{"id":247650,"date":"2020-09-08T12:06:53","date_gmt":"2020-09-08T15:06:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=247650"},"modified":"2020-09-08T12:10:20","modified_gmt":"2020-09-08T15:10:20","slug":"novos-tempos-tempo-da-criacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/novos-tempos-tempo-da-criacao\/","title":{"rendered":"Novos tempos &#8211; Tempo da Cria\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div>\n<div style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Carlos Jos\u00e9 de Oliveira\u00a0<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\">\n<p><strong>Bispo de Apucarana<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nicodemos perguntou-lhe: \u2018Como pode um homem renascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no seio de sua m\u00e3e e nascer uma segunda vez? \u2019 (Jo 3, 4)<\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A cada ano, cada esta\u00e7\u00e3o tem seu tempo: o ver\u00e3o com seu h\u00e1lito quente, d\u00e1 lugar ao outono e seu clima ameno, depois o inverno, que sugere o aconchego, a proximidade e, ap\u00f3s esse, a primavera que faz brotar a alegria de novas flores em \u00e1rvores velhas, novas folhas em troncos antes ressequidos, brindando nossos olhos com cores diversas e exuberantes que s\u00f3 a m\u00e3o de Deus pode criar. Ap\u00f3s cada esta\u00e7\u00e3o, um novo tempo. Esse processo nos leva a pensar que conosco tamb\u00e9m pode ser assim. Vivemos de fases diferentes, ora fervorosos, ora mais fr\u00e1geis. Esse tempo de Pandemia nos ensina muitas coisas, entre elas, o renascer para novos h\u00e1bitos, atitudes e tomada de consci\u00eancia. Se a Nicodemos Jesus disse que \u00e9 preciso nascer de novo, hoje, tamb\u00e9m n\u00f3s devemos levar \u00e0 serio esse pedido de Cristo, renascer como novas criaturas para sermos, n\u00e3o apenas depois da Pandemia, mas j\u00e1, agora, homens e mulheres novos, dispostos a fazer um mundo melhor, para n\u00f3s, para o pr\u00f3ximo e para as futuras gera\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">No isolamento a que fomos obrigados a viver j\u00e1 a tantos meses, muitos ensinamentos e novas perspectivas, que antes poderiam parecer descabidas, se tornaram t\u00e3o reais, a ponto de nos transformar em novas criaturas. Mudamos h\u00e1bitos de conviv\u00eancia, sejam profissionais, familiares ou espirituais. Menos contato corpo a corpo, mais carinho e aten\u00e7\u00e3o aos mais fr\u00e1geis, usamos m\u00e1scaras para nossa prote\u00e7\u00e3o e dos outros tamb\u00e9m, passamos a viver com mais empenho a Igreja Dom\u00e9stica, a ora\u00e7\u00e3o pessoal e a Comunh\u00e3o Espiritual. Verdadeiramente, renascemos como novos homens e mulheres, que, impedidos por um v\u00edrus invis\u00edvel, passamos a nos ver al\u00e9m das apar\u00eancias na conviv\u00eancia di\u00e1ria com aqueles que quase n\u00e3o conviv\u00edamos. E, diante disso tudo, tamb\u00e9m passamos a utilizar a tecnologia mais intensamente: a globaliza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica se tornou quase que um ref\u00fagio, para al\u00e9m da necessidade a que est\u00e1vamos acostumados. Por\u00e9m, h\u00e1 que se pensar que a globaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 mais que um mundo conectado pela tecnologia avan\u00e7ada.<\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A Enc\u00edclica Laudato Si sup\u00f5e e prop\u00f5e algo maior a ser realizado: um mundo globalizado, em que o Globo Terrestre, a Terra, mediante a uni\u00e3o de todos, seja visto e compreendido como a \u201cCasa Comum\u201d, um lugar a ser regenerado, cuidado com amor, para que, de troncos ressequidos surjam as folhas, os frutos, as flores, ou seja, que nosso Planeta volte a ser o que era nas origens: um lugar bom de se viver, para todos. A Pandemia nos revelou \u00e1guas mais cristalinas nos rios, praias mais limpas, menos polui\u00e7\u00e3o e, um reencontro conosco mesmo. Desse reencontro pessoal, deve surgir um novo nascimento, uma decis\u00e3o de tomarmos posse da gra\u00e7a de Deus, derramada sempre, desde os prim\u00f3rdios, quando Ele soprou com seu h\u00e1lito Divino sobre o homem, dando-lhe a gra\u00e7a da vida em plenitude.<\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m somos frutos do Sopro de Deus, e trazemos em n\u00f3s uma marca indel\u00e9vel: fomos criados, todos, para vivermos em harmonia com todas as criaturas e com o Criador. Nossa raiz est\u00e1 em Deus, Dele viemos e para Ele devemos voltar. Os tempos atuais reclamam a nossa convers\u00e3o pessoal, espiritual, social e ecol\u00f3gica. Neste m\u00eas de setembro, n\u00e3o por acaso, mas por des\u00edgnio de Deus, a Igreja comemora o m\u00eas da B\u00edblia, a Palavra Divina que, sempre igual, se atualiza a todo instante, nos mostrando que Nela h\u00e1 todo o ensinamento necess\u00e1rio para que possamos nascer de novo, melhores e mais atentos, mais comprometidos e conscientes de que somos n\u00f3s os protagonistas do cumprimento do Plano de Amor de Deus. Somente sob a Luz da F\u00e9, pondo em pr\u00e1tica a Palavra, pode-se perceber o verdadeiro sentido dos Planos de Deus, e a partir dessa consci\u00eancia, poderemos cuidar, respeitar e amar toda esp\u00e9cie de vida. Pe\u00e7amos \u00e0 Virgem Maria, a Senhora de Lourdes, que, assunta aos c\u00e9us, \u00e9 a Rainha de toda cria\u00e7\u00e3o, que tenhamos a gra\u00e7a da sa\u00fade da alma e do corpo para agirmos conforme os desejos de Deus. Am\u00e9m.<\/div>\n<div dir=\"ltr\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Carlos Jos\u00e9 de Oliveira\u00a0 Bispo de Apucarana \u00a0 Nicodemos perguntou-lhe: \u2018Como pode um homem renascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no seio de sua m\u00e3e e nascer uma segunda vez? \u2019 (Jo 3, 4) A cada ano, cada esta\u00e7\u00e3o tem seu tempo: o ver\u00e3o com seu h\u00e1lito quente, d\u00e1 lugar ao outono &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/novos-tempos-tempo-da-criacao\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Novos tempos &#8211; Tempo da Cria\u00e7\u00e3o<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":101,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/247650"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=247650"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/247650\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=247650"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=247650"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=247650"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}