{"id":240117,"date":"2020-05-08T17:56:29","date_gmt":"2020-05-08T20:56:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=240117"},"modified":"2020-09-08T14:09:22","modified_gmt":"2020-09-08T17:09:22","slug":"a-ternura-em-tempos-de-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-ternura-em-tempos-de-pandemia\/","title":{"rendered":"A ternura em tempos de pandemia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><b>Dom Jos\u00e9 Gislon<br \/>\nBispo de Caxias do Sul<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O m\u00eas de maio traz recorda\u00e7\u00f5es bonitas, que nos remetem \u00e0 nossa inf\u00e2ncia, ao aconchego do lar, \u00e0 ternura de nossas m\u00e3es, que mesmo na simplicidade e despojamento de conforto e bem-estar material, nos acolheram para a vida. Elas nos carregaram nos bra\u00e7os, se alegraram com os nossos primeiros passos, as nossas primeiras palavras, nos incentivaram a percorrermos o caminho do discernimento vocacional e da escolha de vida. Mesmo sabendo que as nossas escolhas poderiam nos levar para longe de seus olhos, ficava sempre a confian\u00e7a, de nossa parte, que est\u00e1vamos presentes em seus cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e n\u00e3o cansa de amar, mesmo sofrendo com a dor que toca a vida dos filhos. Ela \u00e9 uma for\u00e7a presente mesmo no sil\u00eancio, como foi Maria, a m\u00e3e de Jesus, diante da cruz. E no sil\u00eancio, muitas vezes chora, para n\u00e3o deixar transparecer aos filhos a dor que est\u00e1 sentindo no cora\u00e7\u00e3o, pelos acontecimentos da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quem precisou deixar a casa paterna, na adolesc\u00eancia ou na juventude, para seguir o chamado do cora\u00e7\u00e3o ou a forma\u00e7\u00e3o profissional, sabe o que significa despedir-se, dar um abra\u00e7o, ver as l\u00e1grimas descendo no rosto da m\u00e3e, sabendo que por um longo tempo, a for\u00e7a do amor era o \u00fanico elo que os mantinha pr\u00f3ximos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Hoje, as dist\u00e2ncias f\u00edsicas continuam existindo, mas gra\u00e7as \u00e0s novas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o, temos muito mais oportunidades de nos fazermos ver e sentir. Mas n\u00e3o esque\u00e7amos que, mesmo conectados com o mundo atrav\u00e9s das novas tecnologias, precisamos aprender a nos conectarmos humanamente e afetivamente com as pessoas que amamos e fazem parte da nossa vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A dor que sinto no cora\u00e7\u00e3o quando ou\u00e7o uma m\u00e3e ou um pai dizerem: \u201cTrabalhei tanto para que meus filhos pudessem estudar, ter uma profiss\u00e3o e oportunidades na vida, que eu n\u00e3o tive, e agora que est\u00e3o colocados, parece que n\u00e3o lembram mais da gente, raramente telefonam e quase nunca nos visitam\u201d!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na vida, quando deixamos de olhar o caminho percorrido, podemos acabar esquecendo tamb\u00e9m quem nos ajudou a caminhar, ou quem encontramos ao longo do caminho. O amor, a ternura e o perd\u00e3o, nos ajudam a romper as dist\u00e2ncias que nos separam das pessoas que fazem parte da nossa vida, para mant\u00ea-las presente no nosso cora\u00e7\u00e3o, mesmo em tempo de pandemia e isolamento social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Minha gratid\u00e3o, estima e preces a todas as m\u00e3es, pelo vosso dia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jos\u00e9 Gislon Bispo de Caxias do Sul &nbsp; O m\u00eas de maio traz recorda\u00e7\u00f5es bonitas, que nos remetem \u00e0 nossa inf\u00e2ncia, ao aconchego do lar, \u00e0 ternura de nossas m\u00e3es, que mesmo na simplicidade e despojamento de conforto e bem-estar material, nos acolheram para a vida. 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