Luiz destaca ainda o sofrimento que o povo das comunidades de Cabo Delgado est\u00e1 passando desde outubro de 2017, quando come\u00e7aram os primeiros ataques de homens armados, o que tem deixado um rastro de dor, destrui\u00e7\u00e3o e luto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>\u201cAs pessoas vivem num clima de medo, de pavor por causa dessa situa\u00e7\u00e3o toda que est\u00e1 a acontecer. Nos \u00faltimos meses, esses ataques a vilas provocou um deslocamento interno muito forte. Nesse momento n\u00f3s j\u00e1 temos mais de 200 mil deslocados internos dentro da prov\u00edncia de cabo Delgado\u201d, <\/em>disse o bispo ao jornalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dom Luiz ressaltou que o apelo do Papa Francisco na mensagem <em>Urbi et Orbi<\/em> (\u00e0 cidade de Roma e ao mundo), no Domingo de P\u00e1scoa, 12 de abril, recordando as guerras em andamento no mundo foi extremamente positiva porque escancarou a crise do pa\u00eds que tem sofrido com a lei do sil\u00eancio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>\u201cO Papa ter falado colocou-nos no mapa do mundo a crise que Mo\u00e7ambique est\u00e1 a viver na nossa prov\u00edncia de Cabo Delgado. Ent\u00e3o, o Papa \u00e9 um l\u00edder mundial que tem uma voz muito forte. Aquilo que ele diz \u00e9 respeitado e o fato dele ter falado nos ajudou muito. Tanto \u00e9 que internamente o governo refor\u00e7ou as for\u00e7as de defesa, de seguran\u00e7a para ir ao encontro desses guerrilheiros, desses homens armados que tem feito sofrer muito a popula\u00e7\u00e3o. J\u00e1 morreram mais de mil pessoas nessa guerra insana e temos mais de 200 mil deslocados internos\u201d, <\/em>disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Leia a transcri\u00e7\u00e3o da entrevista na \u00edntegra:<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Iaia Quade:<\/em><\/strong> vamos ouvir primeiro as palavras de dom Luiz a partir de Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Dom Pedro Carlos Zilli:<\/em><\/strong> Em primeiro lugar, eu quero agradecer essa oportunidade de falar com os ouvintes da r\u00e1dio Sol Mansi. Dom Pedro Zilli e eu, Luiz Fernando, somos dois bispos brasileiros na \u00c1frica. Dom Pedro j\u00e1 h\u00e1 bastante tempo em Bafat\u00e1 e eu c\u00e1 no Norte, em Mo\u00e7ambique e h\u00e1 sete anos como bispo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_239675\" aria-describedby=\"caption-attachment-239675\" style=\"width: 402px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/A-prov\u00edncia-de-Cabo-Delgado-\u00e9-alvo-de-constantes-ataques-armados.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-239675 \" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/A-prov\u00edncia-de-Cabo-Delgado-\u00e9-alvo-de-constantes-ataques-armados.jpg\" alt=\"\" width=\"402\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/A-prov\u00edncia-de-Cabo-Delgado-\u00e9-alvo-de-constantes-ataques-armados.jpg 340w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/A-prov\u00edncia-de-Cabo-Delgado-\u00e9-alvo-de-constantes-ataques-armados-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 402px) 100vw, 402px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-239675\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto: DW\/Private<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Temos acompanhado que a sua diocese de Pemba tem passado momentos bem dif\u00edceis. O que acontece, afinal?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O que tem acontecido aqui conosco: n\u00f3s de dois anos e meio pra c\u00e1 temos sofrido ataques de homens armados e que acabou virando uma verdadeira guerra. Inicialmente era um grupo que n\u00e3o tinha rosto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Come\u00e7aram a atacar as aldeias mais distantes em alguns distritos nossos. Depois come\u00e7aram a matar pessoas, a queimar casas. Depois come\u00e7aram a atacar nas estradas, carros, transporte p\u00fablico e a matar pessoas e, ultimamente, j\u00e1 nesse ano come\u00e7aram a atacar as vilas, onde est\u00e1 a maior concentra\u00e7\u00e3o de pessoas. Ent\u00e3o, tudo isso tem deixado um rastro de morte, um rastro de destrui\u00e7\u00e3o muito grande.