{"id":240233,"date":"2020-06-08T11:29:11","date_gmt":"2020-06-08T14:29:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=240233"},"modified":"2020-09-08T14:08:38","modified_gmt":"2020-09-08T17:08:38","slug":"albertina-uma-historia-em-longa-metragem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/albertina-uma-historia-em-longa-metragem\/","title":{"rendered":"Albertina &#8211; uma hist\u00f3ria em longa-metragem"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Jo\u00e3o Francisco Salm<br \/>\n<\/strong><strong>Bispo de Tubar\u00e3o\u00a0 (SC)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p>Albertina Berkenbrock, filha de Henrique e Josefina, nasceu no dia 11 de abril de 1919, em S\u00e3o Luiz, munic\u00edpio de Imaru\u00ed, no sul de Santa Catarina, hoje Diocese de Tubar\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Seus pais, descendentes dos primeiros colonizadores alem\u00e3es provenientes da Westf\u00e1lia, no final do S\u00e9culo IXX, apesar da pobreza material, transmitiram aos filhos a riqueza da f\u00e9 e dos valores crist\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na casa dos Berkenbrock havia espa\u00e7o para Deus. A ora\u00e7\u00e3o di\u00e1ria do ter\u00e7o ap\u00f3s a ceia era sagrada. No singelo orat\u00f3rio de madeira veneravam-se o crucifixo e a imagem de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o. Participavam das Missas e novenas na capela de S\u00e3o Luiz Gonzaga. A menina ajudava sua m\u00e3e nos cuidados da igreja e dos altares. Albertina nutria especial venera\u00e7\u00e3o pelo seu padroeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Padres e freiras visitavam a resid\u00eancia da fam\u00edlia. Numa dessas ocasi\u00f5es, Albertina teria perguntado \u00e0 sua m\u00e3e quem eram aquelas senhoras, vestidas de maneira curiosa. D. Fina lhe explicou: \u201cElas s\u00e3o freiras; significa ser toda de Deus!\u201d. Mais tarde, Albertina teria dito: \u201cEu tamb\u00e9m quero ser toda de Deus\u201d!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As pessoas do lugarejo admiravam seu comportamento. Embora t\u00edmida, tratava todos com carinho. Solid\u00e1ria, tinha especial afei\u00e7\u00e3o pelos mais necessitados. Na escola, distribu\u00eda seu lanche com os pobres. Cuidava dos irm\u00e3os menores e dos filhos do casal de empregados que a fam\u00edlia amparou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Seu catequista foi Hugo Berndt. Culto e ex\u00edmio escultor em madeira, apreciava o grande interesse de Albertina pelos ensinamentos sobre Jesus e a Igreja. Ela desejava intensamente receber a Eucaristia: \u201cFoi o dia mais lindo de minha vida\u201d!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O que aprendia na Catequese, repassava aos seus irm\u00e3os. Num caderninho, ela anotava seus col\u00f3quios com Deus. E gostava de construir pequenos t\u00famulos de terra, sobre os quais colocava cruzes que ela mesma fazia. Rezava pelos falecidos. Ao v\u00ea-la assim, Hugo disse: \u201cO que faz aqui essa flor?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os moradores do lugar a apelidaram de \u201cSantinha\u201d. E quando ela foi morta, lamentavam: \u201cMataram a nossa Santinha\u201d. Tal trag\u00e9dia ocorreu no dia 15 de junho de 1931, quando ela tinha doze anos. Pelas 16h, enquanto procurava um boi fuj\u00e3o, orientada pelo empregado Maneco Palho\u00e7a, adentrou num bosque fechado. Era uma armadilha. L\u00e1 o bruto, segurando um punhal, a surpreendeu, tentou estupr\u00e1-la, mas ela n\u00e3o aceitou e lutou bravamente. \u201cN\u00e3o me maltrates. N\u00e3o. \u00c9 pecado. Deus n\u00e3o quer!\u201d, gritava. Foi degolada violentamente, mas Maneco n\u00e3o conseguiu seu intento. Ele mesmo comunicou o ocorrido \u00e0 fam\u00edlia, acusou um inocente e fugiu. Por fim, durante o vel\u00f3rio, a verdade veio \u00e0 tona. Ele foi capturado e confessou este e outros dos seus crimes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A fama de santidade de Albertina se espalhou mediante not\u00edcias de gra\u00e7as recebidas por sua intercess\u00e3o. O lugar tornou-se centro de ora\u00e7\u00e3o e peregrina\u00e7\u00e3o. Em 20 de outubro de 2007, o Papa Bento XVI a declarou Bem-Aventurada. O Processo de Canoniza\u00e7\u00e3o tramita no Vaticano. Os fi\u00e9is visitam seu Santu\u00e1rio, publicam gra\u00e7as recebidas e rezam para poderem, definitivamente, cham\u00e1-la de Santa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Coroando os festejos do primeiro Centen\u00e1rio de seu Nascimento (2019-2020), esta hist\u00f3ria ser\u00e1 levada ao mundo inteiro atrav\u00e9s do longa-metragem ALBERTINA, dirigido por Luiz Fernando F. Machado, com roteiro de Chico Caprario.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mais de mil populares participaram das filmagens, inclusive parentes da Beata, unindo-se aos atores e t\u00e9cnicos profissionais. Legendado em seis idiomas, o filme ter\u00e1 Pr\u00e9-estreia Mundial por <em>streaming<\/em> no pr\u00f3ximo dia 11 de junho, na Solenidade de Corpus Christi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A hist\u00f3ria de santidade da jovenzinha de Imaru\u00ed questiona a nossa vida hodierna, nossa viv\u00eancia dos valores crist\u00e3os, nosso compromisso com os mais necessitados, bem como o nosso empenho na promo\u00e7\u00e3o da cultura da paz. A sua defesa da castidade n\u00e3o combina com o pansexualismo e o materialismo endeusados em nossos dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Albertina fala-nos de miseric\u00f3rdia em nossas atitudes e da simplicidade do seguimento de Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;    \t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jo\u00e3o Francisco Salm Bispo de Tubar\u00e3o\u00a0 (SC) Albertina Berkenbrock, filha de Henrique e Josefina, nasceu no dia 11 de abril de 1919, em S\u00e3o Luiz, munic\u00edpio de Imaru\u00ed, no sul de Santa Catarina, hoje Diocese de Tubar\u00e3o. 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