{"id":250375,"date":"2020-10-09T15:10:41","date_gmt":"2020-10-09T18:10:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=250375"},"modified":"2020-10-09T15:11:12","modified_gmt":"2020-10-09T18:11:12","slug":"diversidade-e-diferenca-como-bencaos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/diversidade-e-diferenca-como-bencaos\/","title":{"rendered":"Diversidade e diferen\u00e7a como b\u00ean\u00e7\u00e3os"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Jo\u00e3o Justino de Medeiros Silva<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Montes Claros<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Uma crian\u00e7a em seu processo de crescimento, j\u00e1 nos seus primeiros meses de vida, se depara com a diferen\u00e7a. Desde que foi cortado o cord\u00e3o umbilical que o unia de modo \u00fanico \u00e0 sua m\u00e3e, o novo ser humano vai se descobrindo em meio \u00e0s primeiras rela\u00e7\u00f5es com o seu \u201ceu\u201d, diferenciando-se dos outros. Esse processo natural e cultural tem seu lado maravilhoso e tem seus limites. O curso do tempo vai mostrar o \u00eaxito ou n\u00e3o da socializa\u00e7\u00e3o. Lidar com a diversidade e a diferen\u00e7a, seja menor ou maior, qualificar\u00e1 a pessoa para os valores da alteridade e da solidariedade. Sabe-se que as chamadas rela\u00e7\u00f5es parentais t\u00eam import\u00e2ncia fundante na constitui\u00e7\u00e3o da identidade do sujeito. Todos somos um pouco resultado da primeira inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A cultura contempor\u00e2nea tem elementos complicadores para os processos de individua\u00e7\u00e3o e de socializa\u00e7\u00e3o. Um n\u00famero sempre maior de atores participa, seja presencial ou virtualmente, da educa\u00e7\u00e3o dos pequenos. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Hoje, ao se pensar a educa\u00e7\u00e3o, na sua acep\u00e7\u00e3o mais ampla, que envolve a fam\u00edlia, a escola e a sociedade, tem-se o desafio de encontrar dire\u00e7\u00f5es para uma cultura do encontro e da valoriza\u00e7\u00e3o da pessoa, na contram\u00e3o da globaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a. Trata-se de uma tarefa exigente e laboriosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 muito elucidativo o instrumento de trabalho do Pacto Educativo Global, em sintonia com os ensinamentos do Papa Francisco, quando afirma: \u201cNa origem das fragmenta\u00e7\u00f5es e oposi\u00e7\u00f5es de hoje, que muitas vezes levam \u00e0s mais variadas formas de conflito, est\u00e1 escondido o medo da diversidade. Reconstruir os tecidos da unidade e do encontro, portanto, exige que o pensamento d\u00ea um salto adiante e mude radicalmente a sua l\u00f3gica habitual. Enquanto a diversidade e a diferen\u00e7a forem consideradas hostis \u00e0 unidade, a guerra ent\u00e3o ser\u00e1 sempre iminente, pronta para se manifestar em toda a sua carga destrutiva. O primeiro princ\u00edpio indispens\u00e1vel para a constru\u00e7\u00e3o de um novo humanismo \u00e9, portanto, o da educa\u00e7\u00e3o para um novo pensamento, capaz de unir diversidade e unidade, igualdade e liberdade, identidade e alteridade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 pais e educadores que idealizam c\u00edrculos fechados dentro dos quais imaginam poder educar as crian\u00e7as e adolescentes, preparando-os para lidar com o complexo mundo hodierno. Resta saber como esses futuros cidad\u00e3os estar\u00e3o aptos para dialogar com alteridades sempre mais diversas e diferentes. Nesse sentido, a espiritualidade crist\u00e3 abre perspectivas muito preciosas para a valoriza\u00e7\u00e3o das diversidades e diferen\u00e7as. Em nenhum momento de sua vida e minist\u00e9rio Jesus apregoou a uniformidade, mas antes foi capaz de dialogar com todos, dos mais simples aos letrados, com homens e mulheres, com leprosos e prostitutas, com cobradores de impostos e com as autoridades de seu tempo&#8230; N\u00e3o evitava as pessoas. N\u00e3o fugia delas. Ningu\u00e9m estava fora do alcance de suas palavras que consolavam, interpelavam, perdoavam, curavam, criavam la\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tornamo-nos mais humanos e mais crist\u00e3os n\u00e3o quando sa\u00edmos vencedores em conflitos, mas quando encontramos caminhos para super\u00e1-los e garantir que toda pessoa tenha seu direito a viver com dignidade. O sonho da fraternidade universal inclui a pluralidade das culturas, o respeito \u00e0s diferen\u00e7as e o cultivo da justi\u00e7a social e da paz. Os disc\u00edpulos de Jesus Cristo temos de ser protagonistas nesse tempo. Isso requer a coragem de ir ao essencial da f\u00e9 crist\u00e3: o amor a Deus e ao pr\u00f3ximo. Pense nisso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jo\u00e3o Justino de Medeiros Silva Arcebispo de Montes Claros \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Uma crian\u00e7a em seu processo de crescimento, j\u00e1 nos seus primeiros meses de vida, se depara com a diferen\u00e7a. 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