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As pessoas vivem num clima de medo, de pavor por causa dessa situa\u00e7\u00e3o toda que est\u00e1 a acontecer. Nos \u00faltimos meses, esses ataques a vilas provocou um deslocamento interno muito forte. Nesse momento n\u00f3s j\u00e1 temos mais de 200 mil deslocados internos dentro da prov\u00edncia de cabo Delgado. Inicialmente, as pessoas come\u00e7aram a sair para ir \u00e0s vilas. Como agora atacam as vilas, as pessoas est\u00e3o saindo de uma cidade pra outra, de um distrito pro outro e vindo para a capital. Ent\u00e3o, n\u00f3s temos na capital e em outros distritos fam\u00edlias acolhendo fam\u00edlias. Ent\u00e3o, as casas est\u00e3o lotadas com 15, 20, 25 pessoas e, nesse tempo da pandemia, que \u00e9 muito dif\u00edcil que se pede isolamento, n\u00f3s estamos no segundo m\u00eas j\u00e1 de estado de emerg\u00eancia que dever\u00edamos ter um isolamento, mas \u00e9 muito dif\u00edcil fazer porque as fam\u00edlias est\u00e3o lotadas. Aqueles que n\u00e3o conseguiram sair das aldeias por algum motivo acabam dormindo no mato por causa do medo. Ent\u00e3o, n\u00f3s temos passado por uma dificuldade muito grande, um sofrimento muito grande de toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 t\u00e3o pobre, tem t\u00e3o pouco e esse pouco que tem t\u00e1 sendo destru\u00eddo por esses grupos. Eu disse inicialmente que n\u00e3o tinham rosto. Desde o in\u00edcio do ano eles tem se apresentado como estado isl\u00e2mico. Ent\u00e3o, \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o bem dif\u00edcil pro nosso povo, uma situa\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil pra nossa igreja. Ent\u00e3o, n\u00f3s precisamos mesmo \u00e9 de muita ora\u00e7\u00e3o porque temos sofrido muito com tudo que est\u00e1 a acontecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>No dia da P\u00e1scoa, o Papa Francisco falou sobre a crise humanit\u00e1ria em Cabo Delgado. Qual foi a repercuss\u00e3o dessa cita\u00e7\u00e3o do Papa?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 verdade. No dia da P\u00e1scoa ao final da missa quando o papa fez a ben\u00e7\u00e3o <em>Urbi et Orbi<\/em>, que \u00e9 sobre a cidade de Roma e sobre o mundo. Ele falou sobre a crise que o mundo est\u00e1 vivendo com essa pandemia, mas falou tamb\u00e9m de v\u00e1rias crises de guerra, de situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis para todo mundo e citou concretamente a crise humanit\u00e1ria em Cabo Delgado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A minha diocese, a diocese de Pemba, ela abrange toda a prov\u00edncia de Cabo Delgado e o fato de o Papa ter falado escancarou a nossa crise e, porque n\u00f3s viv\u00edamos aqui dentro do pa\u00eds uma certa lei do secretismo (sil\u00eancio), n\u00e3o se podia falar, os jornalistas n\u00e3o tinham liberdade pra falar da nossa situa\u00e7\u00e3o aqui em Cabo Delgado. V\u00e1rios jornalistas foram presos. Temos um jornalista desaparecido h\u00e1 mais de um m\u00eas porque estava trabalhando nessa regi\u00e3o. Ent\u00e3o, o fato de o Papa ter falado, isso escancarou, fez com que internamente se falasse mais da crise que estamos a viver e tamb\u00e9m despertou a aten\u00e7\u00e3o do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pra terem uma ideia, a Igreja sempre falava sozinha, sempre n\u00f3s falamos sobre a crise daqui, denunciamos, pedimos apoio, ajuda e, por isso, somos at\u00e9 de certa forma perseguidos e agora depois que o Papa falou eu tenho dado muitas entrevistas pra imprensa da Alemanha, da It\u00e1lia, da Espanha, do Brasil, de v\u00e1rios lugares, \u00c1frica do sul, que tem se interessado pela situa\u00e7\u00e3o de Cabo Delgado. Ent\u00e3o, o Papa ter falado colocou-nos no mapa do mundo a crise que Mo\u00e7ambique est\u00e1 a viver na nossa prov\u00edncia de Cabo Delgado. Ent\u00e3o, o papa \u00e9 um l\u00edder mundial, tem uma voz muito forte. Aquilo que ele diz \u00e9 respeitado e o fato de ele ter falado nos ajudou muito. Tanto \u00e9 que internamente o governo refor\u00e7ou as for\u00e7as de defesa de seguran\u00e7a para ir ao encontro desses guerrilheiros, desses homens armados que tem feito sofrer muito a popula\u00e7\u00e3o. J\u00e1 morreram mais de mil pessoas nessa guerra insana e temos mais de 200 mil deslocados internos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Como n\u00f3s aqui da Guin\u00e9-Bissau podemos ajudar?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A maneira mais concreta de ajudar \u00e9 rezando por n\u00f3s, pelo nosso povo porque a ora\u00e7\u00e3o tem uma for\u00e7a muito grande e n\u00f3s precisamos muito da ora\u00e7\u00e3o e da comunh\u00e3o dos irm\u00e3os, das irm\u00e3s para que como Igreja saiba como ajudar. A C\u00e1ritas tem ajudado muito, nossa C\u00e1ritas diocesana, desde o in\u00edcio da crise. N\u00f3s tivemos aqui, eu ia esquecendo de dizer, h\u00e1 um ano atr\u00e1s o Ciclone Kenneth*, que tamb\u00e9m destruiu muitas casas, deslocou muita gente. Ent\u00e3o, juntando o ciclone e esses ataques armados n\u00f3s temos esse n\u00famero assustador de deslocados. N\u00e3o h\u00e1 comida que chegue porque ningu\u00e9m conseguiu fazer machamba (plantar e colher) esse ano, sobretudo nesses nove distritos onde tem os ataques. Ent\u00e3o, n\u00f3s j\u00e1 estamos vendo aqui outro fen\u00f4meno da fome, que j\u00e1 \u00e9 um problema aqui, mas esses dois anos muito pior e agora nesses dias tem tomado uma propor\u00e7\u00e3o muito grande. N\u00f3s temos trabalhado muito no sentido de levar alimenta\u00e7\u00e3o, temos trabalhado com muitas organiza\u00e7\u00f5es internacionais que t\u00eam nos apoiado pra atender a esses deslocados. Pra ter uma ideia, em Pemba tem milhares de deslocados, no distrito vizinho aqui nesses \u00faltimos dias chegaram 16 mil deslocados, \u00e9 muita gente. Ent\u00e3o, n\u00f3s precisamos mesmo de ora\u00e7\u00e3o e precisamos de solidariedade de todas as partes, venha de onde vier n\u00e9, para que n\u00f3s possamos atender essa popula\u00e7\u00e3o que tem sofrido muito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Que mensagem o senhor bispo gostaria de deixar para aqueles que nos ouvem?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eu gostaria de aproveitar pra deixar uma mensagem que n\u00f3s somos a mesma Igreja, a \u00fanica Igreja de Cristo e nessa Igreja todos somos miss\u00e3o. Ent\u00e3o, que cada um de n\u00f3s, cada um daqueles que me ouvem possam assumir verdadeiramente seu batismo e possa ser mission\u00e1rio onde quer que seja, na sua fam\u00edlia, no seu trabalho, na escola, em qualquer ambiente que for na comunidade, nas v\u00e1rias que Deus muitas vezes nos coloca, que cada um de n\u00f3s possa dar seu testemunho e possa ser mission\u00e1rio, mission\u00e1ria e n\u00f3s, como Igrejas particulares, Bafat\u00e1 e Pemba rezemos uns pelos outros. Um grande abra\u00e7o ao meu irm\u00e3o dom Pedro Zilli, um grande abra\u00e7o a todos os que trabalham nessa r\u00e1dio da diocese, um grande abra\u00e7o a todos os ouvintes e as ouvintes e que Deus aben\u00e7oe a cada um, cada uma, um grande abra\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>*Segundo a ag\u00eancia France Presse, o ciclone destruiu aproximadamente 3.300 casas e deixou cerca de 18 mil pessoas refugiadas em abrigos de emerg\u00eancia. Autoridades locais confirmaram 5 mortes.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Luiz Fernando Lisboa pede solidariedade para atender \u00e0 popula\u00e7\u00e3o sofrida com a guerra e com o agravamento da fome na prov\u00edncia<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":239800,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[854],"tags":[1249],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/239673"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=239673"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/239673\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/239800"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=239673"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=239673"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=239673"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}